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BACIAS HIDROGRÁFICAS

Baixo Atibaia e Camanducaia saem de estado de restrição

A partir do dia 27 de agosto as bacias do Baixo Atibaia e do Camanducaia saíram do estado de restrição de acordo com Resolução Conjunta ANA/DAEE nº 50/2015. Com a medida, os usuários podem voltar a captar normalmente a água, mesmo o Camanducaia estando em estado de alerta, situação que indica a proximidade de uma restrição. Com as chuvas registradas na segunda quinzena de agosto, a vazão média do Baixo Atibaia atingiu 5,84 m³/s no ponto de monitoramento Acima de Paulínia e a região saiu do Estado de Restrição, que começou dia 25 de agosto, quando a vazão de referência foi de 3,24m³/s. Até 3,5m³/s acontece a restrição na bacia, que exige a redução das captações em 20% do volume outorgado para abastecimento urbano e dessedentação de animais, 30% para irrigação e indústria, além da interrupção das captações dos demais usos que consomem água. Já o Camanducaia estava em estado de restrição desde 18 de agosto, quando chegou a medir no ponto Dal Bo 1,61m³/s, acima dos 1,36m³/s divulgados dia 24 de agosto. Com a última vazão média, o Camanducaia deixa o Estado de Restrição (até 1,5m³/s) e está em Estado de Alerta (acima de 1,5m³/s e abaixo de 2m³/s). No caso do trecho paulista da bacia do Jaguari, o Estado de Alerta permanece mesmo com a subida da vazão média de 3,31m³/s para 4,07m³/s. O alerta acontece nesta região quando a vazão fica acima de 2m³/s e abaixo de 5m³/s no ponto de monitoramento Foz. A restrição acontece quando o rio Jaguari registra até 2m³/s. Nos trechos Montante Cantareira e Jaguari (trecho mineiro), as vazões médias subiram de 4,45m³/s para 5,21m³/s no ponto de monitoramento Pires, no rio Jaguari. Com isso, as regiões se afastaram mais do Estado de Alerta: acima de 2m³/s e abaixo de 4m³/s. No caso do Jaguari, a Resolução Conjunta ANA/IGAM nº 51/2015 estabelece as regras de alerta e restrição. As vazões de referência são calculadas semanalmente ás segundas e quintas em cada ponto de monitoramento mencionado. O estado das vazões atualizado é disponibilizado na página eletrônica da Sala de Situação do Comitê da Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) www.sspcj.org.br .

A partir do dia 27 de agosto as bacias do Baixo Atibaia e do Camanducaia saíram do estado de restrição de acordo com Resolução Conjunta ANA/DAEE nº 50/2015. Com a medida, os usuários podem voltar a captar normalmente a água, mesmo o Camanducaia estando em estado de alerta, situação que indica a proximidade de uma restrição. 
 
Com as chuvas registradas na segunda quinzena de agosto, a vazão média do Baixo Atibaia atingiu 5,84 m³/s no ponto de monitoramento Acima de Paulínia e a região saiu do Estado de Restrição, que começou dia 25 de agosto, quando a vazão de referência foi de 3,24m³/s. Até 3,5m³/s acontece a restrição na bacia, que exige a redução das captações em 20% do volume outorgado para abastecimento urbano e dessedentação de animais, 30% para irrigação e indústria, além da interrupção das captações dos demais usos que consomem água. Já o Camanducaia estava em estado de restrição desde 18 de agosto, quando chegou a medir no ponto Dal Bo 1,61m³/s, acima dos 1,36m³/s divulgados dia 24 de agosto. Com a última vazão média, o Camanducaia deixa o Estado de Restrição (até 1,5m³/s) e está em Estado de Alerta (acima de 1,5m³/s e abaixo de 2m³/s).
 
No caso do trecho paulista da bacia do Jaguari, o Estado de Alerta permanece mesmo com a subida da vazão média de 3,31m³/s para 4,07m³/s. O alerta acontece nesta região quando a vazão fica acima de 2m³/s e abaixo de 5m³/s no ponto de monitoramento Foz. A restrição acontece quando o rio Jaguari registra até 2m³/s. Nos trechos Montante Cantareira e Jaguari (trecho mineiro), as vazões médias subiram de 4,45m³/s para 5,21m³/s no ponto de monitoramento Pires, no rio Jaguari. Com isso, as regiões se afastaram mais do Estado de Alerta: acima de 2m³/s e abaixo de 4m³/s. No caso do Jaguari, a Resolução Conjunta ANA/IGAM nº 51/2015 estabelece as regras de alerta e restrição. 
 
