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SANEAMENTO

ENDHAS 2021 acontece entre 9 e 11 de dezembro

ENDHAS 2021 acontece entre 9 e 11 de dezembro

O evento terá diversos espaços de interlocução entre a academia e os movimentos sociais.

O Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS) realiza, entre os dias 9 e 11 de dezembro, no formato 100% virtual, o Encontro Nacional pelos Direitos Humanos à Água e ao Saneamento (ENDHAS). O evento terá diversos espaços de interlocução entre a academia e os movimentos sociais, de troca de saberes técnico e popular.

Com a palestra “Direitos humanos no Brasil atual”, a ex-procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Debora Duprat de Brito Pereira, participa da abertura do Encontro. Na carta aberta divulgada por ocasião de sua aposentadoria em maio de 2020, três ex-procuradores-gerais e mais de três centenas de procuradores homenageiam Debora afirmando: De maio de 2016 a maio de 2020, como Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão, a Subprocuradora-Geral da República Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira promoveu e defendeu, com imensa competência e coragem, os direitos humanos e a cidadania no Brasil. Por isso, ela merece o pleno reconhecimento de todas as pessoas que defendem o Estado Democrático de Direito”. Thiago Rodrigues Cardin, Promotor de Justiça do MPSP e membro fundador do Coletivo por um Ministério Público Transformador – Coletivo Transforma MP disse que a ex-procuradora é uma inspiração para quem se revoltou nos últimos anos com o desmonte do Estado Social. Com o GOLPE e a eleição de Jair Messias Bolsonaro, a Drª Deborah Duprat atuou incansavelmente, contestando políticas inconstitucionais, como a ampliação do acesso a armas e munições, que desvirtuou o bem sucedido Estatuto do Desarmamento; a extinção ou desestruturação dos espaços de participação da sociedade civil no Estado; as celebrações governamentais da ditadura militar; a desnaturação da Comissão de Anistia e da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos; os ataques e perseguições a jornalistas e veículos críticos ao governo. E agora, quando alguns acreditavam se tratar do “apagar das luzes” da sua atuação, atuou bravamente no combate à discriminação odiosa na concessão do auxílio emergencial aos familiares de presos; na defesa do adiamento do ENEM, em favor do acesso igualitário dos alunos mais pobres; a batalha pela suspensão de reintegrações de posse coletivas em tempos de pandemia; a tentativa de responsabilização do presidente da Fundação Palmares pelos ataques racistas ao líder negro Zumbi dos Palmares e ao movimento de mulheres negras e movimento negro.

No primeiro dia também ocorre a palestra de Pedro Arrojo-Agudo, Relator Especial para os Direitos Humanos à Água Potável e Saneamento. Na sessão de abertura na próxima quinta-feira, às 17:30. Arrojo participará da palestra “Prioridades da luta pelos direitos humanos à água e ao esgotamento sanitário”. Arrojo é professor emérito da Universidade de Zaragoza e tem focado suas pesquisas em economia e gestão da água, tendo divulgado seu trabalho em mais de 100 artigos científicos e em 70 livros.

Além disso, é um dos fundadores e ex-presidente da Fundação Nova Cultura da Água em 2002, organização ibérica sem fins lucrativos, que visa promover uma mudança para uma nova cultura da água enfocando particularmente os direitos humanos, a transparência e a participação pública na gestão e planejamento dos ecossistemas aquáticos e da água. Como Presidente do FNCA, coordenou os dois primeiros Congressos Ibéricos de Planeamento e Gestão da Água (realizados em 1998 e 2000) e a Conferência Latino-Americana para a Nova Cultura da Água (Fortaleza, Brasil, 2005). Arrojo também é cofundador da Rede Pública de Águas (RAP) no âmbito da Aqua Pública Europea (associação europeia dos prestadores públicos de água), que promove o direito humano à água e ao saneamento na UE com iniciativas como a Right2Water. Eleito, foi membro do Parlamento espanhol de 2016 a 2019.

