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COLETA SELETIVA

Cartilha da UFSCar orienta catadores

O Departamento de Enfermagem (DEnf) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveu o projeto de extensão "Coopera Ambiental" e elaborou a cartilha "Cooperando Caminhos: guia de cuidados aos catadores", voltada para catadores de material reciclável, principalmente para aqueles que estão organizados em cooperativas. O acesso ao material é gratuito e pode ser feito pela Internet. A cartilha tem como objetivo promover a saúde entre catadores de materiais recicláveis, por meio da educação em saúde e de conhecimentos que possam trazer benefícios também para a segurança no trabalho desse grupo. Dentre os temas, a equipe do projeto destaca as orientações sobre uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), vacinação e como acessar os serviços públicos de saúde. "Grande parte dos catadores desconhece os riscos aos quais estão expostos e não fazem uso de nenhum tipo de medida de proteção para esses riscos. Muitos riscos podem ser facilmente diminuídos ou eliminados, por exemplo, adotando a higienização das mãos antes e após refeições e ter um local próprio na cooperativa para refeições e não no meio do material coletado", exemplifica Gustavo Magno, aluno do curso de Enfermagem da UFSCar e integrante do projeto de extensão, coordenado por Silvia Uehara, docente do DEnf. O material aborda também temas que envolvem o funcionamento das cooperativas e a importância da atuação conjunta dos catadores para o sucesso desses empreendimentos, proporcionando um ambiente de trabalho com mais união. "As cooperativas possibilitam um cenário com condições melhores de trabalho, maior segurança social (porque muitas recolhem a contribuição para INSS), além de favorecer a união entre catadores e o processo de luta para assegurar os direitos sociais", destaca Magno sobre a importância das cooperativas. Além disso, o projeto reforça o papel essencial dessas organizações para a coleta seletiva em municípios de pequeno e médio portes, que, em geral, não têm uma iniciativa governamental para o gerenciamento dos resíduos recicláveis. A ideia da cartilha surgiu da pesquisa de Iniciação Científica (IC) de Gustavo Magno, com orientação da professora Silvia Uehara, que teve o objetivo de analisar as atividades em uma cooperativa de catadores da cidade de São Carlos. A cartilha está disponível para download no Portal eduCapes ( https://bit.ly/3ciNjLX ) ou pode ser acessada no Instagram do projeto de extensão (instagram.com/cooperaambiental).

O Departamento de Enfermagem (DEnf) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveu o projeto de extensão "Coopera Ambiental" e elaborou a cartilha "Cooperando Caminhos: guia de cuidados aos catadores", voltada para catadores de material reciclável, principalmente para aqueles que estão organizados em cooperativas. O acesso ao material é gratuito e pode ser feito pela Internet.

A cartilha tem como objetivo promover a saúde entre catadores de materiais recicláveis, por meio da educação em saúde e de conhecimentos que possam trazer benefícios também para a segurança no trabalho desse grupo. Dentre os temas, a equipe do projeto destaca as orientações sobre uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), vacinação e como acessar os serviços públicos de saúde. "Grande parte dos catadores desconhece os riscos aos quais estão expostos e não fazem uso de nenhum tipo de medida de proteção para esses riscos. Muitos riscos podem ser facilmente diminuídos ou eliminados, por exemplo, adotando a higienização das mãos antes e após refeições e ter um local próprio na cooperativa para refeições e não no meio do material coletado", exemplifica Gustavo Magno, aluno do curso de Enfermagem da UFSCar e integrante do projeto de extensão, coordenado por Silvia Uehara, docente do DEnf.

O material aborda também temas que envolvem o funcionamento das cooperativas e a importância da atuação conjunta dos catadores para o sucesso desses empreendimentos, proporcionando um ambiente de trabalho com mais união. "As cooperativas possibilitam um cenário com condições melhores de trabalho, maior segurança social (porque muitas recolhem a contribuição para INSS), além de favorecer a união entre catadores e o processo de luta para assegurar os direitos sociais", destaca Magno sobre a importância das cooperativas. Além disso, o projeto reforça o papel essencial dessas organizações para a coleta seletiva em municípios de pequeno e médio portes, que, em geral, não têm uma iniciativa governamental para o gerenciamento dos resíduos recicláveis. 

