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DESSALINIZAÇÃO

Cagece vai instalar planta de grande porte

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) decidiu instalar uma planta de dessalinização para combater a crise hídrica que atinge os principais mananciais que abastecem a Região Metropolitana de Fortaleza. A unidade terá capacidade para produzir 1 m³/s de água potável, volume suficiente para atender a 300 mil pessoas. A implantação da primeira dessalinização de grande porte no Brasil está em processo de licitação pelo governo do Estado do Ceará. A planta deverá se basear no projeto da GS Inima Brasil, que elegeu a tecnologia de Osmose Reversa (OR) para tratar a água do mar que será convertida em água potável para abastecer parte da Região Metropolitana de Fortaleza. O estudo da GS Inima vencedor de licitação será apresentado no seminário Aladyr 2019 sobre Dessalinização, Reuso e Tratamento de Água e Efluentes promovido pela Associação Latinoamericana de Dessalinização e Reuso de Água, no dia 22 de maio, as 9h45, pelo engenheiro Eduardo Berrettini, gerente técnico da GS Inima Brasil, em Salvador (BA).

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) decidiu instalar uma planta de dessalinização para combater a crise hídrica que atinge os principais mananciais que abastecem a Região Metropolitana de Fortaleza. A unidade terá capacidade para produzir 1 m³/s de água potável, volume suficiente para atender a 300 mil pessoas. 
 
A implantação da primeira dessalinização de grande porte no Brasil está em processo de licitação pelo governo do Estado do Ceará. A planta deverá se basear no projeto da GS Inima Brasil, que elegeu a tecnologia de Osmose Reversa (OR) para tratar a água do mar que será convertida em água potável para abastecer parte da Região Metropolitana de Fortaleza. 
 
O estudo da GS Inima vencedor de licitação será apresentado no seminário Aladyr 2019 sobre Dessalinização, Reuso e Tratamento de Água e Efluentes promovido pela Associação Latinoamericana de Dessalinização e Reuso de Água, no dia 22 de maio, as 9h45, pelo engenheiro Eduardo Berrettini, gerente técnico da GS Inima Brasil, em Salvador (BA). 
 

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A dessalinização como opção de abastecimento

Por Diogo Taranto* No Brasil, assim como em países onde se têm abundância de recursos hídricos oriundos de água doce, a dessalinização nunca foi uma opção de abastecimento, mesmo tendo uma extensa área litorânea. No entanto, as recentes faltas de chuvas nas grandes regiões metropolitanas do País, a redução do volume nos reservatórios de água doce e consequentes desdobramentos para possíveis racionamentos fizeram com que grandes empresas e até municípios próximos ao litoral iniciassem análises de viabilidade para implantação de sistemas de dessalinização para abastecimento público. A dessalinização, ou simplesmente “dessal”, como atualmente é chamada, é um conjunto de processos físico-químicos que tem por objetivo a retirada do sal da água. Esta retirada do sal pode se dar com a utilização de diferentes tecnologias, tais como: osmose reversa, destilação por multiestágios, e destilação térmica, o processo mais antigo conhecido para a dessalinização. Em alguns lugares do mundo como, por exemplo, países do Oriente Médio, Árabia Saudita, Israel e Kuwait é comum o uso de tecnologias de dessal para provimento de água potável à população. Já no Brasil, a crise de abastecimento deve impulsionar os projetos de dessalinização. Um grande exemplo recente deste tipo de comportamento pode ser observado no governo do estado do Rio de Janeiro, que em fevereiro de 2015 encomendou para uma empresa especialista no segmento um projeto de uma usina de dessalinização para abastecimento de até um milhão de pessoas. Este exemplo, em menor escala, poderia ser replicado para cidades litorâneas com objetivo de suprir a falta de abastecimento de água em períodos de pico, como festas de fim de ano e feriados prolongados, ou ainda em empresas localizadas nestes locais próximos ao mar, que possuem a água como um recurso importante dentro de seu processo industrial. Atualmente, o mercado brasileiro possui empresas do segmento de tratamento de água com a expertise necessária em projetar, instalar e até operar sistemas de dessalinização, fazendo com que as barreiras tecnológicas não mais sejam um obstáculo na viabilidade de fontes alternativas de abastecimento público e privado. O que ainda deixa dúvida em relação à viabilidade destes sistemas são os custos de operação e manutenção, os quais podem chegar a quatro vezes ao valor de metro cúbico (1.000 litros) em comparação ao tratamento de água doce. Todavia, a cada ano esta diferença de custo está diminuindo, seja pela dificuldade na captação e tratamento da água doce, a qual está cada vez mais longe e em determinados locais mais poluídos, ou pela própria redução dos custos dos sistemas de dessalinização mediante o avanço tecnológico dos processos, materiais e equipamentos aplicados. Ações e projetos como estes seriam de grande valia para preservação dos recursos hídricos naturais, redução das perdas por vazamentos devido as enormes adutoras para transporte de água potável aos locais de consumo e liberação de capacidade das estações de tratamento de água existentes para locais e cidades mais distantes do litoral. *Diogo Taranto é diretor de Operações da Nova Opersan

