SANEAMENTO

Jardinópolis e São Simão investem em universalização

Jardinópolis e São Simão investem em universalização

As obras permitirão às cidades atingir 100% no tratamento de esgotos, beneficiando pouco mais 63 mil habitantes

A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), deu início aos trabalhos de escavação e impermeabilização do solo das áreas que vão receber as lagoas das novas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) dos municípios de Jardinópolis e São Simão. As obras permitirão às cidades atingir 100% no tratamento, com benefícios ambientais e para a saúde e qualidade de vida, não só dos pouco mais 63 mil habitantes dos dois municípios e dos turistas que frequentam a região, mas de 1,2 milhão de pessoas que vivem em uma bacia que agrega outros 25 municípios.

O prazo estimado para a conclusão das obras é setembro de 2024. Após isso, as estruturas serão operadas pelas prefeituras. As duas estações já tiveram a ordem de serviço emitida, em investimento de R$24,5 milhões. “Com essa ação estruturante, estamos avançando na universalização do saneamento de forma consistente, atuando no âmbito da segurança hídrica em uma bacia com grande importância econômica e turística”, avalia a secretária Natália Resende.

Em Jardinópolis, serão investidos R$10,4 milhões para beneficiar até 48 mil habitantes. O projeto inclui a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) capaz de tratar 100% de dejetos da cidade, além de um coletor-tronco de 200 metros, uma estação elevatória, uma linha de recalque com 540 metros e um emissário final de 100 metros. Este último conduzirá o efluente tratado até o córrego Matadouro, afluente do Rio Pardo, proporcionando melhorias significativas para navegação, pesca e lazer na região.

Já na Estância Turística de São Simão, o investimento será de R$14,1 milhões na construção do sistema com capacidade para atender a até 17,5 mil habitantes, além dos cerca de 100 mil turistas que passam anualmente pela cidade. O sistema será formado por uma ETE e mais 3,3 km de coletor tronco (tubulação), três estações elevatórias (de bombeamento) e 250 metros de emissário final. De lá, o efluente 100% tratado é devolvido ao córrego São Simão, que faz parte da bacia hidrográfica do rio Pardo.

Rios Vivos

Paralelamente à construção da ETE, o Córrego São Simão vem passando por serviços de limpeza e retirada de sedimentos do fundo do seu canal (desassoreamento) num trecho de 1,8 quilômetro. O serviço melhora o escoamento das águas e minimiza os riscos e efeitos de enchentes. Os trabalhos foram iniciados neste mês e devem estar finalizados no final de janeiro de 2024. A estimativa é que sejam removidos 9,5 mil metros cúbicos de detritos do córrego, o equivalente a uma carga de 550 caminhões basculantes cheios.

Essa ação faz parte do Programa Rios Vivos – que objetiva revitalizar cursos d’água no Estado de São Paulo - e representa um investimento adicional de R$ 438,7 mil do governo do Estado. Para participar do Rios Vivos, a prefeitura interessada deve realizar a sua inscrição junto ao DAEE, que efetuará a limpeza. Cabe às administrações municipais providenciar o local de descarte dos resíduos, o licenciamento ambiental, bem como a manutenção do entorno do canal depois da finalização dos trabalhos do DAEE.

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