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DENGUE

Participação da comunidade é essencial para reduzir números de casos

Participação da comunidade é essencial para reduzir números de casos

Em Atibaia, os casos somaram 11.814 notificados e 9.006 confirmados neste ano

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Trata Brasil, em fevereiro de 2024, revelou que o Brasil contabilizou mais de 217 mil casos de dengue nas primeiras quatro semanas de 2024, mais que o triplo em relação ao mesmo período de 2023. O aumento no número de casos pode ser explicado pela falta de medidas para promover saúde pública para a população, por meio de ações para tratamento de água, esgoto e descarte de resíduos sólidos (lixo). Tais iniciativas são essenciais para a vida humana e no combate à criadouros formados pela água parada, por exemplo e, consequentemente, da proliferação de mosquitos Aedes aegypti infectados, que causam a dengue.

Em Atibaia, os casos somaram 11.814 notificados e 9.006 confirmados neste ano, segundo dados informados pela Secretaria de Saúde da cidade. A falta de saneamento básico e os fatores climáticos criam um ambiente favorável para que os mosquitos infectados depositem seus ovos, propiciando o aumento da doença em áreas afetadas. Além das ações da prefeitura, é fundamental a participação da população em práticas diárias para eliminar possíveis focos em vasos, pneus velhos, caixas d’água, garrafas, latas, potes e outros locais propícios para reprodução do transmissor.

É preciso que todos colaborem com a destinação correta de esgoto e os diversos tipos de resíduos sólidos, visto que existem objetos descartados inadequadamente e que podem aumentar o risco de infestação da doença. Sendo assim, o descarte correto do lixo traz conscientização comunitária e está atribuído a eliminação de recipientes que possam acumular água. “Além disso, o tratamento apropriado de esgoto é crucial para reduzir a incidência de casos de pessoas infectadas no município, tanto que a Atibaia Saneamento, em parceria com a SAAE, realiza ações e iniciativas sobre a importância do saneamento básico garantindo um atendimento cada dia melhor’, esclarece Mateus Banaco, diretor-geral da Atibaia Saneamento.

Os investimentos em infraestrutura de saneamento básico não só garantem mais qualidade de vida, como também desempenham um papel crítico na redução da incidência de doenças transmitidas por vetores, como a dengue. Essas medidas não só protegem a saúde pública, mas também contribuem para um ambiente mais seguro e saudável para todos.

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ESGOTAMENTO SANITÁRIO
Melhoram índices de cobertura em Atibaia

Com a recente entrega da ETE Caetetuba, realizada em dezembro de 2020, a capacidade de tratamento de esgoto no município de Atibaia (SP) foi ampliada para 83,7% de todo esgoto coletado na cidade. Para Mateus Banaco, diretor da Atibaia Saneamento, a falta de coleta e tratamento de esgoto pode gerar prejuízos a longo prazo, o que reflete na saúde e qualidade de vida da população. “Temos trabalhado para elevar os índices de esgotamento sanitário na cidade através, entre outras medidas, da construção e modernização de EEEs (Estações Elevatórias de Esgoto) e ETEs. Sabemos que assim levaremos também mais saúde para os moradores de Atibaia e ficaremos mais próximos de alcançar a universalização do esgotamento sanitário no município”, comentou Banaco. A coleta e tratamento de esgoto fazem parte dos serviços do saneamento básico, porém, no Brasil, nem todos os municípios têm acesso a um sistema completo de esgotamento sanitário. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2019, 54,1% dos brasileiros têm o esgoto coletado, mas o índice de tratamento com relação a água consumida é de apenas 49,1%. A falta de tratamento de esgoto aumenta a transmissão de doenças e compromete a saúde pública, causando enfermidades como cólera, disenteria, meningite, amebíase e hepatite A e B. Para o meio ambiente, o lançamento do esgoto sem tratamento nos rios, lagos e córregos provoca um enorme desequilíbrio no ecossistema, podendo levar a mortalidade dos peixes, acúmulo de agrotóxicos e metais em animais e plantas aquáticas e até baixa concentração de oxigênio nas águas.

