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ENERGIA RENOVÁVEL

Matriz 100% até 2030? Cientistas acreditam

Segundo pesquisa realizada pela Rede de Políticas de Energias Renováveis para o Século 21 (REN 21), 71% dos especialistas acreditam que é possível ter uma matriz 100% renovável até 2030. Os dados são parte do Relatório da Situação Global das Energias Renováveis e foram o tema do debate “Nexo Água-Energia: como a geração hidrelétrica pode liderar o desenvolvimento sustentável em um ambiente em mudança”, promovido pela Itaipu Binacional em parceria com a Secretaria das Nações Unidas para Mudanças Climáticas na 23ª Conferência Mundial do Clima (COP-23), em Bonn, na Alemanha. A empresa reuniu diferentes atores do setor de geração energética para discutir ações rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 e 7. As metas tratam de água e energia e são parte da lista de 17 objetivos ratificados em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na lista estão ações de eficiência energética, cooperação internacional e universalização do acesso a ambos os recursos. O diretor de Coordenação da Itaipu, Hélio Amaral, destacou ações do Cultivando Água Boa, um amplo programa de cuidados com as microbacias da região. “Fazemos tudo com a participação da comunidade local e promovendo o desenvolvimento regional. Consideramos a segurança da água como parte dos nossos negócios”, disse. As ações envolvem recuperação de nascentes, capacitação de agricultores, reflorestamento e também a diversificação da matriz energética. A Itaipu investe também na geração de biogás a partir de dejetos dos animais e instalou placas de geração de energia solar no estacionamento de um de seus escritórios, porém ainda em sistema piloto e sem objetivos de comercialização.

Segundo pesquisa realizada pela Rede de Políticas de Energias Renováveis para o Século 21 (REN 21), 71% dos especialistas acreditam que é possível ter uma matriz 100% renovável até 2030. Os dados são parte do Relatório da Situação Global das Energias Renováveis e foram o tema do debate “Nexo Água-Energia: como a geração hidrelétrica pode liderar o desenvolvimento sustentável em um ambiente em mudança”, promovido pela Itaipu Binacional em parceria com a Secretaria das Nações Unidas para Mudanças Climáticas na 23ª Conferência Mundial do Clima (COP-23), em Bonn, na Alemanha.

A empresa reuniu diferentes atores do setor de geração energética para discutir ações rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 e 7. As metas tratam de água e energia e são parte da lista de 17 objetivos ratificados em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na lista estão ações de eficiência energética, cooperação internacional e universalização do acesso a ambos os recursos. O diretor de Coordenação da Itaipu, Hélio Amaral, destacou ações do Cultivando Água Boa, um amplo programa de cuidados com as microbacias da região. “Fazemos tudo com a participação da comunidade local e promovendo o desenvolvimento regional. Consideramos a segurança da água como parte dos nossos negócios”, disse. As ações envolvem recuperação de nascentes, capacitação de agricultores, reflorestamento e também a diversificação da matriz energética.

A Itaipu investe também na geração de biogás a partir de dejetos dos animais e instalou placas de geração de energia solar no estacionamento de um de seus escritórios, porém ainda em sistema piloto e sem objetivos de comercialização.

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ENERGIA FOTOVOLTAICA
Itaipu implanta projeto-piloto no PR

