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PLÁSTICO

Máquina transforma PET em filamentos para impressora 3D

Máquina transforma PET em filamentos para impressora 3D

Para desenvolver o projeto foi necessário criar um protótipo para triturar a garrafa

Asafe Cerceau Durães, Eduardo Silva Ferreira, Filipe de Barros da Silva, Gabriel de Souza Bomfim e Luis Henrique dos Santos Pereira, alunos do Ensino Médio Integrado ao Técnico em Automação Industrial, da Escola Técnica Estadual (Etec) Jaraguá, zona noroeste da capital paulista, criaram uma máquina que transforma garrafas PET em filamentos para impressora 3D. Os estudantes tiveram orientação do professor Jean Mendes e estavam focados na pesquisa para o trabalho de conclusão de curso (TCC).

O plano original era criar uma impressora 3D, porém, checando a viabilidade dessa primeira ideia e analisando o alto custo dos filamentos utilizados no equipamento, os alunos decidiram mudar o foco. “Quando recebemos uma impressora 3D na Etec pensamos em maneiras de baratear o custo dos filamentos para impressão. Transformar uma garrafa PET neste material é simples e rápido, além de trazer benefícios para o meio ambiente”, afirma Eduardo.

Para desenvolver o projeto foi necessário criar um protótipo para triturar a garrafa. Nesta etapa, a matéria-prima precisa estar limpa, sem qualquer resíduo metálico e umidade. Depois, o PET segue para a extrusora, máquina que derrete o material, dando a forma de filamento para impressora 3D. “Hoje estamos ajustando algumas partes mecânicas para que o projeto se torne 100% funcional”.

O orientador da equipe comenta que cada projeto tem uma dinâmica diferente em sala de aula. “Essa criação foi tomando forma durante as conversas. Eu fui acompanhando, pontuando as dificuldades e alertando sobre os cuidados necessários. É muito bacana ver o aprendizado em sala de aula sendo utilizado em benefício dos próprios alunos”, ressalta Jean. Os estudantes contam que a ideia será, futuramente, aprimorar o funcionamento do projeto. “Queremos ampliar a velocidade de produção do filamento e testar também a possibilidade de utilizar outros plásticos”.


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LIXO ELETRÔNICO
App para ajudar no descarte correto

Estudantes do curso Técnico Integrado ao Médio de Informática (Etim) da Escola Técnica Estadual (Etec) Raposo Tavares, de São Paulo, desenvolveram o aplicativo E-Trash para ajudar o usuário a fazer o descarte em locais apropriados. Com o app, os estudantes pretendem contribuir para redução do volume de sucata eletrônica que em grande parte é dispensada de forma indevida e acaba sobrecarregando aterros sanitários. Segundo levantamento realizado pelos alunos, apenas 2% dos equipamentos obsoletos são reciclados no Brasil, volume muito abaixo se comparado com Estados Unidos e Europa. O app oferece a opção para empresas e instituições com postos de coleta se cadastrarem para receber, além de celulares e tablets, computadores e notebooks. Na outra ponta, as pessoas interessadas em dar uma destinação correta aos seus equipamentos podem baixar o aplicativo e, por meio de geolocalização, receber todas as informações sobre os pontos mais próximos da sua região. A terceira ponta da cadeia, a coletora de sucata eletrônica, faz o agendamento para retirada dos aparelhos nos postos. A ferramenta foi tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do grupo formado pelos jovens Matias Castro, Guilherme Vieira, Kaique Ryan, Danillo Santiago, Julia Ribeiro, Vinicius Tavares e Luiz Fernando Lazaro. O projeto se baseou em uma pesquisa sobre hábitos relacionados ao descarte de eletrônicos realizada com 100 pessoas. Os dados fundamentaram o TCC e reforçaram a relevância desse tipo de iniciativa. Entre os entrevistados, 80,4% confirmaram preocupação com os efeitos do descarte incorreto de eletrônicos no meio ambiente. Os que disseram que não sabem realizar a destinação adequada e não conhecem algum ponto de coleta representam 62,9% e 64,9%, respectivamente; 68% usariam um aplicativo que orientasse sobre o assunto e 47,4% tinham algum produto para se desfazer. Entre os equipamentos mais descartados estão celulares (53,9%) e tablets (19,7%). O projeto interdisciplinar envolveu os docentes Nilza Bezerra, Gisele Cardoso e Wesley Castanha das disciplinas de Desenvolvimento de Sistemas, Banco de Dados e Sistemas Embarcados resultado superou as expectativas.

