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SÃO PAULO

Sistema Cantareira inicia 2026 em Faixa de Restrição

Sistema Cantareira inicia 2026 em Faixa de Restrição

Decisão segue regras definidas após a crise hídrica de 2014/2015 e busca equilibrar abastecimento da Grande São Paulo e das Bacias PCJ.

O Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, continuará operando na Faixa 4 – Restrição a partir de 1º de janeiro de 2026. A decisão foi comunicada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP-Águas), em conformidade com os critérios estabelecidos na Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017.

Ao final de dezembro de 2025, o volume útil do sistema foi de 20,18%, registrando leve redução em relação aos 20,99% observados no mês anterior. Apesar da oscilação negativa, o nível permaneceu acima do limite mínimo de 20%, o que mantém o enquadramento do manancial na Faixa 4 de operação durante o início de 2026.

Durante o período úmido, que se estende até maio de 2026, as liberações de vazões para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) serão realizadas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP), conforme comunicados emitidos pela SP-Águas. Nessa etapa, há maior flexibilidade operacional para o atendimento aos limites de vazão definidos nos postos de controle previstos na resolução vigente. Esses comunicados são encaminhados simultaneamente aos Comitês PCJ, garantindo transparência e articulação institucional na gestão do sistema.

Com o Cantareira operando em Faixa de Restrição, a SABESP permanece autorizada a captar até 23 metros cúbicos por segundo (m³/s), conforme previsto na norma. Como medida adicional de mitigação, a companhia poderá utilizar, ao longo de janeiro, a vazão transposta a partir do reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, localizado na bacia do rio Paraíba do Sul, ampliando a segurança operacional do abastecimento.

As agências reguladoras reforçam a importância da adoção contínua de medidas de gestão da demanda por parte da SABESP, no âmbito dos serviços de abastecimento de água. A recomendação se estende aos demais usuários do sistema, com o objetivo de preservar os volumes armazenados nos reservatórios e reduzir riscos associados a eventuais períodos de estiagem.

A gestão do Sistema Cantareira é realizada de forma compartilhada pela ANA e pela SP-Águas, que acompanham diariamente dados de níveis, vazões e volumes armazenados. Esse monitoramento permanente subsidia as decisões operativas e garante maior previsibilidade às regras de uso da água, especialmente em contextos de variabilidade climática.

A Resolução Conjunta nº 925/2017, elaborada após a crise hídrica de 2014 e 2015, estabelece critérios claros para a operação do sistema, vinculando os limites de retirada de água ao volume acumulado nos reservatórios. O objetivo é assegurar maior segurança hídrica tanto para a Região Metropolitana de São Paulo quanto para as Bacias PCJ, conciliando o abastecimento urbano com os usos múltiplos da água.

Responsável pelo abastecimento de cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo, o Sistema Cantareira também desempenha papel estratégico no atendimento a municípios como Campinas. O complexo é formado por cinco reservatórios interligados — Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro — com volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, o sistema conta ainda com a interligação entre as represas Jaguari e Atibainha, reforçando a resiliência hídrica da região.

Embora os reservatórios estejam integralmente localizados em território paulista, parte das águas que os alimentam provém de rios de domínio da União, com nascentes e trechos em Minas Gerais, o que confere caráter interestadual à gestão do sistema. Nesse contexto, ANA e SP-Águas avaliam que as regras operacionais vigentes são adequadas para a condução do Cantareira e mantêm o acompanhamento diário das condições hidrológicas, com foco na tomada de decisões técnicas e na garantia do abastecimento à população.

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A partir de 1º de abril de 2020, o Sistema Cantareira voltou a operar com sua faixa normal, o que não acontecia desde 2017. Com isto, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) poderá voltar a captar 33 m³/s dos reservatórios. Até então, a companhia podia captar 31 m³/s, devido à faixa de operação de Alerta. As chuvas dos últimos meses ajudaram para que o Sistema Equivalente do Cantareira superasse os 60% de seu volume útil ao término deste mês. As represas Jacareí, Jaguari, Cachoeira e Atibainha estavam com 64,4% de seu volume útil em 31 de março. A captação de água do Cantareira abastece aproximadamente 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), mas é condicionada ao nível de armazenamento de água do manancial ao término de cada mês. Há cinco faixas a serem seguidas de acordo com a Resolução Conjunta ANA/DAEE nº 925/2017, que definiu as condições de operação do Sistema juntamente com a renovação da outorga da empresa de saneamento para uso do manancial. As faixas são divididas em: Normal – quando o volume é igual ou superior a 60% e limite de retirada de 33,0 m³/s; Atenção - volume útil acumulado igual ou maior que 40% e menor que 60% e limite de retirada de 31,0 m³/s; Alerta - volume útil acumulado igual ou maior que 30% e menor que 40% e limite de retirada de 27,0 m³/s; Restrição - volume útil acumulado igual ou maior que 20% e menor que 30% e limite de retirada de 23,0 m³/s e Especial - volume acumulado inferior a 20% do volume útil e limite de retirada de 15,5 m³/s. O Sistema Cantareira é de responsabilidade da ANA e DAEE, pois recebe água de uma bacia hidrográfica de gestão federal: a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (bacias PCJ). Os dois órgãos acompanham, por meio de dados, os de níveis da água, vazão e volume armazenado, além de definir normas e regras que determinam a operação do Sistema, formado pelos reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro. Os quatro primeiros ficam nas bacias PCJ e o Paiva Castro está na bacia do Alto Tietê. As águas são conectadas por túneis subterrâneos e canais, formando o Sistema Equivalente do Cantareira com volume útil total de 981,56 bilhões de litros. A situação do armazenamento do Sistema Cantareira pode ser acompanhada pelo site https://www.ana.gov.br/sala-de-situacao/sistema-cantareira .

