Licença ambiental é concedida para obras na foz do Tijucas

Licença ambiental é concedida para obras de R$ 55,3 milhões na foz do Rio Tijucas, visando melhorar o escoamento, a navegabilidade e a proteção contra inundações.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, assinou recentemente a Licença Ambiental de Instalação para a construção dos molhes da Barra e a dragagem da foz do Rio Tijucas. O aval libera uma obra de mais de R$ 55,3 milhões no município de Tijucas e considerada estratégica para melhorar o escoamento das águas, ampliar a navegabilidade e fortalecer a proteção da cidade em períodos de chuva intensa.
O projeto prevê dois molhes, com 823 metros de extensão total, além do desassoreamento da foz do Rio Tijucas. A intervenção deve retirar sedimentos acumulados ao longo de mais de 20 anos e criar melhores condições para o fluxo das águas em direção ao mar, ponto considerado essencial para reduzir impactos em períodos de cheias e para ampliar o uso náutico do rio. Com o rio mais navegável, Tijucas passa a ter novas condições para atrair investimentos ligados ao turismo, lazer, serviços e marinas. Entre os projetos já em andamento está o Rioparque, bairro planejado de 460 mil m² da Novo Ambiente Urbanismo, que será implantado às margens dos rios Tijucas e Oliveira e prevê uma marina que, com as obras de dragagem e molhes, poderá receber embarcações de maior porte. “Tijucas sempre teve uma relação muito forte com o rio, mas faltava infraestrutura para transformar essa vocação em desenvolvimento. Os molhes e a dragagem criam uma nova condição para o município, tanto em segurança quanto em potencial econômico, urbano e náutico”, afirma Ricardo Laus, fundador da Novo Ambiente Urbanismo.
O Rioparque nasce alinhado a essa nova fase da cidade, com proposta de reconectar Tijucas às águas por meio de um bairro planejado com marina, parque linear de dois quilômetros aberto ao público, open mall, áreas verdes, espaços de convivência e infraestrutura integrada à paisagem natural. Para Laus, a obra pública reforça o potencial do rio como eixo de desenvolvimento urbano, turístico e imobiliário para os próximos anos.