A ideia da cartilha surgiu da pesquisa de Iniciação Científica (IC) de Gustavo Magno, com orientação da professora Silvia Uehara, que teve o objetivo de analisar as atividades em uma cooperativa de catadores da cidade de São Carlos. A cartilha está disponível para download no Portal eduCapes (https://bit.ly/3ciNjLX) ou pode ser acessada no Instagram do projeto de extensão (instagram.com/cooperaambiental).

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Projeto "Compartilhando Menos Lixo!"

A Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) retomou o projeto de extensão "Compartilhando Menos Lixo!" (ProEx 23112.013065/2020-13). O projeto visa ampliar as ações de consumo consciente para além da Universidade, além de desenvolver ações para a conscientização da importância da redução de materiais de uso único na comunidade de São Carlos. A proposta do "Compartilhando Menos Lixo!" é atingir consumidores e comerciantes, apresentando e discutindo possíveis alternativas para gerar menos resíduos, além de sensibilizar o poder público local para a criação de propostas e de novas regulamentações para tratar de questões da poluição e impactos ambientais, decorrentes da geração de resíduos sólidos. "Esse projeto nasceu durante a pandemia, após a constatação do número alarmante da produção de resíduos de plásticos únicos, principalmente hospitalares e de consumo individual", explica Raquel Boschi, engenheira agrônoma da SGAS e coordenadora da iniciativa. Com o "Compartilhando Menos Lixo!", a UFSCar reafirma seu papel de transformação junto à sociedade em seus três pilares: ensino, pesquisa e extensão. A universidade quer ampliar a consciência ambiental da população de São Carlos. “Além de disponibilizar ferramentas de formação, estamos escutando a comunidade para identificar os problemas e apontar possíveis soluções", informa Gabriela Strozzi, técnica agropecuária da SGAS. Os interessados podem registrar suas experiências no site https://sgasproex.wixsite.com/menoslixo , participar das discussões sobre formas alternativas de embalagens, ser um agente disseminador de conhecimento, propor alternativas para a redução de resíduos, aplicar as alternativas na sua própria rotina e apresentar as dificuldades de mudanças de hábitos. Na primeira fase, o "Compartilhando Menos Lixo!" contou com a adesão, por exemplo, do Conecta Hortifruti que reduziu 80% do uso de embalagens plásticas nas suas vendas. "Nós já tínhamos a ideia de trabalhar com menos plástico, mas não sabíamos ao certo como nossos clientes reagiriam. Incentivados pelo projeto e por nossos clientes resolvemos mudar para o saco de papel e foi um sucesso", conta o empresário Caio de Almeida Oliveira. Maiores informações pelos canais [email protected] e redes sociais da SGAS.

26 de janeiro, 2021
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RESÍDUOS
UFSCar lança “Compartilhando Menos Lixo!”

