Publicidade
PLÁSTICO

FEE realiza pesquisa para debater gestão sustentável

A Fundação Espaço Eco (FEE) realiza até dezembro deste ano uma pesquisa sobre o futuro do plástico com o objetivo de debater a gestão sustentável do material e o ciclo de vida do mesmo. A FEE está mobilizando todas as partes envolvidas na produção, na distribuição, uso e na destinação dos plásticos para compreender melhores soluções para o futuro deste material, assim como identificar as principais incertezas enfrentadas atualmente. A FEE explica que o trabalho é de interesse público e que visa beneficiar a sociedade em geral: “o motivo pelo qual o foco da pesquisa está nos participantes da cadeia do plástico e especialistas é priorizar o que há de informação técnicas e conectar soluções com bases científicas e com maior precisão. Com essa pesquisa vamos conseguir entender as melhores soluções para os plásticos e, assim, proporcionar informação consistente para as empresas”, comenta Rodolfo Viana, presidente da Fundação Espaço ECO. Os resultados serão compilados e devem ser compartilhados com a sociedade no início de 2020. Em paralelo à pesquisa, que pode ser acessada pelo link www.survio.com/survey/q/materialidadedosplasticos , estão sendo realizadas sessões de discussão chamadas de “SustenTalks”. Criadas em conjunto com a BASF, os encontros reúnem empresas envolvidas na cadeia do plástico com o objetivo de gerar ideias para novos modelos de consumo. As sessões são abertas a empresas interessadas no tema, que podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2349-3006.

A Fundação Espaço Eco (FEE) realiza até dezembro deste ano uma pesquisa sobre o futuro do plástico com o objetivo de debater a gestão sustentável do material e o ciclo de vida do mesmo. A FEE está mobilizando todas as partes envolvidas na produção, na distribuição, uso e na destinação dos plásticos para compreender melhores soluções para o futuro deste material, assim como identificar as principais incertezas enfrentadas atualmente. 
 
A FEE explica que o trabalho é de interesse público e que visa beneficiar a sociedade em geral: “o motivo pelo qual o foco da pesquisa está nos participantes da cadeia do plástico e especialistas é priorizar o que há de informação técnicas e conectar soluções com bases científicas e com maior precisão. Com essa pesquisa vamos conseguir entender as melhores soluções para os plásticos e, assim, proporcionar informação consistente para as empresas”, comenta Rodolfo Viana, presidente da Fundação Espaço ECO. Os resultados serão compilados e devem ser compartilhados com a sociedade no início de 2020. 
 
Em paralelo à pesquisa, que pode ser acessada pelo link www.survio.com/survey/q/materialidadedosplasticos, estão sendo realizadas sessões de discussão chamadas de “SustenTalks”. Criadas em conjunto com a BASF, os encontros reúnem empresas envolvidas na cadeia do plástico com o objetivo de gerar ideias para novos modelos de consumo. As sessões são abertas a empresas interessadas no tema, que podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2349-3006.

Artigos Relacionados

Como tornar o plástico mais circular?
ARTIGO
Como tornar o plástico mais circular?

