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ESTADOS UNIDOS

General alerta sobre mudanças climáticas

O General James “Mad Dog” Mattis, secretário de Defesa dos Estados Unidos, alertou que as mudanças climáticas já estão desestabilizando algumas regiões do mundo durante sua audiência de confirmação para o cargo. A informação foi revelada pelo site ProPublica . "As mudanças climáticas estão afetando a estabilidade em áreas do mundo onde nossas tropas estão operando hoje", disse o General aos senadores. "É apropriado que o Comando dos Combatentes incorpore a seu planejamento drivers de instabilidade que afetem o ambiente de segurança em suas áreas". O General Mattis afirmou ainda que as mudanças climáticas podem ser um fator de instabilidade e o Departamento de Defesa deve prestar atenção aos potenciais impactos adversos gerados por esse fenômeno. "Se eu for confirmado [como Secretario de Defesa], vou garantir que o Departamento de Defesa desempenhe o seu papel adequado dentro dessa resposta, abordando aspectos de segurança nacional”. O Centro para o Clima e a Segurança (CCS), que reúne oficiais militares aposentados e especialistas em segurança nacional, saudou as palavras de Mattis sobre os riscos das mudanças climáticas. "É trabalho do secretário Mattis proteger a nação de todos os tipos de riscos de segurança e ameaças, incluindo a mudança climática. Ele é claramente um Secretário que entende esse trabalho, e por isso é animador, embora não surpreendente, ver seu testemunho”, disse "Francesco" Frank "Femia, Co-Fundador e Presidente do Centro para o Clima e Segurança. Para o Almirante Samuel J. Locklear III, da Marinha dos EUA (aposentado), Ex-Comandante do Comando do Pacífico dos EUA e Membro do Conselho Consultivo do Centro para o Clima e Segurança, "O testemunho do Secretário Mattis não é surpreendente. “A defesa efetiva de nossa nação e nosso significativo interesse nacional exigem que todas as ameaças à nossa segurança sejam consideradas e tratadas, incluindo as reais ameaças colocadas pelas mudanças climáticas. Esperamos que a liderança do Secretário Mattis nesta questão se traduza em políticas dos EUA que nos ajudam a administrar o inevitável e evitar o incontrolável”. O Departamento de Defesa norte-americano tem acompanhado os riscos das alterações climáticas desde pelo menos 2003 e verificam a instabilidade que ela traz para as situações já precárias em todo o mundo.

O General James “Mad Dog” Mattis, secretário de Defesa dos Estados Unidos, alertou que as mudanças climáticas já estão desestabilizando algumas regiões do mundo durante sua audiência de confirmação para o cargo. A informação foi revelada pelo site ProPublica. "As mudanças climáticas estão afetando a estabilidade em áreas do mundo onde nossas tropas estão operando hoje", disse o General aos senadores. "É apropriado que o Comando dos Combatentes incorpore a seu planejamento drivers de instabilidade que afetem o ambiente de segurança em suas áreas".

O General Mattis afirmou ainda que as mudanças climáticas podem ser um fator de instabilidade e o Departamento de Defesa deve prestar atenção aos potenciais impactos adversos gerados por esse fenômeno. "Se eu for confirmado [como Secretario de Defesa], vou garantir que o Departamento de Defesa desempenhe o seu papel adequado dentro dessa resposta, abordando aspectos de segurança nacional”.

