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BIOGÁS

Itaipu e CIBiogás reinauguram UD de biocombustíveis

Itaipu e CIBiogás reinauguram UD de biocombustíveis

A Unidade de Demonstração de Biocombustíveis Itaipu, em parceria com o CIBiogás, foi reinaugurada com nova infraestrutura e circuito de visitação aberto ao público, tratando resíduos orgânicos.

A Itaipu Binacional e o Centro Internacional de Energias Renováveis Biogás (CIBiogás) reinauguraram dia 13 de abril a Unidade de Demonstração de Biocombustíveis Itaipu, que passa a contar com nova identidade visual, infraestrutura revitalizada e, pela primeira vez, circuito estruturado de visitação aberto ao público externo. Implantada entre 2015 e 2017, a partir de parceria entre a Itaipu Binacional e o CIBiogás firmada em 2014, a unidade realiza o tratamento dos resíduos orgânicos gerados pelos restaurantes do complexo e de materiais apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA-Vigiagro), transformando-os em biogás e biometano. Em quase nove anos de operação, a Unidade já processou mais de 720 toneladas de resíduos orgânicos, que gerou biometano suficiente para percorrer cerca de 480 mil km, o equivalente a 12 voltas ao redor da Terra.

"Essa unidade de demonstração do biogás é exatamente para mostrar para a sociedade em que estágio a Itaipu está nas pesquisas e, principalmente, desafiar pesquisadores, outros órgãos públicos a nos acompanhar nessa evolução", afirmou o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri. O diretor também destacou a importância turística proporcionada pela reinauguração do local. "A pauta da transição energética é muito comum nos meios acadêmicos, muito se fala nos jornais, mas poucas pessoas conhecem de forma concreta o que está sendo feito. Não tenho dúvidas de que esse espaço vai atrair muita gente querendo conhecer nossas experiências", disse.

O superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Rogério Meneghetti, acompanhou todas as fases da unidade, desde a sua inauguração original, e destacou que a revitalização amplia o alcance do projeto. "A ideia dessa reinauguração foi trazer mais para dentro quem quer visitar a unidade de demonstração", afirmou. Segundo ele, o interesse é variado: pesquisadores, acadêmicos, empresários que desejam conhecer as soluções desenvolvidas no local ou testar suas próprias tecnologias. Para viabilizar o acesso com segurança, a unidade foi equipada com vídeo institucional, sinalização adequada e fornecimento obrigatório de EPIs (colete e capacete) a todos os visitantes. A diretora técnica do CIBiogás, Daiana Gotardo Martinez, explicou que foi desenhado um circuito específico de visitação. "Nós priorizamos segurança para que a gente possa receber os visitantes de maneira mais fluida, garantindo as condições operacionais aqui da planta", disse. O percurso permite que os visitantes conheçam desde o processo de produção de biogás e biometano até a geração de hidrocarbonetos renováveis, um óleo sintético produzido na unidade. "O biogás é muito democrático, muito versátil. Conseguimos produzi-lo em diferentes escalas, a partir de diferentes resíduos", acrescentou, reforçando que a unidade abriga inclusive um biodigestor de escala doméstica, modelo replicado em escolas da região por iniciativa da Itaipu. Para Martinez, o propósito central da unidade é claro: "Difundir informação, transferir conhecimento, apoiar fornecedores, desenvolvedores e agentes que tenham interesse em produzir o biogás. Realizar essas conexões é o nosso propósito aqui".

O diretor-presidente do CIBiogás, Felipe Souza Marques, situou a reinauguração em um contexto mais amplo de soberania energética e inovação tecnológica. Ele lembrou que o projeto nasceu com o objetivo de produzir biometano para a frota de veículos leves da Itaipu, mas cresceu à medida que o domínio técnico avançou e a agenda do biogás ganhou relevância nacional. "Ao atender desafios tecnológicos que são importantes para o Brasil, essa planta ganhou um valor ainda maior", afirmou. Para Marques, o cenário geopolítico atual torna o tema ainda mais urgente: reduzir a importação de combustíveis e fertilizantes é uma estratégia essencial de competitividade – e o biogás, em suas múltiplas formas de aplicação, pode responder a essa demanda. "Celebrar essa reinauguração é celebrar os resultados de uma decisão corajosa da Itaipu", concluiu, em referência à incorporação do desenvolvimento sustentável à missão institucional da empresa, feita há mais de duas décadas.

