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ENERGIAS RENOVÁVEIS

Índia quer acordos de cooperação com o Brasil

Representações do Banco Mundial (BIRD) organizaram visita de uma comitiva do Governo da Índia e de empresas indianas de energia, como a Power Grid of India e a Solar Energy Corporation of India, à usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). Os indianos estão interessados em estabelecer uma cooperação na área de energias renováveis. O grupo fez uma visita técnica e assistiu a uma apresentação do superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley, no Edifício da Produção. Além de Itaipu, a comitiva visitou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), Operador Nacional do Sistema (ONS), entre outras instituições do setor elétrico brasileiro. “O principal interesse é ver como o Brasil integra fontes geradoras renováveis em sua matriz”, explicou Igor Andre Bastos Carneiro, consultor especialista em Transporte e Cooperação Sul-Sul do BIRD. A Índia planeja instalar 100 mil MW de energia solar e 150 mil MW de hidroeletricidade nos próximos dez anos (o equivalente a mais de uma Itaipu, que tem 14 mil MW de capacidade instalada, por ano). “Além de saber como vocês fazem para ter confiabilidade no fornecimento de energia, temos um potencial relevante, de 60 GW, a ser explorado em cooperação com outros países, a exemplo do que brasileiros e paraguaios fizeram na Itaipu”, acrescentou Ashish Khanna, especialista-líder em Energia do BIRD na Índia. Apesar de trabalharem com biogás há muito mais tempo que os brasileiros, a comitiva indiana quis conhecer a geração de energia elétrica a partir do biogás produzido nas atividades agropecuárias. “Eles mostraram grande interesse no projeto do Ajuricaba (que atende a pequenos produtores rurais) e na agroenergia a partir de uma visão de geração distribuída”, explicou Bley. O secretário-adjunto do Ministério de Energias Novas e Renováveis da Índia, Tarun Kapoor, se disse bastante impressionado com Itaipu. Ele, que já trabalhou em uma hidrelétrica de 1.500 MW de capacidade instalada, elogiou a forma como a empresa trabalha nas ações de manutenção de suas unidades geradoras e no desenvolvimento tecnológico. “Itaipu é estonteante”, resumiu. Ele também observou que, como a Índia tem o maior rebanho bovino do mundo, há um vasto campo para cooperação com a Itaipu para ampliar a produção de bioeletricidade naquele país. “Hoje, já contamos com uma capacidade instalada de 4 mil MW de eletricidade a partir de biogás, porém, apenas 60 MW são de geração distribuída”, acrescentou Kapoor.

Representações do Banco Mundial (BIRD) organizaram visita de uma comitiva do Governo da Índia e de empresas indianas de energia, como a Power Grid of India e a Solar Energy Corporation of India, à usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). Os indianos estão interessados em estabelecer uma cooperação na área de energias renováveis. O grupo fez uma visita técnica e assistiu a uma apresentação do superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley, no Edifício da Produção.
Além de Itaipu, a comitiva visitou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), Operador Nacional do Sistema (ONS), entre outras instituições do setor elétrico brasileiro. “O principal interesse é ver como o Brasil integra fontes geradoras renováveis em sua matriz”, explicou Igor Andre Bastos Carneiro, consultor especialista em Transporte e Cooperação Sul-Sul do BIRD.

A Índia planeja instalar 100 mil MW de energia solar e 150 mil MW de hidroeletricidade nos próximos dez anos (o equivalente a mais de uma Itaipu, que tem 14 mil MW de capacidade instalada, por ano). “Além de saber como vocês fazem para ter confiabilidade no fornecimento de energia, temos um potencial relevante, de 60 GW, a ser explorado em cooperação com outros países, a exemplo do que brasileiros e paraguaios fizeram na Itaipu”, acrescentou Ashish Khanna, especialista-líder em Energia do BIRD na Índia. Apesar de trabalharem com biogás há muito mais tempo que os brasileiros, a comitiva indiana quis conhecer a geração de energia elétrica a partir do biogás produzido nas atividades agropecuárias. “Eles mostraram grande interesse no projeto do Ajuricaba (que atende a pequenos produtores rurais) e na agroenergia a partir de uma visão de geração distribuída”, explicou Bley.

