Equipamentos monitoram qualidade no Rio
Quatro estações de monitoramento da qualidade da água acabam de ser instaladas nos municípios de Nova Friburgo (Rio Grande), São Fidélis (Rio Dois Rios) e Campos dos Goytacazes (Rio Muriaé e Rio Paraíba do Sul). Os equipamentos fazem parte de projeto-piloto do Intecral (Integração de Ecotecnologias e Serviços para o Desenvolvimento Rural Sustentável), parceria do Programa Rio Rural, da Secretaria de Agricultura do
Estado do Rio de Janeiro, com o governo da Alemanha. Os equipamentos, de alta precisão, são os primeiros no estado a funcionar totalmente de forma automatizada, além de fornecer dados mais complexos e em tempo real sobre a qualidade da água e pontos críticos de poluição.
Há três anos, pesquisadores estrangeiros resolveram identificar gargalos produtivos no interior do Rio e propor soluções que respeitem o meio ambiente. No caso da água, a opção foi pela instalação das estações. Os equipamentos, que representam investimento de quase R$ 500 mil, foram desenvolvidos por empresas alemãs e doados ao governo do estado.
As sondas instaladas nas regiões Serrana e Norte fluminense trabalham de forma avançada. Além dos dados básicos da água, elas obtêm outros doze tipos de indicadores, como nível de turbidez (água barrenta), carga de amônia (indicador de bactérias) e clorofila (sinalizador de poluição). “Quanto melhor a qualidade da água, menos se gasta para tratá-la. Esses dados poderão ser utilizados pelos órgãos gestores dos recursos hídricos, como os comitês de bacias hidrográficas, as concessionárias de água e poder público”, explica Juan Ramírez, pesquisador de Gestão de Recursos Hídricos da Universidade de Ciências Aplicadas de Colônia, na Alemanha.
As estações funcionam através de sensores que realizam a medição dos indicadores e são encaixados em uma sonda, mergulhada na água. A sonda se liga a uma caixa receptora, em terra. Os fios da sonda são protegidos por uma tubulação de aço para evitar que sejam danificados. Os dados são atualizados de hora em hora e enviados, via Internet, até um software na Alemanha, que interpreta as informações e as transforma em relatórios que poderão ser acessados por qualquer interessado no assunto. “Isso é importante para o meio ambiente, porque teremos informações sempre em tempo real. Se houver poluição, temos que corrigí-la”, explica Peter Eichinger, engenheiro da empresa alemã responsável pela instalação dos equipamentos.
Para o secretário estadual de Agricultura do Rio de Janeiro, Christino Áureo, as estações de monitoramento representam um marco na gestão racional do uso da água. “Elas permitem que estejamos na vanguarda do monitoramento hídrico, fortalecendo as ações de sustentabilidade”, afirma. O monitoramento inicialmente será realizado na Europa e, futuramente, no Brasil. A fabricante alemã Seba Hydrometrie também mantém estações de monitoramento da qualidade da água em países como China, Zâmbia e Arábia Saudita.