Artigo por Amanda Baldochi Por Amanda Baldochi * Uma publicação da Ellen MacArthur de 2016 denominada "A Nova Economia do Plástico - Repensando o Futuro do Plástico" previu que, se nada fosse feito para impedir a entrada de plástico nos oceanos, até 2050 haveria mais plástico do que peixe em nossos mares. Com o maior consumo desse material desencadeado pela pandemia COVID-19 associado à sua disposição inadequada, novos estudos vêm confirmando esse dado alarmante. Com o apoio de diversas organizações, entre elas a Universidade de Oxford e a Fundação Ellen MacArthur, o estudo denominado "Breaking the plastic Wave" (quebrando a onda do plástico, tradução livre), aponta que, se continuarmos na trajetória atual, em 2040 o fluxo de plástico que chega aos oceanos irá triplicar, chegando a 29 milhões de toneladas por ano. Chama atenção a informação de que todos os compromissos já acordados entre governos e empresas deverão causar uma redução de apenas 7%, muito aquém do necessário. Mais do que confirmar o tamanho do problema, uma das principais conclusões do estudo é que é possível reverter cerca de 80% desse volume se diversas soluções forem implementadas em conjunto e se agirmos para colocá-las em prática o quanto antes. Algumas medidas já são bastante conhecidas e debatidas, como a eliminação de todos os plásticos desnecessários. O vídeo em que pesquisadores retiram um canudo de plástico do nariz de uma tartaruga é de fazer qualquer um chorar e nunca mais usar um canudinho, mas isso está muito longe de resolver o problema. Faz-se necessário eliminar todo tipo de plástico que não for imprescindível. Os demais precisam ser projetados para serem reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis. Há aqui um desafio grande no qual a indústria precisa atuar com muita inovação, seja para substituir uma série de materiais que não se enquadram nessas categorias, seja para desenvolver novos modelos de negócio e novas tecnologias de reciclagem, como a reciclagem química - processo pelo qual o plástico volta a apresentar sua composição primária. Não é possível, entretanto, eliminar ou substituir todo o plástico. Assim, garantir que esse material tenha uma destinação adequada e que sempre que possível seja reincorporado aos processos produtivos, permite que esse material tão versátil continue sendo usado sem impactar o meio ambiente. Para que isso aconteça, é preciso que haja infraestrutura para coleta seletiva, unidades de triagem e fábricas de reciclagem em todos os países, ou seja, que haja infraestrutura suficiente para garantir a coleta e circularidade desse material. Sobre esse ponto, o estudo Breaking the plastic Wave indica a necessidade de se expandir as taxas de coleta de material reciclável nos países em desenvolvimento em 90% nas áreas urbanas e em 50% nas áreas rurais, com apoio e investimento na cadeia informal da reciclagem, além de dobrar a capacidade de reciclagem mecânica no mundo, escalando-a até atingir a marca de 86 milhões de toneladas por ano até 2040. A perspectiva sobre o estudo "Breaking the plastic Wave" - A solução da Economia Circular para a poluição por plásticos publicada pela Ellen MacArthur indica que para isso acontecer, faz-se necessário "financiamento anual contínuo de cerca de US﹩30 bilhões, no melhor cenário". Neste sentido, nasceu o reciChain, uma