A Unidade de Demonstração de Biocombustíveis Itaipu (UD Itaipu) integra o complexo turístico da usina e passa a figurar como mais um atrativo para visitantes que chegam à maior hidrelétrica do mundo em geração de energia. A expectativa é que o espaço sirva tanto como vitrine de tecnologias sustentáveis quanto como ambiente de inspiração para jovens pesquisadores e empreendedores interessados na economia de baixo carbono. Para agendar visitas, Meneghetti orienta que grupos e instituições entrem em contato diretamente com o próprio CIBiogás, responsável pela operação da unidade, por meio do [email protected]. Também estiveram presentes na cerimônia de descerramento da placa, o diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, professor Irineu Colombo; a diretora de Mercado e Inovação do CIBIogás, Aline Scarpetta, e o diretor de tecnologias do Itaipu Parquetec, Alexandre Leite.

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BIOGÁS
Unidade em Itaipu produz 17 mil m³

A unidade de Demonstração de Biogás e Biometano instalada nas dependências da usina hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), produziu 17.458 m³ de biometano em 2018. O volume é suficiente para abastecer a frota dos 80 veículos da Itaipu movidos a este combustível. Estes carros percorreram 210 mil km ao longo de 2018, o equivalente a cinco voltas ao redor do planeta Terra. “A planta de biometano é uma experiência de sucesso porque mostramos que é possível dominar a tecnologia de produção deste gás. Itaipu é, hoje no cenário nacional, umas das instituições que mais se destacam em relação à gestão adequada dos resíduos e a transformação de um passivo ambiental em um recurso para mobilidade”, considerou o chefe da Assessoria de Energias Renováveis de Itaipu, Paulo Afonso Schmidt. A unidade foi inaugurada em 2017 por meio de uma parceria entre a Itaipu e o Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás). Para produzir o biometano foi realizado tratamento de todo o resíduo orgânico gerado nos restaurantes da Itaipu, além de parte da poda da grama e de outros materiais enviados por entidades parceiras. No total, foram tratadas 155 toneladas de resíduos. Como subproduto, foram produzidos 48 mil litros de biofertilizante, que é usado como adubo nos canteiros e gramados da usina. Ao longo do ano, foi evitada a emissão de 1.260 kg de gases causadores do efeito estufa. “Em 2018, nós fizemos parceria com algumas entidades como, por exemplo, a Polícia Federal, que nos enviou uma apreensão de feijão que estava sendo usada para carregar droga”, destacou a engenheira mecânica Larissa Schmoeller, analista de Projetos do CIBiogás. “Pegando resíduos de fora, além de aumentarmos nossa produção, nós podemos testar vários tipos diferentes de substratos para fazer pesquisas da viabilidade daquela matéria-prima”, concluiu. Outra parceria foi com a Receita Federal que enviou uma carga de cigarro para ser usada como matéria-prima do biometano. “O cigarro se mostrou bastante útil. A Receita tem uma máquina que separa o papel e filtro do fumo, o que facilita nosso trabalho”, explicou Paulo Schmidt. A planta usa tecnologia 100% nacional e pode ser replicada em indústrias, cooperativas, hotéis, além de servir como política pública para as prefeituras resolverem o problema do lixo urbano e atenderem às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos de eliminar os lixões entre 2018 e 2021. A unidade utiliza diversas matérias-primas testadas anteriormente em laboratórios, e, dependendo do resultado, o resíduo orgânico pode ser triturado e misturado com outros. Posteriormente, ele é levado aos biodigestores onde acontece a degradação da matéria-prima por microorganismos de forma anaeróbica. São 60 minutos dentro do biodigestor, gerando dois produtos: o gás e um substrato seco. O substrato é tratado e usado como biofertilizante e por ter alto teor de nitrogênio, fósforo e potássio é utilizado para recompor o solo, além de ajudar nas áreas verdes da Itaipu, como canteiros e gramados. Já o biogás vai para dois gasômetros flexíveis com capacidade de armazenamento de 500m³ diários. O biogás passa por processo de refino, onde são retirados o gás sulfídrico (enxofre), CO2 e água. O produto final, com 96% de pureza, tem as características exatas do gás natural. O biometano é pressurizado em 150 bars, para poder ser armazenado, abastecer os cilindros dos veículos e ser utilizado.

