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ABASTECIMENTO

Aegea amplia investimentos em Rondônia

A Águas de Buritis, concessionária da Aegea, entregou à população do município mais de 30 mil metros de rede de água, além da construção e reforma de adutoras, sistema de captação do rio Candeias e da Estação de Tratamento de Água (ETA) da cidade. A empresa também modernizou o laboratório para análises diárias da água oferecida. A concessionária ainda iniciou a construção de um reservatório com capacidade de 2 milhões de litros. Com todas essas ações, a empresa conseguiu possibilitar abastecimento, de qualidade e com regularidade, a 1.785 residências. A Aegea pretende investir nos próximos anos mais de R$ 78 milhões na construção de redes de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto do município. “Estes resultados são apenas o começo do trabalho da Aegea para universalizar o saneamento básico e melhorar a qualidade de vida dos moradores de Buritis. A ausência de água e esgoto tratados pode causar doenças e, como consequência, afetar o desempenho escolar e a produtividade no trabalho, além de impactar negativamente na valorização dos imóveis e na exploração do potencial econômico da região”, diz Hamilton Amadeo, CEO da Aegea. Antes das obras, a população de Buritis tinha acesso apenas ao uso de poços rasos, mas que podem contaminar o lençol freático, segundo a Defesa Civil de Rondônia. Com a construção do sistema de abastecimento de água a cobertura do serviço atingiu 25% já no primeiro ano, superando os 20% previstos. O investimento em um sistema de esgotamento sanitário adequado também irá ajudar a proteger rios, córregos e reservas de água subterrânea, que ficarão livres de contaminação por esgoto sem tratamento. Com 60% dos moradores sem cobertura de água tratada e apenas 2,8% da população com coleta de esgoto, Rondônia é o estado com índices de saneamento básico comparáveis aos números do Brasil de 50 anos atrás, segundo estudo de 2013 do Instituto Trata Brasil, que tem base nos indicadores do Sistema Nacional de Informações do Saneamento (SNIS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda de acordo com o estudo, o tratamento de esgoto é um serviço que não existia em 2012 para várias cidades de Rondônia. A capital, Porto Velho, é a pior colocada no ranking de saneamento básico que cobre os 100 maiores municípios do país, além de registrar perdas de 70% da água tratada pela Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD).

A Águas de Buritis, concessionária da Aegea, entregou à população do município mais de 30 mil metros de rede de água, além da construção e reforma de adutoras, sistema de captação do rio Candeias e da Estação de Tratamento de Água (ETA) da cidade. A empresa também modernizou o laboratório para análises diárias da água oferecida. A concessionária ainda iniciou a construção de um reservatório com capacidade de 2 milhões de litros.

Com todas essas ações, a empresa conseguiu possibilitar abastecimento, de qualidade e com regularidade, a 1.785 residências. A Aegea pretende investir nos próximos anos mais de R$ 78 milhões na construção de redes de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto do município. “Estes resultados são apenas o começo do trabalho da Aegea para universalizar o saneamento básico e melhorar a qualidade de vida dos moradores de Buritis. A ausência de água e esgoto tratados pode causar doenças e, como consequência, afetar o desempenho escolar e a produtividade no trabalho, além de impactar negativamente na valorização dos imóveis e na exploração do potencial econômico da região”, diz Hamilton Amadeo, CEO da Aegea.

Antes das obras, a população de Buritis tinha acesso apenas ao uso de poços rasos, mas que podem contaminar o lençol freático, segundo a Defesa Civil de Rondônia. Com a construção do sistema de abastecimento de água a cobertura do serviço atingiu 25% já no primeiro ano, superando os 20% previstos. O investimento em um sistema de esgotamento sanitário adequado também irá ajudar a proteger rios, córregos e reservas de água subterrânea, que ficarão livres de contaminação por esgoto sem tratamento.

Com 60% dos moradores sem cobertura de água tratada e apenas 2,8% da população com coleta de esgoto, Rondônia é o estado com índices de saneamento básico comparáveis aos números do Brasil de 50 anos atrás, segundo estudo de 2013 do Instituto Trata Brasil, que tem base nos indicadores do Sistema Nacional de Informações do Saneamento (SNIS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda de acordo com o estudo, o tratamento de esgoto é um serviço que não existia em 2012 para várias cidades de Rondônia. A capital, Porto Velho, é a pior colocada no ranking de saneamento básico que cobre os 100 maiores municípios do país, além de registrar perdas de 70% da água tratada pela Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD).