rede de empresas que, organizadas em consórcios de cadeias de valor inteiras, busca escalar soluções de economia circular por meio de uma plataforma colaborativa, baseada na tecnologia blockchain. Por meio dessa tecnologia, a plataforma permitirá rastrear o volume de investimentos feitos pelas empresas de bens de consumo para atendimento às metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos e a utilização desse recurso em iniciativas que garantam o aumento da capacidade instalada de reciclagem de resíduos. Um dos objetivos principais da iniciativa é, portanto, garantir adicionalidade, ou seja, que se gere um aumento nas taxas de reciclagem, quando se comparado a um cenário inicial (baseline). Além disso, por se tratar de uma tecnologia descentralizada e imutável, o blockchain garante o aumento e a credibilidade de programas de logística reversa, assegurando a transparência entre todos os elos que fazem parte da cadeia de reciclagem, ao mesmo tempo em que ajuda a gerar empregos mais justos para quem atua no setor de reciclagem. A geração de empregos justos será garantida pelos programas estruturantes, entidades que criam unidades de triagem com base no investimento feito, e que também assessoram e auditam as unidades de triagem e conseguem verificar se essas instalações estão cumprindo com as obrigatoriedades e requisitos legais, além das boas práticas e critérios mínimos estabelecidos pela iniciativa. Outro diferencial do reciChain é que ele tornará possível o investimento de outros elos da cadeia, como fornecedores, que poderão investir em créditos de logística reversa e repassar esses créditos a seus clientes, promovendo a cooperação entre os diferentes elos da cadeia para firmar compromissos efetivos em economia circular. Ao todo, oito empresas já estão participando da fase piloto do projeto: BASF, Natura, Henkel, Braskem, Bomix, Triciclos, Wise e Recicleiros, com apoio da Fundação Espaço ECO. além da questão da poluição plástica nos oceanos, que por si só já traz uma obrigação de todos os setores envolvidos na resolução desse problema, a circularidade do plástico pode trazer ganhos financeiros substanciais às empresas e aos governos. A indústria pode se beneficiar de várias maneiras, seja por garantir seu compliance legal, já que a legislação ambiental em diversos países do mundo vem se tornando cada vez mais restritiva, seja pela maior eficiência operacional, redução do consumo de matéria-prima fóssil, além de diversos outros benefícios intangíveis, como aumento da reputação da marca e fidelização de consumidores mais sensíveis à pauta ambiental e social. Os governos também podem ter retornos econômicos significativos, já que coleta seletiva e destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos consomem parcela expressiva da verba das prefeituras, principalmente dos municípios menores. Ainda de acordo com o estudo, se começarmos e avançarmos no desenvolvimento dessa agenda positiva de forma sistêmica, além de controlarmos a poluição plástica nos oceanos, haverá ganhos econômicos da ordem de US$ 70 bilhões para os governos, US﹩ 1,3 trilhão para os negócios, além da geração de mais de 700.000 novos empregos, quando comparado ao cenário Business as Usual. O que estamos esperando? * Amanda Baldochi é Analista de Sustentabilidade Aplicada da Fundação Espaço ECO

