CONFERÊNCIA DOS OCEANOS

Brasil reforça compromisso com ODS 14

A Conferência sobre Oceanos, realizada entre os dias 5 e 9 de junho, no prédio da ONU em Nova Iorque (EUA), teve como tema “Nossos Oceanos, Nosso Futuro: Parcerias para a Implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14”. O Brasil participou do evento através do Ministério do Meio Ambiente e ICMBio, Ministério das Relações Exteriores, de Ciência e Tecnologia , pela WWF-Brasil , Conservação Internacional, entre outras organizações. 
 
Na ocasião, o Brasil reforçou compromisso com o ODS 14, por meio de uma série de medidas, com destaque para o Fundo Azul do Brasil, o Santuário de Baleias do Atlântico Sul, e o planejamento espacial marinho, com especial atenção para a Região dos Abrolhos, Cadeia Vitória-Trindade e Costa Norte do Brasil. “Estamos orgulhosos do que o Brasil tem feito pela proteção e conservação das baleias e da biodiversidade e ecossistemas marinhos. Queremos olhar para a frente e trabalhar ainda mais para a conservação marinha”, comentou José Pedro de Oliveira Costa, Secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente.
 
A proposta brasileira para o Fundo Azul do Brasil é dedicada à implementação de medidas de conservação da biodiversidade nas áreas jurisdicionais costeiras e marinhas brasileiras. Para Claudio Maretti, diretor do ICMBio “o Fundo Azul cria as condições para enfrentar um grande desafio: a proteção da porção marinha do Brasil, que precisa crescer seis vezes nos próximos anos”. O Fundo Azul será criado pelo Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e propõe a ampliação e o aprimoramento da gestão de áreas protegidas, buscando atingir a meta de 10% de conservação eficaz nas áreas jurisdicionais costeiras e marinhas do Brasil. “O Fundo é uma ferramenta para o Brasil alcançar suas metas de conservação da biodiversidade (Metas de Aichi), o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS 14) e os compromissos firmados na Convenção das Mudanças Climáticas (Acordo de Paris)”, complementa Maretti. 
 
Serão investidos US$ 140 milhões até 2022 através e parcerias para a restauração de espécies ameaçadas, a recuperação de estoques pesqueiros, promoção de boas práticas no desenvolvimento do turismo sustentável e pescarias de pequena escala, e contribuindo para a integração nas estratégias de mitigação de mudanças climáticas. A iniciativa deverá ser colocada em prática em 2018, protegendo ecossistemas importantes como manguezais, recifes de coral, bancos de algas calcárias, ilhas oceânicas e montanhas submarinas, bem como estratégia para recuperação da vida marinha, incluindo importantes estoques pesqueiros ameaçados. 

Artigos Relacionados

Aberta concessão para Floresta de Canela
ICMBIO
Aberta concessão para Floresta de Canela

A agenda de concessões contempla um pacote de 18 parques nacionais para concessão.

22 de julho, 2021
Saneamento Ambiental Logo
MEIO AMBIENTE
Possível fusão entre Ibama e ICMBio

6 de outubro, 2020
Saneamento Ambiental Logo
FISCALIZAÇÃO
Conversão de multas sofre mudanças

3 de março, 2020
Saneamento Ambiental Logo
FAUNA
Brasil reintegra 50 ararinhas-azuis

17 de junho, 2019
Saneamento Ambiental Logo
INCÊNDIOS
ICMBio vai contratar brigadistas

8 de maio, 2019
Saneamento Ambiental Logo
ICMBio
Coronel assume presidência

22 de abril, 2019
Saneamento Ambiental Logo
MATA ATLÂNTICA
Projeto tenta salvar mico-leão-da-cara-preta

18 de março, 2019
Saneamento Ambiental Logo
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
SP cria quatro novas reservas

6 de fevereiro, 2019