O Centro para o Clima e a Segurança (CCS), que reúne oficiais militares aposentados e especialistas em segurança nacional, saudou as palavras de  Mattis sobre os riscos das mudanças climáticas.  "É trabalho do secretário Mattis proteger a nação de todos os tipos de riscos de segurança e ameaças, incluindo a mudança climática. Ele é claramente um Secretário que entende esse trabalho, e por isso é animador, embora não surpreendente, ver seu testemunho”, disse "Francesco" Frank "Femia, Co-Fundador e Presidente do Centro para o Clima e Segurança. Para o Almirante Samuel J. Locklear III, da Marinha dos EUA (aposentado), Ex-Comandante do Comando do Pacífico dos EUA e Membro do Conselho Consultivo do Centro para o Clima e Segurança, "O testemunho do Secretário Mattis não é surpreendente. “A defesa efetiva de nossa nação e nosso significativo interesse nacional exigem que todas as ameaças à nossa segurança sejam consideradas e tratadas, incluindo as reais ameaças colocadas pelas mudanças climáticas. Esperamos que a liderança do Secretário Mattis nesta questão se traduza em políticas dos EUA que nos ajudam a administrar o inevitável e evitar o incontrolável”.

O Departamento de Defesa norte-americano tem acompanhado os riscos das alterações climáticas desde pelo menos 2003 e verificam a instabilidade que ela traz para as situações já precárias em todo o mundo.

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MEIO AMBIENTE
Pauta está entre as prioridades de Joe Biden

O recém-eleito presidente dos Estados Unidos Joe Biden disse em seu discurso de posse que entre os principais desafios de sua gestão estão o combate à pandemia da COVID-19, o racismo estrutural e a crise climática. Biden anunciou que vai assinar o retorno dos Estados Unidos ao acordo do clima de Paris. O país é o segundo maior emissor mundial de gases de efeito estufa e possui uma dívida ambiental histórica com o planeta — que se agravou ao longo dos últimos quatro anos do governo Trump. Biden quer zerar as emissões de gases do efeito estufa até 2050, o que demandará mudanças bruscas em áreas como transporte, energia e agricultura. Biden planeja investimentos de US$ 2 trilhões na agenda ambiental, mas deve enfrentar resistência de importantes setores da economia americana no Congresso. "Os Estados Unidos viraram a página do negacionismo e do populismo. Os novos rumos da política americana são um sopro de esperança e precisam se transformar em ações o quanto antes. Já os governos negacionistas, como o de Jair Bolsonaro, ficarão cada vez mais pressionados e devem ser responsabilizados pelo desastre que provocam à humanidade", diz Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima. Bolsonaro encontra-se cada vez mais isolado frente às questões ambientais, seja no âmbito nacional e, principalmente, no exterior. Com a pior taxa de desmatamento dos últimos 12 anos e metas menos ambiciosas para o Acordo do Clima, Bolsonaro perdeu a referência do trumpismo e corre o risco, devido à sua política antiambiental, de sofrer sanções das grandes economias mundiais e perder acordos importantes, além de investimentos essenciais para a recuperação econômica pós-pandemia. "Sob Bolsonaro, o Brasil é visto hoje como um exemplo negativo dentro das discussões de clima. Lamentavelmente, viramos o problema de uma agenda que deveríamos liderar", afirma Astrini.

28 de janeiro, 2021
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Eventos extremos têm cada vez mais impacto

A análise da Unidade de Inteligência Energética e Climática (ECIU) mostrou que as mudanças climáticas estão cada vez mais ligadas a eventos extremos em todo o mundo. Desde a conclusão da cúpula do clima da ONU em Paris, em 12 de dezembro de 2015, cientistas publicaram pelo menos 59 artigos sobre a atribuição de eventos climáticos específicos às mudanças climáticas. Deste, pelo menos 41 concluem que as mudanças climáticas aumentaram os riscos de um determinado tipo de evento extremo. Os eventos meteorológicos estudados abrangem episódios de calor extremo, seca, inundações e ondas de incêndios, e dizem respeito a todos os continentes, exceto a Antártida. São 32 eventos individuais recentes para os quais os riscos aumentaram devido a mudanças climáticas, com outros focando na tendência de longo prazo de riscos crescentes. O relatório deduziu que, neste pequeno conjunto de eventos, as mudanças climáticas causaram cerca de 4.000 mortes e cerca de US$ 8 bilhões em danos econômicos. Mas o relatório adverte que esses números não podem ser tratados como o "custo das mudanças climáticas". Richard Black, diretor da ECIU e autor do relatório, disse que a compreensão das conexões entre mudanças climáticas e eventos climáticos extremos está evoluindo rapidamente. "Apenas alguns anos atrás, era difícil dizer mais sobre qualquer tempestade, seca ou onda de calor além de que era ‘consistente com o que a ciência prevê’. Cada vez mais, os cientistas podem olhar muito especificamente para um sinal de mudança climática em eventos extremos, e fazê-lo muito rapidamente. Este relatório mostra que cada vez mais, estão descobrindo que os eventos específicos são mais prováveis ou mais prejudiciais pelas mudanças climáticas". O relatório foi lançado na semana em que líderes mundiais se reúnem novamente em Paris para uma cúpula climática convocada pelo presidente francês Emmanuel Macron, focada na economia da mudança climática.

