Publicidade
MATA ATLÂNTICA

Lançado Guia Ilustrado para Identificação de espécies

Organizado por Thiago Bevilacqua Flores, Gabriel Dalla Colletta, Vinicius Castro Souza, Natalia Macedo Ivanauskas, Jorge Yoshio Tamashiro e Ricardo Ribeiro Rodrigues, o “Guia Ilustrado para Identificação das Plantas da Mata Atlântica – Legado Das Águas (Reserva Votorantim)” identificou 162 espécies vegetais, de 50 famílias botânicas distintas, coletadas na região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo. As características e dicas descritos no guia podem ser observadas a olho nu ou com ajuda de uma lupa, o que facilita o trabalho de biólogos, engenheiros ambientais, ecologistas e demais profissionais em trabalhos de pesquisas e expedições. Além disso, o guia auxilia agentes de diversas áreas ligadas à natureza e à preservação ambiental, como o ecoturismo e o paisagismo. Entre as espécies catalogadas estão desde aquelas de grande porte, como o jequetibá, o jatobá e o ipê-roxo, até plantas mais delicadas como orquídeas e bromélias.

Organizado por Thiago Bevilacqua Flores, Gabriel Dalla Colletta, Vinicius Castro Souza, Natalia Macedo Ivanauskas, Jorge Yoshio Tamashiro e Ricardo Ribeiro Rodrigues, o “Guia Ilustrado para Identificação das Plantas da Mata Atlântica – Legado Das Águas (Reserva Votorantim)” identificou 162 espécies vegetais, de 50 famílias botânicas distintas, coletadas na região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo.

As características e dicas descritos no guia podem ser observadas a olho nu ou com ajuda de uma lupa, o que facilita o trabalho de biólogos, engenheiros ambientais, ecologistas e demais profissionais em trabalhos de pesquisas e expedições. Além disso, o guia auxilia agentes de diversas áreas ligadas à natureza e à preservação ambiental, como o ecoturismo e o paisagismo. Entre as espécies catalogadas estão desde aquelas de grande porte, como o jequetibá, o jatobá e o ipê-roxo, até plantas mais delicadas como orquídeas e bromélias.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
COMPENSAÇÃO AMBIENTAL
Reservas Votorantim apresenta programa

Empresa da Votorantim S.A., as Reservas Votorantim administra os ativos ambientais do Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica localizada no Vale do Ribeira (SP), e o Legado Verdes do Cerrado (GO), única Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável do Centro-Oeste. Entre os dias 15 e 19 de maio a empresa apresentou seu mais novo serviço: a oferta de área para compensação de Reserva Legal, durante a AgroBrasília – Feira Internacional dos Cerrados, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci em Brasília (DF). Com foco em soluções ambientais para produtores e proprietários rurais, foram oferecidas alternativas para regularização de propriedades no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). A participação na feira foi fruto da parceria com a Votorantim Cimentos. A Reserva Legal é uma área que deve corresponder a, no mínimo, 20% de uma propriedade ou posse rural, com mata nativa que auxilia a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promove a conservação da biodiversidade, bem como serve de abrigo e proteção à fauna silvestre. Para as propriedades rurais que não atendem ao critério legal de Reserva Legal, é possível compensar a sua área em outro território, no mesmo bioma, com inúmeros benefícios. “Ciente de que a partir de maio de 2018, o crédito agrícola poderá não ser concedido a agricultores que não tiverem cadastro regularizado no Sicar, e que muitos mercados compradores de produtos do agronegócio estarão cada vez mais exigentes ao cumprimento integral da legislação ambiental brasileira, estamos com alta expectativa em relação a essa nova iniciativa em prol da proteção do meio ambiente e da regularização do agricultor”, disse o diretor das Reservas Votorantim, David Canassa.

