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DESENVOLVIMENTO

Crise econômica faz Brasil retroceder três anos

A nova edição do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), relativo a 2016, aponta que a crise econômica fez com que o desenvolvimento de municípios brasileiros retrocedesse três anos. O estudo destaca principalmente o fechamento de postos formais de trabalho e a menor evolução nas áreas de Educação e Saúde em 10 anos. O IFDM Brasil atingiu patamar moderado com 0,6678 pontos (quanto mais perto de 1, melhor o grau de desenvolvimento). O resultado de Emprego & Renda contribuiu para a queda do índice, que ficou em 0,4664 ponto, o segundo pior da série histórica, atrás apenas de 2015. O motivo foi o fechamento de vagas (quase três milhões a menos em 2015 e 2016) em mais da metade dos municípios brasileiros. Já a renda média registrou crescimento, em função da política de aumentos do salário mínimo, acima da inflação. “De modo geral, a melhora do IFDM passa por uma política macroeconômica que favoreça a geração de empregos no país. Do contrário, pode inclusive se reverter em queda nas vertentes Educação e Saúde”, analisa Jonathas Goulart, coordenador de Estudos Econômicos da Federação. Segundo projeções, o IFDM E&S pode retomar aos índices de 2013 apenas em 2027, caso a evolução do indicador seja de 1,5% ao ano, que foi a melhor média de crescimento da série histórica, entre 2009 e 2013. “O país precisou de oito anos (de 2006 a 2013) para elevar 103 municípios aos graus alto e moderado de desenvolvimento em E&R; para, nos três anos seguintes, excluir 936 municípios desses patamares mais elevados. Isso mostra o quanto a crise foi severa”, complementa Goulart. O IFDM é elaborado desde 2005 e tornou-se referência por ser um índice que acompanha as três principais áreas de desenvolvimento – Emprego & Renda, Educação e Saúde –, com recorte municipal e cobertura nacional. Em 2016, apenas 431 municípios estavam com mais de 0,8 ponto - a maior parte nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Norte e Nordeste registraram avanços, mas não a ponto de mudar o quadro de desigualdade regional do Brasil. Juntos, concentraram 96% dos municípios menos desenvolvidos. Entretanto, a proporção de cidades do Nordeste entre os 500 menores IFDMs caiu de 79,4%, em 2006, para 68%, em 2016, enquanto os do Norte saltaram de 16,6% para 28,4%, no mesmo período.

A nova edição do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), relativo a 2016, aponta que a crise econômica fez com que o desenvolvimento de municípios brasileiros retrocedesse três anos. O estudo destaca principalmente o fechamento de postos formais de trabalho e a menor evolução nas áreas de Educação e Saúde em 10 anos. 
 
O IFDM Brasil atingiu patamar moderado com 0,6678 pontos (quanto mais perto de 1, melhor o grau de desenvolvimento). O resultado de Emprego & Renda contribuiu para a queda do índice, que ficou em 0,4664 ponto, o segundo pior da série histórica, atrás apenas de 2015. O motivo foi o fechamento de vagas (quase três milhões a menos em 2015 e 2016) em mais da metade dos municípios brasileiros. Já a renda média registrou crescimento, em função da política de aumentos do salário mínimo, acima da inflação.
 
“De modo geral, a melhora do IFDM passa por uma política macroeconômica que favoreça a geração de empregos no país. Do contrário, pode inclusive se reverter em queda nas vertentes Educação e Saúde”, analisa Jonathas Goulart, coordenador de Estudos Econômicos da Federação. 
 
Segundo projeções, o IFDM E&S pode retomar aos índices de 2013 apenas em 2027, caso a evolução do indicador seja de 1,5% ao ano, que foi a melhor média de crescimento da série histórica, entre 2009 e 2013. “O país precisou de oito anos (de 2006 a 2013) para elevar 103 municípios aos graus alto e moderado de desenvolvimento em E&R; para, nos três anos seguintes, excluir 936 municípios desses patamares mais elevados. Isso mostra o quanto a crise foi severa”, complementa Goulart.
 