14 de dezembro, 2017
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EMISSÕES
Agricultura sustentável pode contribuir na redução

Maiores investimentos em agricultura sustentável ajudarão a reduzir as emissões e proteger as pessoas contra as mudanças climáticas, informaram líderes na Conferência das Nações Unidas (COP-23) sobre Mudanças Climáticas em Bonn, Alemanha. "A agricultura é um fator chave para a sustentabilidade das áreas rurais, a responsabilidade pela segurança alimentar e seu potencial para oferecer soluções para mudanças climáticas é enorme", afirmou Christian Schmidt, Ministro Federal da Alimentação e Agricultura da Alemanha, durante a abertura da sessão. A ideia é destinar recursos ao setor agrícola para atingir os objetivos do Acordo de Mudança Climática de Paris e a Agenda de Desenvolvimento Sustentável de 2030, estritamente vinculada, feita durante o Dia de Ação da Agricultura sob a Parceria de Marrakesh para a Ação Global para o Clima na COP-23. "Os países agora têm a oportunidade de transformar seus setores agrícolas para alcançar segurança alimentar para todos através de agricultura sustentável e estratégias que promovam a eficiência do uso de recursos, conservem e restaurem a biodiversidade e recursos naturais e combatam os impactos das mudanças climáticas", disse René Castro, Assistente-Diretor Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O objetivo central do Acordo de Paris é manter o aumento médio da temperatura global bem abaixo de 2 graus C e o mais próximo possível de 1,5 graus. Cerca de um grau desse aumento já aconteceu, ressaltando a urgência de progredir o mais rápido possível para cortar os gases de efeito estufa que causam o aquecimento global. Para o setor pecuário, por exemplo, a FAO estima que as emissões poderiam ser facilmente reduzidas em cerca de 30% com a adoção das melhores práticas. Os impactos climáticos extremos também afetam desproporcionalmente pequenos agricultores, pastores e comunidades de pesca e florestas que ainda fornecem a maior parte dos alimentos do planeta. Apoiar essas comunidades com soluções inovadoras, tanto para reduzir suas emissões quanto para proteger suas comunidades, também atende a muitos dos objetivos de cada um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

16 de novembro, 2017
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SAÚDE PÚBLICA
OMS e UNFCCC renovam parceria

