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ECONOMIA VERDE

Financiamentos crescem 33%

Segundo estudo realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), de cada quatro reais emprestados a empresas pelos bancos brasileiros, mais de um real vai para atividades voltadas à redução da emissão de carbono, eficiência no uso de recursos naturais e inclusão social. De acordo com amostra dos quinze maiores bancos brasileiros, de R$ 1,722 bilhão da carteira de financiamentos do setor em 2017, o volume direcionado a chamada ‘economia verde’ atingiu R$ 412,27 bilhões, 27,6% de toda a carteira de empréstimos dos bancos para pessoa jurídica no último ano. O resultado representa um crescimento de 33,4% em 2017 na comparação com o ano anterior, quando foram destinados R$ 309,08 bilhões para esse tipo de empresa. O crescimento do volume de recursos em ‘economia verde’ mostra que o tema vem ganhando importância para os bancos, diz o diretor de Relações Institucionais da Febraban, Mario Sérgio Vasconcelos. “Isto se deve a dois fatores: maior compreensão da importância dos potenciais impactos das mudanças climáticas no gerenciamento de riscos dos portfólios de empréstimos e identificação das oportunidades de negócios proporcionadas pela ‘economia verde’“. O levantamento da Febraban acompanha também a alocação de recursos em setores potencialmente causadores de impacto ambiental classificados segundo a Resolução 237/97 do Conama, nos quais as instituições financeiras realizam diligências especiais e rigorosa análise dos riscos socioambientais, seja para minimizar impactos negativos ou potencializar impactos positivos. “O acompanhamento desses setores é essencial uma vez que permite às instituições financeiras prever potenciais riscos e trabalhar para evitar que se tornem problemas reais”, diz Vasconcelos. Neste caso, houve um aumento de 4,3% de 2016 para 2017, de R$ 605,86 bilhões para R$ 632,03 bilhões. A participação deste tipo de financiamento na carteira total de crédito também cresceu de 36,8% (2016) para 42,3% (2017).

Segundo estudo realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), de cada quatro reais emprestados a empresas pelos bancos brasileiros, mais de um real vai para atividades voltadas à redução da emissão de carbono, eficiência no uso de recursos naturais e inclusão social. De acordo com amostra dos quinze maiores bancos brasileiros, de R$ 1,722 bilhão da carteira de financiamentos do setor em 2017, o volume direcionado a chamada ‘economia verde’ atingiu R$ 412,27 bilhões, 27,6% de toda a carteira de empréstimos dos bancos para pessoa jurídica no último ano. O resultado representa um crescimento de 33,4% em 2017 na comparação com o ano anterior, quando foram destinados R$ 309,08 bilhões para esse tipo de empresa. 
 
O crescimento do volume de recursos em ‘economia verde’ mostra que o tema vem ganhando importância para os bancos, diz o diretor de Relações Institucionais da Febraban, Mario Sérgio Vasconcelos. “Isto se deve a dois fatores: maior compreensão da importância dos potenciais impactos das mudanças climáticas no gerenciamento de riscos dos portfólios de empréstimos e identificação das oportunidades de negócios proporcionadas pela ‘economia verde’“. 
 
O levantamento da Febraban acompanha também a alocação de recursos em setores potencialmente causadores de impacto ambiental classificados segundo a Resolução 237/97 do Conama, nos quais as instituições financeiras realizam diligências especiais e rigorosa análise dos riscos socioambientais, seja para minimizar impactos negativos ou potencializar impactos positivos. “O acompanhamento desses setores é essencial uma vez que permite às instituições financeiras prever potenciais riscos e trabalhar para evitar que se tornem problemas reais”, diz Vasconcelos. Neste caso, houve um aumento de 4,3% de 2016 para 2017, de R$ 605,86 bilhões para R$ 632,03 bilhões. A participação deste tipo de financiamento na carteira total de crédito também cresceu de 36,8% (2016) para 42,3% (2017). 