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PPP
Aegea amplia atuação no ES

A Aegea Saneamento venceu a concorrência internacional nº 001/2020 promovida pela Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan). A licitação tem como objetivo a concessão administrativa para a execução de obras de infraestrutura em esgotamento sanitário, melhorias, manutenção e operação dos sistemas para cidade de Cariacica, município da Região metropolitana de Vitória (ES). O contrato prevê também o tratamento de esgoto proveniente de bairros do município de Viana, beneficiando mais de 400 mil moradores. Os investimentos previstos são de R$ 580 milhões para o período de concessão de 30 anos. A meta da Parceria Público-Privada (PPP) é universalizar o serviço de esgotamento sanitário nos dez primeiros anos. Atualmente, o índice de cobertura de coleta e tratamento de esgoto é de 45%. A Cesan continuará responsável pela captação, tratamento e distribuição da água na região. “Esta nova concessão reforça o compromisso da Aegea em promover vidas mais dignas e saudáveis, diminuindo o déficit do saneamento no Brasil que afeta milhões de brasileiros que não recebem acesso à coleta e tratamento de esgoto. As cidades de Serra e Vila Velha, também no Espírito Santo, estão em nosso escopo de atendimento com grandes resultados conquistados. Proporcionar o saneamento adequado para mais um importante município do estado, com a Cesan que já é nossa parceira, é um motivo de orgulho para companhia,” afirma Radamés Casseb, diretor-presidente da Aegea Saneamento. Com essa nova conquista, a Aegea Saneamento passa a operar em 58 cidades, distribuídas em 12 estados, e a atender mais de 9,3 milhões de pessoas. “A empresa acredita e confia no modelo de parceria público-privada, com base em concessões bem sucedidas já existentes. A nossa experiência em atuar em localidades de diferentes dimensões, com um modelo de negócio transparente e ético, atrelado a nossa eficiência operacional e investimentos será fundamental para contribuir para universalização do saneamento nesta região”, completa Casseb. A Aegea acredita que, com o novo marco regulatório do saneamento, iniciativas como esta serão potencializadas, gerando novas oportunidades de investimentos em um ambiente ainda mais seguro. O leilão foi realizado na B3, em São Paulo, e contou com a participação de outras seis empresas. A Aegea ofereceu um desconto de 38,12%, com uma tarifa de R$ 0,99 por m³ de esgoto faturado.

9 de novembro, 2020
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ABASTECIMENTO
Aegea universaliza serviço em Teresina

Após três anos de operação, a Aegea Saneamento conseguiu universalizar o serviço de abastecimento de água em Teresina (PI) por meio de sua concessão Águas de Teresina. A companhia cumpriu a primeira meta do contrato de subconcessão. Esta universalização beneficiou mais de 800 mil pessoas de imóveis localizados na área urbana regular da cidade com acesso ao serviço de distribuição de água tratada. “Esta conquista traz um ganho preventivo à saúde muito significativo, uma vez que, ao garantir água tratada à população, proporcionamos vidas mais dignas e saudáveis, reforçando também a prevenção de doenças. Neste momento de pandemia, nosso papel de prestador de serviços de saneamento básico no País se torna ainda mais necessário e urgente”, afirma Radamés Casseb, diretor-presidente da Aegea Saneamento. A concessionária Águas de Teresina realizou obras importantes para a capital piauiense, como a ampliação da capacidade de produção e distribuição, tornando o sistema mais moderno e garantindo eficiência operacional. As expansões ocorreram nas Estações de Tratamento de Água, ETA Norte e ETA Sul, sendo esta última responsável por 80% da água produzida para toda a cidade. Além disso, a concessionária instalou 16,5 km de novas adutoras, além de ativação e perfuração de 12 novos poços tubulares profundos que possibilitam a ampliação da distribuição de água à população. Com o objetivo de identificar inconformidades e antecipar soluções, a companhia investiu na automação do sistema de saneamento, resultando em 151 unidades/ativos que receberam automação e telemetria na cidade, entre: poços; Estações Elevatórias de Água Tratada; Estações Elevatórias de Esgoto; reservatórios; unidades de bombeamento de água, entre outros. Com a automação nas unidades operacionais e ativos, a Águas de Teresina é capaz de monitorar em tempo real os sistemas de água e esgoto por meio do Centro de Controle e Operações (CCO), e detectar variação de pressão na rede, vazamentos e desabastecimento. A concessionária acelerou para expandir e regularizar a rede de água em regiões carentes de Teresina. O objetivo é modificar a atual realidade de 32,5 mil moradores de ocupações consolidadas, que não eram contemplados com este serviço. “Encaramos a questão do abastecimento com muita prioridade logo na nossa entrada e hoje podemos falar com convicção que problemas crônicos foram sanados e temos, por exemplo, um período como o B-R-O Bró (meses de setembro a dezembro) mais tranquilo, sem ocorrências de desabastecimento, mesmo com a alta temperatura. Garantir acesso à água tratada é mais do que um compromisso enquanto uma prestadora de serviço, mas a garantia de que estamos levando saúde e qualidade de vida à população”, destaca o diretor-presidente da Águas de Teresina, Cleyson Jacomini. A Águas de Teresina desenvolve também ações para reduzir os índices de perda de água na capital do Piauí. Com o modelo operacional adotado pelas concessionárias da Aegea, em Teresina já foi possível uma redução de quase 31% nas perdas de água, desde que a Águas de Teresina iniciou a operação na cidade.

