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BIOMAS

Cerrado pode armazenar 1.200 toneladas de carbono por hectare
Segundo maior bioma da América do Sul, o Cerrado é a savana mais biodiversa do mundo e conhecido como “berço de águas” por contribuir com dois terços do abastecimento de grandes bacias hidrográficas, especialmente das regiões Sul e Sudeste do país.
13 de março, 2026
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A área ocupada abrange cerca de sete hectares, está inserida na Mata Atlântica e tem sofrido reiteradas infrações ambientais, com a prática de atividades turísticas comerciais clandestinas em área embargada.

O edital contempla projetos voltados aos municípios de Antonina, Guaraqueçaba, Morretes, Paranaguá, Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná.

A proposta prevê que a vegetação suprimida dentro da reserva legal poderá ser recomposta por meio do plantio de espécies nativas. A medida valerá para imóveis de até 1,5 mil hectares.

Para superar os desafios enfrentados para se operar as estações hidrológicas na Região Amazônica, a ANA contratou a construção de duas Embarcações de Apoio Fluvial, que permitirão um deslocamento rápido e seguro.

O programa Corredor lançado em 2024 durante a Semana do Clima de Nova York 2024 é uma parceria multissetorial pioneira liderada pela Hydro, Mercedes-Benz e ONGs renomadas da região amazônica: IPAM, CEA e Imazon.

A supressão ocorrida principalmente em formações florestais, que perderam 49,1 milhões de hectares nos últimos 40 anos.

A espécie, endêmica da região e já considerada uma das mais raras do planeta, continua a reconquistar seu espaço natural graças a um programa coletivo de revigoramento populacional.

As companhias que atuam no bioma, especialmente nos setores de mineração, energia e agronegócio, começam a enxergar valor estratégico em práticas sustentáveis.

O financiamento é viabilizado por meio de uma estrutura inovadora de finanças ambientais combinadas (blended finance), que tem atraído novos parceiros e ampliado o alcance da iniciativa.

Com início em até 80 mil hectares e potencial de expansão para 100 mil, esta é uma das maiores iniciativas do tipo no setor, que conecta sustentabilidade, ciência, inovação e parcerias estratégicas.

Com a adesão, a Atiaia Renováveis passa a integrar oficialmente o maior programa de revitalização de bacias hidrográficas em curso no país e se compromete a restaurar 50 hectares de Cerrado na Alta Bacia do Rio Araguaia.

A Ação Civil Pública foi proposta no âmbito do AGU Enfrenta, Grupo de Enfrentamento Estratégico aos Ilícitos e Crimes Ambientais, instituído em 2024.

Os recursos do Fundo Clima serão destinados às atividades de restauração envolvidas na execução do contrato da re.green com a Microsoft também na Mata Atlântica, além do bioma amazônico.

O Greenpeace Brasil lembra que a expansão da agropecuária na Amazônia tem sido o motor principal do desmatamento no bioma há décadas, e que a pastagem é responsável por mais de 90% do desmatamento.

Desde o início do monitoramento, há 40 anos, o Brasil perdeu 1,9 milhão de hectares de superfície coberta por água.

o projeto propõe uma nova abordagem de desenvolvimento regional a partir da inovação, com foco na geração de valor para o território.

Primeira decisão favorável em ações contra infratores ambientais do novo grupo estratégico da AGU reforça a proteção da biodiversidade e estabelece multa para descumprimento

O Brasil possui seis tipos de biomas: Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa.

O edital faz parte do Programa Floresta Viva, iniciativa do BNDES que investe recursos do Fundo Socioambiental do banco em projetos de restauração ecológica

O Fundo Brasileiro pela Diversidade (FUNBIO) será o responsável pela organização da chamada pública para a seleção de projetos de restauração ecológica

A iniciativa integra o projeto maior do CNPEM para mapear geneticamente a microfauna de biomas brasileiros com potencial biotecnológico

A Escola de Sustentabilidade da Mantiqueira’, é uma iniciativa inédita para difundir conhecimento sobre práticas sustentáveis e promover ações com foco socioambiental.

Por meio de uma chalana, os pesquisadores navegam pelos rios para identificar, coletar, processar e analisar os dados das águas

Além de receber os visitantes, o parque quer integrá-los à natureza, além de realizar diversos eventos importantes para a comunidade, como palestras, oficinas, colônia de férias, shows, exposições e muito mais.

