Publicidade
FUNDO DO MAR

Pesquisa visa identificar recursos minerais

Pesquisadores apoiados pela Fapesp e pelo Natural EnvironmentResearchCouncil (NERC), conselho de pesquisa britânico irão estudar a formação de depósitos de metais da Elevação Rio Grande, cordilheira situada no fundo do Oceano Atlântico, distante 1,5 km da costa brasileira. A intenção dos pesquisadores é identificar a presença de minerais e elementos químicos, cada vez mais raros na superfície terrestre. Também serão pesquisadas nesse projeto as planícies abssais da Ilha da Madeira, no Atlântico Norte. Durante a apresentação do projeto, ocorrida no início de dezembro, nas instalações da Fapesp, em São Paulo, Frederico Brandini, do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP), coordenador do Marine E-tech no Brasil, salientou a dependência brasileira por terras raras para desenvolver suas tecnologias e a imensidão da costa brasileira passível de exploração: “a Elevação do Rio Grande é uma potencial fonte de recursos, mas sobre a qual ainda se sabe muito pouco nas ciências oceanográficas e na mineração, o que inviabiliza o entendimento de suas potencialidades e da sustentabilidade da sua exploração. As pesquisas serão conduzidas para encontrar soluções nesse sentido”, destacou. Na ocasião, Brandini ressaltou ainda que os nódulos polimetálicos, concentrações de diferentes metais formadas no fundo do oceano, tem ferro e manganês na maior parte de sua composição e que a exploração desses minerais depende de conhecimento científico e de tecnologias específicas devido à profundidade em que se encontram. Entre os tesouros submersos os pesquisadores indicam a presença de telúrio (presente em apenas 0,0000001% da superfície, o que o torna três vezes mais escasso do que o ouro), cobalto e selênio.

Pesquisadores apoiados pela Fapesp e pelo Natural EnvironmentResearchCouncil (NERC), conselho de pesquisa britânico irão estudar a formação de depósitos de metais da Elevação Rio Grande, cordilheira situada no fundo do Oceano Atlântico, distante 1,5 km da costa brasileira. A intenção dos pesquisadores é identificar a presença de minerais e elementos químicos, cada vez mais raros na superfície terrestre. Também serão pesquisadas nesse projeto as planícies abssais da Ilha da Madeira, no Atlântico Norte.

Durante a apresentação do projeto, ocorrida no início de dezembro, nas instalações da Fapesp, em São Paulo, Frederico Brandini, do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP), coordenador do Marine E-tech no Brasil, salientou a dependência brasileira por terras raras para desenvolver suas tecnologias e a imensidão da costa brasileira passível de exploração: “a Elevação do Rio Grande é uma potencial fonte de recursos, mas sobre a qual ainda se sabe muito pouco nas ciências oceanográficas e na mineração, o que inviabiliza o entendimento de suas potencialidades e da sustentabilidade da sua exploração. As pesquisas serão conduzidas para encontrar soluções nesse sentido”, destacou.

Na ocasião, Brandini ressaltou ainda que os nódulos polimetálicos, concentrações de diferentes metais formadas no fundo do oceano, tem ferro e manganês na maior parte de sua composição e que a exploração desses minerais depende de conhecimento científico e de tecnologias específicas devido à profundidade em que se encontram. Entre os tesouros submersos os pesquisadores indicam a presença de telúrio (presente em apenas 0,0000001% da superfície, o que o torna três vezes mais escasso do que o ouro), cobalto e selênio.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
OCEANOS
Projeto da EU vai explorar Atlântico