25 de maio, 2018
Saneamento Ambiental Logo
BIOMAS
Estudo sobre renegeração da Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram avaliação inédita da regeneração da Mata Atlântica. Através do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que monitora a distribuição espacial do bioma, ficou constatada a regeneração de 219.735 hectares (ha), ou o equivalente a 2.197 km², entre 1985 e 2015, em nove dos 17 estados do bioma. A área corresponde a aproximadamente o tamanho da cidade de São Paulo. Segundo números do Atlas, o Paraná apresentou mais áreas regeneradas no período, num total de 75.612 ha, seguido de Minas Gerais (59.850 ha), Santa Catarina (24.964 ha), São Paulo (23.021 ha) e Mato Grosso do Sul (19.117 ha). O estudo da SOS Mata Atlântica e Inpe levam em consideração, principalmente, a regeneração sobre formações florestais que se apresentam em estágio inicial de vegetação nativa, ou áreas utilizadas anteriormente para pastagem e que hoje estão em estágio avançado de regeneração. Nos últimos 30 anos, houve uma redução de 83% do desmatamento do bioma. De acordo com Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, sete dos 17 estados da Mata Atlântica já apresentam nível de desmatamento zero: “Agora, o desafio é recuperar e restaurar as florestas nativas que perdemos. Embora o levantamento atual não assinale as causas da regeneração, ou seja, se ocorreu de forma natural ou decorre de iniciativas de restauração florestal, é um bom indicativo de que estamos no caminho certo”, observa Marcia. “Durante o monitoramento, constatou-se a existência de outras áreas ocupadas por comunidades de porte florestal em diversos estágios intermediários de regeneração, áreas essas que devem ser mapeadas e divulgadas em futuros estudos”, esclare Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo Inpe.

27 de janeiro, 2017
Saneamento Ambiental Logo
MEIO AMBIENTE
Estação Ecológica do Seridó ganha Guia de Aves

Administrada pelo ICMBio no Rio Grande do Norte, a Estação Ecológica do Seridó acaba de ganhar seu guia de aves, um projeto de pesquisa com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O trabalho teve como objetivo investigar e divulgar a biodiversidade da Caatinga. O guia foi desenvolvido pelos pesquisadores Guilherme Toledo-Lima, João Damasceno e Mauro Pichorim, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O objetivo da publicação é aumentar o acesso às informações sobre as aves da UC do Seridó, tendo como foco moradores da região e estudantes do ensino médio e fundamental, além de biólogos, ecólogos, educadores e observadores de aves. “Nosso intuito é despertar o interesse pelas aves da região Seridó e demonstrar a importância da Estação Ecológica para a manutenção da biodiversidade local. Se as pessoas compreenderem um pouco mais a importância das aves que as cercam, certamente contribuirão para a conservação delas, pois entenderão o papel ambiental que elas desempenham”, afirmaram os pesquisadores. No estudo foram registradas 202 espécies de aves, 34 a mais que o levantamento anterior. Duas delas, o bico-de-lacre e o pardal, são espécies exóticas, trazidas de outros continentes. Para George Stephenson Batista, analista ambiental da Estação Ecológica do Seridó, o guia contribuirá para a conservação da biodiversidade. “Com a divulgação do guia para as comunidades do entorno da unidade e da região do Seridó, esperamos que a população fique mais atenta e sensível à prática danosa do crime ambiental de criar aves em cativeiro (ainda comum na região) e com isso possa ajudar os órgãos ambientais a inibir essa prática”, afirmou.

13 de janeiro, 2017
Saneamento Ambiental Logo
MATA ATLÂNTICA
Divulgado Atlas dos Municípios do bioma

