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RECICLAGEM

Alunos criam cooperativa em TCC

Os alunos do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo Beatriz Périco Silveira, Fernanda de Lourdes Ferreira e Yuri Barão Sato desenvolveram uma cooperativa de reciclagem de lixo sustentável no Centro de São Paulo em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Técnico de Edificações. Com o título “A Arquitetura de uma Cooperativa: Um Projeto de Vida Para os Catadores", a monografia de 74 páginas apresenta estudos sobre o histórico da reciclagem em São Paulo e os problemas sociais que permeiam o trabalho com lixo, os sistemas construtivos, arquitetura, ergonomia, segurança e as instalações prediais hidráulicas e elétricas. Os alunos também realizaram vários trabalhos de campo no entorno da escola e visitas a cooperativas de reciclagem e à feira ExpoCatadores. "O objetivo é projetar uma cooperativa de catadores que seja funcional, dinâmica, atual, sustentável e que permita a inclusão dos trabalhadores num contexto de aperfeiçoamento técnico e acesso à educação", escrevem os alunos Beatriz Périco Silveira, Fernanda de Lourdes Ferreira e Yuri Barão Sato na monografia. O projeto tem como orientador o coordenador do curso de Edificações do Liceu, o arquiteto e professor Diogo Guermandi, ex-aluno do Liceu e formado pela FAU-USP. Ele explica que os TCCs são um excelente método de ensino porque aproxima os alunos do mundo real. "Os alunos encontraram um terreno próximo da escola para fazer um projeto arquitetônico sobre o tema da reciclagem", explica. Os alunos projetaram um centro de trabalho completo com três edifícios : 1 - Galpão de triagem de material, com esteiras mecânicas, com capacidade de entrada de caminhões; 2 - Bloco de Apoio, com refeitório, oficinas de instrumento, marcenaria, creche, costura, atelier, lan house e centro de exposição de produtos e obras de arte com reciclagem. 3- Três lojas para a venda de produtos reciclados. No trabalho, os alunos decidiram trocar a biblioteca por uma creche. “Muitos catadores não sabiam ler ou escrever e os que sabiam enfrentavam duras jornadas de trabalho e a maioria não teria, portanto, tempo hábil para desfrutar da biblioteca. O espaço seria mais bem aproveitado se o destinássemos a uma sala onde as mães pudessem deixar as crianças após a escola, sob os cuidados de outra mãe da cooperativa, já que elas trabalham em um sistema de autogestão coletivo e integrado", escrevem os alunos na monografia. O TCC foi divido em três frentes, de acordo com sua aplicabilidade. A primeira é um embasamento teórico e amplo, que pode ser aplicado a qualquer cooperativa. A segunda parte é um levantamento técnico sobre os diversos modelos que podem ser aplicados e a terceira trata do projeto em si, com plantas e maquetes.

Os alunos do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo Beatriz Périco Silveira, Fernanda de Lourdes Ferreira e Yuri Barão Sato desenvolveram uma cooperativa de reciclagem de lixo sustentável no Centro de São Paulo em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Técnico de Edificações.

Com o título “A Arquitetura de uma Cooperativa: Um Projeto de Vida Para os Catadores", a monografia de 74 páginas apresenta estudos sobre o histórico da reciclagem em São Paulo e os problemas sociais que permeiam o trabalho com lixo, os sistemas construtivos, arquitetura, ergonomia, segurança e as instalações prediais hidráulicas e elétricas. Os alunos também realizaram vários trabalhos de campo no entorno da escola e visitas a cooperativas de reciclagem e à feira ExpoCatadores. "O objetivo é projetar uma cooperativa de catadores que seja funcional, dinâmica, atual, sustentável e que permita a inclusão dos trabalhadores num contexto de aperfeiçoamento técnico e acesso à educação", escrevem os alunos Beatriz Périco Silveira, Fernanda de Lourdes Ferreira e Yuri Barão Sato na monografia.