O Laboratório de Biodiversidade e Processos Microbianos (LMPB) do Departamento de Hidrobiologia (DHb) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) é uma das 36 organizações de 13 países diferentes que participam do projeto internacional AtlantECO ( www.atlanteco.eu ). O projeto irá estudar os efeitos das mudanças climáticas no microbioma do Oceano Atlântico. O projeto de pesquisa tem financiamento da União Europeia (programa H2020) para explorar o Oceano Atlântico de polo a polo. O projeto vai realizar o mapeamento de conhecimentos novos e dos já existentes sobre os organismos microscópicos que habitam os rios, as águas costeiras, o oceano aberto, os sedimentos marinhos e a atmosfera, além daqueles encontrados no lixo plástico. "O LMPB da UFSCar fará a coordenação das campanhas oceanográficas realizadas no Brasil, o sequenciamento de DNA e manutenção de banco de amostras do Atlântico Sul, e levantamento de dados já existentes para compilar a maior base de dados do Atlântico, assim como participar no tratamento bioinformático de todas essas informações", explica o professor do DHb e coordenador do Laboratório, Hugo Miguel Preto de Morais Sarmento. Inspirado por pesquisas médicas que combinam abordagens genéticas, de imagem e ambientais de próxima geração, o AtlantECO desenvolverá ferramentas de diagnóstico e métricas para avaliar e prever mudanças na saúde do Oceano Atlântico. O projeto irá vigorar entre 2020 e 2025 e determinará como as regiões marinhas e seus ecossistemas estão conectados ao longo e através do Oceano Atlântico, desenvolvendo modelos que levam em consideração processos dinâmicos, como grandes plumas de rios e circulação oceânica. Juntamente com cenários climáticos futuros, esses modelos ajudarão a prever a migração de espécies, a capacidade do oceano de capturar e armazenar dióxido de carbono atmosférico, o transporte de poluentes e riscos como plásticos e nutrientes e o equilíbrio entre a saúde do ecossistema e as atividades humanas. Esta pesquisa foi implementada através da Declaração de Belém, assinada em julho de 2017 pela União Europeia, Brasil e África do Sul, com o objetivo de preencher lacunas de conhecimento entre as regiões amplamente estudadas do Atlântico Norte e as ainda pouco estudadas do Atlântico Sul. Cinco estudos desenvolvidos entre as partes interessadas locais em torno da bacia do Atlântico demonstrarão o valor dos resultados do AtlantECO para a economia azul e a sociedade, abordando, por exemplo, a detecção precoce de ameaças prejudiciais em locais de aquicultura, o impacto da mineração na costa de Microbiomas da África Austral e a saúde dos ecossistemas costeiros, os impactos das mudanças climáticas nas cadeias de valor da pesca e a resposta dos microbiomas à perfuração offshore e extração de combustível fóssil na costa do Brasil. O trabalho de campo do AtlantECO será realizado a bordo de vários navios oceanográficos nacionais e veleiros projetados para expedições científicas. Maiores informações sobre o AtlantECO podem ser obtidas no site www.atlanteco.eu . Já , informações sobre o Laboratório de Biodiversidade e Processos Microbianos (LMPB) estão disponíveis em www.lmpb.ufscar.br .

1 de dezembro, 2020
Saneamento Ambiental Logo
LITORAL BRASILEIRO
Manchas de óleo completam um ano

Entre o final de agosto e início de setembro de 2019 apareceram no litoral nordestino brasileiro manchas de óleo que atingiram mais de três mil km da costa. Grande parte do material poluente foi retirada, mas, mesmo assim, especialistas indicam que há riscos ainda para os ecossistemas marinhos. “Embora a imagem degradante das manchas aparentemente tenha sido resolvida, o óleo ainda está lá, gerando impactos pouco visíveis ao olhar comum”, alerta o membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e pesquisador do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), Alexander Turra. Segundo o especialista, parte do óleo se acumulou no fundo do mar, misturando-se com os sedimentos e formando grumos pegajosos de poucos centímetros que, de tempos em tempos, são lançados nas praias por meio de tempestades e ressacas e seguem liberando compostos químicos no ambiente. Em junho de 2020, nove meses após o evento, o material poluente ressurgiu na costa de estados como Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A investigação conduzida pela Marinha do Brasil levantou hipóteses de derramamento acidental, intencional, operação ship to ship ou naufrágio de um navio petroleiro, mas a origem permanece desconhecida. O inquérito concluído apontou que o derramamento de óleo ocorreu a 700 km da costa e viajou submerso por 40 dias. O ecólogo e coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Robson Capretz, realça a necessidade de monitoramento das águas, considerando a importância do oceano para a manutenção da vida no planeta. “O oceano é responsável pela estabilidade do clima, pela produção de alimentos e estocagem de carbono, além de movimentar a economia, envolvendo setores como transporte, recursos minerais, energia e turismo. Os ambientes marinhos também são fonte de renda e berço de culturas e tradições de populações tradicionais”, destaca. “É preciso que seja desenvolvida tecnologia para identificar e monitorar em tempo real manchas que se aproximam da costa pela superfície ou abaixo dela e todos os navios que passem ao longo da costa brasileira – em especial os navios-tanque. Também é preciso definir procedimentos e indicadores prévios de alerta, como o desligamento do transponder de um navio ou padrão suspeito de navegação, de forma a permitir ação rápida da Marinha”, aponta Turra. No vazamento de 2019, foram afetadas 906 localidades em 127 municípios de 11 estados. O governo federal desembolsou R$ 172 milhões para conter o avanço das manchas e coletar os resíduos. À época, a Marinha do Brasil mobilizou 54 organizações militares, 2.700 membros das forças armadas, 16 navios, duas aeronaves, além de embarcações e viaturas pertencentes às diversas capitanias dos portos, delegacias e agências sediadas ao longo do litoral.