O secretário-adjunto do Ministério de Energias Novas e Renováveis da Índia, Tarun Kapoor, se disse bastante impressionado com Itaipu. Ele, que já trabalhou em uma hidrelétrica de 1.500 MW de capacidade instalada, elogiou a forma como a empresa trabalha nas ações de manutenção de suas unidades geradoras e no desenvolvimento tecnológico. “Itaipu é estonteante”, resumiu. Ele também observou que, como a Índia tem o maior rebanho bovino do mundo, há um vasto campo para cooperação com a Itaipu para ampliar a produção de bioeletricidade naquele país. “Hoje, já contamos com uma capacidade instalada de 4 mil MW de eletricidade a partir de biogás, porém, apenas 60 MW são de geração distribuída”, acrescentou Kapoor.

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BIOGÁS
Itaipu e CIBiogás firmam parceria no Sul

A Itaipu Binacional e o Centro Internacional de Energias Renováveis - Biogás (CIBiogás) vão coordenar o projeto “Aplicações de biogás na agroindústria brasileira”, lançado na abertura do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu (PR). O projeto prevê investimentos de US$ 7 milhões durante cinco anos e os recursos serão oriundos do Fundo Global do Meio Ambiente (GEF). O Fórum ocorreu de 6 a 8 de junho, no Golden Park Internacional Hotel. e é um evento voltado para formação de mão-de-obra, estruturação de cadeia de suprimentos, fomento de novas tecnologias e de oportunidades de negócios. Com a contrapartida de governo e empresas, entre elas Itaipu, de US$ 58,4 milhões, o Projeto do GEF visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a dependência dos combustíveis fósseis, por meio do investimento na tecnologia do biogás e do biometano com foco no Sul do País. “A gente precisa desenvolver o setor não só pela geração de energia em si, mas para criar uma cadeia de tecnologia que gere mais valor”, resumiu o diretor-presidente do CIBiogás, Rodrigo Régis. Os recursos serão usados para o incentivo de políticas públicas, o aprimoramento das tecnologias e o desenvolvimento de modelos de negócio do biogás. Na visão do superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Paulo Schmidt, o projeto reflete o compromisso da empresa com o desenvolvimento territorial de forma sustentável. “Itaipu tem investido no desenvolvimento de uma infraestrutura, tanto de pesquisa quanto de projetos na área do biogás, principalmente na criação do biogás e nas relações que mantém com o PTI”, afirmou.

15 de junho, 2018
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ENERGIA RENOVÁVEL
Matriz 100% até 2030? Cientistas acreditam

Segundo pesquisa realizada pela Rede de Políticas de Energias Renováveis para o Século 21 (REN 21), 71% dos especialistas acreditam que é possível ter uma matriz 100% renovável até 2030. Os dados são parte do Relatório da Situação Global das Energias Renováveis e foram o tema do debate “Nexo Água-Energia: como a geração hidrelétrica pode liderar o desenvolvimento sustentável em um ambiente em mudança”, promovido pela Itaipu Binacional em parceria com a Secretaria das Nações Unidas para Mudanças Climáticas na 23ª Conferência Mundial do Clima (COP-23), em Bonn, na Alemanha. A empresa reuniu diferentes atores do setor de geração energética para discutir ações rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 e 7. As metas tratam de água e energia e são parte da lista de 17 objetivos ratificados em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na lista estão ações de eficiência energética, cooperação internacional e universalização do acesso a ambos os recursos. O diretor de Coordenação da Itaipu, Hélio Amaral, destacou ações do Cultivando Água Boa, um amplo programa de cuidados com as microbacias da região. “Fazemos tudo com a participação da comunidade local e promovendo o desenvolvimento regional. Consideramos a segurança da água como parte dos nossos negócios”, disse. As ações envolvem recuperação de nascentes, capacitação de agricultores, reflorestamento e também a diversificação da matriz energética. A Itaipu investe também na geração de biogás a partir de dejetos dos animais e instalou placas de geração de energia solar no estacionamento de um de seus escritórios, porém ainda em sistema piloto e sem objetivos de comercialização.