O IFDM é elaborado desde 2005 e tornou-se referência por ser um índice que acompanha as três principais áreas de desenvolvimento – Emprego & Renda, Educação e Saúde –, com recorte municipal e cobertura nacional. Em 2016, apenas 431 municípios estavam com mais de 0,8 ponto - a maior parte nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Norte e Nordeste registraram avanços, mas não a ponto de mudar o quadro de desigualdade regional do Brasil. Juntos, concentraram 96% dos municípios menos desenvolvidos. Entretanto, a proporção de cidades do Nordeste entre os 500 menores IFDMs caiu de 79,4%, em 2006, para 68%, em 2016, enquanto os do Norte saltaram de 16,6% para 28,4%, no mesmo período.

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961 municípios tem déficit em serviços

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) elaborou ranking onde lista 961 municípios brasileiros com déficit em serviços e dependência de investimentos públicos para universalizar o abastecimento de água e esgotamento sanitário. Dos 5.570 municípios existentes no Brasil, os 961 listados são majoritariamente das regiões Norte e Nordeste. O estudo analisou dados obtidos por meio do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), desenvolvido pelo Ipea em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), além do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério do Desenvolvimento Regional e do Atlas de esgotos da Agência Nacional de Águas (ANA). De acordo com os dados, 1.959 municípios enfrentam dificuldades orçamentárias, o que impede a realização de obras e investimentos para o saneamento. A pesquisa revela ainda que 35,7 milhões de habitantes no país carecem de acesso facilitado à água tratada e a redes de abastecimento em razão da escassez de recursos para investimentos públicos no setor. “O diagnóstico contribui para buscar soluções aos desafios dos municípios em situação prioritária e dificuldades no financiamento de abastecimento de água e esgotamento sanitário”, disse o coordenador do estudo e pesquisador em desenvolvimento sustentável no Ipea, Gesmar dos Santos. A pesquisa destacou ainda que os investimentos públicos nos municípios devem estimular cada vez mais iniciativas de aumento da eficácia no saneamento, como redução do desperdício, melhora nas informações e na governança do saneamento, além de estar alinhado com a gestão ambiental, da água e de ocupação do solo urbano e política habitacional nos municípios, os quais necessitam também buscar alternativas de sistemas de abastecimento e de financiamento, contribuindo para o aumento da segurança hídrica e redução de custos. O estudo pode ser conferido no https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=37061&Itemid=448 .

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Segundo cálculo do Observatório das Metrópoles, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o município maranhense de Presidente Sarney é a cidade brasileira com pior Índice de Bem Estar Urbano (Ibeu). O índice usa dados do censo de 2010 para classificar todos os municípios brasileiros de acordo com a infraestrutura de cada um. Presidente Sarney não possui rede de esgoto e tem um sistema de água irregular. Os 20 mil habitantes utilizam fossas sanitárias e poços artesianos. Entre janeiro e julho, na época chuvosa na região, as fossas enchem e quem pode contrata serviço do município vizinho de Pinheiro serviço de limpa-fossa, por cem reais. O esgoto coletado é despejado no riacho do Pimenta e próximo ao local de despejo há um descampado que é utilizado como aterro sanitário. O orçamento previsto é de R$ 63 milhões para este ano. O Ibeu utiliza na avaliação os critérios de mobilidade, condições ambientais, condições habitacionais, atendimento de serviços coletivos e infraestrutura. As capitais mais bem avaliadas foram Vitória (0,9); Goiânia e Curitiba (0,874); Rio de janeiro e São Paulo ficaram com 0,819 e 0,812, respectivamente. Entre as melhores avaliadas estão três paulistas: Buritizal (0,951); Santa Salete (0,941) e Taquaral (0,937). As cidades com pior avaliação no Ibeu foram as paraenses Pacajá (0,484) e Vitória do Xingu (0,474) e Presidente Sarney (0,444).

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13 de outubro, 2016