Mercado brasileiro de armazenamento cresce em 2026

O mercado brasileiro de armazenamento de energia, impulsionado por projetos com baterias e sistemas híbridos, registrou um crescimento de 50% em pedidos e cotações no primeiro quadrimestre de 2026.
Empresa de engenharia e construção de usinas fotovoltaicas e ativos de energia renovável, a TTS Energia confirmou que o mercado brasileiro de armazenamento de energia vem ganhando tração acelerada. No primeiro quadrimestre de 2026 houve um aumento de aproximadamente 50% de todos os pedidos e cotações recebidos que envolveram projetos com baterias, sendo que cerca de 25% correspondem a sistemas exclusivamente de armazenamento (BESS). Os dados mostram uma mudança no perfil da demanda por soluções energéticas no País, que passa a incorporar, de forma mais consistente, sistemas híbridos de geração solar com armazenamento e projetos dedicados a baterias.
Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, a TTS Energia registrou um crescimento de aproximadamente 300% nas consultas por projetos de BESS. “Estamos observando uma inflexão clara no mercado. Se antes o foco estava majoritariamente na geração solar, agora os clientes estão olhando para a gestão da energia como um todo, e as baterias passam a ser um elemento central nessa estratégia”, afirma Jacques Hulshof, CEO da TTS Energia. O movimento reflete tanto a maturidade tecnológica quanto os avanços regulatórios e as novas necessidades operacionais dos consumidores de energia, especialmente diante de desafios como curtailment, volatilidade tarifária e busca por maior segurança energética.
Entre os pedidos de orçamento para projetos que combinam energia solar e baterias, o setor industrial lidera com cerca de 70% das cotações, seguido pelo comércio (15%), agronegócio (10%) e serviços (5%), oriundos de investidores que pretendem participar do Leilão de Reserva de Capacidade para Armazenamento (LRCAP-BESS) (5%).“Para a indústria, o armazenamento não é apenas uma solução de eficiência, mas uma ferramenta estratégica, já que permite reduzir impactos de oscilações, garantir estabilidade e até viabilizar novos modelos operacionais”, explica Hulshof.
O avanço da demanda também está alinhado ao contexto regulatório e às expectativas em torno da contratação de sistemas de armazenamento em larga escala no Brasil. A realização do LRCAP-BESS e a evolução do arcabouço legal têm contribuído para dar maior segurança jurídica e previsibilidade ao setor, estimulando investimentos. A TTS Energia tem se movimentado para atender esse novo ciclo, ampliando sua atuação em projetos híbridos e sistemas de armazenamento, com um portfólio que inclui desde engenharia e desenvolvimento até construção (EPC) e operação e manutenção (O&M). A companhia tem experiência prática na implementação de soluções com baterias, incluindo projetos de microrredes e sistemas híbridos para clientes industriais e do agronegócio, integrando geração solar, armazenamento e sistemas avançados de gestão de energia. “As baterias deixam de ser um complemento e passam a ocupar um papel estrutural no sistema elétrico. Elas são fundamentais para aumentar a flexibilidade, reduzir perdas, integrar renováveis e garantir maior confiabilidade ao fornecimento de energia”, conclui Hulshof.












