TECNOLOGIA

Águas do Brasil usa sensores para manutenção preditiva

Águas do Brasil usa sensores para manutenção preditiva

Monitoramento de vibração e temperatura com o WEGscan cortou 65% das intervenções de emergência na Águas de Jahu; grupo quer 450 sensores em 2027

O Grupo Águas do Brasil tem ampliado o uso da manutenção preditiva online como estratégia para aumentar a confiabilidade dos equipamentos, expandir a previsibilidade das intervenções e reduzir impactos à operação, contribuindo para sistemas mais estáveis e com menor risco de ocorrências que possam afetar a continuidade dos serviços prestados à população. O objetivo é identificar com antecedência equipamentos que estejam com algum tipo de problema e permitir que intervenções sejam planejadas antes que uma falha aconteça.

Na operação, o monitoramento é feito pelo WEGscan, tecnologia que utiliza sensores para acompanhar, em tempo real, a vibração e a temperatura de equipamentos eletromecânicos. Mais do que indicar uma possível anormalidade, as informações coletadas ajudam as equipes a acompanharem sua evolução e a definirem quando e onde uma intervenção deve ser priorizada. Com isso, problemas potenciais podem ser tratados de forma planejada, antes que evoluam para falhas capazes de comprometer equipamentos essenciais à operação dos sistemas. Na concessionária Águas de Jahu, que atende o município de Jaú, interior de São Paulo, a quantidade de intervenções emergenciais – relacionadas à atuação após a ocorrência de uma falha – diminuiu 65% entre 2023 e 2025 nas unidades monitoradas. “Em vez de esperar que um equipamento apresente uma falha para então agir, a operação passa a acompanhar as condições dos componentes para programar uma eventual intervenção. Isso contribui para aumentar a previsibilidade da operação, diminuir os riscos associados a manutenções emergenciais e reduzir o tempo em que os equipamentos ficam inoperantes. Na prática, equipamentos mais confiáveis significam maior segurança operacional e menor exposição dos sistemas a paradas não planejadas que poderiam afetar a prestação do serviço”, explica Ciro Borges de Oliveira, gerente de operações corporativas do Grupo Águas do Brasil.

Na concessionária Águas de Juturnaíba, que atende os municípios de Araruama, Saquarema e Silva Jardim, na Região dos Lagos, constatou-se uma redução de 35% no número de manutenções corretivas realizadas nos equipamentos acompanhados de 2023 a 2025, indicando maior confiabilidade. Na prática, isso significa que os ativos permaneceram mais tempo em operação antes da ocorrência de uma nova falha, ampliando a estabilidade dos sistemas e reduzindo intervenções não programadas. De 2023 a 2025, as manutenções planejadas oriundas das preditivas tiveram aumento de 10%, reforçando a capacidade das equipes de atuar de forma antecipada. Essa evolução demonstra crescente capacidade de identificar previamente necessidades de manutenção, portanto maior segurança e menos riscos associados à continuidade dos serviços.

A tecnologia começou a ser utilizada pelo Grupo Águas do Brasil em 2021 e, atualmente, são mais de 350 sensores em operação. A previsão é chegar a mais de 450 sensores até 2027, com a solução implantada em 11 concessionárias do grupo. A expansão contempla unidades de diferentes etapas do ciclo do saneamento e amplia a capacidade de monitoramento de equipamentos importantes. Em períodos de maior demanda sobre os sistemas, como em momentos de altas temperaturas, a disponibilidade desses ativos se torna ainda mais relevante.

O projeto teve início com a instalação de sensores para monitoramento de vibração e temperatura na concessionária Águas de Juturnaíba e foi ampliado gradualmente para diferentes unidades da operação. Na concessionária Águas de Jahu, além da redução nas corretivas, a aplicação da tecnologia entre 2023 e 2026 gerou aumento da disponibilidade das unidades em questão, chegando a 99,2%. O índice representa o percentual do tempo em que se encontram disponíveis para operação. Em termos práticos, uma disponibilidade elevada reduz a probabilidade de impactos no funcionamento dos sistemas e aumenta a capacidade de resposta às necessidades de abastecimento. “O monitoramento contínuo aumenta nossa capacidade de identificar sinais de anormalidade, antecipar problemas e direcionar recursos. Com os dados em mãos, conseguimos tomar decisões mais assertivas sobre quando intervir e quais equipamentos devem ser priorizados, aumentando a previsibilidade da operação. Esse planejamento reduz a exposição a falhas inesperadas, o que, no fim da cadeia, representa mais segurança para a prestação do serviço à população”, explica Oliveira.

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