O projeto tem como orientador o coordenador do curso de Edificações do Liceu, o arquiteto e professor Diogo Guermandi, ex-aluno do Liceu e formado pela FAU-USP. Ele explica que os TCCs são um excelente método de ensino porque aproxima os alunos do mundo real. "Os alunos encontraram um terreno próximo da escola para fazer um projeto arquitetônico sobre o tema da reciclagem", explica. Os alunos projetaram um centro de trabalho completo com três edifícios :

1 - Galpão de triagem de material, com esteiras mecânicas, com capacidade de entrada de caminhões;

2 - Bloco de Apoio, com refeitório, oficinas de instrumento, marcenaria, creche, costura, atelier, lan house e centro de exposição de produtos e obras de arte com reciclagem.

3- Três lojas para a venda de produtos reciclados.

No trabalho, os alunos decidiram trocar a biblioteca por uma creche. “Muitos catadores não sabiam ler ou escrever e os que sabiam enfrentavam duras jornadas de trabalho e a maioria não teria, portanto, tempo hábil para desfrutar da biblioteca. O espaço seria mais bem aproveitado se o destinássemos a uma sala onde as mães pudessem deixar as crianças após a escola, sob os cuidados de outra mãe da cooperativa, já que elas trabalham em um sistema de autogestão coletivo e integrado", escrevem os alunos na monografia.

O TCC foi divido em três frentes, de acordo com sua aplicabilidade. A primeira é um embasamento teórico e amplo, que pode ser aplicado a qualquer cooperativa. A segunda parte é um levantamento técnico sobre os diversos modelos que podem ser aplicados e a terceira trata do projeto em si, com plantas e maquetes.

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COLETA SELETIVA
Cartilha da UFSCar orienta catadores

O Departamento de Enfermagem (DEnf) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveu o projeto de extensão "Coopera Ambiental" e elaborou a cartilha "Cooperando Caminhos: guia de cuidados aos catadores", voltada para catadores de material reciclável, principalmente para aqueles que estão organizados em cooperativas. O acesso ao material é gratuito e pode ser feito pela Internet. A cartilha tem como objetivo promover a saúde entre catadores de materiais recicláveis, por meio da educação em saúde e de conhecimentos que possam trazer benefícios também para a segurança no trabalho desse grupo. Dentre os temas, a equipe do projeto destaca as orientações sobre uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), vacinação e como acessar os serviços públicos de saúde. "Grande parte dos catadores desconhece os riscos aos quais estão expostos e não fazem uso de nenhum tipo de medida de proteção para esses riscos. Muitos riscos podem ser facilmente diminuídos ou eliminados, por exemplo, adotando a higienização das mãos antes e após refeições e ter um local próprio na cooperativa para refeições e não no meio do material coletado", exemplifica Gustavo Magno, aluno do curso de Enfermagem da UFSCar e integrante do projeto de extensão, coordenado por Silvia Uehara, docente do DEnf. O material aborda também temas que envolvem o funcionamento das cooperativas e a importância da atuação conjunta dos catadores para o sucesso desses empreendimentos, proporcionando um ambiente de trabalho com mais união. "As cooperativas possibilitam um cenário com condições melhores de trabalho, maior segurança social (porque muitas recolhem a contribuição para INSS), além de favorecer a união entre catadores e o processo de luta para assegurar os direitos sociais", destaca Magno sobre a importância das cooperativas. Além disso, o projeto reforça o papel essencial dessas organizações para a coleta seletiva em municípios de pequeno e médio portes, que, em geral, não têm uma iniciativa governamental para o gerenciamento dos resíduos recicláveis. A ideia da cartilha surgiu da pesquisa de Iniciação Científica (IC) de Gustavo Magno, com orientação da professora Silvia Uehara, que teve o objetivo de analisar as atividades em uma cooperativa de catadores da cidade de São Carlos. A cartilha está disponível para download no Portal eduCapes ( https://bit.ly/3ciNjLX ) ou pode ser acessada no Instagram do projeto de extensão (instagram.com/cooperaambiental).