As vazões de referência são calculadas semanalmente ás segundas e quintas em cada ponto de monitoramento mencionado. O estado das vazões atualizado é disponibilizado na página eletrônica da Sala de Situação do Comitê da Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) www.sspcj.org.br.

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ABASTECIMENTO
Sistema Cantareira volta ao nível normal

A partir de 1º de abril de 2020, o Sistema Cantareira voltou a operar com sua faixa normal, o que não acontecia desde 2017. Com isto, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) poderá voltar a captar 33 m³/s dos reservatórios. Até então, a companhia podia captar 31 m³/s, devido à faixa de operação de Alerta. As chuvas dos últimos meses ajudaram para que o Sistema Equivalente do Cantareira superasse os 60% de seu volume útil ao término deste mês. As represas Jacareí, Jaguari, Cachoeira e Atibainha estavam com 64,4% de seu volume útil em 31 de março. A captação de água do Cantareira abastece aproximadamente 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), mas é condicionada ao nível de armazenamento de água do manancial ao término de cada mês. Há cinco faixas a serem seguidas de acordo com a Resolução Conjunta ANA/DAEE nº 925/2017, que definiu as condições de operação do Sistema juntamente com a renovação da outorga da empresa de saneamento para uso do manancial. As faixas são divididas em: Normal – quando o volume é igual ou superior a 60% e limite de retirada de 33,0 m³/s; Atenção - volume útil acumulado igual ou maior que 40% e menor que 60% e limite de retirada de 31,0 m³/s; Alerta - volume útil acumulado igual ou maior que 30% e menor que 40% e limite de retirada de 27,0 m³/s; Restrição - volume útil acumulado igual ou maior que 20% e menor que 30% e limite de retirada de 23,0 m³/s e Especial - volume acumulado inferior a 20% do volume útil e limite de retirada de 15,5 m³/s. O Sistema Cantareira é de responsabilidade da ANA e DAEE, pois recebe água de uma bacia hidrográfica de gestão federal: a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (bacias PCJ). Os dois órgãos acompanham, por meio de dados, os de níveis da água, vazão e volume armazenado, além de definir normas e regras que determinam a operação do Sistema, formado pelos reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro. Os quatro primeiros ficam nas bacias PCJ e o Paiva Castro está na bacia do Alto Tietê. As águas são conectadas por túneis subterrâneos e canais, formando o Sistema Equivalente do Cantareira com volume útil total de 981,56 bilhões de litros. A situação do armazenamento do Sistema Cantareira pode ser acompanhada pelo site https://www.ana.gov.br/sala-de-situacao/sistema-cantareira .

6 de abril, 2020
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ABASTECIMENTO
Reservatórios já têm mais de 50,5% de capacidade

A Sabesp registrou, em 22 de fevereiro, índice de 50,5% de capacidade total do volume operacional de água armazenada nos reservatórios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Isto representa mais de 943 bilhões de litros de água com as reservas técnicas (volume morto). Há exatamente um ano, em 22 de fevereiro de 2015, o volume de água registrado era de 409 bilhões de litros ou cerca de 22% da capacidade do sistema. Esta melhora significa que as represas contam atualmente com 534 bilhões de litros a mais, ou seja, mais de duas vezes a quantidade armazenada há um ano. Este volume de água pode crescer ainda mais até o final da temporada de chuvas até março, o que pode garantir reforço para o longo período de estiagem que acontece no restante do ano. No início do período seco de 2015, no começo do mês de abril, o volume operacional era de aproximadamente 590 bilhões de litros, cerca de 32% do total. A recuperação dos mananciais fez com que a Sabesp pudesse aumentar gradualmente a oferta de água na Grande São Paulo, próxima de 60 m3/segundo. Para se ter uma ideia, antes da seca recorde de 2014/15, essa produção era de cerca de 70 m3/segundo e no auge da crise caiu para pouco mais de 50 m3/segundo. Desde dezembro do último ano, a Sabesp vem reduzindo os horários de diminuição de pressão – concentrados nos períodos da noite e madrugada – o que permite mais acesso à água principalmente para moradores de áreas mais altas e distantes dos reservatórios, que enfrentavam maior dificuldade no período mais agudo da crise.