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), por meio da Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS), lançou o projeto de extensão "Compartilhando Menos Lixo!" com a apresentação do site https://sgasproex.wixsite.com/menoslixo.&nbsp ; O objetivo do projeto é ampliar as ações de consumo consciente para além da Universidade. "O foco das ações será a conscientização sobre a importância da redução de materiais de uso único na comunidade de São Carlos. Queremos estimular mudança de hábitos e adaptação das práticas de consumo", contou Raquel Boschi, Engenheira Agrônoma, da Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS) da UFSCar. Um dos materiais que as ações querem reduzir o consumo é o plástico descartável, já que um grande volume vai parar nos oceanos. Segundo o Greenpeace, todos os anos, mais de oito milhões de toneladas de lixo vão parar nas águas do planeta, e entre 60% e 90% dos resíduos são diferentes tipos de plástico. A ONG diz que estudos indicam que, se o ritmo de consumo não diminuir e o descarte dos resíduos não for feito de forma adequada, em 30 anos teremos mais plástico do que peixes nos oceanos. A proposta do "Compartilhando Menos Lixo!" é atingir consumidores e comerciantes para apresentar e debater alternativas para a geração de menos resíduos. O projeto também quer sensibilizar o poder público local para a criação de propostas e de novas regulamentações para tratar de questões da poluição e impactos ambientais, decorrentes da geração de resíduos sólidos. Na Universidade, a Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS) realiza diferentes iniciativas para a redução de materiais de uso único, como os descartáveis. Há 16 anos, o projeto CANECAS estimula a adoção de canecas reutilizáveis para reduzir o uso de copos descartáveis nos Campi. Em 2019, no campus de São Carlos, a SGAS desenvolveu o projeto "Desplastifica UFSCar" para motivar a comunidade universitária a reduzir o consumo de plástico. A ação conseguiu coletar 1.143 itens em uma semana, 581 só de copos descartáveis. Depois de identificar os locais com maior uso de copos descartáveis, a Secretaria entregou canecas reutilizáveis para os servidores. A segunda etapa do projeto, com a ampliação da distribuição de canecas, aconteceria no primeiro semestre de 2020, mas não foi possível devido à suspensão das atividades presenciais na Universidade. Na primeira fase do "Compartilhando Menos Lixo!", a comunidade deve acessar o site do projeto ( https://sgasproex.wixsite.com/menoslixo ) e contar sua experiência com resíduos de uso único, participar das discussões sobre formas alternativas de embalagens, ser um agente disseminador de conhecimento, propor alternativas para a redução de resíduos, aplicar as alternativas na sua própria rotina e/ou apresentar as dificuldades de mudanças de hábitos. A partir da participação da comunidade, a SGAS vai produzir e divulgar materiais educativos sobre consumo consciente e diminuição da geração de resíduos. Ao longo do segundo semestre serão realizados encontros virtuais e cursos relacionados ao tema. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] , telefone (16) 3351-8278 e redes sociais da SGAS.

8 de setembro, 2020
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DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
UFSCar promove webinar com cinco palestras

Para comemorar o Dia Mundial do meio Ambiente no dia 5 de junho, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) promoverá um webinar gratuito com cinco palestras sobre a temática ambiental. A atividade será realizada no âmbito da III Semana da Engenharia Ambiental (SeAmb) do Campus Lagoa do Sino. A programação começa às 9h30 com a palestra "Desafios no desenvolvimento de produtos sustentáveis", ministrada pelo engenheiro ambiental Felipe Guastelli, da Natura. Às 11 horas, Gabriel Corrêa, da Jacobs Douwe Egberts, abordará o tema "Construindo carreira". Na parte da tarde, às 14 horas, Leonardo Maziero e Rodrigo Cagini, da Full Ambiental Consultoria, explicam "Como fazer consultoria ambiental do jeito que nunca te falaram". Às 15h30, o assunto será "Plástico nos oceanos: o que nós temos a ver com isso?", com Maria Eugênia Fernandes Freitas, estudante do curso de Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP). A última palestra do dia, às 17 horas, será com Raquel Abreu e Yuri Bauer, da União dos Centros Acadêmicos (UCA), que vão enfocar a "Perspectiva e projeções da UCA em meio à Engenharia Ambiental". O webinar é aberto a todas as pessoas interessadas, mas tem vagas limitadas. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 30 de maio no link https://bit.ly/3elZ97u . Mais informações podem ser consultadas no Instagram da SeAmb (instagram.com/seamb.ls), ou solicitadas pelo e-mail [email protected] .

2 de junho, 2020
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COOPERATIVAS
Tetra Pak e Cempre em parceria para ajudar trabalhadores