A proposta é da deputada Camila Jara (PT-MS) e está em análise na Câmara dos Deputados

No mesmo período, a Amazônia apresentou redução de 40,5%

Os dados contabilizaram uma área desmatada de 9.064 km² na Amazônia na temporada 2022/2023, a menor taxa desde 2018

Um estudo de longo prazo sobre o processo acelerado de destruição do Cerrado e a falta de manejo adequado das áreas remanescentes do bioma denominado ‘Dinâmica de comunidades arbóreas no cerradão (2002-2016): um caso de mudança de bioma’ investigou as mudanças registradas ao longo de 14 anos em 256 parcelas, totalizando uma área amostral de 10,24 hectares, em um cerradão localizado no interior de uma Unidade de Conservação do Estado de São Paulo: a Estação Ecológica de Assis. Concebido e supervisionado pela professora do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas Giselda Durigan, o estudo faz parte do projeto de doutorado do primeiro autor, Francisco Ferreira de Miranda Santos. E, entre outros colaboradores, teve a participação de Ricardo Ribeiro Rodrigues, orientador de Miranda Santos. O local estudado pelo grupo está protegido do fogo há pelo menos 60 anos e não se beneficiou, portanto, da realização de queimadas regulares criteriosas (com zoneamento da área total e cronograma de queima em datas apropriadas, em sistema de rodízio), que hoje se reconhece ser uma técnica de manejo da maior importância para a preservação do Cerrado. “Estudos de dinâmica de florestas são, por natureza, demorados. As mudanças são lentas e é preciso esperar, pacientemente, que a floresta nos conte sua própria história. O desafio é compreender como os extremos de calor e frio, excesso ou falta de chuvas, vendavais, ou a simples competição entre as próprias árvores, disputando recursos como luz, água e nutrientes, vão direcionando as mudanças no tempo. Além da paciência, esses estudos exigem também disciplina e trabalho árduo para coletar dados em diferentes ocasiões. E, depois, inspiração e embasamento teórico para formular hipóteses e interpretar o que os dados mostram”, comenta Giselda. A equipe do estudo disse que o tamanho da área estudada (mais de 10 hectares) e o número de árvores identificadas e medidas (mais de 20 mil) foram um grande desafio. “A cada ocasião de medição, uma equipe de quatro pessoas trabalhavam cerca de um ano para medir novamente todas as árvores, substituir a numeração perdida, identificar e marcar novos indivíduos, encarando chuva, espinhos, carrapatos, bernes, buracos de tatus etc. Depois, fazendo disso o objeto de seu doutorado em ecologia na Unicamp, Miranda Santos passou meses na frente do computador, organizando o gigantesco banco de dados, detectando inconsistências, atualizando a nomenclatura das espécies, pareando as medições feitas em diferentes ocasiões para saber a história de cada árvore”, conta a pesquisadora. A pesquisadora e Miranda corrigiram um erro histórico na malha de coordenadas das 256 parcelas, que se arrastava desde o início e dificultava ainda mais o trabalho. “Só tinha uma solução: entrar na mata, procurar as árvores numeradas dentro de algumas parcelas, mapear sua posição real e comparar com a posição delas no mapa. Foi assim que descobrimos que o erro era muito fácil de corrigir: bastava girar a malha de coordenadas 90 graus para a esquerda e tudo voltava ao seu devido lugar”. Como resultado, os pesquisadores descobriram que, em 14 anos, mais da metade das árvores que existiam no levantamento inicial já haviam morrido. E outras 10 mil, aproximadamente, haviam nascido e crescido até atingir cinco centímetros de diâmetro. Embora 14 anos possam parecer um intervalo longo na escala da vida humana, eles constituem um intervalo muito curto para uma reconfiguração vegetal tão grande. Em outras palavras, uma vez desencadeada, a degeneração do Cerrado em cerradão, pode ser bastante rápida. Segundo Giselda, o estudo mostrou que não é só a estrutura que muda. Mas também a composição das espécies. Enquanto as espécies típicas de floresta e as chamadas generalistas, que toleram a sombra, continuam chegando e proliferando, as espécies típicas de Cerrado vão desaparecendo, torturadas pela escuridão. “As raras árvores de Cerrado que ainda estão em pé não deixam descendentes, porque não germinam ou não crescem à sombra. Lá se vão os pequizeiros, as mangabeiras, as curriolas, o barbatimão, as paineirinhas, entre muitas outras árvores icônicas”, conta. O estudo mostra que essas modificações não contribuem para a conservação do Cerrado e que o ambiente sombreado do cerradão é um ambiente hostil para espécies típicas da savana brasileira. “Ainda que a riqueza de espécies tenha aumentado em quase 10%, a perda de árvores de Cerrado é dramática e irreversível. É preocupante esse acúmulo contínuo de biomassa em uma região de solos arenosos e profundos, que não são capazes de reter a umidade”, afirma Giselda. A pesquisadora continua comentando que o cerradão é mais vulnerável ao colapso em episódios de seca prolongada do que os Cerrados abertos. “Desnecessário lembrar que estamos, cada vez mais, em um contexto de crise climática global, no qual eventos extremos tendem a ocorrer com frequência crescente. Quanto mais biomassa arbórea, maior é a interceptação da chuva pelas copas e maior é o consumo de água pelas árvores. Se entra menos água e o consumo aumenta, menor será a duração do estoque de água armazenada. Ou seja, se uma seca de cinco meses não afeta as árvores em um Cerrado aberto, a mesma seca pode ocasionar mortandade elevada no cerradão”. “Se as mudanças climáticas na região caminhassem para aumento e melhor distribuição das chuvas, essa nova floresta seria compatível com as condições ambientais locais. Porém, as alterações que já estão sendo sentidas na região trazem temperaturas nunca vistas, obrigando as árvores a consumir ainda mais água, com as chuvas escasseando, de modo que a probabilidade de colapso vai se tornando cada vez maior. Se morrem muitas árvores, o carbono que elas fixaram volta para a atmosfera. Além disso, muita madeira morta faz aumentar a probabilidade de incêndios catastróficos. Diferentemente do Cerrado típico, o cerradão não é uma vegetação adaptada ao fogo. Se queimado em condições extremas, passa a funcionar como uma floresta degradada”, pondera a pesquisadora. Para Rodrigues, o estudo apresenta a dinâmica de uma parcela permanente de mais de 10 hectares contínuos do cerradão paulista, com dados surpreendentes da velocidade, intensidade e direção das mudanças na composição de espécies arbóreas ao longo de um período temporal. “Trata-se de uma grande contribuição para sustentar boas políticas públicas de conservação e restauração da biodiversidade, em um contexto desafiador de mudança climática”. Além disso, a pesquisa consolida cientificamente uma hipótese já cogitada pelos pesquisadores, mas que ainda não havia sido totalmente testada nessa escala: que a atitude simplista de apenas proteger a biodiversidade, isolando os fragmentos naturais ou restaurados de qualquer perturbação antrópica, mas ignorando o contexto histórico e cultural de manejo sustentável de ecossistemas naturais, pode não ser a melhor solução, inclusive para a biodiversidade. O estudo recebeu apoio da FAPESP por meio do Projeto Temático “Diversidade, dinâmica e conservação de árvores em florestas do Estado de São Paulo: estudos em parcelas permanentes”, coordenado por Rodrigues. O artigo Tree community dynamics in the cerradão (2002-2016): A case of biome pode ser acessado em https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378112724000082?via%3Dihub .