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ENERGIA RENOVÁVEL
Bancos destinam poucos recursos

Segundo o novo relatório lançado pelo Fair Finance Guide e pelo BankTrack, coalizão internacional da qual o Idec faz parte, com o projeto Guia dos Bancos Responsáveis, entre 2009 e 2014 os 25 maiores bancos privados mundiais destinaram pelo menos US$ 931 bilhões (90,5% do total) a companhias ou negócios em combustíveis fósseis. O estudo denominado “Minando Nosso Futuro” e publicado simultaneamente nos sete países da coalizão - Bélgica, Brasil, França, Holanda, Indonésia, Japão e Suécia - mostra que no mesmo período o financiamento voltado a energias renováveis totalizou US$ 98 milhões, ou 9,5% do total. O relatório “ Minando Nosso Futuro ” está sendo publicado a menos de um mêsda Conferência do Clima da ONU, em Paris, a COP 21. O estudo investigou 175 bancos e as operações desses com aproximadamente 178 empresas, além de pesquisar mais de 540 projetos de energia renovável. Embora os dados de investimentos sejam informações públicas, seu baixo nível de transparência deixa entrever que os valores reais devem ser ainda maiores que os apontados no estudo . O primeiro estudo internacional a comparar financiamentos de bancos a combustíveis fósseis e energia renovável identifica a prioridade que vem sendo dada a fontes de energia “sujas” em detrimento de fontes limpas desde 2009, ano da Conferência do Clima em Copenhague. Até o final de 2014, a cada US$ 1 destinado a energia renovável pelos bancos, foram fornecidos mais de US$ 9 a combustíveis fósseis. O estudo aponta ainda três bancos norte-americanos: Citi, JPMorgan Chase e Bank of America como os maiores financiadores de combustíveis fósseis. Entre 2009 e 2014, Citi e JPMorgan forneceram US$ 76 bilhões cada a empresas ativas em combustíveis fósseis e apenas US$ 6,5 bilhões e US$ 4,4 bilhões, respectivamente, à energia renovável. O Bank of America forneceu mais de US$ 62,7 bilhões a companhias de combustíveis fósseis e apenas US$ 5,4 bilhões à energia renovável. Nenhum dos demais bancos entre os dez maiores financiadores de combustíveis fósseis – conhecidas instituições francesas, alemães, inglesas e japonesas – destinaram mais de US$ 7,5 bilhões no período 2009-2014. Das instituições financeiras citadas no relatório, apenas o HSBC e Santander atuam no Brasil. O primeiro ocupa a 10ª posição no ranking e, nos últimos cinco anos, diminuiu em 6% seus investimentos em energia fóssil, ainda que esses representem 89% do total investido; já o Santander está na 22ª posição, tendo aumentado em 3% seus investimentos em energia fóssil, apesar desses já representarem 64% do total da instituição. Para Carlos Thadeu C. de Oliveira, Gerente técnico do Idec, “os bancos têm um papel crucial na economia e a responsabilidade de promover uma economia menos intensiva em carbono. O estudo mostra em números que as intenções ou declarações dos bancos não se traduzem em compromissos claros”. O levantamento mostra ainda que diversas instituições financeiras não têm definidas políticas de mitigação climática nem compromissos vigentes. Yann Louvel, coordenador de clima e energia do BankTrack, afirmou: “Precisamos de uma ação ambiciosa dos bancos agora. As ações do Crédit Agricole e do Natixis, na França, assim como do Bank of America e do Citi foram positivos movimentos nos últimos meses no sentido de reduzir seu apoio à indústria de carvão. Ainda assim, nenhum dos principais bancos em nível mundial aderiu ao Paris Pledge (Compromisso de Paris) e se comprometeu antes da COP-21 em Paris a zerar seus financiamentos em carvão. É esse tipo de compromisso prático que nós precisávamos ver, para que haja um fim no privilégio a combustíveis fósseis e na asfixia dos financiamentos a energias renováveis.” Governos precisam agir Para Alexandre Naulot, porta-voz do Fair Finance Guide International, “os governos precisam agir. Precisamos que eles adaptem as legislações para mobilizar o setor financeiro na direção de uma economia de baixo carbono e que encoragem bancos e outras instituições financeiras a eliminar o financiamento a combustíveis fósseis, começando pelo carvão”. A Fair Finance Guide International é uma iniciativa composta por coalizões de diversas organizações que trabalham com finanças responsáveis. A FFGI é apoiada financeiramente pela Sida, a Agência Sueca pelo Desenvolvimento Internacional. O BankTrack é uma organização global que monitora, realiza campanhas e apoia ONGs nos investimentos e operações de bancos comerciais internacionais. A pesquisa para este relatório foi conduzida pela Profundo, consultoria focada em analisar cadeias de commodities, instituições financeiras e questões de responsabilidade social corporativa. O Guia dos Bancos Responsáveis (GBR), projeto desenvolvido pela coalizão brasileira do Fair Finance Guide, é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), com apoio da Oxfam Novib e da Agência Sueca de Desenvolvimento Internacional (Sida). A versão em português do resumo executivo do estudo “ Minando Nosso Futuro” pode ser encontrada no site do GBR: http://guiadosbancosresponsaveis.org.br