15 de março, 2021
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LIXO ELETRÔNICO
App para ajudar no descarte correto

Estudantes do curso Técnico Integrado ao Médio de Informática (Etim) da Escola Técnica Estadual (Etec) Raposo Tavares, de São Paulo, desenvolveram o aplicativo E-Trash para ajudar o usuário a fazer o descarte em locais apropriados. Com o app, os estudantes pretendem contribuir para redução do volume de sucata eletrônica que em grande parte é dispensada de forma indevida e acaba sobrecarregando aterros sanitários. Segundo levantamento realizado pelos alunos, apenas 2% dos equipamentos obsoletos são reciclados no Brasil, volume muito abaixo se comparado com Estados Unidos e Europa. O app oferece a opção para empresas e instituições com postos de coleta se cadastrarem para receber, além de celulares e tablets, computadores e notebooks. Na outra ponta, as pessoas interessadas em dar uma destinação correta aos seus equipamentos podem baixar o aplicativo e, por meio de geolocalização, receber todas as informações sobre os pontos mais próximos da sua região. A terceira ponta da cadeia, a coletora de sucata eletrônica, faz o agendamento para retirada dos aparelhos nos postos. A ferramenta foi tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do grupo formado pelos jovens Matias Castro, Guilherme Vieira, Kaique Ryan, Danillo Santiago, Julia Ribeiro, Vinicius Tavares e Luiz Fernando Lazaro. O projeto se baseou em uma pesquisa sobre hábitos relacionados ao descarte de eletrônicos realizada com 100 pessoas. Os dados fundamentaram o TCC e reforçaram a relevância desse tipo de iniciativa. Entre os entrevistados, 80,4% confirmaram preocupação com os efeitos do descarte incorreto de eletrônicos no meio ambiente. Os que disseram que não sabem realizar a destinação adequada e não conhecem algum ponto de coleta representam 62,9% e 64,9%, respectivamente; 68% usariam um aplicativo que orientasse sobre o assunto e 47,4% tinham algum produto para se desfazer. Entre os equipamentos mais descartados estão celulares (53,9%) e tablets (19,7%). O projeto interdisciplinar envolveu os docentes Nilza Bezerra, Gisele Cardoso e Wesley Castanha das disciplinas de Desenvolvimento de Sistemas, Banco de Dados e Sistemas Embarcados resultado superou as expectativas.

8 de fevereiro, 2021
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BIODEGRADÁVEIS
Fatec Pinda na final do ITA Challenge 2020

Os estudantes do curso superior tecnológico de Gestão de Negócios e Inovação da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Pindamonhangaba estão entre os dez finalistas do oitavo ITA Challenge 2020. O grupo desenvolveu uma embalagem totalmente biodegradável para contribuir com o propósito de lixo zero. O ITA Challenge 2020 é promovido pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). As equipes classificadas participarão de uma mentoria com especialistas em empreendedorismo no dia 22 de agosto e já se preparam para a apresentação final, no dia 12 de setembro. "A tecnologia desenvolvida pela Fatec resultou numa embalagem de baixo custo e 100% degradável em um período de até seis meses. O plástico biodegradável disponível no mercado leva até dois anos para se degradar e deixa resíduos no meio ambiente", comparou a professora Eloisa Lopes, orientadora do projeto. O projeto concorreu com outros 52 participantes inscritos e destacou-se na premiação, que estimula a criação de soluções inovadoras para problemas reais. A primeira etapa do trabalho começou na disciplina prototipagem de negócio, oferecida na Fatec em 2019, com uma pesquisa de mercado para confirmar a viabilidade financeira da bioembalagem. "A enorme produção de lixo no mundo e o impacto poluidor de sacos, bandejas e caixas plásticas confirmaram que a bioembalagem tem um nicho promissor de negócio", afirma Eloisa. Para transformar o projeto em produto, a equipe contou com a coorientação da química e professora Marta dos Santos, que coordenou as atividades no laboratório para produção de um protótipo. Após a realização de testes iniciais para validação, o protótipo continuará sendo aperfeiçoado durante a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) das estudantes. O próximo passo será submetê-lo ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para registro da patente. O grupo responsável pelo projeto Bioembalagem é formado por Amanda Almeida, Danielle de Souza e Gabrielle Silva. A Fatec Pindamonhangaba foi classificada também no ITA Challenge de 2019 com dois projetos semifinalistas. Um dos trabalhos foi a produção de uma embalagem feita com a fibra de bananeira e outro, a modelagem de uma startup de alimentos. O ITA Challenge está na oitava edição e visa difundir a cultura do empreendedorismo e inovação na comunidade acadêmica. A competição está aberta a alunos do Ensino Fundamental à Pós-Graduação de todo país.

