MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Brasil ganha antiprêmio “Fóssil do Ano”

O Brasil ganhou duas categorias do tradicional antiprêmio "Fóssil do Ano", dado por uma rede de 1.300 ONGs aos países que mais atrapalham o combate à mudança do clima. A primeira estatueta é referente à categoria "Não proteger as pessoas dos Impactos Climáticos", pelos esforços do governo Bolsonaro em destruir os ecossistemas brasileiros e não proteger os povos indígenas das queimadas e dos efeitos da mudança do clima. Já a segunda estatueta foi na categoria "Reduzir o espaço da sociedade civil". Neste quesito, o Brasil ganhou até da Rússia e se destacou pela escalada de repressão aos grupos da sociedade civil que resistem às políticas de desmonte ambiental e lutam pelos direitos das comunidades indígenas. 

O destaque foi para o plano do Conselho Nacional da Amazônia Legal, coordenado pelo vice-presidente, general Hamilton Mourão, que pretende, por meio de um marco regulatório, ter o "controle" de 100% das ONGs que atuam na região até 2022. O Governo quer que apenas entidades da sociedade civil que atendam aos "interesses nacionais atuem na região amazônica". "A sociedade civil, apesar das ameaças, precisa se fortalecer para pressionar, nacional e internacionalmente, por medidas efetivas de redução nas emissões, pela preservação das florestas e proteção dos indígenas", disse Nayara Castiglioni Amaral, coordenadora-geral do Engajamundo, que recebeu os prêmios. As duas novas estatuetas agora farão companhia para o grande prêmio recebido no ano passado, quando o Brasil saiu da COP25 com o troféu Fóssil do Ano, como "país que mais atrapalhou o clima em 2019". 

Organizado pela CAN (Climate Action Network), o Fóssil do Ano é concedido durante as conferências do clima da ONU, as COPs. Sem eventos presenciais, em 2020, o evento foi virtual, para "homenagear" os países que "fizeram seu melhor para serem os piores" nos últimos cinco anos. O Brasil dividiu as cinco categorias da premiação com Estados Unidos e Austrália. Os três foram os únicos grandes emissores do mundo a ficar de fora da Cúpula de Ambição Climática organizada pela ONU para marcar o aniversário do Acordo de Paris.

Artigos Relacionados

PL prevê infraestrutura básica para populações em UCs
AMAZÔNIA LEGAL
PL prevê infraestrutura básica para populações em UCs

O plano deverá mapear a situação habitacional e de infraestrutura básica (abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e energia) das populações residentes.

10 de março, 2026
Mais de 100 ONGs pedem compromisso político para transição
COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
Mais de 100 ONGs pedem compromisso político para transição

Carta firma que a credibilidade da ação climática global depende cada vez mais da capacidade dos governos de promover uma “redução justa e ordenada da produção e do consumo de combustíveis fósseis”.

3 de fevereiro, 2026
R$ 70,2 milhões para apoiar Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia
AMAZÔNIA
R$ 70,2 milhões para apoiar Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia

O edital selecionará seis redes regionais para a criação de Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia em territórios estratégicos da Amazônia.

26 de novembro, 2025
Impact Hub lança guia técnico para direcionar recursos à Amazônia
FINANCIAMENTO CLIMÁTICO
Impact Hub lança guia técnico para direcionar recursos à Amazônia

O Blueprint reúne métricas, recomendações de mensuração e frameworks internacionais como IMP e IRIS+, além de apresentar modelos híbridos de financiamento que combinam capital privado, recursos públicos e filantropia.

21 de novembro, 2025
Da Eco-92 à COP30: três décadas para conter a crise climática
COP 30
Da Eco-92 à COP30: três décadas para conter a crise climática

COP30 simboliza o retorno do Brasil ao protagonismo ambiental e pressiona líderes a assumir compromissos mais ambiciosos.

5 de novembro, 2025
Índice de saúde dos oceanos cai 7% desde 2012
MEIO AMBIENTE
Índice de saúde dos oceanos cai 7% desde 2012

A perda de biodiversidade tem como consequência a ameaça a inúmeras espécies.

3 de novembro, 2025
Universalização na Amazônia Legal pode render benefícios de R$ 330 bilhões até 2040
SANEAMENTO
Universalização na Amazônia Legal pode render benefícios de R$ 330 bilhões até 2040

Estudo destaca ganhos para saúde, turismo, produtividade e meio ambiente

18 de setembro, 2025
América Latina tem avanços, mas ainda há muito a ser feito
ENERGIAS RENOVÁVEIS
América Latina tem avanços, mas ainda há muito a ser feito

Os combustíveis fósseis continuam sendo uma importante fonte de energia, no entanto, os países selecionados têm trabalhado para reduzir sua dependência deles.

8 de julho, 2025