12 de outubro, 2020
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COVID-19
Aegea ajuda cidades com doações

Presente em 12 estados brasileiros, a Aegea e suas concessionárias estão realizando ações de combate ao novo coronavírus e calculam beneficiar aproximadamente 8,9 milhões de pessoas atendidas pela companhia. “Acreditamos que a empresa deve contribuir com ações que estão além de suas atividades para combater o coronavírus, reafirmando nosso propósito de proporcionar vidas mais saudáveis. Sabemos que nosso papel de prestador de serviços de saneamento básico no País se torna ainda mais necessário e urgente no combate à COVID-19”, afirma Radamés Casseb, CEO da Aegea Saneamento. Entre as iniciativas, a Aegea realiza a desinfecção de vias públicas com grande circulação de pessoas, implementou novos procedimentos para garantir e manter o atendimento aos seus usuários e suspendeu os cortes de abastecimento de água – mesmo em cidades onde não foram emitidos decretos proibindo o fornecimento de água por inadimplência. Com o aumento do número de casos da COVID-19 em Manaus (AM), a Aegea, em parceria com a Prefeitura local, instalou 14 pias púbicas em áreas centrais da cidade para atender a população em situação de rua. As pias contam com dispensador de sabão e cartazes que mostram como higienizar as mãos e acionamento sem as mãos. Ainda na capital manauara, a companhia intensificou os trabalhos para regularização do abastecimento em áreas de população vulnerável, como becos, rip-rap e palafitas, implantando redes de água tratada nestes locais. A concessionária Águas de Manaus também está produzindo álcool em gel em seu laboratório interno, para que colaboradores que atuam em atividades externas possam fazer a higienização das mãos e equipamentos. Em Teresina (PI), a Aegea doou cestas básicas e realizou parceria com a Rede Pense Piauí para a produção e distribuição de álcool e máscaras destinados à rede hospitalar. O município também está recebendo obras para ampliação da cobertura de água tratada em comunidades cuja situação fundiária foi regularizada pela prefeitura, beneficiando cerca de 32,5 mil pessoas com acesso à água potável. A empresa manteve seu cronograma de investimentos e concluiu as obras da primeira Estação de Tratamento de Esgoto de Barcarena (PA) e ampliou a cobertura da coleta de esgoto em Piracicaba (SP) para outras zonas. A cidade de Matão (SP) recebeu a doação de equipamentos de proteção individual (EPIs). Para as capixabas Serra e Vila Velha, a Aegea apoiou com materiais de higiene pessoal. A empresa também doou cestas básicas para Piracicaba (SP), Campo Grande (MS) e Barcarena (PA) e contribuiu com a ação do Banco BTG para a contratação de profissionais de saúde para o Hospital HC, em São Paulo, que é o epicentro da COVID-19 no Brasil.