8 de fevereiro, 2021
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BIODEGRADÁVEIS
Fatec Pinda na final do ITA Challenge 2020

Os estudantes do curso superior tecnológico de Gestão de Negócios e Inovação da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Pindamonhangaba estão entre os dez finalistas do oitavo ITA Challenge 2020. O grupo desenvolveu uma embalagem totalmente biodegradável para contribuir com o propósito de lixo zero. O ITA Challenge 2020 é promovido pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). As equipes classificadas participarão de uma mentoria com especialistas em empreendedorismo no dia 22 de agosto e já se preparam para a apresentação final, no dia 12 de setembro. "A tecnologia desenvolvida pela Fatec resultou numa embalagem de baixo custo e 100% degradável em um período de até seis meses. O plástico biodegradável disponível no mercado leva até dois anos para se degradar e deixa resíduos no meio ambiente", comparou a professora Eloisa Lopes, orientadora do projeto. O projeto concorreu com outros 52 participantes inscritos e destacou-se na premiação, que estimula a criação de soluções inovadoras para problemas reais. A primeira etapa do trabalho começou na disciplina prototipagem de negócio, oferecida na Fatec em 2019, com uma pesquisa de mercado para confirmar a viabilidade financeira da bioembalagem. "A enorme produção de lixo no mundo e o impacto poluidor de sacos, bandejas e caixas plásticas confirmaram que a bioembalagem tem um nicho promissor de negócio", afirma Eloisa. Para transformar o projeto em produto, a equipe contou com a coorientação da química e professora Marta dos Santos, que coordenou as atividades no laboratório para produção de um protótipo. Após a realização de testes iniciais para validação, o protótipo continuará sendo aperfeiçoado durante a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) das estudantes. O próximo passo será submetê-lo ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para registro da patente. O grupo responsável pelo projeto Bioembalagem é formado por Amanda Almeida, Danielle de Souza e Gabrielle Silva. A Fatec Pindamonhangaba foi classificada também no ITA Challenge de 2019 com dois projetos semifinalistas. Um dos trabalhos foi a produção de uma embalagem feita com a fibra de bananeira e outro, a modelagem de uma startup de alimentos. O ITA Challenge está na oitava edição e visa difundir a cultura do empreendedorismo e inovação na comunidade acadêmica. A competição está aberta a alunos do Ensino Fundamental à Pós-Graduação de todo país.

10 de agosto, 2020
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BIODEGRADÁVEIS
Alunos produzem canudos comestíveis

Três alunos da Etec Amim Jundi, em Oswaldo Cruz (SP), produziram um polissacarídeo (substância semelhante ao açúcar) a partir de bagaços e cascas descartados da indústria alimentícia. Alex Vidotto, Aline Molena e Ariane Guerra dissolveram a substância em suco de frutas e manipulada em laboratório, conseguindo mais cor, sabor e consistência pastosa, o que permite a moldagem em formato cilíndrico. Os alunos tiveram orientação da professora da disciplina de planejamento e desenvolvimento de trabalho de conclusão de curso (TCC) da Etec, Edelma Jacob. De acordo com a orientadora, mesmo que o material seja descartado inadequadamente, ele se dissolve rapidamente e reduz os prejuízos ambientais. “Mesmo que a pessoa não coma o canudo depois de terminar a bebida, ele se decompõe facilmente, o que não ocorre com o similar feito de plástico”, explica a professora. “Apesar de já existirem canudos biodegradáveis no mercado, durante a fase de pesquisa não encontramos nenhum comestível como o nosso”, diz Alex. Os alunos pretendem continuar a pesquisa após o término do curso técnico de Química neste 1º semestre. “Estamos satisfeitos com os resultados obtidos até aqui, considerando o tempo que tivemos para o desenvolvimento. Pretendemos aprimorar para tentar lançar o produto no mercado”, projeta Alex. O material produzido é rico em fibras e garante as propriedades nutricionais das frutas. Outro trabalho desenvolvido por alunos do curso técnico de Química integrado ao Ensino Médio da Etec Trajano Camargo ocorre em Limeira (SP). Bianca Zampieri, Gabriela Henriques e Milena Ribeiro começaram um estudo no 2º semestre de 2018 também visando o TCC que defenderão no final deste ano. Por meio do Estudo e aplicação de bioplástico em canudos substituindo polímeros sintéticos, o projeto visa produzir canudos biodegradáveis a partir de diferentes resíduos da indústria alimentícia, como soro de leite e casca de batatas. A ideia do projeto foi sugestão da orientadora Gislaine Delbianco, coordenadora do curso. “Uma alternativa que vem sendo bastante procurada são os canudos de metal. No entanto, analisamos que existem riscos de contaminação por limpeza ineficiente”, completa Gabriela. Futuramente, elas pensam em estender a pesquisa para a produção de pratos e talheres biodegradáveis.

