Autuações caem 42% e desmatamento cresce
Sob comando das Forças Armadas desde maio deste ano, os fiscais do Ibama aplicaram 1.964 autos de infração nos nove estados da Amazônia Legal, o que corresponde a uma queda de 42% entre agosto de 2019 e julho de 2020, mesmo período em que o INPE registrou um novo aumento de desmatamento na Amazônia. O nível mais baixo de multas havia sido aplicado entre agosto de 2018 e julho de 2019, quando foram constatadas 3.403 autuações. A queda recorde dos autos de infração abrange o período de intervenção das Forças Armadas na Amazônia. Desde maio, todas as ações de combate ao desmatamento são coordenadas pelo Ministério da Defesa. É a primeira vez que isso ocorre desde a criação do Ibama, em 1989. Em 17 de novembro, o número de multas e de propriedades embargadas caiu nos seis meses da operação militar Verde Brasil 2, apesar do orçamento seis vezes maior e do reforço de 3.400 militares. Hamilton Mourão, que coordenada o Conselho da Amazônia desde o início do ano, disse que: “As Forças Armadas não realizam a fiscalização”, mas não explicou por que, então, coordenam o trabalho. Mourão anunciou também a retirada dos militares da Amazônia a partir de abril de 2021, apesar de garantir que o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que permite o emprego das Forças Armadas na região será mantido até o final do mandato do presidente Jair Bolsonaro, em 31 de dezembro de 2022.
Sob comando das Forças Armadas desde maio deste ano, os fiscais do Ibama aplicaram 1.964 autos de infração nos nove estados da Amazônia Legal, o que corresponde a uma queda de 42% entre agosto de 2019 e julho de 2020, mesmo período em que o INPE registrou um novo aumento de desmatamento na Amazônia. O nível mais baixo de multas havia sido aplicado entre agosto de 2018 e julho de 2019, quando foram constatadas 3.403 autuações.
A queda recorde dos autos de infração abrange o período de intervenção das Forças Armadas na Amazônia. Desde maio, todas as ações de combate ao desmatamento são coordenadas pelo Ministério da Defesa. É a primeira vez que isso ocorre desde a criação do Ibama, em 1989. Em 17 de novembro, o número de multas e de propriedades embargadas caiu nos seis meses da operação militar Verde Brasil 2, apesar do orçamento seis vezes maior e do reforço de 3.400 militares. Hamilton Mourão, que coordenada o Conselho da Amazônia desde o início do ano, disse que: “As Forças Armadas não realizam a fiscalização”, mas não explicou por que, então, coordenam o trabalho.
Mourão anunciou também a retirada dos militares da Amazônia a partir de abril de 2021, apesar de garantir que o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que permite o emprego das Forças Armadas na região será mantido até o final do mandato do presidente Jair Bolsonaro, em 31 de dezembro de 2022.