2 de junho, 2020
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EMPRESAS
Aegea desiste de contrato para Guarulhos

A Aegea informou, em Fato Relevante, que rescindiu o contrato de compra e venda de ações para aquisição da totalidade das ações representativas de 100% da Sagua (Soluções Ambientais de Guarulhos S.A), empresa criada com o propósito específico de prestar serviços de esgotamento sanitário na área urbana do município de Guarulhos (SP). O motivo para a rescisão, segundo a Aegea, foi a não satisfação de “todas as condições para a conclusão da operação”. Ranking do saneamento Comentando o ranking do saneamento divulgado recentemente pelo Trata Brasil, a Aegea afirmou que o caminho para a ampliação da capacidade de investimento no setor é o aumento da participação privada, por meio de parcerias com o setor público. E destaca o fato de que dois dos municípios onde presta serviços de saneamento (Piracicaba-SP e Serra-ES) serem exemplos bem sucedidos no ranking. Piracicaba saltou oito posições, alcançando o 8º lugar no ranking geral. E no critério específico de atendimento total de esgoto, o município se coloca em primeiro lugar entre as 100 maiores cidades. Já o município de Serra subiu 12 posições no ranking, passando de 59º. Para 47º. Lugar, como resultado de investimentos em esgotamento sanitário. “A Aegea acredita que a expansão do saneamento no Brasil passa necessariamente pela ampliação das parcerias entre os setores público e privado. Apesar do privado representar hoje apenas 9% do setor, nós já temos ótimos exemplos que atestam a capacidade de contribuirmos para o desenvolvimento do país e garantirmos o acesso das pessoas a estes serviços que são básicos e fundamentais”, destaca Hamilton Amadeo, CEO da Aegea.

27 de julho, 2019
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RESULTADOS
Aegea comemora números de 2016

Sem dúvida, 2016 foi um bom ano para a Aegea Saneamento, que possui 18% do mercado privado de saneamento básico do Brasil. A receita líquida do Grupo cresceu 24,8%, alcançando R$ 992,4 milhões e manteve a cadência de crescimento planejada; o EBITDA aumentou 14,9%, atingindo R$ 462,5 milhões; e o prazo médio de endividamento da empresa foi ampliado de 5 para 5,9 anos. Os números macros comprovam o desempenho, mas o item que merece destaque, segundo Hamilton Amadeo, CEO da Aegea foi o fortalecimento da estrutura de capital conseguido no último ano, quando os minoritários confirmaram a confiança na administração da empresa ampliando sua participação, o que significou um aporte de R$ 125 milhões. “Esse é um dado muito importante para nós, pois mostra que o projeto apresentado a eles em 2012 foi aprovado o que reforça nossa capacidade de fazer frente a qualquer desafio em termos de necessidade de capital. Hoje, a soma da participação deles se aproxima de 30%, numa evolução constante”. Para explicar a performance, Amadeo ressaltou a atuação da Aegea em “clusters”, regiões onde as concessionárias do Grupo se ajudam, com administração compartilhada e integrada. Como exemplo citou as novas atuações no Espírito Santo, em Vila Velha e Serra (ambas PPPs de esgoto) e a consolidação da atuação em Rondônia, com a concessão plena de Ariquemes, a quarta no Estado, onde atende a uma população de 105 mil habitantes. Especificamente no Espírito Santo, Amadeo salientou a escala favorável da participação privada no Estado e o atendimento de quase 1 milhão de habitantes na Grande Vitória. As novas oportunidades locais surgem a partir de abril, nas cidades de Cariacica e Viana. A mesma janela de oportunidades se abre em Rondônia, onde a companhia de saneamento estadual está listada no PPI para ser privatizada: “É um Estado que tem uma população muito parecida em termos socioeconômicos com o Mato Grosso, índices de inadimplência baixos, crescimento acelerado e as tarifas da concessionária estadual são altas, o que nos dá uma folga para operar até com valores