2 de agosto, 2021
Saneamento Ambiental Logo
ECONOMIA CIRCULAR
BVRio e Iniciativa 3R buscam plástico zero

A BVRio e a Iniciativa 3R, uma coalizão dedicada a alcançar zero resíduos de plástico, lançou recentemente uma nova iniciativa de gestão de plásticos que estabelecerá procedimentos e ferramenta para que as empresas ao redor do mundo possam gerir e reduzir resíduos de plástico de uma forma transparente e robusta. Mais de mil empresas comprometeram-se a agir para criar uma ‘Nova Economia de Plástico’. Entretanto, até o momento poucas medidas práticas claras e críveis foram adotadas para alcançar e relatar os compromissos de redução dos resíduos plásticos. "A BVRio orgulha-se de estar envolvida na criação desta importante iniciativa. Nós vemos a iniciativa como uma peça importante do ecossistema da economia circular, ajudando a aumentar a robustez ambiental e o impacto das atividades deste sector nascente, abrindo caminho para mais investimento e atividade neste espaço", disse Mauricio Moura Costa, diretor da BVRio. A iniciativa inclui Diretrizes para a Gestão Corporativa de Plásticos (Guidelines for Corporate Plastic Stewardship) e um Standard para Projetos de Redução de Resíduos Plásticos (Plastic Waste Reduction Standard). As Diretrizes para a Gestão Corporativa de Plásticos, desenvolvidas pela Iniciativa 3R, South Pole, Quantis e EA, fornecem as melhores práticas para as empresas quantificarem e relatarem de forma crível e transparente as suas pegadas de plástico, assim como seus compromissos para reduzir os resíduos plásticos. O Standard de Plástico, desenvolvido e gerido pela Verra ajuda as empresas que já tentam reduzir a pegada plástica das suas operações a investir em projetos de coleta e reciclagem de resíduos plásticos. As empresas podem fazê-lo comprando créditos de plástico criados por projetos que se adequem ao Standard de Plástico. "Precisamos enfrentar uma crise de poluição plástica sem precedentes", disse David Antonioli, Diretor Executivo da \/erra. "Se apenas 10 dos maiores produtores de plástico do mundo adoptassem as recomendações desta nova iniciativa, mais de 1 milhão de toneladas de resíduos de plástico vazados para o ambiente todos os anos seria removido". O Standard de Plástico foi testado por 24 projetos em 18 países, com a ajuda da BVRio. Na Indonésia, onde 165 milhões de pessoas não têm acesso à gestão de resíduos, a Nestlé e a Danone contribuíram para dois projetos-piloto utilizando o Standard de Plástico para prestar contas e verificar independentemente os benefícios sociais, econômicos e ambientais destes projetos. A Nestlé associou-se ao Projeto STOP para construir um sistema circular de gestão de resíduos na Indonésia, trabalhando em parceria com o governo e a comunidade local. "O uso do Standard de Plástico ajudará a melhorar a transparência na medição do impacto e nos relatórios, ao mesmo tempo em que apoiará projetos que melhorarão as taxas de coleta e reciclagem em todo o mundo", disse Hanna Jager, gerente global de Compras Responsáveis da Nestlé. Em outro projeto-piloto na Indonésia, a Danone investiu em um centro de triagem de reciclagem que desviou 1.400 toneladas de plástico dos aterros em 2020 e deverá desviar 4.400 toneladas de plástico este ano. "Esta iniciativa ajudará as empresas a comunicarem os impactos de suas operações de maneira consistente e comparável, aumentando a transparência e a responsabilidade corporativa para avançar e acelerar uma economia mais circular", disse Alexander Cramwinckel, gerente global de Economia Circular da Danone. Além da BVRio, os membros da Iniciativa 3R incluem Nestlé, Danone, Tetra Pak, Verra e as principais organizações ambientais e do mercado de carbono.