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram o Atlas dos Municípios da mata Atlântica, estudo minucioso dos remanescentes florestais e seus ecossistemas associados nos 3.429 municípios abrangidos pelo mapa de aplicação da Lei da Mata Atlântica. O levantamento mostra que estados como Piauí, Santa Catarina e Minas Gerais reúnem os municípios mais conservados, como Tamboril do Piauí e Guaribas, ambos no Piauí, no topo da lista, com quase 96% do total natural preservado. Outro município piauiense, no entanto, lidera o ranking de desmatamento entre 2014 e 2015: Alvorada do Gurguéia perdeu 1.972 de hectares de Mata Atlântica no período. Segundo o Atlas, seis dos dez municípios que mais desmataram no último ano são de Minas Gerais, onde as perdas estão ligadas à atividade de mineração, em especial nas cidades de Curral de Dentro, Jequitinhonha e Águas Vermelhas, que estão localizadas na região conhecida como triângulo do desmatamento. Os municípios baianos de Cotegipe, Brejolândia e Baianópolis, localizados nos limites do Cerrado, sofrem com a expansão da fronteira agrícola, sobretudo soja e milho, além de pecuária. O Atlas traz ainda dados dos últimos 30 anos e revela que cidades paranaenses registraram maior perda vegetal entre os municípios monitorados desde 1985. Entre as 10 primeiras colocadas no ranking histórico de desmatamento aparecem cinco cidades paranaenses: apenas em Rio Bonito do Iguaçu houve a perda de uma área equivalente a quase 25 mil campos de futebol. “Em comemoração aos 30 anos da SOS Mata Atlântica, o estudo traz uma análise inédita do desmatamento durante este período e nos permite analisar quais municípios não contribuíram para a preservação. Esses resultados mostram que é preciso reforçar as políticas de proteção do bioma para evitar retrocessos na conservação dos 12,5% de Mata Atlântica que ainda restam no país”, afirma a diretora executiva da SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota. O estudo identifica áreas de vegetação natural – que inclui, além das florestas nativas, os refúgios, várzeas, campos de altitude, mangues, restingas e dunas. Com patrocínio da Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, o Atlas da Mata Atlântica, que monitora o bioma há 30 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e de geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima de 3 hectares (ha). A contribuição dos municípios para proteção e preservação da Mata Atlânticaé o Plano Municipal da Mata Atlântica (PMMA), que reúne e normatiza os elementos necessários à proteção, à conservação, à recuperação e ao uso sustentável da Mata Atlântica. Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, reforça que o plano traz benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município. “O PMMA é extremamente importante, pois é um plano que depende diretamente da ação da comunidade local em parceria com a sociedade para ser aplicado. A aplicação do plano permite o desenvolvimento de políticas locais de meio ambiente”, afirma. É possível acompanhar a situação dos remanescentes florestais em 3.429 municípios abrangidos pela Lei da Mata Atlântica no ‘Aqui tem Mata?’, hotsite que disponibiliza, por meio de mapas interativos e gráficos, informações sobre o estado de conservação de florestas, mangues, restingas e outros ambientes do bioma. Basta inserir o nome de um munícipio para descobrir o que resta de vegetação, as bacias hidrográficas presentes na cidade, o ranking municipal de desmatamento e se existe alguma área preservada de Mata Atlântica no bairro ou em regiões próximas, como parques, reservas federais, estaduais e municipais, entre outras informações. ( www.aquitemmata.org.br ).

6 de dezembro, 2016
Saneamento Ambiental Logo
FAUNA
SOS Mata Atlântica recupera aves

A Fundação SOS Mata Atlântica comemorou o Dia da Ave, celebrado dia 05 de outubro, projeto que promoveu o retorno de algumas espécies de aves ameaçadas em extinção ao Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin, localizado em Itu (SP). Em pouco mais de cinco anos, houve um aumento de 140% no número de novas espécies de aves na antiga fazenda de café, cedida pela Brasil Kirin, que se tornou referência em restauração florestal e educação ambiental. Segundo estudo realizado em parceria com os pesquisadores Marcos Melo e Marco Silva, da Universidade Federal de São Carlos, em 2010 foram identificadas 84 espécies de aves no local. No ano passado, o número alcançou 200 espécies, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como a perdiz e a curica. Outras seis espécies estão classificadas como quase ameaçadas de extinção, segundo o Ibama. Ainda de acordo com o levantamento, 13 espécies endêmicas da Mata Atlântica, ou seja, que só sobrevivem no bioma, frequentam a fazenda atualmente. “O trabalho do Centro de Experimentos reforça a importância da restauração para o retorno da fauna. Este local, que antes era um cafezal, hoje é responsável por receber aves em extinção”, afirma Rafael Bitante Fernandes, Gerente de restauração florestal da SOS Mata Atlântica. Além da recuperação de aves, o projeto promoveu mais benefícios na região. Duas nascentes voltaram a verter água, somando-se às 17 já existentes. Criado em 2007, o centro tem a participação de um amplo corpo de funcionários, como engenheiros florestais, biólogos, educadores e viveiristas. O viveiro tem capacidade de produzir 750 mil mudas de 110 espécies nativas da Mata Atlântica por ano, que são implantadas em projetos na região e dentro da própria fazenda. Os projetos de restauração já foram responsáveis pelo plantio de mais de 30 milhões de mudas. Já o trabalho de sensibilização e educação ambiental envolve o público em geral nas questões ambientais, por meio de atividades de visitação.

