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CERRADO

Pesquisadora faz descoberta no Legado Verdes

Pesquisadora faz descoberta no Legado Verdes

Indiara coletou amostras de mais de 900 árvores, distribuídas em 154 espécies.

A doutoranda da Universidade Federal de Goiás (UFG), Indiara Nunes Mesquita Ferreira por meio de um estudo inédito para a sua tese de doutorado em Produção Vegetal: o inventário florístico de comunidades de árvores nativas da região de Niquelândia, no Norte de Goiás, descobriu altos índices de biodiversidade da flora contidos no Legado Verdes do Cerrado, Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável (RPDS), de propriedade da CBA – Companhia Brasileira de Alumínio, ao qual ela teve acesso para a realização do mapeamento.

Indiara coletou amostras de mais de 900 árvores, distribuídas em 154 espécies, números que chamam atenção pela diversidade identificada, que caracteriza alto grau de conservação do bioma, e reflete a extensão de áreas com florestas conservadas na reserva, aspectos que Indiara considera incomuns de serem encontrados no Cerrado nos dias atuais. "Aquilo que vemos nos livros sobre o Cerrado, eu pude visualizar ao longo da pesquisa no Legado Verdes do Cerrado. Nem na minha época de infância, andando pela região do Orizona, em Goiás, eu vi um Cerrado tão bonito e tão diverso. Ali, eu pude constatar quanta riqueza o Cerrado possui", enfatiza a doutoranda da UFG.

As visitas de campo ao Legado Verdes do Cerrado foram autorizadas no fim de 2017, quando foi firmado o acordo para a realização do estudo entre o Inventário Florestal Nacional (IFN), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Serviço Brasileiro Nacional (SFB), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). As amostras botânicas foram coletadas ao longo de 2018 e incorporadas aos Herbários da UFG e da Embrapa Cenargen (Centro Nacional de Recursos Genéticos), locais que abrigam e conservam fragmentos vegetais derivados de pesquisas científicas. As análises das amostras coletadas no Legado foram levadas ao laboratório de Inventário Florestal da UFG.

O doutorado previsto para ser concluído este ano traz, segundo a pesquisadora, espécies vulneráveis e ameaçadas de extinção, como a Garapa e o Cedro. Além dessas, foram identificadas árvores protegidas pela legislação ambiental do Estado de Goiás, como o Baru, o Pequi, a Aroeira, o Angico e o Gonçalo Alves, além de três espécies de Ipês. O resultado detalhado da pesquisa, incluindo a lista das espécies de árvores nativas identificadas no Legado, poderá ser conhecido, em breve, em artigo que está sendo produzido para publicação científica da Escola de Agronomia da UFG.

Para Indiara, o estudo marca de forma significativa sua carreira na pesquisa. "O maior presente de um trabalho como esse é saber que estou trilhando um caminho muito importante da história do Cerrado, que possui uma biodiversidade muito valorosa. Poder contribuir com a conservação do bioma é algo que me realiza como pesquisadora", finaliza a doutoranda da UFG.

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SISTEMAS AGROFLORESTAIS
Modelo da CBA para preservar o Cerrado