A Itaipu e a Prefeitura de Maripá (PR) implantaram o primeiro projeto piloto do município para produção de energia com painéis fotovoltaicos no segundo semestre de 2020. O projeto, que recebeu aportes de R$ 188,8 mil, é resultado da premiação do 2º Concurso de Boas Práticas – Iniciativas para construção da Agenda 2030, promovido em 2018 pela Itaipu, em parceria com o Conselho dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, dentro do programa Cidades Sustentáveis. O sistema fotovoltaico foi instalado em um estacionamento da prefeitura, com 16 vagas, 45 metros de comprimento e seis de largura. Ao todo são 135 placas fotovoltaicas policristalinas, de 400 W, suficientes para atender a 80% do consumo do Paço Municipal. Anteriormente, o prédio gastava em média R$ 5 mil por mês com energia elétrica. A administração prevê o retorno do investimento em aproximadamente quatro anos. O assistente da Diretoria de Coordenação da Itaipu binacional, Márcio Ferreira Bortolini, disse que o investimento está alinhado à missão empresarial de Itaipu e tem duplo resultado. O primeiro é direto: economia para o município, com geração própria e menor dependência das distribuidoras de energia. “Esse recurso economizado [com a conta de luz] poderá ser investido em outras áreas importantes para o município, de forma sustentável e com benefício à população”, explicou. Outro benefício é o ambiental, conforme preconiza a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, das Nações Unidas – particularmente, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 7, que trata de Energia Limpa e Acessível. “Trata-se de um exemplo para os demais municípios que estão inseridos na área de atuação de Itaipu, mostrando que é possível trabalharmos na implantação da Agenda 2030 de forma que cada vez mais a sociedade e os municípios tenham uma gestão sustentável”, conclui. Localizado no Oeste do Paraná, Maripá fica a quase 200 km de Foz do Iguaçu e tem cerca de 5 mil habitantes. O município concorreu no Concurso de Boas Práticas com o projeto “Maripá Vigilante, Prevenindo as Violências e Apoiando a Paz”, desenvolvido pela Secretaria de Saúde, e ficou em primeiro lugar. O concurso envolveu 40 municípios da região com 137 boas práticas inscritas. Maripá foi contemplada com até R$ 200 mil em incentivos via convênio com Itaipu e aplicou o recurso no projeto de energia fotovoltaica.

11 de janeiro, 2021
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FONTES RENOVÁVEIS
As vantagens da integração de energias

O Brasil conta com uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com 83% de sua fonte advinda de energias renováveis. A hidrelétrica tem maior participação, com 63,8%, seguida pela eólica (9,3%), biomassa e biogás (8,9%) e solar centralizada (1,4%). Os dados são do Ministério de Minas e Energia. Segundo o relatório do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), os três últimos tipos de geração de energia, somados, ultrapassam a geração de energia térmica a combustíveis fósseis. Como resultado, o Brasil tem alcançado uma diminuição da emissão de gases de efeito estufa (GEE) oriundos da geração de energia elétrica. Em 2019, o segmento reduziu em 5% essa emissão, com o avanço, principalmente, das energias eólicas e solar na matriz. Isso significa que existe uma oportunidade de crescimento para essas duas fontes. “As tecnologias solar e eólica se desenvolveram muito na última década, apresentando reduções de custos continuadas e tornando-se, naturalmente, competitivas em relação às fontes convencionais, como o gás natural e o carvão mineral”, avalia o engenheiro, físico e doutor em energia, Demóstenes Barbosa da Silva, presidente da BASE Energia Sustentável. A projeção é que a eólica pode responder por 11% da matriz elétrica em 2024, enquanto que a solar pode chegar a 2,4%. “Esses crescimentos podem se tornar vertiginosos assim que a economia brasileira voltar a crescer, pois os planos de expansão da oferta de energia no Brasil consideram essas duas fontes de energia como as mais vantajosas, tanto sob o ponto de vista econômico como no ambiental”, acrescentou. Contudo existem desafios, como a intermitência e a sazonalidade dessas duas fontes energéticas. Por outro lado, o mercado tem trazido tecnologias de armazenamento de energia por longo período. Um desses casos, por exemplo, é converter a energia em hidrogênio por meio da eletrólise de água, para ser armazenado e produzir eletricidade posteriormente. Pelo fato de o hidrogênio ser uma fonte limpa, não haveria emissões de GEE. O presidente da BASE Energia Sustentável recorda que a Agência Nacional de Energia Elétrica lançou, em 2016, a Chamada Pública 21 para projetos de Pesquisa & Desenvolvimento sobre a possibilidade de armazenamento no Brasil. “Os projetos aprovados para implantação estão próximos de suas conclusões e a expectativa é que, em 2021, sejam apresentadas várias respostas sobre como fazer armazenamento de energia em escala comercial no Brasil”, destaca. Uma estratégia para ampliar essa participação é a integração entre as energias renováveis, com o objetivo de ganhar eficiência e trazer benefícios ao meio ambiente, à economia e à vida das pessoas. “A diversidade de fontes energéticas renováveis abundantes e a evidente complementaridade entre suas características de sazonalidade e intermitência indicam um enorme potencial de aproveitamento sinérgico entre algumas delas, como a hidreletricidade e a solar”, explica Silva. Nesse sentido, seria possível operar duas plantas, uma hidrelétrica e outra solar, de forma conjugada, aumentando a energia garantida do conjunto, comparativamente ao modelo atual de operação, cuja otimização é feita no conjunto de todas as fontes conectadas no Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo o engenheiro, essa integração é perfeitamente viável, técnica e economicamente, e esses arranjos têm sido demonstrados em alguns projetos de empresas do setor. A integração pode ser feita aproveitando-se, por exemplo, áreas remanescentes da construção de barragens e reservatórios das usinas hidrelétricas, bem como áreas sobre as próprias superfícies dos reservatórios, para instalar-se plantas solares, sobre o solo e flutuantes. “A energia solar, que está invariavelmente disponível durante as horas de incidência solar durante o dia, pode ser priorizada para o atendimento da geração do conjunto formado com a hidrelétrica, enquanto se preserva água em seu reservatório, invertendo-se a prioridade nos períodos noturnos”, detalha o presidente da BASE Energia Sustentável. Desse modo, o armazenamento de energia resguarda o sistema ante a intermitência e, até mesmo, pode disponibilizar volumes maiores de energia a custos menores, uma vez que sob a forma de hidrogênio, essa energia pode ser armazenada a longos prazos. Por fim, Silva espera que, em futuro próximo, arranjos entre duas ou mais fontes de energia se tornem comuns no Brasil. Porém, será preciso, antes, vencer o desafio de se ter fabricantes aptos a fornecer equipamentos para implantar essa sinergia em larga escala.

