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HIDROLOGIA

SGB compartilha dados sobre eventos críticos

SGB compartilha dados sobre eventos críticos

As previsões hidrológicas são geradas a partir do Sistema de Alerta Hidrológico

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) realiza monitoramento hidrológico que ajuda em medidas preventivas e estratégicas em países da América do Sul. Na última semana, após as chuvas provocarem o aumento do nível do Rio Uruguai, no Rio Grande do Sul, o SGB passou a enviar boletins, com previsões hidrológicas, ao Comitê Intergovernamental dos Países da Bacia do Rio da Prata (CIC-Prata).

Composto por representantes de Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, o CIC-prata compartilha rios que formam a bacia hidrográfica considerada uma das maiores do mundo, com mais de 3,1 milhões km². Entre os rios que compõem a bacia, está o Rio Uruguai – transfronteiriço entre Brasil, Argentina e Uruguai. Os outros rios são o Paraná e o Paraguai. “Todas as vezes que estamos na iminência de inundação no Rio Uruguai, nós do SGB
compartilhamos as informações com esses parceiros internacionais, porque o nível das águas no Brasil pode aumentar o volume das águas em outras partes da bacia”, explica a engenheira hidróloga Andrea Germano, assessora do Departamento de Hidrologia e Gestão Territorial (DEHID). O intercâmbio de dados a respeito dos recursos hídricos é previsto no Tratado da Bacia do Prata, em vigor desde 1970.

As previsões hidrológicas são geradas a partir do Sistema de Alerta Hidrológico do Rio Uruguai (SAH Uruguai), que entrou em operação no dia 5 de setembro, após o nível das águas atingir a “Cota de Alerta” nas estações monitoradas. Atualmente, o SAH Uruguai está na “Cota de Inundação”. Desde o início, já foram emitidos mais de 35 boletins de alerta hidrológico, que contemplam os municípios gaúchos atendidos pelo SAH Uruguai: Alegrete, Itaqui, Manoel Viana, São Borja, Rosário do Sul e Uruguaiana.

Os boletins apresentam previsões que variam de 4 horas a 17 horas de antecedência. Com as informações, o SGB auxilia defesas civis e gestores municipais na tomada de decisões para prevenção ou mitigação dos impactos das cheias.

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