Além de gerar mapas de carbono precisos, o uso do drone com o sensor LiDAR gera dados para o monitoramento de degradação

O início da retomada aconteceu no município de Uauá, no semiárido da Bahia, uma das 14 cidades em quatro territórios considerados essenciais do bioma

Os recursos irão beneficiar cerca de duas mil famílias de comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas do bioma

Dentre os pontos destacados na carta estão o Artigo 10 da Lei Federal 12.651/12, sobre Área de Uso Restrito. A Carta foi entregue a governador Eduardo Riedel, para o Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro, e para outros parlamentares

Os signatários comprometeram-se com a preservação do bioma, combate à pobreza e as desigualdades

Recursos serão usados em construção de cisternas e restauração ecológica de biomas

Pantanal atingiu 19,1 mil hectares de vegetação suprimida no primeiro quadrimestre de 2023

O estudo aponta que o Pantanal é o bioma que mais sofre entre os brasileiros em área desmatada

Desflorestamento na Mata Atlântica no período de um ano somou 20.075 hectares

Iniciada em 2018 por uma moradora manauara, a campanha é a maior já criada na versão brasileira da plataforma Change.org.

Coopertivas poderão receber, juntas, até R$ 610 mil em investimentos para crescer

Projeto conjunto avalia balanço hídrico do Pantanal

O edital destinará R$ 1,8 milhão para inciativas de base comunitária na região abrangida pelo bioma

O custo total do projeto é de US$ 37 milhões, em que o FIDA contribuirá com doação de US$ 17 milhões

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a SLC Agrícola assinaram contrato de compensação financeira pela manutenção de uma área de 1.358 hectares de vegetação nativa dentro da Fazenda Perdizes, em Mato Grosso, no âmbito do Projeto CONSERV. Essa é a maior área individual a aderir ao mecanismo e a primeira localizada no bioma amazônico. Com a nova adesão, o CONSERV incentiva atualmente a conservação de 9.768 hectares em dez propriedades rurais mato-grossenses. Segundo a SLC Agrícola, o acordo corrobora o compromisso da empresa com a conservação da mata nativa e com a Política de Desmatamento Zero. A área compreendida no contrato com o IPAM não faz parte das Reservas Legais ou das Áreas de Preservação Permanente (APP) da fazenda. Privado e de adesão voluntária, o CONSERV reconhece o papel do produtor rural na manutenção de mata nativa e propõe um novo modelo no qual a conservação é aliada ao desenvolvimento. Lançado em 2020 e desenvolvido pelo IPAM em parceria com o EDF (Environmental Defense Fund) e com o Woodwell Climate Research Center -, nesta etapa, o CONSERV opera em municípios de Mato Grosso, nos biomas Amazônia e Cerrado.

Desmatamento no bioma atualmente é impulsionado pelo enfraquecimento de órgãos de fiscalização e pela falta de punição a crimes ambientais,

objetivo é contribuir com o desenvolvimento rural sustentável no Cerrado, e, desta forma, aumentar a eficiência do uso da terra.