13 de julho, 2020
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ENERGIA
Fórum Pacto Global lança estudo

No último dia 16 de maio o Fórum Pacto Global da ONU lançou estudo pioneiro sobre o setor de energia. O estudo Integração dos ODS no Setor Elétrico Brasileiro estabelece um panorama de como os ODS têm influenciado o trabalho das empresas – públicas e privadas – elétricas brasileiras. A pesquisa foi conduzida por professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, e da PUC-SP, e contou com 20 participantes, tanto de geração quanto de distribuição e transmissão de energia. “A energia é o fio comum que conecta o crescimento econômico”. Foi com essa frase de Ban Ki-Moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) entre 2007 e 2016, que a vice-presidente da Rede Brasil do Pacto Global, Márcia Massotti, abriu o painel de Energia no Fórum Pacto Global - 15 Anos da Rede Brasil, realizado no dia 16 de maio, no Masp, em São Paulo. “O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem a sua matriz energética predominantemente sustentável. Hoje, somos a 9ª economia do mundo e o 8º país em consumo de energia. Temos alto percentual de geração, mas baixo consumo per capita quando comparado a países desenvolvidos, ocupando a 98º posição. Até 2030, precisamos reduzir em 43% as emissão dos gases de efeito estufa, meta firmada no âmbito do Acordo em Paris, e Energia é um dos setores que mais impactam no alcance do combate à mudança climática (ODS 13). Temos aí um grande desafio pela frente”, destaca a vice-presidente da Rede Brasil do Pacto Global, Márcia Massotti. O levantamento aponta que 50% das companhias ainda não consideram os ODS como referência para estruturação ou revisão da estratégia e gestão de seus negócios, sendo que 30% afirmaram que irão adotar os ODS no próximo planejamento, enquanto 20% disseram que seguem outros indicadores de sustentabilidade. A principal dificuldade mencionada é o alinhamento das metas internas às estipuladas pelos ODS. O Brasil tem como meta reduzir os gases causadores do efeito estufa em 43% até 2030, segundo o que foi firmado no Acordo de Paris. O setor brasileiro de energia tem metas específicas: aumentar para 18% a participação de bioenergia na matriz energética, reduzir 10% do consumo de eletricidade e utilizar fontes renováveis para geração de energia elétrica. Além de barrar o aquecimento global, a energia está relacionada com outros ODS, como trabalho crescente e crescimento econômico (ODS 8), consumo e produção responsáveis (ODS 12), energia limpa e acessível (ODS 7), igualdade de gênero (ODS 5) — visto que o setor é predominantemente masculino — e parcerias (ODS 17). Entre os ODS mais relevantes, apareceram o 7 (Energia Limpa e Acessível), o 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), o 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), o 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e o 15 (Vida Terrestre). O levantamento completo traz ainda matriz de impactos e oportunidades dos ODS e está disponível para download: https://bit.ly/2wSWdhx