16 de novembro, 2017
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RECURSOS HÍDRICOS
Itaipu opera com 100% de eficiência

Há seis meses a usina de Itaipu utiliza toda a água que chega a montante, ou seja, acima da barragem, para a geração de energia. O índice do Fator de Capacidade Operativa (FCO) se mantém em 100% este ano. O melhor indicativo anterior, de 2014, era de 99,3%. Nos cinco primeiros meses de 2017, a usina já gerou mais de 35 milhões de megawatts-hora (MWh), uma das melhores marcas da história. "Ao longo desses 33 anos de operação, a área técnica de Itaipu desenvolveu uma expertise sem precedentes para o melhor aproveitamento da água que chega ao reservatório", afirma o diretor-geral brasileiro, Luiz Fernando Vianna. Ele lembra que nem sempre as condições hidrológicas são favoráveis, por isso, em épocas como a atual, de poucas chuvas no Nordeste e no Sudeste brasileiro, é preciso estar atento e preparado para utilizar todo o potencial do Rio Paraná. "E isso Itaipu faz como poucos no mundo.” Os 35 milhões de MWh seriam suficientes para atender ao consumo do Brasil por 26 dias e do Paraguai, por dois anos e meio. O Estado de São Paulo seria atendido por três meses e a cidade do Rio de Janeiro, por dois anos. A Itaipu produziu, em 2016, um total de 103 milhões de MWh. Na última década, a geração média passa dos 93,2 milhões de MWh. A partir desse ano, a Itaipu vai investir US$ 500 milhões num plano de atualização tecnológica das 20 unidades geradoras. O prazo de conclusão previsto é de dez anos.

22 de maio, 2017
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SUSTENTABILIDADE
Itaipu e UNDESA assinam parceria

Representantes da Itaipu Binacional e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA) assinaram memorando de intenções com o objetivo de desenvolver soluções sustentáveis em água e energia. O acordo foi assinado pelos diretores-gerais da Itaipu, Luiz Fernando Vianna (Brasil) e James Spalding (Paraguai), e pelo diretor de Desenvolvimento Sustentável da UNDESA, Juwang Zhu, em Nova York. A partir da assinatura do documento, técnicos de ambas as instituições vão trabalhar no detalhamento do projeto de cooperação e acordos subsequentes. "É realmente uma parceria ímpar. De um lado Itaipu, exemplo mundial de cooperação entre dois países, e, de outro, a ONU. Tivemos a oportunidade de nos conhecer e o resultado está sendo muito positivo, tanto para a Itaipu quanto para a ONU, por meio do desenvolvimento sustentável, com ênfase no binômio energia-meio ambiente", afirmou o diretor-geral brasileiro, Luiz Fernando Vianna. A UNDESA apresentou o esboço da iniciativa global denominada Sustainable Water and Energy Solutions (Soluções Sustentáveis em Água e Energia, em tradução livre) que deverá atuar com uma abordagem integrada sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) de números 6 e 7, que tratam de “Água limpa e saneamento” e “Energia limpa e acessível”, respectivamente, e compõem a Agenda 2030 da ONU. A parceria acontecerá no âmbito dessa nova iniciativa, que deverá contribuir, inclusive, para a revisão desses objetivos, a ser realizada no UN High Level Political Forum (HLPF), em 2018. Deverá contribuir, também, para a consecução da Visão da Itaipu que é de, até 2020, consolidar-se como a hidrelétrica com melhor desempenho operativo e melhores práticas sustentáveis no mundo. A Itaipu deverá colocar à disposição da UNDESA sua expertise acumulada em diversas ações sustentáveis, como o Cultivando Água Boa, que trabalha na resolução de passivos ambientais nas microbacias conectadas com o lago de Itaipu, com o objetivo de assegurar a qualidade da água para os usos múltiplos (geração de energia, abastecimento, pesca, turismo e atividades agropecuárias). A Itaipu também tem atuado na pesquisa e desenvolvimento para o emprego de outras fontes renováveis de energia, em especial o biogás, que é produzido a partir de dejetos da agropecuária e do tratamento de esgoto. Por fim, a área técnica da Itaipu também tem avançado no modelo de gestão da usina, de forma a maximizar o aproveitamento dos recursos hídricos para a geração de energia. O modelo, que resulta em maior integração entre as áreas de hidrologia, operação e manutenção, foi adotado em 2012. Desde então, a usina estabeleceu três recordes mundiais de produção anual de energia, culminando na marca histórica de 103,1 milhões de megawatts-hora, em 2016. Além dos diretores-gerais, também participaram do encontro o diretor de Coordenação Executiva, Pedro Domaniczky; o chefe de Água e Energia e Desenvolvimento de Capacidade da UNDESA, Iván Vera; o chefe da Equipe de Energia Sustentável da UNDESA, Minoru Tanaka; o embaixador do Paraguai na ONU, Julio Arriola; e o representante da missão brasileira na ONU, Vicente Araújo.