29 de janeiro, 2019
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BIOGÁS
Itaipu e CIBiogás firmam parceria no Sul

A Itaipu Binacional e o Centro Internacional de Energias Renováveis - Biogás (CIBiogás) vão coordenar o projeto “Aplicações de biogás na agroindústria brasileira”, lançado na abertura do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu (PR). O projeto prevê investimentos de US$ 7 milhões durante cinco anos e os recursos serão oriundos do Fundo Global do Meio Ambiente (GEF). O Fórum ocorreu de 6 a 8 de junho, no Golden Park Internacional Hotel. e é um evento voltado para formação de mão-de-obra, estruturação de cadeia de suprimentos, fomento de novas tecnologias e de oportunidades de negócios. Com a contrapartida de governo e empresas, entre elas Itaipu, de US$ 58,4 milhões, o Projeto do GEF visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a dependência dos combustíveis fósseis, por meio do investimento na tecnologia do biogás e do biometano com foco no Sul do País. “A gente precisa desenvolver o setor não só pela geração de energia em si, mas para criar uma cadeia de tecnologia que gere mais valor”, resumiu o diretor-presidente do CIBiogás, Rodrigo Régis. Os recursos serão usados para o incentivo de políticas públicas, o aprimoramento das tecnologias e o desenvolvimento de modelos de negócio do biogás. Na visão do superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Paulo Schmidt, o projeto reflete o compromisso da empresa com o desenvolvimento territorial de forma sustentável. “Itaipu tem investido no desenvolvimento de uma infraestrutura, tanto de pesquisa quanto de projetos na área do biogás, principalmente na criação do biogás e nas relações que mantém com o PTI”, afirmou.

15 de junho, 2018
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BIOGÁS
Lançado primeiro relatório do Mercosul

Durante a 16ª Reunião do Grupo Ad Hoc de Biocombustíveis do Mercosul (GAHB) foi lançada a primeira edição do Relatório de Biogás e Biometano do Mercosul no Escritório de Representação do Itamaraty em São Paulo (SP). O relatório tem como objetivo divulgar dados sobre o setor na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O documento está disponível com versões digitais em português, inglês e espanhol, no seguinte endereço eletrônico: https://cibiogas.org/publicacoes.&nbsp ; A primeira edição do Relatório traz casos de sucesso no uso do biogás e do biometano, além de apresentar informações sobre o potencial para a geração de energia a partir do uso das biomassas disponíveis nos quatro países. Segundo levantamento do Relatório, o Brasil conta atualmente com 127 plantas em operação. Entre os projetos estão a Unidade de Produção de Biogás e Biometano da Itaipu Binacional, inaugurada em junho deste ano. A Argentina tem 62 plantas de biogás em funcionamento após políticas de incentivo recém-implantadas. No país vizinho são usados resíduos urbanos, industriais e da pecuária para a produção de biogás. Já o Uruguai tem duas plantas em operação e tem mapeado potencial de produção de 113 milhões de m³ de metano por ano no país. No Paraguai o destaque é o potencial de biodigestores já instalados para o aproveitamento do biogás com a geração de energia, principalmente em regiões rurais. O primeiro relatório de biogás foi coordenado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás (CIBiogás), com apoio da Itaipu Binacional, do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e da Agência Internacional de Energia (IEA), por meio do Task 37 - Biogas. A parceria dos países visa promover o desenvolvimento do mercado do biogás e do biometano no Mercosul com o intercâmbio de informações.