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Secretaria das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (UNFCCC) assinaram um novo Memorando de Entendimento para renovar o compromisso conjunto para enfrentar os desafios emergentes de saúde pública provocados pelo aumento das temperaturas, além de ajudar os países a melhorar o combate às mudanças climáticas. O acordo visa assegurar que países com pouca infraestrutura na área de saúde ou com infraestrutura inadequada recebam apoio para proteger a saúde humana e construir uma resiliência climática para responder a tais ameaças. Patricia Espinosa, Secretária Executiva da ONU sobre Mudanças Climáticas, disse: "Estou encantada que nossas duas instituições estão evoluindo em um nível mais alto e mais orientado para a ação. O Acordo de Mudança Climática de Paris precisa de união se quisermos garantir um mundo saudável e cidadãos saudáveis agora e no futuro". "Muitas pessoas experimentam alterações climáticas através dos impactos na sua saúde, desde a poluição do ar e as ondas de calor até a contaminação da água potável de eventos climáticos extremos - se junto e com muitos parceiros podemos perceber os objetivos climáticos do mundo, também podemos desempenhar nosso papel em fornecer um grande impulso de saúde para bilhões de pessoas", disse ela. A colaboração ocorre num momento em que as mudanças climáticas representam uma ameaça significativa para a saúde pública - eventos climáticos extremos e clima variável afetam o ar limpo, a água potável, a segurança alimentar e o abrigo seguro - e podem causar aproximadamente 250 mil mortes adicionais por ano, do calor, estresse, desnutrição, diarréia e malária, entre 2030 e 2050. O memorando de entendimento proporcionará um quadro conjunto para a colaboração estratégica entre a OMS e a UNFCCC para apoiar a capacitação, particularmente no mundo em desenvolvimento, e ajudar os países a reduzir a vulnerabilidade da saúde às mudanças climáticas: Serão fornecidas orientações sobre riscos para a saúde decorrentes das mudanças climáticas e benefícios das políticas de mitigação; melhoria na capacitação dos países para abordar a saúde nos Planos Nacionais de Ação Climática e Planos Nacionais de Adaptação; apoio da OMS a políticas e programas de saúde, inclusive em saúde ambiental, fortalecimento do sistema de saúde e preparação para desastres; Informar articuladores de políticas de clima e saúde, profissionais, sociedade civil e o público em geral na comunicação e prevenção de riscos climáticos; Acompanhar e relatar a escala e a natureza dos investimentos na proteção da saúde contra os riscos climáticos e no desenvolvimento que promove a saúde, reduz as emissões de carbono e aumenta a resiliência aos impactos das mudanças climáticas e realizar a medição do progresso que os países estão tendo com tais medidas de proteção à saúde contra as mudanças climáticas.

16 de novembro, 2017
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Empresas e investidores dão recado a Trump

Mais de 360 empresas e investidores de mais de uma dúzia de corporações listadas na Fortune 500 enviaram mensagem à Barack Obama e Donald Trump, atual presidente e futuro presidente norte-americano, a outros políticos eleitos nos Estados Unidos e líderes mundiais, reafirmando seu apoio ao histórico Acordo Climático de Paris e à necessidade de acelerar a transição para uma economia de baixo carbono dentro e fora das fronteiras nacionais. "A implementação do Acordo Climático de Paris permitirá e estimulará empresas e investidores a transformar os bilhões de dólares já investidos no baixo carbono nos trilhões de dólares que o mundo precisa para gerar prosperidade para todos a partir das energias limpas", escreveu o poderoso grupo empresarial em uma declaração de apoio anunciada na COP-22 em Marrakech, Marrocos, onde estão acontecendo as negociações climáticas. A incapacidade de construir uma economia de baixo carbono põe em risco a prosperidade americana". Entre as diversas empresas norte-americanas que assinaram a declaração estão DuPont, Gap Inc., General Mills, Hewlett Packard Enterprises, Hilton, Kellogg Company, Levi Strauss & Co., L'Oreal USA, NIKE, Mars Incorporated, Schneider Electric, Starbucks, VF Corporation e Unilever. "É vital que a comunidade empresarial demonstre seu compromisso contínuo de lidar com as mudanças climáticas", disse Barry Parkin, Diretor de Sustentabilidade e Saúde e Bem-Estar da Mars Incorporated. "Este é um momento importante na história política e econômica mundial e precisamos nos unir para resolver os imensos desafios que o planeta enfrenta. As alterações climáticas, a escassez de água e o desmatamento são ameaças graves para a sociedade. É imperativo que as empresas globais, como a Mars, façam sua parte para enfrentar essas ameaças”. Os EUA, a China, a Índia, o Brasil, a União Européia e mais de 100 outras nações que representam mais de três quartos das emissões globais formalmente ratificaram ou aderiram ao Acordo de Paris, que entrou em vigor em 4 de novembro. Este é o primeiro acordo de âmbito global legalmente vinculante para combater as alterações climáticas. Na declaração, as grandes e pequenas empresas se comprometeram a fazer a sua parte, em suas próprias operações e além, para cumprir com os compromissos do clima de Paris de uma economia global que limita o aumento da temperatura global para bem abaixo de dois graus Celsius.