25 de maio, 2018
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SUSTENTABILIDADE
Itaipu e UNDESA assinam parceria

Representantes da Itaipu Binacional e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA) assinaram memorando de intenções com o objetivo de desenvolver soluções sustentáveis em água e energia. O acordo foi assinado pelos diretores-gerais da Itaipu, Luiz Fernando Vianna (Brasil) e James Spalding (Paraguai), e pelo diretor de Desenvolvimento Sustentável da UNDESA, Juwang Zhu, em Nova York. A partir da assinatura do documento, técnicos de ambas as instituições vão trabalhar no detalhamento do projeto de cooperação e acordos subsequentes. "É realmente uma parceria ímpar. De um lado Itaipu, exemplo mundial de cooperação entre dois países, e, de outro, a ONU. Tivemos a oportunidade de nos conhecer e o resultado está sendo muito positivo, tanto para a Itaipu quanto para a ONU, por meio do desenvolvimento sustentável, com ênfase no binômio energia-meio ambiente", afirmou o diretor-geral brasileiro, Luiz Fernando Vianna. A UNDESA apresentou o esboço da iniciativa global denominada Sustainable Water and Energy Solutions (Soluções Sustentáveis em Água e Energia, em tradução livre) que deverá atuar com uma abordagem integrada sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) de números 6 e 7, que tratam de “Água limpa e saneamento” e “Energia limpa e acessível”, respectivamente, e compõem a Agenda 2030 da ONU. A parceria acontecerá no âmbito dessa nova iniciativa, que deverá contribuir, inclusive, para a revisão desses objetivos, a ser realizada no UN High Level Political Forum (HLPF), em 2018. Deverá contribuir, também, para a consecução da Visão da Itaipu que é de, até 2020, consolidar-se como a hidrelétrica com melhor desempenho operativo e melhores práticas sustentáveis no mundo. A Itaipu deverá colocar à disposição da UNDESA sua expertise acumulada em diversas ações sustentáveis, como o Cultivando Água Boa, que trabalha na resolução de passivos ambientais nas microbacias conectadas com o lago de Itaipu, com o objetivo de assegurar a qualidade da água para os usos múltiplos (geração de energia, abastecimento, pesca, turismo e atividades agropecuárias). A Itaipu também tem atuado na pesquisa e desenvolvimento para o emprego de outras fontes renováveis de energia, em especial o biogás, que é produzido a partir de dejetos da agropecuária e do tratamento de esgoto. Por fim, a área técnica da Itaipu também tem avançado no modelo de gestão da usina, de forma a maximizar o aproveitamento dos recursos hídricos para a geração de energia. O modelo, que resulta em maior integração entre as áreas de hidrologia, operação e manutenção, foi adotado em 2012. Desde então, a usina estabeleceu três recordes mundiais de produção anual de energia, culminando na marca histórica de 103,1 milhões de megawatts-hora, em 2016. Além dos diretores-gerais, também participaram do encontro o diretor de Coordenação Executiva, Pedro Domaniczky; o chefe de Água e Energia e Desenvolvimento de Capacidade da UNDESA, Iván Vera; o chefe da Equipe de Energia Sustentável da UNDESA, Minoru Tanaka; o embaixador do Paraguai na ONU, Julio Arriola; e o representante da missão brasileira na ONU, Vicente Araújo.

13 de abril, 2017
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ENERGIAS RENOVÁVEIS
Participação pode chegar a 36% até 2030