13 de outubro, 2016
Saneamento Ambiental Logo
FAUNA
Inea identifica mais de 100 aves endêmicas

Um estudo do Inea realizado entre os dias 07 e 09 de março, no parque Estadual do Desengano, identificou mais de 100 espécies endêmicas de aves da Mata Atlântica. A ação de monitoramento realizada na área conhecida como Morumbeca dos Marreiros, no município de Santa Maria Madalena, região Norte Fluminense, teve como objetivo a proteção da biodiversidade local e abrangeu sete km de trilhas percorridas. O secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, destacou o trabalho realizado pelos guarda-parques na área de conservação estadual. “O monitoramento de trilhas é fundamental para estarmos atentos à preservação da fauna e flora local, inibindo atividades ilegais, como a caça, e estimulando o ecoturismo na região”, disse o secretário. Com 1.761 metros de altitude, a Pedra do Desengano foi um dos locais estratégicos para a observação de exemplares da fauna e flora. Os agentes percorreram quase quatro quilômetros de trilhas até alcançar o cume da Pedra, de onde puderam constatar a permanência de plantas endêmicas e observar a presença de espécies típicas da fauna local. Os agentes encontraram espécies como o cateto (Tayassu tajacu), porco-do-mato, ameaçado de extinção no Estado do Rio. Entretanto, o foco principal era a identificação de aves, devido à facilidade de se adequarem às mudanças de ambiente. Durante o trajeto percorrido na mata, os agentes ambientais ainda flagraram um girau, artifício utilizado por caçadores para prática ilícita de abate de animais com armas de fogo. Com 22.400 mil hectares, o Parque do Desengano é a mais antiga unidade de conservação estadual, cobrindo áreas de Mata Atlântica dos municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes, na região Norte Fluminense.

