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BIODEGRADÁVEIS

Alunos produzem canudos comestíveis

Três alunos da Etec Amim Jundi, em Oswaldo Cruz (SP), produziram um polissacarídeo (substância semelhante ao açúcar) a partir de bagaços e cascas descartados da indústria alimentícia. Alex Vidotto, Aline Molena e Ariane Guerra dissolveram a substância em suco de frutas e manipulada em laboratório, conseguindo mais cor, sabor e consistência pastosa, o que permite a moldagem em formato cilíndrico. Os alunos tiveram orientação da professora da disciplina de planejamento e desenvolvimento de trabalho de conclusão de curso (TCC) da Etec, Edelma Jacob. De acordo com a orientadora, mesmo que o material seja descartado inadequadamente, ele se dissolve rapidamente e reduz os prejuízos ambientais. “Mesmo que a pessoa não coma o canudo depois de terminar a bebida, ele se decompõe facilmente, o que não ocorre com o similar feito de plástico”, explica a professora. “Apesar de já existirem canudos biodegradáveis no mercado, durante a fase de pesquisa não encontramos nenhum comestível como o nosso”, diz Alex. Os alunos pretendem continuar a pesquisa após o término do curso técnico de Química neste 1º semestre. “Estamos satisfeitos com os resultados obtidos até aqui, considerando o tempo que tivemos para o desenvolvimento. Pretendemos aprimorar para tentar lançar o produto no mercado”, projeta Alex. O material produzido é rico em fibras e garante as propriedades nutricionais das frutas. Outro trabalho desenvolvido por alunos do curso técnico de Química integrado ao Ensino Médio da Etec Trajano Camargo ocorre em Limeira (SP). Bianca Zampieri, Gabriela Henriques e Milena Ribeiro começaram um estudo no 2º semestre de 2018 também visando o TCC que defenderão no final deste ano. Por meio do Estudo e aplicação de bioplástico em canudos substituindo polímeros sintéticos, o projeto visa produzir canudos biodegradáveis a partir de diferentes resíduos da indústria alimentícia, como soro de leite e casca de batatas. A ideia do projeto foi sugestão da orientadora Gislaine Delbianco, coordenadora do curso. “Uma alternativa que vem sendo bastante procurada são os canudos de metal. No entanto, analisamos que existem riscos de contaminação por limpeza ineficiente”, completa Gabriela. Futuramente, elas pensam em estender a pesquisa para a produção de pratos e talheres biodegradáveis.

Três alunos da Etec Amim Jundi, em Oswaldo Cruz (SP), produziram um polissacarídeo (substância semelhante ao açúcar) a partir de bagaços e cascas descartados da indústria alimentícia. Alex Vidotto, Aline Molena e Ariane Guerra dissolveram a substância em suco de frutas e manipulada em laboratório, conseguindo mais cor, sabor e consistência pastosa, o que permite a moldagem em formato cilíndrico. Os alunos tiveram orientação da professora da disciplina de planejamento e desenvolvimento de trabalho de conclusão de curso (TCC) da Etec, Edelma Jacob. 
De acordo com a orientadora, mesmo que o material seja descartado inadequadamente, ele se dissolve rapidamente e reduz os prejuízos ambientais. “Mesmo que a pessoa não coma o canudo depois de terminar a bebida, ele se decompõe facilmente, o que não ocorre com o similar feito de plástico”, explica a professora. “Apesar de já existirem canudos biodegradáveis no mercado, durante a fase de pesquisa não encontramos nenhum comestível como o nosso”, diz Alex.
 
Os alunos pretendem continuar a pesquisa após o término do curso técnico de Química neste 1º semestre. “Estamos satisfeitos com os resultados obtidos até aqui, considerando o tempo que tivemos para o desenvolvimento. Pretendemos aprimorar para tentar lançar o produto no mercado”, projeta Alex. O material produzido é rico em fibras e garante as propriedades nutricionais das frutas. 
 
