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COMUNIDADES VULNERÁVEIS

Estudo mostra que 84% das favelas não têm estrutura básica

Estudo mostra que 84% das favelas não têm estrutura básica

O Climático das Favelas e Comunidades mostra que falta de saneamento, drenagem e moradias adequadas agrava os riscos e os impactos de fortes chuvas, alagamentos e deslizamentos.

Um estudo realizado pela TETO Brasil revelou que em 84% das favelas precárias da grande São Paulo não há obras ou infraestrutura básica para mitigar os impactos de eventos climáticos extremos. O Panorama Climático das Favelas e Comunidades mostra que falta de saneamento, drenagem e moradias adequadas agrava os riscos e os impactos de fortes chuvas, alagamentos e deslizamentos, entre outras ocorrências. Para o estudo foram entrevistados moradores de 25 favelas, nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Osasco, Diadema, Carapicuíba, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba, todas na região metropolitana. Além da ausência de infraestrutura.

O Panorama destaca a falta de preparo imediato, já que nenhuma das comunidades possui recursos de emergência, como água, medicamentos ou insumos de primeiros socorros. “A sobrecarga territorial, que é a soma de múltiplas vulnerabilidades destas localidades, impacta diretamente nos níveis de exposição e na capacidade de resposta frente a estes eventos climáticos, assim como na mitigação dos danos”, explica Ygor Santos Melo, ex-gerente social da TETO e pesquisador líder do Panorama. Os dados levantados indicam que a exposição ao risco de catástrofes e mudanças climáticas nas favelas é generalizada e multidimensional. “É urgente inserir essas populações e proporcionar condições urbanas e sociais vitais para que os efeitos de eventos extremos sejam minimizados”, enfatiza Melo.

O estudo também ouviu as principais demandas comunitárias e os pontos indicados foram: Saneamento básico, esgoto, drenagem e controle de enchentes; Canalização de córregos, muros de contenção, escadas e pavimentação; Iluminação pública, energia elétrica e melhoria na captação de água ; Construção de moradias dignas, escolas, praças e postos de saúde; Criação de áreas de lazer e espaços comunitários e Ações de limpeza e manejo ambiental (remoção de lixo, capina); Capacitação e organização comunitária, com valorização da participação popular; Respeito ao meio ambiente e acompanhamento contínuo do poder público. O Panorama Climático das Favelas e Comunidades Invisibilizadas é um estudo TETO Brasil que conta com a parceria acadêmica do Centro de Estudos das Cidades - Arq. Futuro, do Insper; a parceria Institucional da ONU Habitat e também o apoio da Fundação Banco do Brasil e do SecoviSP. As enquetes foram aplicadas por uma equipe voluntária da TETO Brasil com o apoio técnico de: Instituto Mapinguari, Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Gerando Falcões, Instituto Periferia em Foco, Fundação Tide Setubal e Programa Social e Ambiental de Manaus e do Interior (PROSAMIM), Governo do Estado do Amazonas.

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30 de novembro, 2015