menores”, diz Amadeo, indicando que essas ilhas de crescimento é que puxarão o desenvolvimento futuro da Aegea, “um player diferenciado com presença local. Isso faz parte da estratégia de longo prazo da companhia”. Ainda na lista de conquistas e avanços conseguidos em 2016, Amadeo destacou a criação do Centro de Controle e Operação de Gestão de Perdas, que passou a centralizar as ações das concessões; a universalização de água tratada em Timon (MA) para 100% da população da área urbana, com frequência contínua; a evolução dos índices de tratamento de esgoto (cobertura e tratamento) em Piracicaba (SP), de 36% para 100% num período de quatro anos; e, por fim, o fato de a Aegea se tornar signatária do Pacto Global da ONU, como empresa inclusiva em saneamento no Brasil e referência na redução de perdas de água de 56% para 19% em Campo Grande (MS). “É importante citar que nossas metas de perdas consideram o nível ótimo para cada concessão, dentro de uma escala socioeconômica”, explica o CEO da Aegea. Principais resultados Flávio Crivellari, CFO da Aegea, ressaltou o excepcional desempenho da Aegea em 2016, mesmo num cenário de economia desafiadora: “Nosso crescimento se deu através de aquisições, aportes, licitações e vegetativo, por meio de Capex – aumento de rede nas operações existentes. Outras ações procuraram estabilizar o pico de inadimplência por razões de queda da renda per capita devido ao desemprego”. O volume de economias cresceu 8,8% no ano passado, acompanhando e o volume faturado de água e esgoto aumentou 9,5%. Os custos também cresceram no último ano em 35%, sendo que as despesas com pessoal e energia elétrica se mantiveram dentro do previsto. A economia total versus o número de colaboradores demonstrou aparente perda de produtividade, mas na verdade considera a incorporação dos colaboradores das novas concessões, que trarão resultados mais à frente. Em termos de energia, Crivellari destacou que houve crescimento de volume, mas estabilidade no custo das concessões existentes graças aos investimentos em automação realizados pelo Grupo. Perspectivas otimistas Ao falar sobre o que Aegea espera para 2017, Hamilton Amadeo fez primeiro uma análise do cenário externo, ressaltando a manutenção da crise fiscal em Estados e municípios e a consequente restrição de investimentos, o que poderá gerar oportunidades de novos investimentos privados no setor de saneamento. “A Aegea se coloca no mercado como uma empresa complementar do sistema e não como substituta do serviço. Faz mais sentido prestar serviço ao cidadão dentro de um modelo integrado. Essa é a nossa posição e as companhias estaduais já estão entendendo e aceitando essa nova opção”. Ou seja, a Aegea está se posicionando para tirar proveito da capacidade que tem de se integrar aos prestadores já existentes ou operar de forma plena onde for necessário. É uma demanda que se mostra decorrente da falta de capacidade de investimento dos Estados. A companhia também vem acompanhando o esforço de PPI do Governo Federal, através do BNDES e da Caixa, de criar uma “inteligência de saneamento”, pois não existem experiências perenes de cultura de saneamento ainda no país e a base que está sendo criada interessa à companhia, que aguarda a evolução do processo. Quanto ao cenário interno, a parte de EHS (Environment, health and safety) sempre foi uma preocupação da Aegea e hoje, atuando em quase 50 municípios, novos modelos serão implantados nos próximos dois anos para dotar a companhia de padrões internacionais. Outra ação que terá continuidade é a Academia Aegea para formação de profissionais para o setor de saneamento. Quanto às novas opções de mercado, Amadeo avisa que a companhia continuará aproveitando as oportunidades de crescimento, desde que subordinadas à estrutura de capital: “Não vamos dar o passo maior que a perna. Podemos até perder oportunidades, mas jamais iremos colocar em risco nossos indicadores de saúde financeira”.