11 de novembro, 2015
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INDÚSTRIA
Empresas estão mais focadas em ações sustentáveis

Segundo estudo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), dois terços das empresas brasileiras já adotaram, em algum momento, ações que resultaram em queda das emissões de dióxido de carbono (CO2). Apresentado dia 03 de setembro no Rio de janeiro, o levantamento incluiu cem empresas de médio e grande porte. “A CNI apresentou propostas ao Governo Federal e promove o CNI Sustentabilidade para debater com especialistas de todo o mundo as mudanças climáticas e as expectativas para a COP-21, que será no fim do ano, em Paris”, destaca Mônica Messenberg, Diretora de Relações Institucionais da CNI. “No cenário de mudanças climáticas, há espaço para soluções e novas tecnologias. Temos que criar uma economia mais resiliente, reduzindo e gerenciando os riscos”, acrescenta. A pesquisa revelou que 61% do empresariado já leva em consideração nos negócios o impacto das mudanças climáticas. Na avaliação de seis em cada grupo de 10 entrevistados, o grau de atenção que a indústria brasileira dá aos efeitos das mudanças climáticas é médio ou alto – 36% consideram baixo ou muito baixo. Segundo o levantamento, 75% das empresas brasileiras aumentaram a atenção em relação aos efeitos das mudanças climáticas nos últimos cinco anos, em razão principalmente da maior conscientização (46,7%), da pressão global (18,7%) e de as informações sobre o tema estarem mais disseminadas (17,3%). Seis de cada dez empresas veem como oportunidade de negócios a implantação de práticas sustentáveis. Para 59%, a oportunidade gerada pelo investimento é superior ao aumento de custos. Os números apontam também que três quartos das empresas – 74% – consideram que práticas de sustentabilidade impactam positivamente na competitividade das empresas. No último biênio, 61% das empresas de médio e grande porte aumentaram os investimentos na área ambiental. A expectativa para os próximos dois anos é de aumento no volume de recursos destinados ao setor. Seis em cada grupo de 10 entrevistados asseguraram que a tendência em suas empresas é de aumentar ou aumentar muito os investimentos em sustentabilidade. Para 66% das empresas, o engajamento em ações sustentáveis é alto ou muito alto. As vantagens de desenvolver projetos nesta área são para a reputação/imagem da empresa, melhora de inserção no mercado e sustentabilidade dos negócios. Entre os principais desafios apontados para o investimento em práticas sustentáveis, estão a falta de incentivos governamentais, com 56%, seguido pelo aumento de custos da empresa (39%) e a legislação inadequada no Brasil (25%). A pesquisa aconteceu entre os dias 11 de junho e 06 de julho, com representantes – em sua maioria diretores e gerentes de Meio Ambiente – de 15 setores industriais: automotivo; cal; cimento; construção civil; mineração; papel e celulose; petróleo e gás; químico; têxtil; vidro; alumínio; carvão; energia; siderurgia; e sucroalcooleiro.

10 de setembro, 2015