10 de agosto, 2020
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COLETA SELETIVA
PMSP investe em ajuda a catadores

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), anunciou investimentos de R$ 5,7 milhões para auxiliar os catadores de materiais recicláveis na cidade de São Paulo. A medida beneficiará 900 famílias associadas às 25 cooperativas habilitadas no Programa Socioambiental de coleta seletiva. Cada família irá receber da Prefeitura R$ 1,2 mil reais mensais, por até três meses. Além dos cooperados habilitados nas cooperativas, outros 1.400 catadores autônomos receberão o recurso de R$ 1,2 mil mensais pelo mesmo período. No caso dos catadores autônomos, o auxílio será dividido entre Prefeitura e Governo Federal, cada um pagando R$ 600 aos catadores autônomos. “A cidade de São Paulo e o Brasil passam por um momento de grande crise. Por isso, é preciso elencar prioridades. A minha prioridade, a da Prefeitura, e tenho certeza que a do Governo do Estado, é com os mais vulneráveis. E nosso objetivo é preservar vidas”, afirmou o prefeito Bruno Covas, durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, junto com o governador João Doria. As cooperativas que realizam coleta seletiva na capital paulista tiveram as atividades suspensas temporariamente em razão da pandemia de coronavírus. É uma medida necessária para preservar a saúde dos catadores. Os trabalhadores autônomos beneficiados participaram do Reciclar para Capacitar, um programa de formação básica em materiais recicláveis que ofereceu três cursos presenciais simultaneamente em 11 subprefeituras, kit-alimentação e auxílio-curso. O programa faz parte do convênio com a antiga Subsecretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES). A distribuição de recursos será feita por meio da Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIPS), exames admissionais e/ou ficha de adesão nas respectivas das cooperativas habilitadas na Prefeitura. O serviço de coleta seletiva porta a porta continua funcionando normalmente, assim como a destinação dos recicláveis para as Centrais Mecanizadas de Triagem da cidade. “Preservar a saúde dos cooperados é nossa prioridade na gestão dos resíduos recicláveis. Inicialmente os grupos de risco foram afastados das atividades, mas com o avanço do cenário foi necessário fechar temporariamente as cooperativas. Com essa iniciativa, nós entendemos que essas famílias precisam de uma assistência financeira para se manterem em casa e seguras”, comenta Edson Tomaz de Lima Filho, Presidente da Amlurb.

13 de abril, 2020
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BIODEGRADÁVEIS
Alunos produzem canudos comestíveis

Três alunos da Etec Amim Jundi, em Oswaldo Cruz (SP), produziram um polissacarídeo (substância semelhante ao açúcar) a partir de bagaços e cascas descartados da indústria alimentícia. Alex Vidotto, Aline Molena e Ariane Guerra dissolveram a substância em suco de frutas e manipulada em laboratório, conseguindo mais cor, sabor e consistência pastosa, o que permite a moldagem em formato cilíndrico. Os alunos tiveram orientação da professora da disciplina de planejamento e desenvolvimento de trabalho de conclusão de curso (TCC) da Etec, Edelma Jacob. De acordo com a orientadora, mesmo que o material seja descartado inadequadamente, ele se dissolve rapidamente e reduz os prejuízos ambientais. “Mesmo que a pessoa não coma o canudo depois de terminar a bebida, ele se decompõe facilmente, o que não ocorre com o similar feito de plástico”, explica a professora. “Apesar de já existirem canudos biodegradáveis no mercado, durante a fase de pesquisa não encontramos nenhum comestível como o nosso”, diz Alex. Os alunos pretendem continuar a pesquisa após o término do curso técnico de Química neste 1º semestre. “Estamos satisfeitos com os resultados obtidos até aqui, considerando o tempo que tivemos para o desenvolvimento. Pretendemos aprimorar para tentar lançar o produto no mercado”, projeta Alex. O material produzido é rico em fibras e garante as propriedades nutricionais das frutas. Outro trabalho desenvolvido por alunos do curso técnico de Química integrado ao Ensino Médio da Etec Trajano Camargo ocorre em Limeira (SP). Bianca Zampieri, Gabriela Henriques e Milena Ribeiro começaram um estudo no 2º semestre de 2018 também visando o TCC que defenderão no final deste ano. Por meio do Estudo e aplicação de bioplástico em canudos substituindo polímeros sintéticos, o projeto visa produzir canudos biodegradáveis a partir de diferentes resíduos da indústria alimentícia, como soro de leite e casca de batatas. A ideia do projeto foi sugestão da orientadora Gislaine Delbianco, coordenadora do curso. “Uma alternativa que vem sendo bastante procurada são os canudos de metal. No entanto, analisamos que existem riscos de contaminação por limpeza ineficiente”, completa Gabriela. Futuramente, elas pensam em estender a pesquisa para a produção de pratos e talheres biodegradáveis.