13 de abril, 2017
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RENOVÁVEIS
Energia solar está mais barata na Índia

Com o movimento de baixa nos preços verificado nos primeiros leilões do ano, a Índia – que acaba de ultrapassar o patamar de 50GW de capacidade instalada de energias renováveis (excluindo hidrelétricas), deve continuar investindo forte na solar. O projeto de Plano Nacional de Eletricidade da Índia, lançado em dezembro de 2016, prevê expandir em cinco vezes a capacidade gerada por energias renováveis para 258GW até 2027. Isso reduziria a atual participação de 66% das térmicas na geração de energia na Índia para 43%. "A meta de expansão das energias renováveis na Índia ficou substancialmente mais acessível para ser alcançada", comenta Tim Buckley, diretor de Estudos de Finanças de Energia do Instituto de Economia e Análise Financeira de Energia (IEEFA). "Os custos por unidade de energia estão caindo. Esses preços são comercialmente viáveis ​​e provavelmente serão reduzidos novamente em 2018, e novamente em 2019, já que os custos da energia solar continuam a cair globalmente em 10% ao ano”, prevê. Os fatores que estão favorecendo a queda no custo da eletricidade solar na Índia são muitos. Em primeiro lugar, os preços do módulo solar caíram 30% em relação a 2016. Em segundo lugar, o Reserve Bank of India fez uma sucessão de cortes nas taxas desde 2015, uma vez que a inflação caiu quase pela metade após a eleição de 2014 do primeiro-ministro Modi. Isto causou a queda no custo dos financiamentos. Em terceiro lugar, a taxa de câmbio da Índia se estabilizou, permitindo que os custos dos módulos em dólar gerassem um valor menor em rupias. Em quarto lugar, o acesso ao capital global para projetos de infrastrutura renovável na Índia está se expandindo rapidamente. Em quinto lugar, os instaladores indianos estão aprendendo com a prática e agora estão instalando os maiores projetos solares do mundo, como o projeto Adani de 648MW, usando as mais recentes tecnologias. Um sexto fator é que a proposta solar é apoiada pela Corporação de Energia Solar da Índia (SECI), uma entidade do governo central que fornece uma contraparte inteiramente bancável, contornando as utilidades públicas não-bancáveis ​​(DISCOMs). O sétimo fator é que a proposta permite que a tarifa inicial tenha uma proteção de inflação parcial por meio da indexação. A Autoridade Central de Eletricidade da Índia (CEA) divulgou seu Projeto de Plano Nacional de Eletricidade em dezembro de 2016 e a conclusão clara foi que a Índia não precisava construir nenhuma nova usina de carvão na próxima década até 2027. Esta conclusão foi reforçada com o recente relato do CEA de que a média da taxa de utilização das usinas termelétricas nos nove meses até dezembro de 2016 caiu para uma baixa decrescente de 59,6%.

20 de fevereiro, 2017