Outro trabalho desenvolvido por alunos do curso técnico de Química integrado ao Ensino Médio da Etec Trajano Camargo ocorre em Limeira (SP). Bianca Zampieri, Gabriela Henriques e Milena Ribeiro começaram um estudo no 2º semestre de 2018 também visando o TCC que defenderão no final deste ano. 
 
Por meio do Estudo e aplicação de bioplástico em canudos substituindo polímeros sintéticos, o projeto visa produzir canudos biodegradáveis a partir de diferentes resíduos da indústria alimentícia, como soro de leite e casca de batatas. A ideia do projeto foi sugestão da orientadora Gislaine Delbianco, coordenadora do curso. “Uma alternativa que vem sendo bastante procurada são os canudos de metal. No entanto, analisamos que existem riscos de contaminação por limpeza ineficiente”, completa Gabriela. Futuramente, elas pensam em estender a pesquisa para a produção de pratos e talheres biodegradáveis.

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BIODEGRADÁVEIS
Fatec Pinda na final do ITA Challenge 2020

Os estudantes do curso superior tecnológico de Gestão de Negócios e Inovação da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Pindamonhangaba estão entre os dez finalistas do oitavo ITA Challenge 2020. O grupo desenvolveu uma embalagem totalmente biodegradável para contribuir com o propósito de lixo zero. O ITA Challenge 2020 é promovido pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). As equipes classificadas participarão de uma mentoria com especialistas em empreendedorismo no dia 22 de agosto e já se preparam para a apresentação final, no dia 12 de setembro. "A tecnologia desenvolvida pela Fatec resultou numa embalagem de baixo custo e 100% degradável em um período de até seis meses. O plástico biodegradável disponível no mercado leva até dois anos para se degradar e deixa resíduos no meio ambiente", comparou a professora Eloisa Lopes, orientadora do projeto. O projeto concorreu com outros 52 participantes inscritos e destacou-se na premiação, que estimula a criação de soluções inovadoras para problemas reais. A primeira etapa do trabalho começou na disciplina prototipagem de negócio, oferecida na Fatec em 2019, com uma pesquisa de mercado para confirmar a viabilidade financeira da bioembalagem. "A enorme produção de lixo no mundo e o impacto poluidor de sacos, bandejas e caixas plásticas confirmaram que a bioembalagem tem um nicho promissor de negócio", afirma Eloisa. Para transformar o projeto em produto, a equipe contou com a coorientação da química e professora Marta dos Santos, que coordenou as atividades no laboratório para produção de um protótipo. Após a realização de testes iniciais para validação, o protótipo continuará sendo aperfeiçoado durante a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) das estudantes. O próximo passo será submetê-lo ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para registro da patente. O grupo responsável pelo projeto Bioembalagem é formado por Amanda Almeida, Danielle de Souza e Gabrielle Silva. A Fatec Pindamonhangaba foi classificada também no ITA Challenge de 2019 com dois projetos semifinalistas. Um dos trabalhos foi a produção de uma embalagem feita com a fibra de bananeira e outro, a modelagem de uma startup de alimentos. O ITA Challenge está na oitava edição e visa difundir a cultura do empreendedorismo e inovação na comunidade acadêmica. A competição está aberta a alunos do Ensino Fundamental à Pós-Graduação de todo país.

10 de agosto, 2020
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PLÁSTICOS
USP desenvolve produto biodegradável