Em relatório divulgado pela ONU em outubro de 2021, Arrojo alertou que a água está cada vez mais sendo tratada como uma mera mercadoria e até mesmo como um ativo financeiro, minando os direitos humanos à água potável e ao saneamento e a sustentabilidade do ambiente e afirma que a comercialização dos direitos de uso da água nos mercados erodiu a noção de água como um bem comum e do Estado como fiador do interesse geral. Em novembro, o relator, em conjunto com outros relatores especiais, subscreveu declaração conjunta sobre os direitos humanos das pessoas afetadas por barragens e outras infraestruturas de água, um dos temas de interesse do ENDHAS, remendando que os governos assegurem revisões independentes das barragens para garantir uma compensação justa às pessoas afetadas e garantir os direitos humanos à água potável e saneamento, habitação, alimentação, saúde e educação; os governos implementem e façam cumprir com eficácia as obrigações internacionais de direitos humanos e as normas e diretrizes relacionadas, e que os governos, a indústria de geração de energia e as instituições financeiras suspendam as novas grandes barragens hidrelétricas planejadas e priorizem a otimização das barragens existentes e o desenvolvimento de outras energias renováveis ​​com menores impactos sociais e ambientais. Para participar do evento basta realizar a inscrição pelo : https://endhas.com/Pre-Inscricao. A programação completa do evento está disponível no https://endhas.com/Programacao.

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PRIVATIZAÇÃO
Relatório da ONU aponta riscos

No próximo dia 13 de outubro, durante o seminário virtual "Saneamento e Direitos Humanos na Esfera Global - Os riscos para os direitos humanos com a privatização do saneamento" acontecerá o lançamento do relatório da ONU que aponta os riscos para os direitos humanos com a privatização do saneamento no Brasil. O documento é elaborado por Léo Heller, Relator Especial para os Direitos Humanos à Água Potável e ao Esgotamento Sanitário e pesquisador da Fiocruz. O relatório na versão em português já está disponível em http://ondasbrasil.org/11o-relatorio-leo-heller-direitos-humanos-a-agua-potavel-e-ao-esgotamento-sanitario ). No relatório, Heller, que também é Conselheiro de Orientação do ONDAS - Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento, desafia a narrativa comum de que os direitos humanos são neutros em relação ao tipo de prestação e de prestador dos serviços de saneamento e parte da premissa de que existem riscos específicos em situações de privatização. Para ele, esses riscos são baseados em uma combinação de três fatores relacionados à prestação privada: maximização dos lucros, monopólio natural dos serviços e desequilíbrio de poder. No Brasil, diante da aprovação da lei 14.026/2020, que modificou o marco regulatório do saneamento, e que na prática incentiva a privatização do setor, Heller tem se posicionado de forma crítica, destacando que a realidade heterogênea do país dificulta o atingimento das metas de universalização. "No processo de licitações, poderá haver uma seletividade das prestadoras de serviço. Em áreas em que o ponto de partida for muito baixo, como em municípios das regiões Norte e Nordeste, o processo licitatório pode ficar vazio", explica o relator. O seminário é uma parceria do ONDAS com a Fiocruz - Fundação Oswaldo Cruz, e terá além da presença de Léo Heller como palestrante, os debatedores Soledad Garcia Muñoz, Relatora sobre Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (REDESCA) e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH-OEA); e Luiz Augusto Galvão, Pesquisador Sênior do CRIS-FIOCRUZ e Professor Adjunto da Georgetown University (EUA). O coordenador-geral do ONDAS, Marcos Helano Montenegro, será o mediador. Tendo como base o relatório de Heller e o contexto atual do setor de saneamento no Brasil, a palestra e os debates estarão focados nos riscos da privatização já identificados, que incluem a deterioração dos serviços, inacessibilidade econômica, a negligência com a sustentabilidade, a falta de responsabilização e a desigualdade e discriminação. O seminário acontece dias 13 de outubro, às 15h, e pode ser acompanhado pelo canal YouTube (ONDASObservatóriodoSaneamento) e Facebook (@ondas.observatorio).

12 de outubro, 2020
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SANEAMENTO
#Somos Mais Saneamento inicia nova etapa