8 de setembro, 2020
Saneamento Ambiental Logo
MERCÚRIO
Estudo sobre emissões em garimpos

O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) realiza levantamento sobre as emissões de mercúrio nas atividades de ouro em pequena escala em solo brasileiro. O trabalho faz parte do acordo do Governo nacional em cumprir a Convenção de Minamata – onde o Brasil é signatário. A Convenção de Minamata pretende reduzir as emissões e eliminar o uso do mercúrio, para proteger a saúde humana e o meio ambiente dos efeitos nocivos do metal líquido. O estudo realizado é uma solicitação do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e vai ajudar a descrever o atual cenário dos garimpos de ouro. O trabalho já começou nos estados com maior produção: Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amapá. Os garimpos da Bahia também serão analisados. Em parceria com órgãos públicos estaduais e municipais e cooperativas de garimpeiros, um grupo de pesquisadores já visitou garimpos do Mato Grosso, Pará e Amapá. “Agora, estamos organizando nossa expedição para o estado de Rondônia e vamos finalizar com a Bahia”, acrescentou Zuleica Castilhos, pesquisadora do Cetem. O levantamento total deve ser concluído em novembro deste ano, com o relatório sendo entregue ao Ministério do Meio Ambiente. Para a pesquisadora, a perda de mercúrio para o meio ambiente, sobretudo para a atmosfera, pode ser reduzida com a adoção de novas tecnologias. “O que a gente pode ver neste trabalho é que em algumas áreas, comparado ao final dos anos 1980 e início dos anos 1990, houve mudanças nos garimpos e, com isso, uma redução muito importante do percentual de mercúrio perdido para o meio ambiente. Atualmente, há um interesse maior em recuperar o mercúrio perdido, inclusive porque o produto ficou muito caro. Então, existem passos no processo de produção para a efetiva recuperação do mercúrio.”

10 de outubro, 2017
Saneamento Ambiental Logo
OCEANOS
UE, Brasil e África do Sul assinam acordo do Atlântico Sul

Autoridades da União Europeia, Brasil e África do Sul assinaram a Declaração de Belém sobre Cooperação em Investigação e Inovação do Oceano Atlântico. O acordo foi celebrado durante o evento “A New Era of Blue Enlightenment” realizado entre 12 e 14 de julho em Lisboa, Portugal. A ideia é reforçar os objetivos de cooperação mútua relacionados com a proteção de ecossistemas marinhos e ligações entre oceanos e clima. Para o Coordenador-geral de Oceanos, Antártica e Geociência, do MCTIC, Andrei Polejack, este acordo tripartido é um salto muito importante para os países envolvidos, porque amplia o conhecimento no Atlântico Sul, até então muito pouco estudado. “Essa aliança tratará todo o oceano como uma única bacia, a fim de entender melhor o seu funcionamento. Vai unir as ações da cooperação Sul-Sul, deixando um legado para a questão da sustentabilidade do Oceano”, explicou. O evento foi importante para o intercâmbio de informações e experiências sobre pesquisa marítima, com base em prioridades definidas em conjunto para a abertura de uma cooperação mais ampla em futuros projetos conjuntos de investigação colaborativa focados no Atlântico. Além de representantes do MCTIC, a delegação brasileira foi composta por 15 investigadores de universidades e institutos, e participantes das agências de fomento. Segundo Andrei Polejack, este “evento é importante, pois vai unir esforços das grandes nações científicas do Atlântico Sul, a fim de gerar conhecimento e troca de experiências”. Além do acordo, o evento debateu outros temas como abordagens climáticas e ecossistêmicas, sistema de observação e previsão da terra e do oceano, segurança alimentar, gestão das pescas e aquicultura e biodiversidade, tecnologia oceânica e investigação polar, especialmente, as interconexões entre o Atlântico e a Antártica.

24 de julho, 2017