Um tipo de plástico totalmente degradável e economicamente competitivo com o plástico comum. Foi o que desenvolve uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP), que buscavam um produto sustentável que substituísse o polímero sintético. Para desenvolver o novo produto os pesquisadores realizaram vários testes em resíduos industriais e chegaram a um produto com qualidades técnicas e econômicas consideradas promissoras, além de ser amigável ao meio ambiente. O desenvolvimento foi feito nos laboratórios do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto. A equipe responsável pela pesquisa foi liderada pela química Bianca Chieregato Maniglia e desenvolveu filmes plásticos biodegradáveis a partir de matrizes de amido encontrados em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum que são descartados pela agroindústria. Para a equipe, a reciclagem destes resíduos e sua transformação em produtos biodegradáveis é um grande avanço nas soluções que visam combater o descarte desenfreado do lixo plástico. Bianca lembra que a matéria-prima para a obtenção do produto desenvolvido é barata e não compete com o mercado alimentício. Além disso, “contém em sua fórmula compostos antioxidantes, interessantes no desenvolvimento das chamadas embalagens ativas (que interagem com o produto que envolvem, sendo capaz de melhorar a qualidade e segurança para acondicionamento de frutas e legumes frescos)”. Os pesquisadores lembram, no entanto, que o produto ainda demande mais estudos e testes antes de sua liberação para comercialização em grande escala. Mesmo assim, já á uma alternativa direta ao plástico comum, que pode levar até 500 anos para ser decomposto, enquanto o bioplástico leva apenas 120 dias.

6 de agosto, 2019
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SUSTENTABILIDADE
Startup desenvolve canudo de vidro

A startup H.Ecoou iniciou a produção de canudos de vidro em São Paulo como uma forma mais sustentável e de opção para substituir o modelo de plástico. “A ideia era construir uma empresa com impacto social, que oferecesse uma solução que ajudasse as pessoas a tomarem atitudes mais conscientes. O canudo é uma ponte para essa mudança, que é necessária e urgente”, destaca Fernanda Silva, sócia e uma das fundadoras da empresa. A escolha do vidro foi viabilizada por conta da fábrica de vidros que um dos sócios já administrava. Para a criação do canudo foi necessária a introdução de um processo totalmente artesanal, que arredonda suas pontas e mantém a espessura correta. Outro ponto levado em consideração pela startup é o fato do vidro poder ser reciclado e conseguir manter sua qualidade, já que as substâncias que fazem parte de sua composição não se perdem no processo de reciclagem. Segundo Fernanda, a espessura de cada canudo foi estudada para garantir uma maior durabilidade e a própria segurança dos usuários. A empresa apresenta ainda um kit que conta com uma capa de tecido e uma escova para higienização. “Depois de vários testes, chegamos a um material reutilizável para a capa, que é feito a partir do reaproveitamento de sobras de tecido, que são materiais com alto potencial de reciclagem, mas que geralmente são jogados fora”, conta. Os tecidos são todos reaproveitados de lojistas do Brás que doam os retalhos para produção do Kit. As capas são produzidas por costureiros e pequenos artesãos que trabalham em casa.

20 de maio, 2019
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BIODEGRADÁVEIS
USP estuda embalagens inteligentes