Idealizada pelo Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon), a campanha #Somos mais Saneamento entrará em uma nova fase com o foco nas próximas eleições. O objetivo da campanha é ampliar a rede, incentivar o compartilhamento da campanha em diferentes canais e priorizar as mensagens de maior impacto, especialmente neste momento em que o país se prepara para eleger seus governantes, de maneira que o saneamento seja entendido como uma prioridade nacional. A campanha mobilizou dezenas de entidades durante o último Fórum Mundial da Água, em Brasília. Algumas das ações da campanha serão divulgadas no 7º ENA - Encontro Nacional das Águas, que acontece em São Paulo (SP), nos dias 7 e 8 de agosto. O evento é uma parceria entre o Sindcon e a Abcon (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Esgoto). #Somos Mais Saneamento ( http://somosmaissaneamento.com.br ) é uma campanha formada por 37 organizações, entre entidades, consultorias, empresas atuantes no saneamento, centros educacionais, oscip´s e movimentos ligados à sustentabilidade e preservação ambiental. A campanha é centrada em oito mensagens-chave, definidas a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e visa fortalecer o debate sobre o saneamento, incluindo mais vozes na discussão sobre um setor que possui índices muito abaixo do desejável no Brasil. Participam da campanha as seguintes entidades: SINDCON, ABCON, CNI, Frente Nacional de Prefeitos, Apeop, Abimaq/Sindesam, Abdib, Abetre, Abrafiltros, ABAR, ABAS, Abrampa, Aesbe, ABES/RJ, Comissão de Saneamento do IASP, OAB/SP, CEBDS, Felsberg Associados, Dal Pozzo Advogados, FGV CERI, Fundação Amazonas Sustentável, GO Associados, Hydrus, IBDEE, Ibeji, Instituto Ethos, Instituto Democracia e Liberdade, Pezco, Itron, Mirasoft Tecnologia, portais Saneamento Básico e Tratamento de Água, Pacto Global, Rebob, Secovi, Instituto de Engenharia, Trevisan Escola de Negócios, Giamundo Neto Advogados e Lacaz Martins, Pereira Neto, Gurevich & Schoueri Advogados.

25 de maio, 2018
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ÁGUA
Seminário em Brasília discute crise hídrica

Com o objetivo de discutir os principais problemas relacionados com a crise hídrica que afeta diversas regiões do Planeta, será realizado, nos dias 11 e 12 de janeiro, no Museu Nacional da República, em Brasília, o Águas Pelas Paz – II Seminário Nacional Água e Transdisciplinaridade. O seminário, que é um dos eventos oficiais preparatórios do 8º. Fórum Mundial da Água, que pela primeira vez se realiza no Hemisfério Sul (será em Brasília, em março próximo), promove a discussão sobre a sustentabilidade dos recursos hídricos do planeta e contará com a participação de cientistas nacionais e internacionais, além de líderes espirituais, políticos, representantes da iniciativa privada, acadêmicos, artistas e sociedade civil. Serão discutidos temas como desmatamento, redução dos níveis de chuva, desperdício de água, aumento exagerado do consumo hídrico, dentre outros. O corpo técnico do evento deverá contar com os cientistas Beverly Rubik, Ph.D. em Biofísica pela Universidade da Califórnia, e Harry Jabs, cientista e engenheiro do Institute for Frontier Science de Oakland, na Califórnia. No grupo de especialistas e ativistas, segundo os organizadores, estão Vera Catalão, professora e pesquisadora da Universidade de Brasília na área de Educação Ambiental e Ecologia Humana; André Lima, ambientalista, ativista e membro da Comissão de Sustentabilidade da OAB-DF; Moema Libera Viezzer, socióloga e consultora especializada em relações de gênero e meio ambiente; e Álvaro Tukano, diretor do Memorial dos Povos Indígenas. A expectativa é que ao final do evento seja produzido o documento “Carta Águas pela Paz”, que será apresentado como contribuição ao 8º Fórum Mundial da Água e ao Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA 2018). A participação é gratuita e estão abertas no site do evento: aguaspelapaz.eco.br

8 de janeiro, 2018
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ENCONTRO DAS ÁGUAS
6ª edição acontece em abril, em São Paulo

Estão abertas as inscrições para o 6º Encontro Nacional das Águas (ENA), que acontece nos dias 12 e 13 de abril, no hotel Holliday Inn Anhembi, em São Paulo. Nesta edição o encontro traz como tema “Cidades Saneadas – Uma realidade ao alcance do Brasil”, e é a primeira vez que o evento terá participação aberta ao público, e não apenas associados. As inscrições prévias podem ser feitas pelo site www.abconsindcon.com.br/ena . O 6º ENA acontece simultaneamente com a Pollutec Brasil, feira internacional de tecnologias e soluções ambientais, que reunirá cerca de 80 empresas - nacionais e internacionais - especializadas em saneamento ambiental, gestão de resíduos, tratamento do ar e do solo, energias renováveis e engenharia ambiental que atuam em diversos ramos do mercado. Serão debatidas soluções técnicas e de gestão para o avanço deste setor no Brasil, como: crise no abastecimento de água, índices de tratamento de esgoto incompatíveis com o bem-estar da população, saúde e defesa do meio ambiente, deficiência na gestão dos recursos hídricos e risco aos mananciais e, particularmente, aquelas que vêm sendo adotadas pelas parcerias entre o poder público e a iniciativa privada, tanto no Brasil como no exterior. O ENA é promovido pelo Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas e Serviços de Água e Esgoto (Sindcon), com apoio da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Água e Esgotos (Abcon).

24 de fevereiro, 2016