5 de julho, 2019
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RECICLAGEM
Alunos da Fatec desenvolvem app

Alunos da Fatec de Pindamonhangaba desenvolveram ferramenta que auxilia na coleta e destinação de resíduos para reciclagem. O app Você Recicla, desenvolvido em parceria com estudantes de outras três universidades, já está em atividade no município, com a perspectiva de expansão para outras cidades do Vale do Paraíba no segundo semestre. A ideia inicial foi do ex-aluno do curso superior tecnológico de Tecnologia em Processos Metalúrgicos, Rodrigo Rocha. O objetivo era criar um processo de certificação de sucata para que as cooperativas de reciclagem tivessem maior valor agregado de seus materiais. Porém, o projeto não ganhou força. “Depois que nossa primeira iniciativa não deu certo, identificamos demandas para propor modelos de negócio sintonizados com a sociedade. Assim nasceu o Você Recicla, que atende a essa demanda e oferece uma alternativa para o destino de resíduos no município”, explica o aluno do curso superior tecnológico de Tecnologia de Gestão de Negócios e Inovação (GNI) da Fatec e um dos sócios do empreendimento, Abner Augusto Barbosa. O projeto foi desenvolvido na Escola de Inovadores, curso de extensão gratuito organizado pela Assessoria de Inovação do Centro Paula Souza – Inova CPS. A proposta dessa iniciativa é ensinar pessoas com espírito empreendedor a transformar suas ideias inovadoras em startups. O Você Recicla tem entre objetivos gerar oportunidades para catadores de materiais recicláveis e a redução do volume de resíduos destinados ao aterro sanitário diariamente. O programa está disponível para baixar em smartphones e assim entrar em contato com o coletor. A partir daí, a ferramenta irá informar ao usuário o tipo de coleta (orgânica ou seletiva) e horário em que o veículo passará pelo endereço informado, em tempo real. Entre os materiais que podem ser recolhidos , estão Papel em geral; Plástico em Geral; Metal em geral; Vidro em geral; Óleo Vegetal e Eletroeletrônico, das 7h30 às 20h30.

2 de maio, 2019
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RESÍDUOS
Edukatu premia escola por projeto de gestão

O Edukatu, rede de aprendizagem para o consumo consciente, anunciou o resultado do desafio “Turma que Recicla”, iniciativa desenvolvida em parceria com a Braskem. O projeto visa estimular escolhas para trabalhar com o conceito de Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar (os 4Rs) por meio de projetos que abordem a geração e o descarte de resíduos. A edição 2018 teve a participação direta de mais de 200 professores e 3.600 alunos que, juntos, envolveram mais 9.100 pessoas em suas comunidades escolares. A vencedora foi a professora Fernanda Silvério Raimundo, da E.M.E.B. Marcos Rogério da Rosa, de São Bernardo do Campo (SP), que realizou o projeto “Sustentabilidade no Mundo – Consumo Consciente”. Como reconhecimento, a professora ganhou uma viagem para conhecer o Parque Inhotim, em Brumadinho (MG). A escola receberá a realização de uma oficina do Edukatu sobre reaproveitamento de materiais para toda a comunidade escolar. O projeto teve como principal proposta repensar a relação do ser humano com o ambiente com atividades como a feira de trocas de brinquedos, a experimentação de receitas de uso integral de alimentos e a conscientização da separação dos resíduos para toda a escola. Outro destaque foram as histórias em quadrinhos sobre os 4Rs – Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar, criadas pelos estudantes em uma das atividades do percurso. Ainda segundo Fernanda, foi possível envolver os alunos também com a realização de uma passeata e uma cerimônia na qual receberam certificados de agentes sustentáveis. Segundo o Edukatu, hoje mais de 40% dos resíduos coletados seguem para lugares inadequados, o que pode contaminar o solo e a água. Além disso, já se estimou que esse descarte pode desperdiçar o equivalente a R$ 8 bilhões, por ano, de materiais que poderiam virar matéria-prima ou energia.