9 de novembro, 2017
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RECURSOS HÍDRICOS
Itaipu renova acordo com Unesco

A Itaipu renovou, por mais cinco anos, o memorando de entendimento que mantém com a Unesco em relação à cooperação técnica em ciência e água, incluindo o trabalho de parceria com o Centro de Hidroinformática Internacional (CIH). A renovação aconteceu no último 15 de junho e fecha uma série de compromissos da Itaipu em Paris, na França. Um dos pontos mais importantes foi a integração do lado paraguaio da usina à rede mundial de biosfera. O lado brasileiro já iniciou as tratativas para também aderir à plataforma. O CIH está em processo de reconhecimento como Centro de Categoria 2 da Unesco. Em 2016, obteve a chancela da Rede do Programa Hidrológico Internacional (PHI-Unesco). Os centros de categoria 2 não recebem recursos da Unesco, mas contribuem para o PHI principalmente por meio da partilha de conhecimentos, pesquisas e outras linhas de ação especializadas. No CIH, a principal contribuição se dá por meio de programas de capacitação, especialmente nos campos do geoprocessamento e geotecnologias. Com validade até 2022, o acordo permite o desenvolvimento e execução de ações nas áreas de ciências da água, o que inclui bacias hidrográficas e modelagem hidrológica, além de criar ferramentas para a gestão territorial e sistemas de monitoramento ambiental. Tudo com o apoio da Unesco. Segundo o diretor de Coordenação executiva da Itaipu, Pedro Domaniczky, a ratificação do acordo é de extrema importância porque o CHI representa uma ferramenta essencial de desenvolvimento regional, “colocando nossa tecnologia a serviço da comunidade”.

20 de junho, 2017
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BIOGÁS
Projeto no Paraná completa sete anos

Uma parceria entre a Itaipu, Prefeitura de Marechal Cândido Rondon (PR) e o Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás (CIbiogás) começa a colher os frutos após sete anos da implantação do Condomínio de Agroenergia Ajuricaba no município paranaense. O projeto já transformou 124 mil m³ de dejetos de suínos e bovinos, o equivalente a 124 mil caixas d'água de mil litros, em energia limpa e renovável. Os biodigestores reduzem em 90% a emissão de dióxido de carbono (CO2). Desde 2014 o condomínio opera em Geração Distribuída (GD) e está conectado à rede da Companhia Paranaense de Energia (Copel). A utilização de biogás nos fogões da propriedade gerou economia de aproximadamente 1,5 mil botijões de gás de petróleo liquefeito (GLP). Após a implantação do projeto, em 2009, a biomassa residual produzida nas propriedades passou a ser tratada por meio de biodigestores de lagoa coberta ou rígido, onde se produz biofertilizante e biogás, que é usado na geração de energia elétrica e térmica. “O projeto melhorou muito as nossas condições. Não precisamos mais comprar gás”, afirma o produtor rural, David Dilkin. “Também aumentou em mais de 100% a produção de milho e o pasto. Quando nós começamos, tínhamos 10 ou 12 cabeças de gado e agora temos 30”. Além de melhorar diretamente a renda dos agricultores, o projeto beneficiou 111 propriedades rurais na microbacia, ao garantir um ambiente mais limpo, com maior qualidade de ar e da água pelo saneamento ambiental. Atualmente, o Condomínio Ajuricaba passa por uma readequação, com a substituição de equipamentos que foi definida após uma série de análises. Entre as principais novidades está a modernização da Microcentral Termoelétrica (MCT), que preparará o Ajuricaba para atender às novas demandas energéticas. O sistema de refino do biogás passará por modernização e ampliação da capacidade dos atuais 40 m³/hora de biogás atuais para 100 m³/hora. As novidades incluem ainda a implantação de novos gasômetros nas propriedades e na MCT, para garantir o aumento da capacidade de armazenamento do gás. As mudanças estão sendo feitas de forma gradativa e devem ficar prontas no final deste ano, com o objetivo de transformar o Ajuricaba em um negócio sustentável.

5 de agosto, 2016
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SUSTENTABILIDADE
Dejetos de suínos geram energia no Paraná