24 de fevereiro, 2021
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HIGIENE
Limpeza das mãos reduz metade das doenças

No dia 5 de maio foi comemorado o Dia Mundial da Higiene das Mãos para lembrar a importância dessa medida na prevenção de infecções. A data, criada em 2009 pela OMS, nunca fez tanto sentido como nos dias atuais, por conta na pandemia COVID-19. Segundo a Unicef, cerca de 3,5 milhões de crianças morrem a cada ano por complicações decorrentes de diarreia e infecções respiratórias agudas. Caso houvesse conhecimento sobre a importância da lavagem das mãos, esse número poderia ser reduzido entre 25% e 50%. Apesar de parecer bastante simples, afinal basta ter água limpa e sabão, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), a água potável é um recurso fora do alcance de quase 35 milhões de brasileiros. Outro fator para propagação de infecções é a falta de coleta e tratamento de esgoto. No Brasil, apenas 53% da população tem acesso à coleta de esgoto, segundo o SNIS-2018, o que mostra que quase metade da população não possui saneamento básico o que, infelizmente, gera uma maior dificuldade em conter o avanço de doenças infecciosas. Para tentar reduzir esses números negativos, o SAAE Atibaia apresenta uma cobertura de tratamento de água de 96% (SNIS). “Sem investimento no saneamento básico, com água tratada, esgoto destinado adequadamente e lixo coletado, entre outros pontos importantes, é impossível lutarmos efetivamente contra o COVID-19. Nosso esforço localmente é termos o máximo possível de pessoas com essa qualidade de vida que salva tantas vidas”, explica Fabiane Santiago, Superintende da SAAE. Indiara Guasti, gerente operacional da Atibaia Saneamento, empresa responsável pela coleta e tratamento de esgoto no município, diz que a empresa mantém uma Parceria Público-Privada com a SAAE. “Estudos comprovam que a cada R$ 1 investido em saneamento básico, economiza-se R$ 4 em saúde pública, e é este o intuito do nosso trabalho: oferecer 100% da coleta e tratamento de esgoto para garantir a saúde e bem-estar da população”, diz a gestora.

18 de maio, 2020
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PRAGAS URBANAS
Chuvas e calor favorecem dengue

As fortes chuvas e o calor do mês de março devem servir de alerta para a população, principalmente no controle do mosquito Aedes aegypti e escorpiões. Segundo Fernando Bernardini, biólogo e gerente de Desenvolvimento de Produtos da unidade de Environmental Science da Bayer, estas pragas urbanas aparecem nas casas quando encontram um ambiente propício, em que haja os chamados "4As": acesso, água, alimento e abrigo. "A população deve estar atenta, a estas pragas. Para evitar que isso ocorra, às vezes, é preciso mudar alguns hábitos. Por exemplo, lavar sempre a louça, não deixar água à vista, guardar os alimentos na geladeira ou em recipientes fechados e nunca acumular lixo", comenta o biólogo. Os casos de dengue somam 181 mil apenas em 2020, segundo o Ministério da Saúde, um aumento de 72% em relação ao mesmo período de 2019. Vinte estados já apresentam crescimento da doença no ano, sendo que São Paulo é que mais se destaca com 61 mil casos, crescimento de 72% na comparação com o mesmo período do último ano. A situação varia dentro do País e três Estados já dispararam com mais de 200 casos por 100 mil habitantes: Acre, Mato Grosso do Sul e Paraná. Entre as medidas para evitar o Aedes aegypti estão aparar os jardins, reduzir o volume dos arbustos - favorecendo a circulação de ar - e evitar locais com água parada e fresca, além da instalação de telas mosquiteiras nas janelas e portas, ou então deixá-las fechadas principalmente no final da tarde e ao anoitecer, além do uso dos repelentes. "Quando entram nas casas, o Aedes aegypti costuma ficar em ambientes baixos e sem exposição solar, como: atrás dos móveis, portas, cortinas e embaixo de mesa. Sabendo isso, são nesses locais que devem ser aplicados os inseticidas adequados ou verificar se a dedetização está sendo feita de forma correta", explica Fernando. Já os escorpiões aparecem com as altas temperaturas para reprodução e à procura de novos ninhos e, nesta transição, ocorrem os piores casos. O número de episódios quase quadriplicou nos últimos dez anos: passou de 40.287, em 2008, para 156.833 em 2018, segundo dados do Ministério da Saúde. O aumento é resultado de impactos ao meio ambiente, como a construção desordenada e o descarte inadequado de lixo, especialmente de material de construção. Tudo isso contribui com as condições que propiciam a proliferação. "A composição química de seu veneno é altamente tóxica, e, por isso, é considerado um dos mais perigosos. Uma característica essencial desta espécie é a partenogênese, um tipo de reprodução sem a presença de um macho - que pode chegar até 50 filhotes por ano", comenta Fernando. Os escorpiões têm como presas as baratas, cupins, grilos e aranhas de pequeno porte. "Além da manutenção e higienização dos ambientes, a escolha de um produto adequado para o controle do escorpião é essencial. Quando identificada a presença desses animais, uma empresa de controle de pragas especializada deve ser chamada. A Bayer possui um Programa de Proteção, uma parceria com controladoras de pragas selecionadas para oferecer o melhor serviço para o consumidor", finaliza Fernando. Maiores dicas sobre o controle de pragas urbanas podem ser acessadas no http://www.bayer.com.br .

