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Brasil, Bolívia e Paraguai têm projeto para o Pantanal

Brasil, Bolívia e Paraguai têm projeto para o Pantanal

Projeto conjunto avalia balanço hídrico do Pantanal

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) participou nos dias 23 e 24 de maio da Primeira Reunião Presencial – Bolívia, Brasil e Paraguai a respeito do Projeto Balanço Hídrico Pantanal, na sede da entidade, em Brasília. O encontro teve a participação remota de integrantes da iniciativa e debateu a integração das equipes técnicas dos países com a empresa responsável pelo planejamento das atividades do Projeto.

Pelo Brasil, o superintendente adjunto de Estudos Hídricos e Socioeconômicos, Luciano Meneses, além de especialistas da Superintendência de Estudos Hídricos e Socioeconômicos e da Superintendência de Planos, Programas e Projetos da ANA. Também participaram técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da empresa Fractal Engenharia. O encontro teve também representantes do Ministério de Meio Ambiente e Água e o Laboratório de Hidráulica da Bolívia. Do Paraguai, representantes do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Embaixada do Paraguai, da Diretoria de Meteorologia e Hidrologia e da empresa PEISA, além da empresa holandesa Deltares.

O Ministério do Meio Ambiente e Água da Bolívia, a ANA e o Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Paraguai nas oficinas realizadas abordaram as descrições das áreas do Pantanal nos respectivos países. Na sequência, houve apresentação sobre o uso da terra pelo pesquisador da EMBRAPA, Marcos Padovani. O especialista do INPE Lincoln Alves ministrou uma oficina sobre clima e futuro no Pantanal. Cada país apresentou as bases de dados que estarão disponíveis para o projeto e a empresa Deltares demonstrou os sistemas computacionais e metodologias que serão utilizadas. Para concluir, todos compartilharam os resultados e modelos gerados para cada equipe técnica dos países.


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Criado pacto para preservação das Cabeceiras do Pantanal

Uma ação conjunta da WWF-Brasil, Governo do Estado de Mato Grosso e outras 50 entidades parceiras realizará ação para proteger e recuperar as águas das Cabeceiras do Pantanal – onde nascem as águas responsáveis por alimentar 80% da planície inundada, pelo abastecimento de mais de três milhões de pessoas e pela manutenção da rica biodiversidade local: mais de 4 mil espécies de animais e plantas registrados. O Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, como é conhecida a aliança, vai recuperar 700 quilômetros de rios (Paraguai, Jauru, Sepotuba e Cabaçal) e mais de 70 nascentes localizadas em 25 municípios de Mato Grosso. O trabalho de reflorestamento da mata ciliar abrange uma área de mais de 23 mil hectares. Para atender à demanda, a previsão é de que sejam criados novos negócios e empresas, como de produção de insumos, de execução de serviços e de qualificação profissional e mais de mil empregos e renda para as comunidades locais. "Abrem-se oportunidades de venda de sementes, ferramentas, mão-de-obra para o reflorestamento, retirada de entulho e instalação de cercas para a proteção das nascentes. Ou seja, toda uma cadeia produtiva será gerada e incentivada por meio da conservação ambiental”, diz o especialista em conservação do WWF-Brasil, Ângelo Lima. Serão necessários mais de 15 viveiros de mudas para fazer o replantio. A idéia dop Pacto surgiu após pesquisa realizada pelo WWF em 2012 em parceria com o HSBC, a he Nature Conservancy (TNC), o Centro de Pesquisas do Pantanal, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Carterpillar. Na ocasião foi constatado que a área das Cabeceiras do Pantanal estava em alto risco ecológico, requerendo ações urgentes. A ação conjunta entre todos os participantes foi formada no último dia 08 de novembro e todos se comprometeram a trabalhar na recuperação dos recursos hídricos da região. Carlos Nomoto, secretário-geral do WWF-Brasil, reforça a importância da Organização na conservação do Pantanal, “o reino das águas”: nossa missão é trabalhar por um planeta onde as pessoas vivam em harmonia com o meio ambiente e o Pacto mostra o potencial de uma ação quando é produzida em conjunto por toda a sociedade. Cada entidade participante do Pacto comprometeu-se voluntariamente a implementar em sua localidade pelo menos três ações que preservem as nascentes e os rios, como por exemplo: a recuperação de áreas degradadas, a adequação ambiental de estradas rurais e estaduais até 2020, a melhoria do saneamento básico, a implantação de biofossas nas zonas rurais e melhoria da gestão de resíduos sólidos e da gestão de recursos hídricos, a promoção de atividades culturais e educativas sobre a importância da proteção das águas (rios e nascentes) e do reflorestamento. Até o momento, o Pacto conseguiu a instalação de 40 biofossas na zona rural, evitando que dejetos humanos cheguem aos rios e melhorando a qualidade de vida dos produtores que passam a ter saneamento básico e um biofertilizante para regar árvores frutíferas. Os municípios de Tangará da Serra e Mirassol d’Oeste foram selecionados pela Agência Nacional de Águas (ANA) e vão receber recursos à implantação de projetos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), por meio do Programa Produtor de Água. Com isto, os produtores dos dois municípios serão remunerados financeiramente pela proteção das nascentes e dos recursos hídricos locais, pela conservação das matas ciliares e pela implementação de boas práticas agropecuárias e do manejo do uso do solo. A região das Cabeceiras do Pantanal abrange 25 municípios do Mato Grosso, sendo eles: Alto Paraguai, Araputanga, Arenápolis, Barra do Bugres, Cáceres, Curvelândia, Denise, Diamantino, Figueirópolis D´Oeste, Glória D´Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Esperidião, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Santo Afonso, São José dos Quatro Marcos, Salto do Céu e Tangará da Serra. O Dia do pantanal éi comemorado em 12 de novembro.