Através de um convênio firmado entre a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), as edificações e a iluminação pública de Entre Rios do Oeste, município situado na região Oeste do Paraná, utilizarão energia gerada a partir de resíduos da suinocultura e avicultura. Na primeira fase do projeto, que terá início em janeiro de 2016, serão investidos R$ 17 milhões para dotar 19 propriedades rurais de biodigestores, que armazenarão os dejetos. Por meio do processo de biogestão, é produzido biogás, que é canalizado para uma central termelétrica com potência instalada de 480 kilowatts (kW). A infraestrutura contará com 22 km de biogasodutos. O sistema é semelhante ao já empregado pela Itaipu, CIBiogás e outros parceiros em um projeto que une 34 produtores da microbacia do rio Ajuricaba, em Marechal Cândido Rondon. Porém, enquanto em Rondon a produção diária é de 800 m³ de gás, em Entre Rios a produção nesta fase inicial será de 5 mil m³, com capacidade para chegar a até 17 mil m³ nas etapas posteriores. O comunicado oficial garante que os 480 kW desta fase inicial serão suficientes para suprir toda a demanda da prefeitura, abrangendo edificações públicas (como escolas, postos de saúde e repartições), iluminação pública e outros serviços que demandam energia, como poços artesianos. Os produtores rurais serão remunerados proporcionalmente à energia gerada. “Neste mês, a conta de luz da prefeitura é de 82 mil reais”, informou o prefeito. “Nossa expectativa é que o projeto comece a dar resultados já em 2016”, completou. Com uma população de 4 mil pessoas e um plantel de aproximadamente 130 mil suínos, Entre Rios está transformando um enorme passivo ambiental em fator de desenvolvimento. Jorge Samek, diretor-geral brasileiro da Itaipu, explica que “o gás metano (resultado da decomposição dos dejetos) é venenoso para a atmosfera. Ao transformá-lo em energia, estamos transformando um problema em solução e viabilizando, do ponto de vista ecológico, um aumento na produção. Ou seja, com esse sistema, é possível produzir mais e gerar mais emprego e renda, sem prejudicar o meio ambiente”. O projeto poderá ser replicado em outras regiões do Paraná, dando mais sustentabilidade à produção pecuária estadual.

15 de dezembro, 2015
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ENERGIAS RENOVÁVEIS
Índia quer acordos de cooperação com o Brasil

Representações do Banco Mundial (BIRD) organizaram visita de uma comitiva do Governo da Índia e de empresas indianas de energia, como a Power Grid of India e a Solar Energy Corporation of India, à usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). Os indianos estão interessados em estabelecer uma cooperação na área de energias renováveis. O grupo fez uma visita técnica e assistiu a uma apresentação do superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley, no Edifício da Produção. Além de Itaipu, a comitiva visitou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), Operador Nacional do Sistema (ONS), entre outras instituições do setor elétrico brasileiro. “O principal interesse é ver como o Brasil integra fontes geradoras renováveis em sua matriz”, explicou Igor Andre Bastos Carneiro, consultor especialista em Transporte e Cooperação Sul-Sul do BIRD. A Índia planeja instalar 100 mil MW de energia solar e 150 mil MW de hidroeletricidade nos próximos dez anos (o equivalente a mais de uma Itaipu, que tem 14 mil MW de capacidade instalada, por ano). “Além de saber como vocês fazem para ter confiabilidade no fornecimento de energia, temos um potencial relevante, de 60 GW, a ser explorado em cooperação com outros países, a exemplo do que brasileiros e paraguaios fizeram na Itaipu”, acrescentou Ashish Khanna, especialista-líder em Energia do BIRD na Índia. Apesar de trabalharem com biogás há muito mais tempo que os brasileiros, a comitiva indiana quis conhecer a geração de energia elétrica a partir do biogás produzido nas atividades agropecuárias. “Eles mostraram grande interesse no projeto do Ajuricaba (que atende a pequenos produtores rurais) e na agroenergia a partir de uma visão de geração distribuída”, explicou Bley. O secretário-adjunto do Ministério de Energias Novas e Renováveis da Índia, Tarun Kapoor, se disse bastante impressionado com Itaipu. Ele, que já trabalhou em uma hidrelétrica de 1.500 MW de capacidade instalada, elogiou a forma como a empresa trabalha nas ações de manutenção de suas unidades geradoras e no desenvolvimento tecnológico. “Itaipu é estonteante”, resumiu. Ele também observou que, como a Índia tem o maior rebanho bovino do mundo, há um vasto campo para cooperação com a Itaipu para ampliar a produção de bioeletricidade naquele país. “Hoje, já contamos com uma capacidade instalada de 4 mil MW de eletricidade a partir de biogás, porém, apenas 60 MW são de geração distribuída”, acrescentou Kapoor.

21 de maio, 2015