6 de abril, 2020
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CANTAREIRA
Sabesp propõe poupança para nova outorga

Durante duas reuniões técnicas públicas realizadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE), a Sabesp propôs nova mecânica para a renovação de outorga do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento da Grande São Paulo e parte da região de Campinas. A decisão final da nova outorga sai em março de 2017 e será publicada em maio do mesmo ano. A Sabesp propõe que a água não utilizada gere uma poupança que possa ser usada posteriormente pela região que fez a economia, na mesma proporção. Para que a poupança funcione, a água seria dividida na entrada e o gasto de cada região (Grande São Paulo ou Campinas/PCJ) seria contabilizado e calculado, periodicamente, com o cálculo do saldo descontado do volume utilizado. Segundo a Sabesp, dessa forma o repasse do Cantareira para a área do PCJ só seria realizado quando necessário e na quantidade certa, e não de forma contínua e sem conformidade com o que está sendo usado. A proposta da poupança tem como objetivo incentivar a economia de água, mesmo em épocas de grandes volumes de chuvas, a fim de garantir reservas para os poupadores. A proposta prevê ainda a divisão da água que entra no sistema e não apenas da água imediatamente disponível. “Os números mostram que existe água suficiente para atender a todos, basta administrar bem e as duas regiões trabalharem juntas em colaboração e não em disputa pela água”, ressalta o superintendente de Produção de Água Metropolitana da Sabesp, Marco Antônio Lopez Barros. A proposta é compatível com a eventual adoção de “regra emergencial”, a ser adotada quando o Sistema Equivalente (que considera apenas os reservatórios Jaguari/Jacareí, Cachoeira e Atibainha, sem a Paiva Castro) estiverem em níveis críticos. Nesse caso, as retiradas de água para atender às duas populações serão decididas pelos órgãos gestores de recursos hídricos.

5 de agosto, 2016
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CRISE HÍDRICA
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Com o bom volume de chuvas registrado em janeiro passado, o Cantareira voltou a ser o principal sistema produtor de água da Região Metropolitana de São Paulo. É o que afirma a Sabesp, com base na análise da situação dos mananciais. Hoje, o Cantareira atende aproximadamente uma população de 5,7 milhões de pessoas e o Guarapiranga, 5,2 milhões. Antes da estiagem, em dezembro de 2013, esses sistemas abasteciam, respectivamente, 8,8 milhões e 3,9 milhões de clientes. Os seis principais sistemas que abastecem a RMSP fecharam janeiro de 2016 com um acréscimo de 181,1 milhões de m³ de água na comparação com dezembro de 2015, totalizando 884,55 milhões de m³, uma alta de 25,7%. Na comparação com o nível dos reservatórios registrado em janeiro do ano passado, no auge da crise hídrica, a elevação foi de 598,55 milhões de m³ (+209,3%), quantidade de água que corresponde a mais da metade de todo o volume útil do Sistema Cantareira ou a somatória dos volumes úteis dos sistemas Rio Claro, Alto Cotia e Alto Tietê. Para a companhia de saneamento do Estado de São Paulo, a melhora na situação dos mananciais também se deve ao Programa de Bônus, que estimulou o uso racional da água. A economia de água feita pelos moradores atendidos pela Sabesp fez com que a companhia deixasse de retirar no mês passado 5,7 mil litros por segundo das represas que abastecem a RMSP – volume suficiente para atender a 1,83 milhão de pessoas, diz a companhia, em nota. Recentemente, o programa de bônus implantado em 1º de fevereiro de 2014 passou por mudanças que atualizaram a regra para cálculo do bônus e que consiste na adoção, para cada cliente, de um novo consumo médio de referência. A nova meta de consumo é informada na conta dos clientes.

17 de fevereiro, 2016
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BACIAS HIDROGRÁFICAS
PCJ recebe 3,5m³/s a partir de junho

A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) anunciaram novas regras, dia 25 de maio, para retirada de água do Sistema Cantareira no período de estiagem. A ANA e o DAEE informaram que a Sabesp terá que reduzir o volume de retirada dos atuais dos atuais 13,5 m³/s para no máximo 10 m³/s, a partir de setembro. Para as Bacias PCJ, a partir de primeiro de junho, o limite será de 3,5 m³/s, ante os atuais 2 m³/s que estão sendo liberados. O Superintendente do DAEE, Ricardo Borsari, disse que as obras de interligação dos Sistemas Rio Grande e Alto Tietê diminuirá a dependência do Cantareira pela Grande São Paulo. “O que está previsto pelo cronograma das obras é que elas entrem em operação a partir do dia primeiro de setembro. Nós queremos preservar o manancial”, disse. O volume de água a ser retirado que será utilizada do Sistema Cantareira, seguiu o relatório do Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais, divulgado na semana passada. O documento leva em conta o cenário 50% mais seco que a média histórica. Para o Diretor Presidente da ANA, Vicente Andreu, mesmo com pior quadro climático a situação do manancial deverá manter-se estável, em função da redução da retirada. Mesmo com a ampliação do volume para a bacia PCJ, o Sistema deverá enfrentar dificuldades durante a estiagem. Para o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, a região está no limite de restrição hídrica. “As Bacias PCJ sempre necessitaram de 12 m³/s, durante a estiagem. A região tem economizado, em média, 20%, o que faz com que essa demanda tenha sido reduzida para 9,6 m³/s. Descontando os 3,5 m³/s autorizados pela ANA, ainda teremos um déficit de 6,1 m³/s. Atualmente, estamos sobrevivendo com as nascentes e afluentes dos rios da Bacia, mas, a nossa lição de casa vai ser ainda mais severa para a estiagem de 2015”, comenta Lahóz.

26 de maio, 2015