31 de março, 2020
Como lidar com a falta do saneamento básico no Brasil?
DIA DA ÁGUA
Como lidar com a falta do saneamento básico no Brasil?

Por Elias Oliveira * Avançamos muito pouco no quesito de saneamento e isso é grave, pois são inúmeros os danos que esse cenário pode trazer à população. De acordo com uma pesquisa realizada em 2015 pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados, 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgotos e, desse resultado, somente 42% dos esgotos são tratados. Diante desses números, é importante aproveitar o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, para debater a questão do saneamento básico. É que outro dado significativo apresentado nesse estudo também chama a atenção: em 24 capitais brasileiras, menos de 80% dos esgotos são tratados. Basta olhar para um dos grandes problemas da saúde pública no momento: a proliferação do mosquito Aedes Aegypti e o consequente aumento desenfreado dos casos de dengue, chikungunya e vírus zika. Isso ocorre porque o esgoto a céu aberto se acumula em poças, que se misturam às águas da chuva e se transformam em novos criadouros para o mosquito. Uma publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), World Health Organization (WHO), de 2002, trata sobre a redução de riscos e promoção de uma vida saudável, o documento diz que efeitos adversos à saúde estão ligados à ingestão de água insegura associada à higiene inadequada e motivadas pela falta de acesso ao saneamento e gestão inadequada dos recursos e sistemas hídricos, sendo que a diarreia infecciosa é o maior fator de contribuição para carga de doenças associadas à agua, ao saneamento e à higiene. A diarreia infecciosa é responsável por cerca de 4 bilhões de casos a cada ano. Outras doenças, como a febre tifoide, hepatite A e E, pólio e cólera também são potencialmente causadas pela falta de tratamento da água. Além das muitas vítimas, o combate a essas doenças também afeta diretamente os cofres públicos, afinal investir em saneamento e prevenir os danos custa bem menos que cuidar de um paciente internado. Já é de conhecimento que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar gasto com o saneamento básico representa uma economia de US$ 4,3 com a saúde. Embora seja uma realidade distante de boa parte da população, algumas soluções químicas são extremamente eficazes para minimizar os níveis de contaminação da água e capazes de contribuir diretamente com a qualidade de rios, lagos, represas e lençóis freáticos. Para auxiliar no tratamento feito tanto por administrações públicas quanto por privadas, empresas nacionais trabalham constantemente no desenvolvimento de sistemas e produtos altamente eficazes e seguros, como o Cloro ideal para desinfecção de águas e esgoto. Soluções a base de cloro já são aplicadas a mais de cem anos, por exemplo, em estações de tratamento e também em indústrias de alimentos e bebidas. É o meio mais eficaz e barato para prevenir doenças, eliminar parasitas, vírus, fungos e bactérias. Ter água limpa e saneamento básico é mais que um direito, é sinônimo de qualidade de vida e saúde para a população. Por isso, o Dia da Água deve ser visto como uma oportunidade perfeita para chamarmos a atenção do poder público, da sociedade civil e da iniciativa privada para um dos grandes problemas do país que necessita urgente de uma solução. *Elias Oliveira é gestor institucional da unidade de negócio Sabará Químicos e Ingredientes, pertencente ao Grupo Sabará, empresa que oferece ao mercado soluções integradas para o tratamento de águas industriais e saneamento básico, garantindo há mais de 60 anos o fornecimento de produtos, equipamentos, assistência técnica e prestação de serviços para a desinfecção de águas em diversos processos industriais.

21 de março, 2017