Publicidade
ÁGUA

Comissão da Câmara aprova PL que obriga hidrômetros individualizados

Comissão da Câmara aprova PL que obriga hidrômetros individualizados

Estudos apontam que, com a individualização, os condomínios apresentam redução do consumo de água em torno de 30%

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3219/21, que obriga a instalação de hidrômetros individualizados para aferição do consumo de água em novas edificações residenciais e comerciais. O relator, deputado Icaro de Valmir (PL-SE), recomendou a aprovação do texto. “A previsão de hidrômetros individuais contribui diretamente para a modernização da infraestrutura predial e para a racionalização dos recursos hídricos”, disse.

O autor da proposta, deputado Júlio Lopes (PP‑RJ), explicou que, atualmente, as contas mensais de água costumam ser enviadas ao condomínio de forma global e rateadas de maneira igual, o que favorece quem consome mais. Segundo Lopes, o objetivo da proposta é promover a economia e o uso racional da água. “Estudos apontam que, com a individualização, os condomínios apresentam redução do consumo de água em torno de 30%”, afirmou.

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
ÁGUA
Projeto prevê medidas contra desperdício

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria medidas para a conservação, redução do desperdício e utilização de fontes alternativas para a captação e o aproveitamento de água em edifícios. O relator, deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE), recomendou a aprovação tanto do Projeto de Lei nº 4109/12, do deputado Laercio Oliveira (PP-SE), quanto de substitutivo da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O projeto original prevê a criação do Programa Nacional de Conservação, Uso Racional e Reaproveitamento das Águas, o que foi retirado do substitutivo. O substitutivo elimina princípios, diretrizes e conceitos que já constam das leis de Saneamento Básico (Lei nº 11.445/07) e de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/97). O texto insere as mudanças na Lei de Saneamento Básico, em vez de criar nova legislação. A proposta da Comissão de Meio Ambiente também retira iniciativas relacionadas à legislação urbanística de competência municipal, como, por exemplo, a obrigatoriedade de edificações residenciais e comerciais construírem sistema integrado de captação e reutilização de águas pluviais. O texto prevê a obrigação dos prestadores públicos de abastecimento de água de corrigir falhas da rede hidráulica para prevenir perdas e coibir ligações irregulares, além do estímulo ao uso das águas pluviais e ao reuso das águas servidas. O Governo terá que estimular o uso das águas pluviais e o reuso das águas servidas em novas edificações e nas atividades paisagísticas, agrícolas, florestais e industriais. O projeto tramitou em caráter conclusivo e será enviado ao Senado, a menos que haja recurso para votação pelo Plenário.

24 de outubro, 2019