A Tetra Pak em parceria com o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre) e a plataforma Reciclar pelo Brasil realizará aporte para a compra de kits de higienização, máscaras protetoras e alimentos básicos para aproximadamente cinco mil trabalhadores de cooperativas de materiais recicláveis. "Nossos pensamentos estão com as pessoas que tiveram suas vidas afetadas por conta da situação atual. Diante de um desafio sem precedentes, estamos empenhados em direcionar nossos esforços para a colaboração e ajudar comunidades vulneráveis que acompanhamos há tantos anos. É nosso compromisso agora, mais do que nunca, atuar de modo a proteger as pessoas e o futuro", afirma Valéria Michel, diretora de sustentabilidade da Tetra Pak do Brasil e Cone Sul. A parceria junto ao Cempre irá impactar mais de 820 cooperados de 62 cooperativas localizadas nos mais diversos municípios brasileiros. A Tetra Pak apoiou também levantamento realizado pelo Cempre sobre o panorama da coleta seletiva no Brasil e as necessidades das cooperativas frente à pandemia de COVID-19. Segundo o estudo, cerca de 35,5% dos municípios não alteraram a programação da coleta seletiva; 26,3% reduziram a frota de caminhões e a frequência de entrega dos resíduos nas cooperativas; 24,9% dos municípios suspenderam temporariamente o serviço de coleta seletiva e 12,7% dos municípios avaliados não possuem o serviço de coleta seletiva implementado. O levantamento servirá como base para identificar questões relevantes para desenvolver ações que continuem a auxiliar o elo da cadeia da reciclagem mais afetado pela paralisação, além de iniciar a elaboração de planos e inciativas direcionados para a retomada das atividades. A Tetra Pak também participa da plataforma Reciclar pelo Brasil - programa de cooperação entre 15 empresas e associações de diferentes segmentos do mercado em parceria com a ANCAT (Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis). O grupo dará suporte financeiro às famílias de cooperados durante dois meses. A previsão é que mais de 4.300 cooperados de 160 cooperativas recebam o auxílio.

25 de maio, 2020
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CURSOS
UFSCar abre inscrições para especializações

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está com inscrições abertas para a formação de turma, em São Paulo, dos cursos de especialização em Certificação e Licenciamento Ambiental e Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e Recursos Naturais. Inicialmente as aulas serão online, até o final da COVID-19. A primeira atividade ocorreu em 25 de abril, mas as inscrições podem ser feitas até o dia 8 de maio. Os dois cursos têm como objetivo compartilhar conhecimentos em gestão com foco na sustentabilidade, já que a demanda atual por produtos e serviços que utilizam recursos naturais exige uma responsabilidade socioambiental cada vez maior das instituições públicas e privadas e dos profissionais que nelas atuam. Os cursos oferecem disciplinas com tópicos em economia, certificação e licenciamento ambiental, planejamento ambiental participativo, gestão de recursos, gestão de projetos e negócios, entre outros. O corpo docente é formado por professores doutores da UFSCar que atuam na área de sustentabilidade, além de especialistas e profissionais com reconhecida competência no setor. Podem participar também pessoas com nível superior que desejam conhecimentos para planejar, gerenciar e aprimorar a gestão de organizações, considerando simultaneamente questões ambientais, sociais e econômicas. As inscrições devem ser feitas pelo site www.mbagas.ufscar.br até o dia 8 de maio. Cada curso tem a duração de 12 meses e, após o fim da quarentena, as aulas presenciais serão em sábados alternados, das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas. Os encontros presenciais ocorrerão na cidade de São Paulo (Av. Paulista, 509). Mais informações sobre os cursos e as inscrições estão disponíveis no site www.mbagas.ufscar.br . Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected] e pelo WhatsApp (11) 99381-0345.

4 de maio, 2020
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RECURSOS HÍDRICOS
Atlas das 1regiões hidrográficas de São Carlos

Escrito por Davi Gasparini Fernandes Cunha, professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP), o e-book "Atlas histórico e socioambiental das regiões hidrográficas do município de São Carlos - SP" é um material pedagógico de apoio direcionado a estudantes e professores dos ensinos Fundamental e Médio, para auxiliar na abordagem de assuntos como a origem e a formação geológica da região, a flora e a fauna e a história da ocupação urbana, em diferentes períodos, focalizando os impactos gerados nas sub-bacias hidrográficas da região de São Carlos. O e-book está disponível para download e foi organizado por Denise de Freitas, docente do Departamento de Metodologia de Ensino (DME) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Silvia Aparecida Martins dos Santos, especialista de laboratório do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da USP, na área de Ensino de Ciências, Biologia e Educação Ambiental, além de mais de 20 pessoas, entre autores, colaboradores e revisores. O trabalho é resultado do projeto "A utilização de bacias hidrográficas como unidade de pesquisa, ensino e extensão", no contexto da Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia (C&T), apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), realizado em parceria entre o DME e o CDCC. O projeto gerou também a exposição itinerante "São Carlos por suas bacias", que recebeu financiamento pelo 4º Edital Santander/USP/FUSP (parceria do banco Santander com a USP e a Fundação de Apoio à USP) de fomento às iniciativas de Cultura e Extensão. O atlas está disponível para download gratuito no site do CDCC, em https://bit.ly/2RFHHSf .