16 de março, 2016
Saneamento Ambiental Logo
LIVRO
Aves da Mata Atlântica

As 927 espécies de aves da Mata Atlântica estão presentes em mais de 1.300 ilustrações no recém-lançado guia “Aves do Brasil: Mata Atlântica do Sudeste”, dos autores Robert S. Ridgely, John Gwynne, Guy Tudor e Martha Argel. A obra é lançamento conjunto da WildlifeConservationSociety (WCS) e da Editora Horizonte. Com linguagem simples, o livro apresenta todas as espécies de aves da região, com ilustrações, mapas de distribuição e textos que permitem sua identificação. Em suas 432 páginas, o livro traz informações dos ambientes, épocas e altitudes de ocorrência, características físicas, dicas para diferenciação de espécies semelhantes e breves descrições de comportamento e voz. Entre as espécies apresentadas estão as saíras sete-cores ( Tangara seledon ) e de-lenço ( Tangara cyanocephala ), algumas das aves mais coloridas do Brasil. Outra espécie que se destaca é a harpia ( Harpia harpyja ), também conhecida como gavião-real, a maior ave de rapina do Brasil e considerada a mais poderosa do mundo. De ocorrência rara, chama a atenção por seu enorme tamanho, mas é discreta e costuma ficar o tempo todo dentro da mata. Como não tem medo de pessoas e raramente foge, esta espécie é vítima de caçadores e traficantes de animais, fator que agrava sua situação de vulnerabilidade, já ameaçada pela destruição florestal. O Guia também apresenta ao público alguns mistérios, como a história do tietê-de-coroa ( Calypturacristata ), hoje a ave mais “procurada” do Brasil, considerada como o sonho de muitos observadores. Passou 150 anos sem registro, até um casal ser avistado em 1996. De lá para cá, esse passarinho miúdo não foi mais visto. Especialistas acreditam que o desaparecimento da espécie está relacionado à destruição de seu ambiente natural. Destacam-se, ainda, três espécies de papagaio – peito-roxo ( Amazona vinacea ), cara-roxa (Amazona brasiliensis ) e chauá ( Amazona rhodocorytha ) – que são exclusivas da Mata Atlântica: “Por estarem entre as espécies que melhor representam a beleza desse bioma, por toda a ameaça que sofrem em decorrência da ação humana, e pelos desafios que apresenta sua conservação, escolhemos uma delas, o chauá, para nossa capa”, explica a ornitóloga e autora Martha Argel. Com valor acessível, o livro foi patrocinado pela Fundação Grupo Boticário e pela Fibria, (no projeto Legado das águas – Reserva Votorantim) e também pelas doações feitas por instituições e pessoas físicas à WCS nos Estados Unidos. O objetivo do preço subsidiado (R$ 69,00) é estimular o interesse da população pela observação de aves no Brasil. Mais informações pelo site www.edhorizonte.com.br .

15 de dezembro, 2015
Saneamento Ambiental Logo
REFLORESTAMENTO
AES Tietê e Fundação Mata Atlântica plantam 600 mil mudas

A AES Tietê e a Fundação SOS Mata Atlântica firmaram parceria para promover o plantio de 607 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica no Estado de São Paulo, por meio do Programa Florestas do Futuro. Com os trabalhos iniciados em 2014, a primeira fase do projeto de plantio está prevista para ser concluída até o final deste ano, totalizando 215 hectares. Até o momento, 135 deles já foram contemplados, nos municípios de Mendonça, Adolfo, José Bonifácio e Ubarana, todos localizados nas bordas do reservatório da usina hidrelétrica de Promissão. São utilizadas aproximadamente 80 espécies nativas, como Ipê, Jaracandá, Ingá, Angico e Paineira. A AES Tietê ficará responsável por ceder as mudas e cercar as áreas de preservação permanente sob sua responsabilidade, situadas no entorno das usinas hidrelétricas da Companhia. A SOS Mata Atlântica realizará os plantios, além de manter o reflorestamento e monitorar o seu desenvolvimento por um período de cinco anos. A iniciativa prevê a restauração florestal de áreas protegidas privadas, com foco na recuperação de matas ciliares, fundamentais para garantir o abastecimento de água em qualidade e quantidade e para a conservação da biodiversidade. “Estamos estruturando novas possibilidades de parceria para acelerar a recuperação do Bioma Mata Atlântica, envolvendo tanto empresas privadas como do terceiro setor”, explica Paola Bocardo, Engenheira de Meio Ambiente da AES Tietê. O viveiro da AES Tietê produz um milhão de mudas por ano, com diversidade de aproximadamente 120 espécies de árvores nativas da Mata Atlântica e do Cerrado, utilizadas no reflorestamento das bordas dos reservatórios e no programa de fomento florestal da Companhia. O trabalho de reprodução começa com a coleta das sementes, quando geralmente são escolhidas 12 diferentes matrizes por espécies. “Esse processo é necessário para garantir a variabilidade genética das espécies produzidas pela empresa”, afirma Alexandre Astorino, Engenheiro de Meio Ambiente da AES Tietê. A coleta das sementes é feita de forma planejada e controlada, a fim de preservar o equilíbrio natural e garantir a alimentação da fauna e os mecanismos de regeneração natural das próprias espécies.

22 de setembro, 2015