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) criou em Niquelândia, no norte de Goiás, o Legado Verdes do Cerrado (LVC), Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável, com uma área de 6,9 hectares que une a produção agrícola com o cultivo de espécies nativas, principalmente, o baru e o cajuzinho do cerrado. Este é um exemplo de Sistema Agroflorestal (SAF), que reúne culturas de importância agronômica em consórcio com a floresta e têm sido utilizados como aliados na recuperação de áreas degradadas e proteção do Cerrado. Por meio da agrofloresta, o Legado Verdes do Cerrado contribui para a conservação da biodiversidade do bioma e melhoria da qualidade e estrutura do solo, para a fixação de carbono, além de servir como atrativo para a avifauna local. A iniciativa reflete a preocupação manifestada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), que buscam unir ações globais para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente, o clima e garantir que as pessoas tenham paz e prosperidade. O 13° ODS afirma que é preciso tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos, enquanto o 2° ODS fala em combater a fome, buscar a segurança alimentar e promover a agricultura sustentável. Além da conservação da biodiversidade do Cerrado, o modelo de agrofloresta é também uma alternativa de geração de renda para as populações em situações de vulnerabilidade econômica e ambiental. Os resultados da agrofloresta promovem a conservação e a restauração do Cerrado, com o resgate de paisagens, proteção de cursos da água e interação entre fauna e flora. Outro benefício é a atração de polinizadores como abelhas, que são indispensáveis para a perpetuação das espécies, e a conservação da biodiversidade local. A agrofloresta também atrai pássaros, como os tucanos, que se alimentam de bananas, e caititus, que consomem mandioca, além de antas, cachorros do mato e tatus. Aproximadamente 80% da área de 32 mil hectares do Legado Verdes do Cerrado é composta por Cerrado nativo. A Reserva tem como principal preocupação a conservação e restauração do bioma local. Conhecido como berço das águas, o Cerrado é um ecossistema que necessita de cuidados e, por isso, iniciativas como a do LVC de trabalhar com a agrofloresta são fundamentais para contribuir com a proteção da vida, da água e da biodiversidade no planeta. O avançado estado de conservação do Legado Verdes do Cerrado possibilita coletar sementes no próprio território, ofertar diversidade genética de espécies e propiciar a alta qualidade das mudas produzidas no Centro de Produção de Biodiversidade, seja para a agrofloresta, seja para os projetos de restauração. O LVC tem ainda como prioridades as pesquisas científicas voltadas para a conservação do bioma. Com o objetivo de fomentar ainda mais os Sistemas Agroflorestais (SAFs) para a regeneração de áreas degradadas, o Legado Verdes do Cerrado desenvolveu projeto em parceria com o Instituto Tiradentes, escola local que ministra um curso técnico de agropecuária com ênfase em agroecologia. O propósito maior é a difusão da tecnologia social entre os produtores rurais, estimulando o debate da produção agrícola sustentável no Brasil. Durante a parceria, foram capacitados 25 jovens.

19 de abril, 2021
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LEGADO VERDES
CBA comemora Dia do Cerrado com ações

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) comemorou o Dia do Cerrado, 11 de setembro, com a realização de um projeto de conservação e desenvolvimento sustentável em Niquelândia (GO). Em uma área de 32 mil hectares, das quais 80% de Cerrado nativo, a companhia implementa há três anos uma nova forma de uso e ocupação do solo, onde 20% do seu espaço é destinado às economias tradicionais (pecuária, agricultura e silvicultura), usado de maneira inteligente e rentável para custear os outros 80%, que representam a área de Cerrado nativo conservado. A reserva é também um grande laboratório de pesquisas a céu aberto para estudantes e profissionais que, em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), desenvolvem projetos relacionados ao Cerrado. “Acreditamos que podemos ter uma sociedade melhor a partir do momento em que mudamos nossa relação com o Cerrado. O Legado Verdes do Cerrado tem um papel importante não só em promover ações de conservação, mas também em levar o Cerrado para perto das pessoas, seja por meio de pesquisas científicas, seja por ações de reflorestamento ou paisagismo urbano com mudas nativas e ações educativas para a população. A filosofia do Legado é sempre integrar pesquisa, produção e relacionamento social para que essas três vertentes possam melhorar a sustentabilidade dos locais em que nós habitamos e trabalhamos”, explica o diretor da Reservas Votorantim, David Canassa. No sistema agroflorestal implantado no Legado, os ecossistemas naturais são replicados, o que otimiza o uso da terra e concilia a conservação ambiental com a produção de alimentos. A agrofloresta do Legado Verdes do Cerrado tem hoje seis hectares de área cultivada com previsão de expansão a uma área total de 17 hectares ainda neste ano. Mais de cinco mil mudas já foram plantadas, de espécies como limão, banana, goiaba, mandioca, além de espécies do Cerrado, como cajuzinho-do-cerrado e baru. Além de ser uma alternativa de produção sustentável de alimentos, a agrofloresta é um atrativo para a fauna, na medida em que possibilita uma nova dinâmica que reequilibra o ecossistema. No Legado, a área cultivada recebe visita constante de antas, raposas, caititus, tatus e diversas espécies de pássaros nativos. As mudas utilizadas foram produzidas no Centro de Produção de Biodiversidade (CPB) do Legado, que trabalha com espécies nativas. A produção do CPB teve início em 2018 e cresceu em 2019, consolidando a iniciativa como um novo e promissor negócio. O CPB foi ampliado chegando a uma capacidade de produção de 300 mil mudas/ano, atendendo à demanda de projetos de reflorestamentos principalmente nos estados de Goiás e Minas Gerais. No local são cultivadas 50 espécies diferentes, entre elas aroeira, angico, baru, canela-de-ema, pitomba, guariroba, pequi e ipê. As plantas produzidas atendem à demanda de parceiros da Reserva, instituições e proprietários rurais, além de prefeituras em projetos de recuperação da flora e paisagismo urbano. As sementes para produção das mudas são coletadas na própria reserva. O projeto já conta com 1,9 milhão de amostras de espécies nativas. A iniciativa tem papel fundamental na conservação da biodiversidade, pois quando conservadas corretamente, algumas sementes podem ficar guardadas por décadas. O banco de sementes contribui, ainda, para o melhoramento genético, já que por meio da seleção de sementes é possível reduzir a suscetibilidade das plantas a pragas ou a mudanças climáticas.