De acordo com pesquisa da IRENA (Agência Internacional de Energias Renováveis), atpe 2030 as energias renováveis poderão ter uma participação de 36% no mix global de energias, o que elevaria o PIB do setor em até 1,1%, ou US$ 1,3 trilhões. A pesquisa, intitulada Benefícios das Energias Renováveis: Medindo a Economia , foi divulgada na sexta Assembleia da IRENA e fornece a primeira estimativa global dos impactos macroeconômicos da implantação das energias renováveis. O trabalho descreve os benefícios que seriam alcançados caso a quota global de energias renováveis fosse duplicada até 2030 em relação aos níveis de 2010. "O recente Acordo de Paris enviou um sinal forte para os países passarem da negociação para a ação e rapidamente descarbonizar o setor de energia", afirmou Adnan Z. Amin, diretor geral da IRENA. "Esta análise fornece evidências convincentes de que promover a transição energética necessária não só mitiga as mudanças climáticas mas também estimula a economia, melhora o bem-estar humano e aumenta o emprego em todo o mundo." O relatório também analisa o impacto específico desse aumento das energias renovávies em alguns países. O Japão, por exemplo, teria o maior impacto positivo sobre o PIB (2,3%), mas Austrália, Brasil, Alemanha, México, África do Sul e Coréia do Sul também se beneficiariam com um crescimento de mais de 1% cada. O impacto da implantação das energias renováveis sobre o bem-estar das populações é estimada em três a quatro vezes mais do que seu impacto sobre o PIB, com o bem-estar global aumentando 3,7%. O nível de emprego no setor das energias renováveis também aumentaria dos atuais 9,2 milhões de postos de trabalho globais, para mais de 24 milhões em 2030. A transição para uma maior participação das energias renováveis no mix energético global também traria mudanças nos padrões de comércio mundial, uma vez que reduziria em menos da metade as atuais importações mundiais de carvão e também diminuiria as importações de petróleo e gás, beneficiando grandes importadores como Japão, Índia, Coréia e a União Europeia. Países exportadores de combustíveis fósseis também se beneficiariam de uma economia mais diversificada. A pesquisa da IRENAbaseia-se em uma análise anterior da organização sobre os benefícios socioeconómicos da energia renovável e no REmap 2030, um roteiro de energias renováveis com vistas a duplicar a participação global de energias renováveis até 2030. O estudo fornece um primeiro vislumbre da gama completa de benefícios oferecidos por uma transição para as energias renováveis. O relatório completo pode ser acessado em http://www.irena.org/publications

20 de janeiro, 2016
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ENERGIAS RENOVÁVEIS
Índia quer acordos de cooperação com o Brasil

Representações do Banco Mundial (BIRD) organizaram visita de uma comitiva do Governo da Índia e de empresas indianas de energia, como a Power Grid of India e a Solar Energy Corporation of India, à usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). Os indianos estão interessados em estabelecer uma cooperação na área de energias renováveis. O grupo fez uma visita técnica e assistiu a uma apresentação do superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley, no Edifício da Produção. Além de Itaipu, a comitiva visitou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), Operador Nacional do Sistema (ONS), entre outras instituições do setor elétrico brasileiro. “O principal interesse é ver como o Brasil integra fontes geradoras renováveis em sua matriz”, explicou Igor Andre Bastos Carneiro, consultor especialista em Transporte e Cooperação Sul-Sul do BIRD. A Índia planeja instalar 100 mil MW de energia solar e 150 mil MW de hidroeletricidade nos próximos dez anos (o equivalente a mais de uma Itaipu, que tem 14 mil MW de capacidade instalada, por ano). “Além de saber como vocês fazem para ter confiabilidade no fornecimento de energia, temos um potencial relevante, de 60 GW, a ser explorado em cooperação com outros países, a exemplo do que brasileiros e paraguaios fizeram na Itaipu”, acrescentou Ashish Khanna, especialista-líder em Energia do BIRD na Índia. Apesar de trabalharem com biogás há muito mais tempo que os brasileiros, a comitiva indiana quis conhecer a geração de energia elétrica a partir do biogás produzido nas atividades agropecuárias. “Eles mostraram grande interesse no projeto do Ajuricaba (que atende a pequenos produtores rurais) e na agroenergia a partir de uma visão de geração distribuída”, explicou Bley. O secretário-adjunto do Ministério de Energias Novas e Renováveis da Índia, Tarun Kapoor, se disse bastante impressionado com Itaipu. Ele, que já trabalhou em uma hidrelétrica de 1.500 MW de capacidade instalada, elogiou a forma como a empresa trabalha nas ações de manutenção de suas unidades geradoras e no desenvolvimento tecnológico. “Itaipu é estonteante”, resumiu. Ele também observou que, como a Índia tem o maior rebanho bovino do mundo, há um vasto campo para cooperação com a Itaipu para ampliar a produção de bioeletricidade naquele país. “Hoje, já contamos com uma capacidade instalada de 4 mil MW de eletricidade a partir de biogás, porém, apenas 60 MW são de geração distribuída”, acrescentou Kapoor.

21 de maio, 2015