17 de novembro, 2015
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PANTANAL
Embrapa desenvolve sistema para monitorar cheias

A Embrapa criou o Sistema de Monitoramento do Pantanal (Sismopan) e o GeoHidro-Pantanal dentro do projeto AgroHidro, próprio para os impactos da agricultura, pecuária e mudanças climáticas sobre os recursos hídricos. Os programas disponibilizam dados sobre a hidrologia local através de mapas, imagens de satélite, figuras, desenhos e animações para que o público leigo possa assimilar essa informação. "Por meio dessas ferramentas também é possível interagir com o público, incorporando esse retorno à pesquisa para torná-la mais participativa e prática" explica Carlos Roberto Padovani, pesquisador da Embrapa Pantanal. As iniciativas têm como objetivo o monitoramento, interpretação e disponibilização de dados hidrológicos e meteorológicos (do ponto de vista geográfico) para a bacia do Alto Paraguai – Pantanal. A base das análises é feita pelo Sistema de Monitoramento do Pantanal (Sismopan). A equipe da Embrapa também utiliza as mídias sociais e um visualizador de mapas interativo, chamado GeoHidro-Pantanal, para exibir essas informações e disponibilizá-las gratuitamente na internet. Os programas visam ajudar ribeirinhos e criadores de gado que ficam sujeitos a extremos ambientais nos períodos de estiagem e cheia anuais no Pantanal. "Os modelos hidrológicos em geral não são feitos para regiões como o Pantanal, são feitos para outras áreas – e são áreas bem drenadas, com rios que sempre recebem água, localizados em vales. O Pantanal é totalmente inverso: os rios mudam de lugar, às vezes estão mais altos que a planície. É uma área alagada muito grande, com diversos processos hidrológicos que não acontecem em regiões bem-drenadas", afirma. O Sistema de monitoramento do Pantanal (Sismopan) integra dados de chuva, nível dos rios e áreas inundadas (obtidos a partir de imagens de satélite) para entender a dinâmica das inundações do Pantanal em tempo real. O sistema também considera previsões climáticas. Como parte do Sismopan, Padovani afirma que um sistema informatizado de previsão de níveis dos rios da bacia do Alto Paraguai está em desenvolvimento por meio de uma parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Outro componente do Sismopan é o visualizador de mapas GeoHidro-Pantanal, que divulga as informações emitidas pela Embrapa Pantanal e outras instituições de pesquisa. O GeoHidro, desenvolvido em parceria com o Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, é um software gratuito, online e interativo que disponibiliza dados geográficos e hidrológicos da região pantaneira por meio de mapas e imagens. O GeoHidro-Pantanal é semelhante ao Google Earth e permite o acesso às informações técnicas de maneira simples e personalizada, segundo Fagner Oliveira, analista de sistemas do CIH que desenvolveu a plataforma.

6 de maio, 2015