27 de abril, 2020
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COLETA SELETIVA
PMSP investe em ajuda a catadores

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), anunciou investimentos de R$ 5,7 milhões para auxiliar os catadores de materiais recicláveis na cidade de São Paulo. A medida beneficiará 900 famílias associadas às 25 cooperativas habilitadas no Programa Socioambiental de coleta seletiva. Cada família irá receber da Prefeitura R$ 1,2 mil reais mensais, por até três meses. Além dos cooperados habilitados nas cooperativas, outros 1.400 catadores autônomos receberão o recurso de R$ 1,2 mil mensais pelo mesmo período. No caso dos catadores autônomos, o auxílio será dividido entre Prefeitura e Governo Federal, cada um pagando R$ 600 aos catadores autônomos. “A cidade de São Paulo e o Brasil passam por um momento de grande crise. Por isso, é preciso elencar prioridades. A minha prioridade, a da Prefeitura, e tenho certeza que a do Governo do Estado, é com os mais vulneráveis. E nosso objetivo é preservar vidas”, afirmou o prefeito Bruno Covas, durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, junto com o governador João Doria. As cooperativas que realizam coleta seletiva na capital paulista tiveram as atividades suspensas temporariamente em razão da pandemia de coronavírus. É uma medida necessária para preservar a saúde dos catadores. Os trabalhadores autônomos beneficiados participaram do Reciclar para Capacitar, um programa de formação básica em materiais recicláveis que ofereceu três cursos presenciais simultaneamente em 11 subprefeituras, kit-alimentação e auxílio-curso. O programa faz parte do convênio com a antiga Subsecretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES). A distribuição de recursos será feita por meio da Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIPS), exames admissionais e/ou ficha de adesão nas respectivas das cooperativas habilitadas na Prefeitura. O serviço de coleta seletiva porta a porta continua funcionando normalmente, assim como a destinação dos recicláveis para as Centrais Mecanizadas de Triagem da cidade. “Preservar a saúde dos cooperados é nossa prioridade na gestão dos resíduos recicláveis. Inicialmente os grupos de risco foram afastados das atividades, mas com o avanço do cenário foi necessário fechar temporariamente as cooperativas. Com essa iniciativa, nós entendemos que essas famílias precisam de uma assistência financeira para se manterem em casa e seguras”, comenta Edson Tomaz de Lima Filho, Presidente da Amlurb.

13 de abril, 2020
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RECICLAGEM
Alunos criam cooperativa em TCC

Os alunos do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo Beatriz Périco Silveira, Fernanda de Lourdes Ferreira e Yuri Barão Sato desenvolveram uma cooperativa de reciclagem de lixo sustentável no Centro de São Paulo em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Técnico de Edificações. Com o título “A Arquitetura de uma Cooperativa: Um Projeto de Vida Para os Catadores", a monografia de 74 páginas apresenta estudos sobre o histórico da reciclagem em São Paulo e os problemas sociais que permeiam o trabalho com lixo, os sistemas construtivos, arquitetura, ergonomia, segurança e as instalações prediais hidráulicas e elétricas. Os alunos também realizaram vários trabalhos de campo no entorno da escola e visitas a cooperativas de reciclagem e à feira ExpoCatadores. "O objetivo é projetar uma cooperativa de catadores que seja funcional, dinâmica, atual, sustentável e que permita a inclusão dos trabalhadores num contexto de aperfeiçoamento técnico e acesso à educação", escrevem os alunos Beatriz Périco Silveira, Fernanda de Lourdes Ferreira e Yuri Barão Sato na monografia. O projeto tem como orientador o coordenador do curso de Edificações do Liceu, o arquiteto e professor Diogo Guermandi, ex-aluno do Liceu e formado pela FAU-USP. Ele explica que os TCCs são um excelente método de ensino porque aproxima os alunos do mundo real. "Os alunos encontraram um terreno próximo da escola para fazer um projeto arquitetônico sobre o tema da reciclagem", explica. Os alunos projetaram um centro de trabalho completo com três edifícios : 1 - Galpão de triagem de material, com esteiras mecânicas, com capacidade de entrada de caminhões; 2 - Bloco de Apoio, com refeitório, oficinas de instrumento, marcenaria, creche, costura, atelier, lan house e centro de exposição de produtos e obras de arte com reciclagem. 3- Três lojas para a venda de produtos reciclados. No trabalho, os alunos decidiram trocar a biblioteca por uma creche. “Muitos catadores não sabiam ler ou escrever e os que sabiam enfrentavam duras jornadas de trabalho e a maioria não teria, portanto, tempo hábil para desfrutar da biblioteca. O espaço seria mais bem aproveitado se o destinássemos a uma sala onde as mães pudessem deixar as crianças após a escola, sob os cuidados de outra mãe da cooperativa, já que elas trabalham em um sistema de autogestão coletivo e integrado", escrevem os alunos na monografia. O TCC foi divido em três frentes, de acordo com sua aplicabilidade. A primeira é um embasamento teórico e amplo, que pode ser aplicado a qualquer cooperativa. A segunda parte é um levantamento técnico sobre os diversos modelos que podem ser aplicados e a terceira trata do projeto em si, com plantas e maquetes.