18 de novembro, 2016
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Sarney Filho defende meta de 1,5°C

No último dia 28 de julho, em evento sobre Olimpíada e Mudanças Climáticas, realizado no Rio de Janeiro, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, defendeu a meta de 1,5 ° C como limite para o aquecimento global. “Na luta contra a mudança do clima não temos opção senão vencer. Por isso reitero e renovo o compromisso do nosso ministério de dar pleno cumprimento ao Acordo de Paris e fazer todos os esforços para que globalmente sejamos vitoriosos em limitar o aumento da temperatura em 1,5 ° C. Meio grau pode parecer pouco. Mas para muitos pode significar a sobrevivência”, declarou Sarney Filho. “As palavras do ministro Sarney Filho em nome do governo brasileiro, pela primeira vez tratando o limite de 1,5 ° C como a meta a ser buscada e vê-lo reconhecer que isso requer esforço maior do que as metas dos países para o Acordo de Paris, representam um avanço importantíssimo”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. Rittl disse que agora é esperar que o discurso do ministro passe à prática, e que torne a ação climática um pilar fundamental da agenda de desenvolvimento. O ministro também defendeu fortalecimento das políticas ambientais. “Para conseguirmos criar uma economia de baixo carbono até meado do século que de fato limite o aumento da temperatura em no máximo 1,5 ° C em relação à era pré-industrial, precisamos fortalecer as políticas ambientais. Elas não podem ser vistas como entraves ao crescimento econômico, mas precisam ser encaradas como uma verdadeira solução para termos um padrão de desenvolvimento sustentável com inclusão social e respeito ao meio ambiente”. Os prejuízos que as mudanças climáticas já estão causando ao Brasil também foram lembrados pelo Ministro: “Somos um país-continente. Já sofremos fortes impactos da mudança do clima como aumento das cheias e as secas cada vez mais extensas e extremadas no Nordeste. Nossos rios sofrem com falta de água. Nossas matas sofrem com queimadas que são ampliadas pelo câmbio climático. Temos muito que fazer se quisermos de fato criar uma economia sustentável e de baixo carbono”.

5 de agosto, 2016
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SECAS
MMA realiza levantamento sobre vulnerabilidade brasileira

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) deve concluir, nos próximos dois meses, estudo que avaliará a vulnerabilidade do Brasil em relação a períodos de secas e estiagens. O objetivo é embasar políticas e estratégias de adaptação para reduzir problemas futuros. As previsões devem gerar benefícios ambientais e sociais para a população. O levantamento será realizado pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ), do MMA, em parceria com o Ministério da Integração Nacional (MI) e a organização não-governamental WWF. Os resultados irão gerar dois relatórios detalhados com índices e mapas de vulnerabilidade para o período de 2011 a 2040, além da avaliação dos dados com respostas para as regiões mais críticas e comparações da situação atual com as projeções futuras. Entre as informações que serão produzidas estão os programas sociais voltados para populações vulneráveis às secas, como o programa Água Doce, além de medidas como a identificação de riscos à biodiversidade provocados pelas secas, o manejo integrado do fogo, o zoneamento agrícola de risco climático e o sistema de alertas da Defesa Civil. Os índices presentes no levantamento serão compostos por três dimensões da vulnerabilidade: climática, socioeconômica e físico-ambiental. Os mapas produzidos mostrarão os riscos de desastres ligados às secas, com projeções de como aumentarão ou diminuirão os perigos em um período extenso, que vai do presente até o ano de 2040.

15 de junho, 2015