5 de julho, 2019
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RECICLAGEM
Alunos da Fatec desenvolvem app

Alunos da Fatec de Pindamonhangaba desenvolveram ferramenta que auxilia na coleta e destinação de resíduos para reciclagem. O app Você Recicla, desenvolvido em parceria com estudantes de outras três universidades, já está em atividade no município, com a perspectiva de expansão para outras cidades do Vale do Paraíba no segundo semestre. A ideia inicial foi do ex-aluno do curso superior tecnológico de Tecnologia em Processos Metalúrgicos, Rodrigo Rocha. O objetivo era criar um processo de certificação de sucata para que as cooperativas de reciclagem tivessem maior valor agregado de seus materiais. Porém, o projeto não ganhou força. “Depois que nossa primeira iniciativa não deu certo, identificamos demandas para propor modelos de negócio sintonizados com a sociedade. Assim nasceu o Você Recicla, que atende a essa demanda e oferece uma alternativa para o destino de resíduos no município”, explica o aluno do curso superior tecnológico de Tecnologia de Gestão de Negócios e Inovação (GNI) da Fatec e um dos sócios do empreendimento, Abner Augusto Barbosa. O projeto foi desenvolvido na Escola de Inovadores, curso de extensão gratuito organizado pela Assessoria de Inovação do Centro Paula Souza – Inova CPS. A proposta dessa iniciativa é ensinar pessoas com espírito empreendedor a transformar suas ideias inovadoras em startups. O Você Recicla tem entre objetivos gerar oportunidades para catadores de materiais recicláveis e a redução do volume de resíduos destinados ao aterro sanitário diariamente. O programa está disponível para baixar em smartphones e assim entrar em contato com o coletor. A partir daí, a ferramenta irá informar ao usuário o tipo de coleta (orgânica ou seletiva) e horário em que o veículo passará pelo endereço informado, em tempo real. Entre os materiais que podem ser recolhidos , estão Papel em geral; Plástico em Geral; Metal em geral; Vidro em geral; Óleo Vegetal e Eletroeletrônico, das 7h30 às 20h30.

2 de maio, 2019
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RESÍDUOS TÓXICOS
Alunos de Etec desenvolvem método para aproveitar cobre

Três estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Trajano Camargo, de Limeira (SP), desenvolveram uma metodologia para separar o cobre dos rejeitos e aproveitá-lo novamente na indústria. A pesquisa elaborada pelos alunos Elizandra Larissa da Silva, Kaíque Gonçalves Ferreira e Vitória Ventura, do curso técnico de Química Integrado ao Ensino Médio conquistou primeiro lugar na categoria Engenharia, da 16ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada em março, na capital paulista. Os estudantes foram credenciados para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF), que será realizada entre os dias 13 e 19 de maio, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Os estudantes contaram com a orientação dos professores Gislaine Delbianco e Sérgio Delbianco Filho no projeto iniciado em 2017 como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A metodologia desenvolvida separa o cobre do lodo residual da produção das joias folheadas por meio de uma troca de elétrons utilizando palha de aço. O cobre depositado na palha recebe posteriormente um tratamento com ácido clorídrico para que se separe do ferro.No final do processo é possível obter o próprio cobre metálico utilizado como matéria-prima na produção das joias ou o sulfato de cobre, uma solução aplicada em banhos de galvanização. “As empresas da região gastam altas quantias de dinheiro no tratamento e no descarte de toneladas de resíduos. Com a nossa proposta de baixo custo, será possível reverter esse prejuízo em lucro”, explica um dos autores da pesquisa, Kaíque, de 16 anos. ] Os pesquisadores comentam que após todo processo químico para separação do cobre, os elementos residuais ainda presentes não possuem mais os metais pesados em quantidade nociva para o meio ambiente e podem ser despejados sem risco em aterros sanitários. “Porém, nossa ideia é dar continuidade à pesquisa e encontrar uma maneira para reaproveitar também esses outros resíduos e transformá-los, por exemplo, em adubo mineral”, planeja Kaíque. “Estudos internacionais apontam que as jazidas de cobre correm sério risco de esgotamento nas próximas décadas. Por isso, é urgente buscar fontes alternativas”, ressalta Gislaine, que foi a vencedora do prêmio Professor Destaque da 16ª Febrace.

