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PANTANAL

Embrapa desenvolve sistema para monitorar cheias

A Embrapa criou o Sistema de Monitoramento do Pantanal (Sismopan) e o GeoHidro-Pantanal dentro do projeto AgroHidro, próprio para os impactos da agricultura, pecuária e mudanças climáticas sobre os recursos hídricos. Os programas disponibilizam dados sobre a hidrologia local através de mapas, imagens de satélite, figuras, desenhos e animações para que o público leigo possa assimilar essa informação. "Por meio dessas ferramentas também é possível interagir com o público, incorporando esse retorno à pesquisa para torná-la mais participativa e prática" explica Carlos Roberto Padovani, pesquisador da Embrapa Pantanal. As iniciativas têm como objetivo o monitoramento, interpretação e disponibilização de dados hidrológicos e meteorológicos (do ponto de vista geográfico) para a bacia do Alto Paraguai – Pantanal. A base das análises é feita pelo Sistema de Monitoramento do Pantanal (Sismopan). A equipe da Embrapa também utiliza as mídias sociais e um visualizador de mapas interativo, chamado GeoHidro-Pantanal, para exibir essas informações e disponibilizá-las gratuitamente na internet. Os programas visam ajudar ribeirinhos e criadores de gado que ficam sujeitos a extremos ambientais nos períodos de estiagem e cheia anuais no Pantanal. "Os modelos hidrológicos em geral não são feitos para regiões como o Pantanal, são feitos para outras áreas – e são áreas bem drenadas, com rios que sempre recebem água, localizados em vales. O Pantanal é totalmente inverso: os rios mudam de lugar, às vezes estão mais altos que a planície. É uma área alagada muito grande, com diversos processos hidrológicos que não acontecem em regiões bem-drenadas", afirma. O Sistema de monitoramento do Pantanal (Sismopan) integra dados de chuva, nível dos rios e áreas inundadas (obtidos a partir de imagens de satélite) para entender a dinâmica das inundações do Pantanal em tempo real. O sistema também considera previsões climáticas. Como parte do Sismopan, Padovani afirma que um sistema informatizado de previsão de níveis dos rios da bacia do Alto Paraguai está em desenvolvimento por meio de uma parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Outro componente do Sismopan é o visualizador de mapas GeoHidro-Pantanal, que divulga as informações emitidas pela Embrapa Pantanal e outras instituições de pesquisa. O GeoHidro, desenvolvido em parceria com o Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, é um software gratuito, online e interativo que disponibiliza dados geográficos e hidrológicos da região pantaneira por meio de mapas e imagens. O GeoHidro-Pantanal é semelhante ao Google Earth e permite o acesso às informações técnicas de maneira simples e personalizada, segundo Fagner Oliveira, analista de sistemas do CIH que desenvolveu a plataforma.

A Embrapa criou o Sistema de Monitoramento do Pantanal (Sismopan) e o GeoHidro-Pantanal dentro do projeto AgroHidro, próprio para os impactos da agricultura, pecuária e mudanças climáticas sobre os recursos hídricos.

Os programas disponibilizam dados sobre a hidrologia local através de mapas, imagens de satélite, figuras, desenhos e animações para que o público leigo possa assimilar essa informação. "Por meio dessas ferramentas também é possível interagir com o público, incorporando esse retorno à pesquisa para torná-la mais participativa e prática" explica Carlos Roberto Padovani, pesquisador da Embrapa Pantanal.

As iniciativas têm como objetivo o monitoramento, interpretação e disponibilização de dados hidrológicos e meteorológicos (do ponto de vista geográfico) para a bacia do Alto Paraguai – Pantanal. A base das análises é feita pelo Sistema de Monitoramento do Pantanal (Sismopan). A equipe da Embrapa também utiliza as mídias sociais e um visualizador de mapas interativo, chamado GeoHidro-Pantanal, para exibir essas informações e disponibilizá-las gratuitamente na internet.

Os programas visam ajudar ribeirinhos e criadores de gado que ficam sujeitos a extremos ambientais nos períodos de estiagem e cheia anuais no Pantanal. "Os modelos hidrológicos em geral não são feitos para regiões como o Pantanal, são feitos para outras áreas – e são áreas bem drenadas, com rios que sempre recebem água, localizados em vales. O Pantanal é totalmente inverso: os rios mudam de lugar, às vezes estão mais altos que a planície. É uma área alagada muito grande, com diversos processos hidrológicos que não acontecem em regiões bem-drenadas", afirma.

O Sistema de monitoramento do Pantanal (Sismopan) integra dados de chuva, nível dos rios e áreas inundadas (obtidos a partir de imagens de satélite) para entender a dinâmica das inundações do Pantanal em tempo real. O sistema também considera previsões climáticas. Como parte do Sismopan, Padovani afirma que um sistema informatizado de previsão de níveis dos rios da bacia do Alto Paraguai está em desenvolvimento por meio de uma parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

Outro componente do Sismopan é o visualizador de mapas GeoHidro-Pantanal, que divulga as informações emitidas pela Embrapa Pantanal e outras instituições de pesquisa. O GeoHidro, desenvolvido em parceria com o Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, é um software gratuito, online e interativo que disponibiliza dados geográficos e hidrológicos da região pantaneira por meio de mapas e imagens. O GeoHidro-Pantanal é semelhante ao Google Earth e permite o acesso às informações técnicas de maneira simples e personalizada, segundo Fagner Oliveira, analista de sistemas do CIH que desenvolveu a plataforma.

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8 de abril, 2019
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1 de dezembro, 2016