7 de março, 2017
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SANEAMENTO
Receita da Aegea cresce mais de 30% em 2015

“2015 foi um ano difícil, mas conseguimos superar os percalços e vamos continuar entregando bons resultados durante 2016”, disse Hamilton Amadeo, CEO do Grupo Aegea, detentor de diversas concessões privadas de saneamento, ao anunciar aos investidores os resultados obtidos no exercício anterior, quando foram cumpridas as expectativas projetadas e mantido o nível de crescimento endereçado há alguns anos atrás, que decorre basicamente de investimentos feitos nas concessões e na conquista de novos mercados e clientes. A receita líquida atingiu R$ 795 milhões em 2015, um crescimento de 32,6% frente a 2014 e o EBTIDA, também em curva crescente, aumentou 36,5% atingindo R$ 402,6 milhões – resultado dos investimentos realizados. Ao citar a contribuição dos novos negócios, Amadeo chamou atenção para uma margem negativa, já que estes normalmente impactam negativamente o EBTIDA ou não são tão rentáveis no início – “mas o Capex tem cumprido seu papel e feito com que a empresa consiga operar a custos cada vez mais interessantes”, tranquilizou o executivo. No período, a margem de EBTIDA também foi ampliada de 49,2% para 50,6%, decorrência do nível de automação, da evolução da equipe e dos equipamentos. Durante a apresentação dos números, Amadeo salientou o forte impacto sofrido pelo Grupo quanto ao aumento da tarifa de energia elétrica, que não era esperado no ciclo de planejamento, normalmente encerrado em setembro – “em março de 2015 a legislação mudou e o Governo introduziu novos parâmetros de tarifa, causando um impacto muito grande que não estava previsto em nosso orçamento. Energia, junto com mão-de-obra, representam hoje 70% de nossa planilha de custos”, prosseguiu o CEO da Aegea. Ao mesmo tempo em que sofreu o impacto não previsto do alto custo de energia, alguns dos clientes públicos da Aegea (que representam em torno de 12% da receita total do grupo) começaram a atrasar os pagamentos por conta da baixa arrecadação dos municípios. Para superar o problema, Amadeo conta que foi preciso encarar uma provisão adicional para clientes duvidosos, o que impactou a arrecadação durante o ano. “Nos anos anteriores vínhamos operando com ordem de grandeza de R$ 5 milhões e fechamos 2015 com uma ordem de grandeza de R$ 30 milhões. Para 2016 estamos trabalhando com uma estimativa ainda maior, apesar do comportamento dos órgãos públicos ter melhorado. A maior parte dos municípios voltou a pagar, mas ainda assim estamos projetando a possibilidade de algum impacto nos clientes privados, tanto comerciais quanto residenciais”, ressaltou o executivo. A base para tal afirmação está no acompanhamento do nível mensal do índice de emprego nos municípios onde o Grupo atua. Para responder ao problema ocasionado pelo maior custo de energia, a Aegea optou por montar uma força tarefa nos dois maiores municípios que representam grande parte da sua receita, de forma que conseguisse, no menor prazo possível, reequilibrar a tarifa. “Este é um direito contratual”, explicou Amadeo. Segundo ele, a concessionária Águas Guariroba, em Campo Grande (MS), já tem quatro reequilíbrios por aumentos não previstos de energia elétrica, ação fundamental para o equilíbrio das contas e para a manutenção do nível de investimento e performance. Outro foco de atenção são os municípios atendidos pela concessionária Prolagos, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A cada cinco anos são feitas revisões contratuais na Prolagos e todos os investimentos feitos acima ou abaixo do contratado e os novos investimentos necessários, identificados pelo poder concedente, são reequilibrados. No último ciclo concluído em 2015, a concessionária recebeu um aumento real de tarifa de 31% a ser escalonado em cinco parcelas, “o que nos permite continuar implementando a cobertura de esgoto e expandindo a rede de água nas cinco cidades em que operamos”, disse Amadeo. Nos demais municípios, em que pese também relevantes, é possível esperar, segundo afirmou o CEO. Em março, a concessionária de Piracicaba receberá um aumento de 15,2%, quantia que “pega” o impacto da energia registrado no ano passado. Do ponto de vista de reconhecimento, Amadeo classificou 2015 como um ano bom – “a Aegea foi citada como referência em Saneamento pela iniciativa para negócios inclusivos da PNUD Brasil, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento da ONU. Outro destaque foi o prêmio “Be Inspired Awards 2015”, na categoria “Inovação em modelagem hidráulica de rede de água”, recebido por um engenheiro da empresa”, ressaltou. Quanto à manutenção do perfil financeiro, a atividade exercida pelo Grupo Aegea deixa claro, em seu balanço, a necessidade de acesso direto a crédito: “transformamos crédito em serviço, e serviço em valor”. Daí a preocupação de corrigir os rumos o mais rápido possível para entregar aos acionistas uma lógica de crescimento transparente e consistente. Num ano tão difícil quanto foi 2015, a Aegea conseguiu financiamentos junto