29 de outubro, 2015
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RECICLAGEM
Catador de material reciclável: um agente ambiental socialmente excluído

Por Juliana Silva* O catador de material reciclável é considerado um importante agente ambiental ao aumentar o índice de coleta seletiva no Brasil, dando andamento a uma cadeia sustentável com a possibilidade de reaproveitamento e reciclagem de produtos inutilizados. Somente em 2013, segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2013, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil gerou 76.387.200 toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos, o que representa um aumento de 4,1%, índice maior que a taxa de crescimento populacional no País. Imaginemos as cidades sem os catadores de material reciclável? Ainda segundo a Abrelpe, 62% dos 404 municípios pesquisados registraram alguma iniciativa de coleta seletiva, embora muitas delas resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária ou convênios com cooperativas de catadores. Segundo a Cooperativa Cooperglicério, de São Paulo, os catadores podem chegar a carregar em média meia tonelada de material reciclável por dia, expondo-se aos mais diversos riscos. Um dos exemplos, está na etapa de separação dos materiais coletados devido a geração de chorume e ao contágio de inúmeras doenças. O índice de cortes e prensamentos de membros são altíssimos e faltam equipamentos básicos de proteção, como luvas e botas de borracha. Um dos grandes temas do desenvolvimento sustentável é a responsabilidade compartilhada do ciclo de vida dos produtos. Trazida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, objetiva explicitamente a inclusão social dos catadores ao mesmo tempo em que investimentos são concedidos mediante esta inclusão através da logística reversa. É claro que a informalidade do setor é um dos entraves. Segundo a pesquisa Situação Social das Catadoras e dos Catadores de Material Reciclável e Reutilizável, 2013, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o problema da informalidade também impacta quando consideramos o risco à saúde destes trabalhadores, uma vez que estão desguarnecidos de qualquer seguro social para o caso de algum acidente ou doença que lhes impossibilite de trabalhar por um período. Encontra-se aí, uma oportunidade para as empresas investirem na sustentabilidade de sua cadeia produtiva. Envolver os catadores de material reciclável em programas de logística reversa ou de capacitação de fornecedores, são importantes ações a serem tomadas. Ainda segundo o IPEA, os catadores estão em primeiro lugar entre os principais atores que participam de uma ou mais etapas do processo de geração de valor da cadeia de reciclagem. Por outro lado, o Instituto destaca que, por sofrerem de uma infinidade de carências sociais e econômicas, constituem a parte mais frágil da cadeia, mesmo sendo responsáveis por quase 90% de todo o material reciclado no Brasil. Estímulos e exemplos começam a surgir com mais velocidade. Precisamos agora colocar em prática o discurso para minimizar a lógica perversa para essas quase 1 milhão de pessoas que se consideram catadoras de material reciclável. São necessárias pesquisas e informações sobre as cadeias produtivas que contam com esses profissionais. Ferramentas existem para se encontrar o equilíbrio ideal entre os benefícios prestados por estes profissionais e os direitos que possuem. *Juliana Silva é gerente de Socioecoeficiência da Fundação Espaço ECO® www.espacoeco.org.br

8 de junho, 2015