1 de março, 2016
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BACIAS HIDROGRÁFICAS
PCJ recebe 3,5m³/s a partir de junho

A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) anunciaram novas regras, dia 25 de maio, para retirada de água do Sistema Cantareira no período de estiagem. A ANA e o DAEE informaram que a Sabesp terá que reduzir o volume de retirada dos atuais dos atuais 13,5 m³/s para no máximo 10 m³/s, a partir de setembro. Para as Bacias PCJ, a partir de primeiro de junho, o limite será de 3,5 m³/s, ante os atuais 2 m³/s que estão sendo liberados. O Superintendente do DAEE, Ricardo Borsari, disse que as obras de interligação dos Sistemas Rio Grande e Alto Tietê diminuirá a dependência do Cantareira pela Grande São Paulo. “O que está previsto pelo cronograma das obras é que elas entrem em operação a partir do dia primeiro de setembro. Nós queremos preservar o manancial”, disse. O volume de água a ser retirado que será utilizada do Sistema Cantareira, seguiu o relatório do Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais, divulgado na semana passada. O documento leva em conta o cenário 50% mais seco que a média histórica. Para o Diretor Presidente da ANA, Vicente Andreu, mesmo com pior quadro climático a situação do manancial deverá manter-se estável, em função da redução da retirada. Mesmo com a ampliação do volume para a bacia PCJ, o Sistema deverá enfrentar dificuldades durante a estiagem. Para o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, a região está no limite de restrição hídrica. “As Bacias PCJ sempre necessitaram de 12 m³/s, durante a estiagem. A região tem economizado, em média, 20%, o que faz com que essa demanda tenha sido reduzida para 9,6 m³/s. Descontando os 3,5 m³/s autorizados pela ANA, ainda teremos um déficit de 6,1 m³/s. Atualmente, estamos sobrevivendo com as nascentes e afluentes dos rios da Bacia, mas, a nossa lição de casa vai ser ainda mais severa para a estiagem de 2015”, comenta Lahóz.

26 de maio, 2015
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CANTAREIRA
PCJ cita desassoreamento como solução

O Consórcio PCJ indicou à Agência Nacional de Águas (ANA) estudar a possibilidade de desassoreamento e alteamento dos reservatórios do Sistema Cantareira como possibilidade de aumentar a sua capacidade de reservação de água, e assim incrementar a vazões regularizadas para as Bacias PCJ e do Alto Tietê. A ANA está preocupada com a capacidade dos reservatórios em atender às demandas do interior e da capital. Segundo estudos realizados, com dados até 2013, pelo professor e doutor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Antônio Carlos Zuffo, o Sistema Cantareira não regulariza os 36 m³/s, previstos pela portaria DAEE 1213/2004, mas somente 34,4 m³/s. Zuffo também acredita que não é possível a regularização de 40 m³/s, proposto pela minuta de portaria para a renovação da outorga do Cantareira, liberado pela ANA, em dezembro de 2013. A Sabesp, responsável pela operação do Cantareira, possui estudo de assoreamento realizado no ano de 2006, pela empresa Azimute Consultoria e Projetos de Engenharia, em que não se constatou assoreamento significativo das represas que formam o Sistema. No entanto, por menor que seja o índice de assoreamento, obras dessa natureza se mostram importante para a recuperação da disponibilidade hídrica dos reservatórios. O Consórcio PCJ encaminhou ofício ao Diretor-Presidente da ANA, Vicente Andreu, indicando a necessidade de se aproveitar a estiagem para desassorear os reservatórios secos do Cantareira. “Os reservatórios do Jaguari/Jacareí e Cachoeira são de Domínio da União, permitindo a intervenção e ação direta da ANA, com certeza, negociada, com os órgãos gestores estaduais (paulista e mineiro). Seria importante que fosse realizado o desassoreamento dos reservatórios ainda no atual período de estiagem, iniciado em abril de 2015, sendo que os resíduos retirados, caso sejam inertes, poderiam ser lançados no talude dos reservatórios trabalhados, iniciando o processo de alteamento dos mesmos”, descreve o ofício. Caso não seja possível esta solução, outra hipótese é utilizar o lodo retirado no processo de desassoreamento para o enriquecimento dos solos do entorno das represas do Cantareira, visto que esta região, conhecida tecnicamente como “área de empréstimo”, ficou empobrecida com a retirada das camadas superficiais do solo no processo de construção das barragens, o que dificulta o desenvolvimento de matas ciliares. O documento ainda solicita recursos para o Consórcio PCJ iniciar elaboração de um “Plano Estratégico de Desassoreamento” para reservatórios situados nas Bacias PCJ, além de indicar a urgência e interlocução da ANA junto aos organismos responsáveis por emissão de outorgas e expedição de licenças ambientais, agilidade em caráter de emergência na emissão dessas outorgas e licenças para que municípios, Concessionárias de Saneamento, Indústrias e Agricultores levantem recursos suficientes para a construção de reservatórios, cisternas, realização de desassoreamentos, ampliação dos valores de outorga, entre outros, caso tenham a possibilidade de implantações de curto prazo, visando amenizar a crise hídrica.

23 de abril, 2015