Uma equipe de pesquisadoras do Laboratório de Engenharia de Alimentos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (LEA/Poli/USP) estuda, há mais de uma década, diversas fórmulas de polímeros com o objetivo de encontrar matérias-primas biodegradáveis que possibilitem substituir o plástico de origem fóssil na produção de embalagens e filmes. Nos últimos anos os estudos se intensificaram em busca de materiais com atributos diferenciais: as chamadas embalagens ‘ativas’ e ‘inteligentes’. Enquanto as primeiras possuem substâncias capazes de interagir com o alimento para prolongar sua vida de prateleira, as segundas têm mecanismos que possibilitam detectar processos de deterioração, oscilações de temperatura sofridas no armazenamento ou até indicar, pela mudança da cor, se uma fruta está madura para o consumo. “Um dos principais desafios era desenvolver um filme biodegradável resistente e maleável, que pudesse ser produzido em larga escala e por um preço competitivo em comparação ao plástico derivado do petróleo”, diz a professora Carmen Tadini, coordenadora do LEA e diretora de Transferência de Tecnologia do Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC). “Ao mesmo tempo, trabalhamos para encontrar substâncias com atributos diferenciais, como antioxidantes ou antimicrobianos”, acrescenta. As pesquisadoras buscaram matérias-primas de origem vegetal e de resíduos agroindustriais para encontrar uma fórmula de biopolímero capaz de agregar todas essas vantagens. Uma das principais promessas testadas no LEA é um filme maleável à base de amido de mandioca, aditivado com antocianina obtida da casca da uva. Ao embalar carnes e peixes esse filme muda de cor, do roxo para o azul, quando o alimento se deteriora. “No processo de deterioração, esses alimentos liberam amônia, e o pH do meio fica mais básico. Ao reagir à mudança de pH, a antocianina muda de cor”, explica a aluna de mestrado e engenheira de Alimentos Thaís Dale Vedove. O principal desafio, de acordo com as cientistas, já foi obtido, que é impedir que a matéria-prima se degrade ao entrar em contato com as altas temperaturas que ocorrem no processo de extrusão nas fábricas. “Estamos muito perto de resolver toda a equação; falta agora estabilizar a função da antocianina no processo e fazer os testes de biodegrabilidade”, afirma Tadini. “Trata-se de uma inovação disruptiva, pois ainda não existem tecnologias que resultem em um filme maleável, 100% biodegradável, e comercialmente viável”, acrescenta. Outra alternativa é um material híbrido, composto por biopolímero e polímeros tradicionais, que teria menor impacto ambiental ao ser descartado. A fórmula testada mistura o amido de babaçu e o polipropileno. “O objetivo é manter as propriedades do polipropileno e deixar esse material parcialmente biodegradável, reduzindo em 30%, 40% o lixo descartado”, explica Bianca Chieregato Maniglia, Pesquisadora do FoRC e Eng. Química, responsável pela pesquisa. “O material feito com as proporções de 70% de polipropileno e 30% de biopolímero já mostrou que tem condições de competir com o plástico convencional”, comemora a cientista. As pesquisas do LEA com embalagens têm o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o respaldo do FoRC.

15 de abril, 2019
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RESÍDUOS TÓXICOS
Alunos de Etec desenvolvem método para aproveitar cobre

Três estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Trajano Camargo, de Limeira (SP), desenvolveram uma metodologia para separar o cobre dos rejeitos e aproveitá-lo novamente na indústria. A pesquisa elaborada pelos alunos Elizandra Larissa da Silva, Kaíque Gonçalves Ferreira e Vitória Ventura, do curso técnico de Química Integrado ao Ensino Médio conquistou primeiro lugar na categoria Engenharia, da 16ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada em março, na capital paulista. Os estudantes foram credenciados para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF), que será realizada entre os dias 13 e 19 de maio, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Os estudantes contaram com a orientação dos professores Gislaine Delbianco e Sérgio Delbianco Filho no projeto iniciado em 2017 como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A metodologia desenvolvida separa o cobre do lodo residual da produção das joias folheadas por meio de uma troca de elétrons utilizando palha de aço. O cobre depositado na palha recebe posteriormente um tratamento com ácido clorídrico para que se separe do ferro.No final do processo é possível obter o próprio cobre metálico utilizado como matéria-prima na produção das joias ou o sulfato de cobre, uma solução aplicada em banhos de galvanização. “As empresas da região gastam altas quantias de dinheiro no tratamento e no descarte de toneladas de resíduos. Com a nossa proposta de baixo custo, será possível reverter esse prejuízo em lucro”, explica um dos autores da pesquisa, Kaíque, de 16 anos. ] Os pesquisadores comentam que após todo processo químico para separação do cobre, os elementos residuais ainda presentes não possuem mais os metais pesados em quantidade nociva para o meio ambiente e podem ser despejados sem risco em aterros sanitários. “Porém, nossa ideia é dar continuidade à pesquisa e encontrar uma maneira para reaproveitar também esses outros resíduos e transformá-los, por exemplo, em adubo mineral”, planeja Kaíque. “Estudos internacionais apontam que as jazidas de cobre correm sério risco de esgotamento nas próximas décadas. Por isso, é urgente buscar fontes alternativas”, ressalta Gislaine, que foi a vencedora do prêmio Professor Destaque da 16ª Febrace.

12 de abril, 2018