COP 30

FIEPA debate transição energética para uma economia de baixo carbono

FIEPA debate transição energética para uma economia de baixo carbono

A FIEPA destacou sua atuação estratégica como Hub ODS no Pará e da indústria na COP30, reforçando o protagonismo do setor no avanço da agenda climática e no engajamento empresarial rumo à descarbonização.

A sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu o encontro “Para além de Belém: o legado da COP30”, promovido pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasi com o objetivo de debater como iniciativas coletivas do setor produtivo, governos, redes empresariais e sociedade civil têm contribuído para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono e consolidar resultados concretos no enfrentamento da crise climática no Brasil. A programação reuniu lideranças empresariais, especialistas e autoridades nacionais e internacionais, incluindo representantes da UNFCCC, do próprio Pacto Global, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a velejadora Tamara Klink e a princesa Abze Djigma, co-presidente do UNFCCC.

A FIEPA destacou sua atuação estratégica como Hub ODS no Pará e da indústria na COP30, reforçando o protagonismo do setor no avanço da agenda climática e no engajamento empresarial rumo à descarbonização. Para Deryck Martins, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIEPA e da Jornada COP+, a COP30 representa um momento crucial para expor o trabalho que é desenvolvido pela indústria amazônica. ”Em 2024, a Federação lançou a Jornada COP+, estruturando entregas estratégicas e comitês temáticos voltados a temas como transição energética, sustentabilidade das cadeias de valor e sociobioeconomia”.

Neste ano, o movimento apresentou o documento “Diretrizes para uma Indústria de Baixo Carbono”, lançado inicialmente durante a Semana do Clima de Nova York e, mais recentemente, em Belém. Deryck destacou que o material dialoga diretamente com as ações da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da SB COP. “Como Hub ODS, queremos engajar, sensibilizar e ampliar a participação do setor industrial nessa agenda, em alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou.

Durante a abertura, o diretor executivo do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, Guilherme Xavier, disse que o encontro simboliza um momento decisivo para o setor privado brasileiro. “O objetivo é discutir como construir uma transição justa, resiliente e de baixo carbono, destacando o papel das empresas na articulação de um novo modelo de desenvolvimento”.

Em 2025, o Pacto Global completa 25 anos, enquanto a Rede Brasil celebra 22 anos de atuação. Guilherme lembrou que a estratégia da Rede Brasil se apoia em cinco pilares: atuação setorial, desenvolvimento de capacidades, comunicação, mobilização de investimentos e fortalecimento de parcerias. Para ele, os resultados apresentados durante a COP são fruto de anos de construção coletiva e não de ações isoladas. “Sem união, sem articulação, sem ecossistemas integrados, não avançamos. O Brasil precisa disso, e o Pacto está presente para construir essas conexões”, afirmou.

A princesa de Burkina Faso, Abze Djigma, reconhecida negociadora do grupo dos Países Menos Desenvolvidos e parceira do Pacto Global, enfatizou o protagonismo empresarial e declarou que esta é a “COP da verdade e da implementação”, ressaltando que o setor privado está em posição privilegiada para gerar resultados concretos.“Chegamos fortes, propondo um mecanismo de transição justa no qual governos e setor privado desenhem soluções em conjunto”, concluiu Abze Djigma.

No encontro foram apresentados avanços da jornada climática empresarial, além de debates sobre os principais desafios para implementar soluções em escala. Entre os destaques, temas como segurança e sustentabilidade nos oceanos, financiamento climático e o lançamento do Caderno Temático de Justiça Climática para o setor AFOLU (Agricultura, Florestas e Uso do Solo), que trouxe perspectivas indígenas, jurídicas e empresariais sobre cadeias de valor livres de desmatamento. A programação também incluiu painéis sobre narrativas que influenciam a agenda socioambiental, comunicação responsável em sustentabilidade, governança para rastreabilidade na agricultura e integração entre adaptação climática e biodiversidade. Keynotes de especialistas como Thelma Krug e André Facó contribuíram para aprofundar o debate, que culminou com o lançamento do HUB Natureza & Clima.

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