ao BID no valor de R$ 320 milhões (com prazo para 12 anos); financiamento junto ao BNDES, para a Prolagos, no valor de R$ 295,6 milhões – uma negociação recorde de apenas cinco meses; e financiamentos via CEF para Guariroba e Sinop, no total de R$ 447 milhões. Também aconteceu a redução da dívida em relação ao percentual do CDI de 105,7% para 97%, num ano de inflação crescente. Raio-X dos números Flávio Crivellari, diretor Financeiro e de Relações com Investidores, detalhou aos presentes o crescimento registrado pelo Grupo em 2015: “passamos o atendimento de 35 cidades para 46 e de seis para oito estados nesse período. A empresa continua crescendo o mesmo modelo de negócios, priorizando concessões municipais, PPPs, municípios de pequeno e médio portes, o que tem garantido uma pulverização de riscos. A quantidade de pessoas atendidas saltou de 2,6 milhões para 3 milhões”. Dessa forma, a Aegea aumentou seu share em relação aos demais players privados de saneamento. A receita cresceu 32,6% em relação a 2014, sendo que 13,2% se referem ao volume (novas aquisições ou PPPs que elevaram o número de clientes) e 19,4% são provenientes de tarifas (aumentos reais). Custos: o aumento verificado foi de 28,9%, sendo: 13,2% de energia elétrica, 3,6% do custo de concessão (ajuste contábil da remuneração da concessionária Águas de Matão), 7,6% de PCLD, onde a crise fiscal impactou a capacidade de pagamento dos órgãos públicos, e 4,5% dos demais custos. Mesmo com estes impactos, a evolução dos custos e despesas totais foi inferior ao crescimento da receita, indicando ganhos de produtividade. Em 2015, o Grupo realizou adequações nas concessões existentes, através da melhoria de processos. O resultado foi uma redução do quadro existente em 4,6% e crescimento do custo de pessoal abaixo da inflação. No ano passado, a Aegea, assim como as demais empresas do segmento de saneamento, foi impactada com aumentos relevantes nos custos de energia elétrica, especialmente nas concessões mais maduras, em função da política tarifária vigente. O valor pago de energia elétrica pulou de R$ 46 milhões em 2014 para algo em torno de R$ 85 milhões em 2015. Quanto às métricas operacionais, o relatório mostra que o consumo de Kwh/m³ de água produzida e esgoto tratado teve melhor desempenho consolidado, passando de 0,72 em 2014 para 0,64 em 2015 – a empresa tem investido muito em eficiência energética, com equipamentos mais modernos e monitoramento de reservação e adução, além de priorizar o consumo de energia nos momentos de tarifa mais barata. O índice de perdas encerrou 2015 em 36,7%, contra 32% em 2014, o que se explica pela entrada de novas concessões, como Águas de São Francisco do Sul, Águas de Timon e Águas de Paranatinga, que ainda estão com um percentual elevado. Com relação à taxa de inadimplência de 5,7%, Flavio explica que se deve especialmente ao setor público e que está muito concentrada em Campo Grande (MS). Como 60% das concessões da Aegea estão situadas em regiões onde o PIB continua crescendo, a capacidade de pagamento está “preservada”. Ainda assim, o Grupo se diz atento a esse aspecto, pois 2016 não está sendo um ano fácil e a queda do PIB e o aumento do desemprego pode afetar a população mesmo nessas regiões “mais dinâmicas”. Nesse sentido, a Aegea ampliou suas provisões para ter margem de manobra em caixa já a partir do segundo semestre. Perfil de dívidas: a estratégia adotada pela Aegea foi a diversificação. O setor é tradicionalmente financiado por bancos públicos no longo prazo como CEF e BNDES e desde 2012 a empresa vem buscando sempre fontes alternativas em reais. E o atual cenário de redução do papel dos bancos públicos teve efeito positivo para a Aegea de forma geral: a “fila” está menor no BNDES e na CEF – pela situação do Brasil, há menos players de saneamento demandando recursos. Com isso, os processos estão andando mais rápido e o Grupo não sentiu a diminuição do reembolso durante o ano. Desafios e oportunidades “No meio de muita coisa ruim que está acontecendo, também existem várias oportunidades no setor, que abrem perspectivas para empresa”, sinaliza o presidente da Aegea. Por outro lado, prossegue o executivo, “nenhum de nós consegue acertar o cenário. É preciso muita habilidade para ajustar esses sinais durante o ano”. Sendo assim, a Aegea estabeleceu metas desafiadoras e difíceis, mas consistentes, para o período. “Operamos hoje em cima de um cenário traçado em setembro do ano passado, mas que cada vez mais apresenta sinais de piora. E estamos preparados para os ajustes necessários durante a trajetória”, ressaltou Amadeo. A empresa antecipou o planejamento que normalmente acontece em agosto para abril próximo e os sinais mostram que o clima de incerteza ainda permanecerá em 2017 – “temos que lidar com isso e aumentar provisões, fazer cortes em custos, prevenindo os impactos de uma recessão que se estende no tempo e que é profunda”. Eleições municipais As eleições municipais em 2016 deixam o calendário de novos negócios mais restrito, entretanto a companhia se aproxima mais d

1 de março, 2016