8 de junho, 2018
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RESÍDUOS TÓXICOS
Alunos de Etec desenvolvem método para aproveitar cobre

Três estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Trajano Camargo, de Limeira (SP), desenvolveram uma metodologia para separar o cobre dos rejeitos e aproveitá-lo novamente na indústria. A pesquisa elaborada pelos alunos Elizandra Larissa da Silva, Kaíque Gonçalves Ferreira e Vitória Ventura, do curso técnico de Química Integrado ao Ensino Médio conquistou primeiro lugar na categoria Engenharia, da 16ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada em março, na capital paulista. Os estudantes foram credenciados para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF), que será realizada entre os dias 13 e 19 de maio, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Os estudantes contaram com a orientação dos professores Gislaine Delbianco e Sérgio Delbianco Filho no projeto iniciado em 2017 como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A metodologia desenvolvida separa o cobre do lodo residual da produção das joias folheadas por meio de uma troca de elétrons utilizando palha de aço. O cobre depositado na palha recebe posteriormente um tratamento com ácido clorídrico para que se separe do ferro.No final do processo é possível obter o próprio cobre metálico utilizado como matéria-prima na produção das joias ou o sulfato de cobre, uma solução aplicada em banhos de galvanização. “As empresas da região gastam altas quantias de dinheiro no tratamento e no descarte de toneladas de resíduos. Com a nossa proposta de baixo custo, será possível reverter esse prejuízo em lucro”, explica um dos autores da pesquisa, Kaíque, de 16 anos. ] Os pesquisadores comentam que após todo processo químico para separação do cobre, os elementos residuais ainda presentes não possuem mais os metais pesados em quantidade nociva para o meio ambiente e podem ser despejados sem risco em aterros sanitários. “Porém, nossa ideia é dar continuidade à pesquisa e encontrar uma maneira para reaproveitar também esses outros resíduos e transformá-los, por exemplo, em adubo mineral”, planeja Kaíque. “Estudos internacionais apontam que as jazidas de cobre correm sério risco de esgotamento nas próximas décadas. Por isso, é urgente buscar fontes alternativas”, ressalta Gislaine, que foi a vencedora do prêmio Professor Destaque da 16ª Febrace.

12 de abril, 2018
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LIXO ELETRÔNICO
Projeto E-Descarte pode virar lei municipal

A primeira edição do Desafio Criativos da Escola teve a participação de 419 instituições de todo o Brasil. Um dos destaques da competição foi o projeto E-Descarte, da Escola de Educação Básica Ana Machado Dal Toé, de Morro Grande, Santa Catarina. O projeto propõe o descarte correto de lixos eletrônicos, como baterias, lâmpadas, entre outros, e nasceu do incômodo de alguns alunos com os prejuízos ambientais que o destino inadequado de aparelhos eletrônicos - atirados nas ruas junto com o lixo comum - pudesse causar. A partir daí, Endreo Tramontin, André Fenali e João Victor Crepaldi, estudantes do 3º ano do ensino médio, pesquisaram alternativas para promover o descarte correto desses itens, e descobriram que nos municípios vizinhos havia empresas que coletam esses materiais. O projeto foi implantado na escola e, de tanto sucesso, implantado em outra instituição. Com a boa receptividade do projeto, os alunos resolveram reunir-se com o prefeito, que sugeriu o envio de um Projeto de Lei para a Câmara dos Vereadores. A aprovação ainda não ocorreu, mas os alunos seguem o diálogo com o poder público. “Esses alunos representam o que de melhor está acontecendo no País: crianças e jovens que, apoiados por seus professores, nos mostram que é possível se articular para transformar a realidade em qualquer lugar do Brasil”, diz Carolina Pasquali, Diretora de comunicação do Instituto Alana e coordenadora do projeto Criativos da Escola. O projeto “E-Descarte” foi um dos 16 finalistas da primeira edição do Desafio Criativos da Escola. A segunda edição do Desafio acontece em 2016, e os educadores que tiverem interesse em desenvolver projetos de transformação com seus alunos podem acessar o site do projeto e conhecer os materiais que são disponibilizados gratuitamente na plataforma. O endereço é www.criativosdaescola.com.br .

24 de fevereiro, 2016