19 de fevereiro, 2021
Saneamento Ambiental Logo
ARTIGO
Contraprova do plástico

Por Yuri Kabe * Em tempos de banimento de itens de plástico, como acontece no Reino Unido, em países da União Europeia, como França, e em cidades brasileiras como Rio de Janeiro e São Paulo, é fundamental analisar de forma mais crítica e sensata se encarar o produto como vilão do meio ambiente é a melhor solução para problemas ambientais que precisamos solucionar. É preciso considerar que os plásticos podem ser úteis para auxiliar a sociedade e as empresas em soluções para as mudanças climáticas, por exemplo, que são consideradas pela Organização das Nações Unidas (ONU) a principal ameaça para a vida marinha e terrestre. Nesse sentido, a luta contra a poluição plástica não pode se tornar uma guerra conta os plásticos em si. Na construção civil, a invenção do cimento e do concreto revolucionou a forma como construímos nossas edificações. Sua resistência é indispensável para o mundo moderno, tendo se tornado a segunda substância mais consumida, atrás apenas da água. Entretanto, as tecnologias atuais de produção de cimento são grandes emissoras de gases do efeito estufa e a substituição do concreto por outros materiais, principalmente o plástico, nas áreas não estruturais, além de reduzir custos, podem reduzir o impacto ambiental das edificações. No setor automobilístico, o uso do plástico deixa o automóvel mais leve, reduzindo o uso de combustível e diminuindo a queima de gases. No segmento de embalagens, vimos uma revolução com a chegada dos plásticos, que diminuíram o desperdício de alimentos e a relação entre volume de produto e de embalagem de 70% x 30% para 97% x 3%, respectivamente. Outra vantagem são os benefícios para a área da saúde. A matéria-prima tem sido fundamental para evitar contaminação, sendo utilizada na fabricação de bolsas de sangue e das máscaras recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a transmissão de doenças. Mas, como garantir um futuro com plástico e o equilíbrio ambiental? A desinformação é um grande problema. As famosas "ilhas de plástico no meio do Oceano Pacífico ou no mar do Caribe", por exemplo, sempre apresentadas como ilustração do que é despejado diariamente nos mares, são, na sua maior parte, resultados de grandes fenômenos naturais que arrastaram lixo para os mares, como o furacão Katrina, que varreu o litoral sul dos Estados Unidos em 2005 e os tsunamis que atingiram o sudeste asiático em 2004 e a costa leste do Japão em 2011. Obviamente a presença de resíduos plásticos no meio ambiente é reflexo de uma ineficiência na gestão de resíduos, um dos principais desafios da atualidade, mas a origem do problema é muito mais complexa, com particularidades em cada um dos quatro cantos do mundo. O Haiti é um país com quase nenhuma infraestrutura de coleta de lixo e localizado na rota de furacões que, junto com a chuva, levam resíduos para o oceano. Lagos, a maior cidade da Nigéria, tem mais de 20 milhões de habitantes e não conta com água encanada e, por esse motivo, o consumo de água em garrafa PET é exorbitante. A Indonésia, um país formado por quase 20 mil ilhas, tem o desafio de pensar em gestão de resíduos para regiões geográficas muito distintas. O Chile vive o problema durante o degelo, acentuado pelas mudanças climáticas, que arrasta os resíduos para o Oceano Pacífico. Na Europa, a indústria turística é um dos setores que mais geram resíduos plásticos. Em terra firme, vemos necessidade de investir mais em pesquisa e criar ciência em torno destas informações para um diagnóstico mais preciso, sem discrepância de dados. Precisamos saber o tamanho real do nosso desafio, assim como a eficácia das medidas mitigatórias para que seja possível pensar em políticas públicas e não endossar uma luta contra o que nos é favorável. Esse processo pode levar um tempo, assim como levamos décadas para chegar à conclusão de que o aumento da concentração de CO2 na atmosfera tem potencial para causar o aumento da temperatura média do planeta. Ainda assim, não é preciso esperar que isso aconteça. Além de adotar práticas de economia circular, a indústria mundial do plástico está se movimentando para gerar estatísticas, relatórios e guias para criadores de políticas públicas. A adesão ao Operation Clean Sweep, uma iniciativa internacional para reduzir a perda de partículas de plástico (pellets) para o meio ambiente, tem contribuído para minimizar impactos ambientais. O Plastic Leak Project, capitaneado pela Quantis, uma consultoria ambiental europeia focada na gestão do ciclo de vida do plástico, é uma das iniciativas mais recentes, com o objetivo de reunir um grupo de multistakeholders para criação de uma metodologia de quantificação que possa ser utilizada em níveis municipal e nacional por setores privado e público. A intenção é identificar a perda de plástico em setores da indústria e desenvolver ações mitigatórias. A ação já analisa dados dos setores de embalagem, têxtil e de fabricação de pneus. Como estudo de caso, uma empresa europeia com atuação no segmento de laticínios identificou que a venda de leite em pó para a Nigéria, China e Bangladesh é responsável pela perda de 4% do volume total de plásticos utilizados e está definindo um novo tipo de embalagem. Definir ações como esta só é possível a partir de uma metodologia consensual. Nem sempre o plástico será a melhor alternativa, mas precisamos reconhecer que para muitos casos o plástico é a solução mais viável do ponto de vista ambiental. Não é possível pensar em um futuro sustentável sem o plástico. * Yuri Kabe é Especialista em Avaliação de Ciclo de Vida na Braskem

