ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Baixo nível de hidrelétricas impulsiona setor

Segundo relatório recente da Agência Nacional de Águas (ANA), o baixo nível dos reservatórios das usinas nesta época do ano, somado à projeção de um maior consumo de eletricidade em 2020, eleva a relevância da energia solar fotovoltaica ao Brasil. O nível médio dos reservatórios está em 31,67%, enquanto em 2016, no mesmo período, o nível era de 37,35%. Em 2017, o índice estava em 35,76% e, nos anos de 2018 e 2019, o nível médio estava em 37,77% e 38,11%, respectivamente.

O CEO da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, comenta que a energia solar fotovoltaica é cada vez mais estratégica ao País, pois ajuda a aliviar a operação do sistema elétrico nacional, economizando água dos reservatórios das hidrelétricas e reduzindo a necessidade de acionamento de termelétricas, mais caras e poluentes. “No caso da geração distribuída solar fotovoltaica, quando os próprios consumidores investem em sistemas em suas casas ou empresas, há também uma redução de gastos e economia que é compartilhada com todos os consumidores brasileiros, incluindo aqueles que nunca instalaram energia solar”.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) afirma que o consumo de eletricidade no Brasil deve crescer aproximadamente 4,2% em 2020, na comparação com 2019 por causa do reaquecimento da economia nacional e a projeção positiva para o crescimento PIB deste ano. “Fato é que o Brasil precisará de energia para dar conta do crescimento econômico. Como o nível dos reservatórios hidrelétricos está muito baixo, há um risco iminente de acionamento de termelétricas a combustíveis fósseis, com um custo bastante alto que é repassado aos brasileiros em forma de aumento de bandeira tarifária (amarela e vermelha). Portanto, é necessário o estímulo à geração de eletricidade limpa, renovável e barata, como a energia solar”, diz o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk.

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