12 de abril, 2018
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RECICLAGEM
Estação Espacial terá recicladoras de objetos

A Braskem e a Made In Space, empresa norte-americana no desenvolvimento de impressoras 3D para operação em gravidade zero e fornecedora da NASA, estão ampliando o projeto ‘Imprimindo o Futuro’. A partir de 2018, os astronautas na Estação Espacial Internacional (International Space Station – ISS) poderão utilizar uma recicladora de objetos e embalagens plásticas, capaz de aumentar ainda mais a autonomia e a sustentabilidade das futuras missões fora do Planeta Terra. Esta será a primeira operação comercial de reciclagem de plástico na história das missões espaciais. Em março de 2016 a parceria levou o I’m green, plástico de origem renovável a partir da cana-de-açúcar, para ser empregado na impressão de ferramentas e peças de reposição pelos astronautas. A expectativa é que a recicladora chegue à Estação Espacial no segundo semestre de 2018 e complete, de forma sustentável, inovadora e eficaz, o ciclo do plástico na ISS. A invenção vai contribuir para a redução dos custos das missões espaciais e para a redução do peso transportado a partir da Terra. A máquina consiste em um sistema de moagem e extrusão de plásticos, produzindo um filamento adequado à impressora 3D, que já se encontra instalada na Estação Espacial Internacional. Com a recicladora, os astronautas poderão reutilizar, em outras funções, as ferramentas e peças de Polietileno Verde fabricadas anteriormente na impressora 3D, além de outros materiais plásticos já existentes na ISS e sem uso, como embalagens de alimentos. “Este é o segundo passo da nossa parceria com a Made In Space, na qual propomos fechar o ciclo do plástico com sustentabilidade, desde a produção do Polietileno Verde a partir da cana-de-açúcar até a reciclagem do polímero para novos fins”, afirma Patrick Teyssonneyre, diretor de Inovação e Tecnologia da Braskem.

30 de outubro, 2017
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LIXO ELETRÔNICO
Projeto E-Descarte pode virar lei municipal

A primeira edição do Desafio Criativos da Escola teve a participação de 419 instituições de todo o Brasil. Um dos destaques da competição foi o projeto E-Descarte, da Escola de Educação Básica Ana Machado Dal Toé, de Morro Grande, Santa Catarina. O projeto propõe o descarte correto de lixos eletrônicos, como baterias, lâmpadas, entre outros, e nasceu do incômodo de alguns alunos com os prejuízos ambientais que o destino inadequado de aparelhos eletrônicos - atirados nas ruas junto com o lixo comum - pudesse causar. A partir daí, Endreo Tramontin, André Fenali e João Victor Crepaldi, estudantes do 3º ano do ensino médio, pesquisaram alternativas para promover o descarte correto desses itens, e descobriram que nos municípios vizinhos havia empresas que coletam esses materiais. O projeto foi implantado na escola e, de tanto sucesso, implantado em outra instituição. Com a boa receptividade do projeto, os alunos resolveram reunir-se com o prefeito, que sugeriu o envio de um Projeto de Lei para a Câmara dos Vereadores. A aprovação ainda não ocorreu, mas os alunos seguem o diálogo com o poder público. “Esses alunos representam o que de melhor está acontecendo no País: crianças e jovens que, apoiados por seus professores, nos mostram que é possível se articular para transformar a realidade em qualquer lugar do Brasil”, diz Carolina Pasquali, Diretora de comunicação do Instituto Alana e coordenadora do projeto Criativos da Escola. O projeto “E-Descarte” foi um dos 16 finalistas da primeira edição do Desafio Criativos da Escola. A segunda edição do Desafio acontece em 2016, e os educadores que tiverem interesse em desenvolver projetos de transformação com seus alunos podem acessar o site do projeto e conhecer os materiais que são disponibilizados gratuitamente na plataforma. O endereço é www.criativosdaescola.com.br .

24 de fevereiro, 2016