27 de julho, 2020
Saneamento Ambiental Logo
SUSTENTABILIDADE
FEE conclui 30 projetos em 2019

A Fundação Espaço ECO (FEE) finalizou 30 projetos em 2019, um número recorde nos 14 da entidade, instituída e mantida pela BASF. Entre eles, estão estudos voltados para mensuração da ecoeficência de produtos e de processos produtivos, preservação e valorização da biodiversidade, apoio para certificações ambientais e construção de diálogos entre as empresas e seus públicos de relacionamento. "Por meio dos projetos que executamos, contribuímos com as empresas traduzindo a ciência para a linguagem prática dos negócios e aliando nosso conhecimento técnico às necessidades dos clientes. É assim que trazemos a sustentabilidade para o dia a dia das organizações", explicou Rodolfo Viana, diretor-presidente da FEE. Todas as informações podem ser conferidas no Relatório de Atividades referente ao ano de 2019, que reúne as principais atividades e resultados da instituição na América do Sul. O documento está disponível no website http://www.espacoeco.org.br . Um dos projetos desenvolvidos foi o estudo ‘O Futuro dos Plásticos’, onde a FEE realizou a análise de percepção do setor, ouviu cerca de 90 especialistas para compreender os temas mais relevantes para a cadeia dos plásticos, seus impactos e as soluções possíveis ou implementadas. Também realizou uma análise de ecoeficiência para entender os impactos ambientais e os custos econômicos para a substituição de copos plásticos em fábricas e escritório e indicando alternativas mais ecoeficientes. Já na gestão de capital natural, o destaque ficou para o mapeamento da biodiversidade da fazenda Água Santa, da Bem Brasil Alimentos (fabricante de batata pré-frita congelada e flocos desidratados de batata), localizada em Perdizes (MG), incluindo um inventário fotográfico e de vídeo. O mapeamento identificou 230 espécies de aves e 150 espécies de flora do Cerrado e a empresa conseguiu ter um novo posicionamento, valorizando suas melhores práticas e dando visibilidade à biodiversidade presente na fazenda, de onde se origina sua principal matéria-prima. Além disso, em 2019, a FEE contribuiu para a sociedade por meio dos estudos de interesse público, dos quais um deles é o SustenBOT ( http://www.espacoeco.org.br/sustenbot ), ferramenta digital gratuita que, por meio de 10 perguntas, identifica o grau de sustentabilidade da empresa em apenas três minutos, gerando um relatório com o seu nível de maturidade da sustentabilidade. O objetivo é permitir o acesso rápido a dados iniciais de sustentabilidade, promovendo assim mais conhecimento sobre o tema e estimulando o desenvolvimento de iniciativas e projetos no setor empresarial. "Em 2020, completamos 15 anos com o objetivo se seguir atuando como um agente transformador da sociedade e sinalizando o caminho para um futuro mais sustentável", afirma Rafael Viñas, Gerente da Fundação Espaço Eco.

25 de maio, 2020
Saneamento Ambiental Logo
SEMINÁRIO
Abiquim debate economia circular

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) realiza, nos dias 30 e 31 de outubro, a 5ª edição do “Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação” no Auditório do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos (SENAI CETIQT), no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Um dos painéis terá como tema “Economia Circular: Desafios e Oportunidades para o Setor Químico”, onde a indústria abordará modelos de processo produtivo sustentável, em que o resíduo gerado tem valor e pode ser transformado em novos produtos. “Podemos encontrar bons exemplos dessa reutilização de resíduos como matérias-primas nos segmentos de papeis, papelão, alumínios, PET, lubrificantes e pneumáticos, áreas onde existem grandes indústrias de reciclagem”, afirma o coordenador da Comissão Temática de Tecnologia da Abiquim e gerente de Tecnologia & Inovação da área de Especialidades Químicas da Braskem, Rafael Pellicciotta. O diretor-presidente da Fundação Espaço Eco e gerente de Sustentabilidade da BASF para América do Sul, Rodolfo Viana, é um dos palestrantes confirmados desse painel. Na ocasião, o diretor apresentará alguns cases globais da BASF como o “Verbund”, sistema de produção química circular utilizado pela empresa e o “ChemCycling”, que busca dar escala industrial no processo de reciclagem química de resíduos plásticos. “Apresentaremos também os resultados do estudo realizado pela Fundação Espaço Eco, sobre os impactos positivos do InpEV, organização que trata da logística reversa e reciclagem de envases de produtos agroquímicos no Brasil e os resultados de uma pesquisa realizada pela Fundação, no Brasil, em 2018, com 42 empresas e academia sobre o estágio atual de projetos de Economia Circular no País”, completa Viana. Outros painéis da programação são “Mobilidade e Eficiência Energética: Oportunidades e Desafios”, que discutirá como o setor químico pode contribuir para melhorar a eficiência energética no transporte de carga; “A Química do CO2”, que debaterá as tecnologias para limitar as emissões de gás carbônico; “Intensificação de Processos”, que debaterá como unidades de pequena escala e menor custo de produção podem reduzir os riscos financeiros e os impactos ambientais dos projetos; e as palestras “Mobilidade Urbana: Oportunidades e Desafios para o Setor Químico – Visão Mundo” e “Estratégias para Inovar Conectando Indústria com o Ecossistema de Universidades e Startups”. O “Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação 2019” tem o patrocínio das empresas Ambipar, Croda, Elekeiroz, Rhodia Solvay, Umicore e Unipar.

24 de outubro, 2019