18 de junho, 2015
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SANEAMENTO
Obras no Ceará recebem R$ 1 bilhão

O Governo do Ceará está investindo R$ 1 bilhão na construção de Sistemas de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário, por meio da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e Serviços Autônomos, em diversos municípios. Do montante total, cerca de R$ 500 milhões são aportes da Cagece nos 151 municípios onde a empresa atua. Na capital Fortaleza, os investimentos somam R$ 350 milhões e contemplam a implantação de sistemas no Bairro Vila União, na área da Lagoa do Opaia, no Residencial Aldemir Martins, no Sítio Ancuri, no Planalto Palmeira, no Jangurussu, na Serrinha, Itaóca, Parangaba, Itaperi, Bom Sucesso, Vila Peri, Parque São José, Genibaú, Conjunto Ceará I, Conjunto Ceará II, Granja Portugal, Alto da Balança, Aerolândia, Mucuripe, Aldeota, São João do Tauape, Papicu, Bairro de Fátima, Montese e José Walter. Outros R$ 103,4 milhões estão sendo investidos nos bairros localizados no entorno do rio Cocó. No local, a Cagece está construindo rede de esgoto, por meio do projeto de urbanização do rio, tocada pela Secretaria das Cidades. Os bairros beneficiados são: Edson Queiroz, Guararapes, Jardim das Oliveiras, Cidade dos Funcionários, Parque Manibura, Parque Iracema, Engenheiro Luciano Cavalcante e Cajazeiras. A expectativa é que a obra seja concluída em abril de 2016. A construção de sistemas de água e esgoto no interior do estado beneficiará a população das cidades de Tauá, Tianguá, Viçosa do Ceará, Russas, Cascavel, Aracati, Sobral, Fortim, Caridade, Santana do Cariri, Hidrolândia, Russas, Ibaretama, Jaguaribara e Juazeiro do Norte. “Falar de saneamento é falar também de saúde e de meio ambiente. A melhoria das condições do saneamento básico tem impacto direto na qualidade de vida das pessoas. Comprovadamente, a adequada coleta de esgotos domésticos reduz a ocorrência de doenças causadas por parasitas e preserva nossos já poucos mananciais de água potável”, destaca o secretário das Cidades, Ivo Gomes. Política Estadual de Saneamento O Governo do Ceará também tem atuado em parceria junto ao Ministério Público e diversas entidades nos últimos meses para elaboração do anteprojeto de lei da Política Estadual de Saneamento. O anteprojeto deverá chegar à Assembleia Legislativa para votação em junho. A lei definirá o arcabouço jurídico da política de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário do Estado do Ceará para as próximas décadas. Em abril, o anteprojeto foi colocado para consulta pública por trinta dias pela Secretaria das Cidades e recebeu mais de 218 contribuições de entidades e sociedade civil.

8 de junho, 2015