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Evento para celebrar e debater gestão hídrica

Evento para celebrar e debater gestão hídrica

Entre os destaques do evento estão a divulgação da Lista Positiva da Tarifa Social de Água e Esgoto, o lançamento da publicação Panorama da Implementação da Tarifa Social de Água e Esgoto, a apresentação do Painel de Monitoramento das Metas do ODS 6.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) promoveu o Evento de Celebração ao Dia Mundial da Água, na sede da entidade, em Brasília, onde foram apresentadas iniciativas estratégicas para a gestão hídrica no País com a presença da Diretoria Colegiada da ANA e outras autoridades do setor.

Entre os destaques do evento estão a divulgação da Lista Positiva da Tarifa Social de Água e Esgoto, o lançamento da publicação Panorama da Implementação da Tarifa Social de Água e Esgoto, a apresentação do Painel de Monitoramento das Metas do ODS 6, o lançamento do livro dos 25 anos do Programa Produtor de Água e a assinatura de um acordo de cooperação técnica voltado à modernização da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN). Durante a cerimônia também houve o lançamento da publicação PISF: Velho Chico, Novos Caminhos; o qual trata do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

A Lista Positiva da Tarifa Social de Água e Esgoto informa o número de prestadores desses serviços que concluíram o processo de implementação da Tarifa Social, além da quantidade de municípios e de habitantes atendidos por esses prestadores – as diretoras da ANA Cristiane Battiston e Ana Carolina Argolo falaram sobre esse tema.

Já a publicação inédita da ANA, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), apresenta os resultados do Produtor de Água em todo o País desde 2001, como os investimentos em pagamento por serviços ambientais (PSA) para produtores rurais de todas as regiões do País, assunto abordado pela diretora Larissa Rêgo. Outro lançamento foi o do painel de monitoramento sobre a visão da ANA acerca dos indicadores do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 no Brasil. Com o tema Água Potável e Saneamento, o ODS 6 busca assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento para todos os países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030. O evento pode ser assistido no

https://link.ana.gov.br/dma2026.

Conjuntura dos Recursos Hídricos Síntese e Pleno

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) lançou o Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Relatório Síntese, publicação que reúne, de forma concisa, os principais destaques do Conjuntura dos Recursos Hídricos do Brasil 2025 – Relatório Pleno, e oferece uma visão integrada e objetiva dos temas mais relevantes relacionados à gestão e regulação dos recursos hídricos no País, convidando à ação coordenada entre governos, usuários e sociedade.

O Relatório Pleno e o Síntese contemplam informações sobre a quantidade e a qualidade da água, os diversos usos, a gestão e a regulação, assim como os eventos críticos que impactam a segurança hídrica. O Relatório Síntese aponta que cerca de sete trilhões de metros cúbicos de água escoaram em rios no território nacional em 2024, sendo 2,1 trilhões de metros cúbicos provenientes de outros países amazônicos. Além disso, o volume de água de chuvas foi de aproximadamente 13,3 trilhões de m³ e a evapotranspiração correspondeu a 8,72 trilhões de m³.

Quanto à Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), que acompanha os rios e chuvas no Brasil, o relatório registra que a ANA gerencia mais de 4,7 mil estações, sendo 1,9 mil fluviométricas (rios) e 2,8 mil pluviométricas (chuvas). No total a RHN possui mais de 23 mil estações espalhadas pelo território nacional sob responsabilidade de diversas entidades. Em relação aos usos consuntivos, a retirada total de água estimada em 2024 foi de 2.098,7 m³/s, ou 66,37 trilhões de L/ano. O principal uso de água no País, em termos de quantidade utilizada, é a irrigação (50,3%), seguida pelo abastecimento humano (22,3%) e a indústria (9,9%). Outros usos apresentados são o uso animal (8,3%), as termelétricas (6,3%), o abastecimento rural (1,5%) e a mineração (1,4%).

Em Água e Clima, o Síntese traz a informação de que mais de 10 milhões de pessoas foram impactadas por secas em 2024 e 11,95 milhões de habitantes foram afetados por eventos de cheias. Vale ressaltar que em 2024 o Rio Grande do Sul registrou o maior desastre relacionado a cheias de sua história, quando mais de 15 mil Km² ficaram submersos, com impactos humanos, econômicos e sociais sem precedentes. A seção de Gestão e Governança mostra que, em 2024, estavam em funcionamento no País dez comitês de bacias interestaduais e 239 comitês de bacias em rios de domínio dos estados. Ademais, haviam sido elaborados 12 planos de bacias interestaduais, 205 planos de bacias estaduais e 26 planos estaduais de recursos hídricos. Naquele ano, R$ 664 milhões foram cobrados pelo uso dos recursos hídricos em bacias de domínio estadual. Em rios federais, a cobrança foi de R$ 133,2 milhões.

Além desses temas, também são apresentados dados e informações relacionados a outorga de direito de uso de recursos hídricos, condições de operação de reservatórios e sistemas hídricos, mudança do clima e segurança hídrica, entre outros. Nesse contexto, o Conjuntura dos Recursos Hídricos 2025 - Relatório Pleno e seu Relatório Síntese reafirmam o compromisso institucional da ANA com a transparência, a produção e a disseminação de informações qualificadas para toda a sociedade.

O Conjuntura dos Recursos Hídricos do Brasil 2025 – Relatório Pleno atualiza dados, apresenta diagnósticos e fornece insumos para a tomada de decisão de políticas públicas sobre a situação das águas no Brasil, além de fortalecer o papel da ANA como produtora e divulgadora de informações técnicas à sociedade, estimulando o diálogo entre o governo, o setor produtivo, a comunidade científica e a população. O Relatório Pleno está apresentado no site. O Relatório Síntese está disponível nas versões online e em PDF.

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