14 de setembro, 2020
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PREMIAÇÃO
Legado Verdes do Cerrado é reconhecido

Projeto realizado pelo Instituto Educacional Tiradentes, de Niquelândia (GO), que conta com a parceria do Legado Verdes do Cerrado (LVC), Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável, de propriedade da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), venceu a etapa estadual do Prêmio Sebrae de Educação Empreendedora, na categoria Ensino Profissional. O projeto vencedor foi “Campus Avançado de Agricultura Familiar”, classificado para a etapa regional do concurso e que poderá disputar o prêmio em âmbito nacional. O instituto fundou um campus agrícola no Distrito de Muquém, onde professores e alunos desenvolveram trabalhos de agroecologia e o curso técnico em Agropecuária, com disciplinas de empreendedorismo e cooperativismo. Além disso, o projeto criou a Cooperativa de Produtores Agroecológicos da Agricultura Familiar (Coopeag), com mais de 40 agricultores. “A única renda garantida de quem mora no Distrito de Muquém é durante a festa no Santuário de Nossa Senhora D’Abadia, nos meses de julho e agosto. Qualificar os jovens desse povoado é garantir novas oportunidades de trabalho e renda durante o ano todo”, explica o diretor do Instituto Tiradentes, Manoel Alves Gomes Júnior. O Legado Verdes do Cerrado é um dos principais parceiros do Instituto Educacional Tiradentes e oferece bolsas de estudo integrais para alunos carentes da região de Niquelândia, que fazem o curso de Técnico em Agropecuária. Os bolsistas trabalham no Campus Avançado de Agricultura Familiar e desenvolvem sistema de produção de frutas sintrópicas (cultivo de espécies arbóreas junto a culturas agrícolas, como verduras, legumes e frutas de ciclo curto) nas áreas do Núcleo Engenho, de propriedade do LVC. Eles pesquisam e ajudam no manejo do sistema agroflorestal. Além do Legado, são parceiros do Instituto Tiradentes a Smart Supermercados, STR Niquelândia, Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar do Estado de Goiás (Fetaeg), Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FMDCA), Fundo de Parceria de Ecossistemas Críticos (CEPF), Instituto Internacional de Educação do Brasil e Secretaria Municipal de Assistência Social de Niquelândia.

11 de julho, 2019
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LEGADO VERDES
Aberto edital para pesquisa científica no Cerrado

O Legado Verdes do Cerrado em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) lançou edital onde pesquisadores doutores, que realizam trabalhos sobre a fauna e a flora do Cerrado, terão a oportunidade de aprimorar seus estudos. O edital vai selecionar especialistas interessados em executar projetos de conservação da natureza dentro do Legado, em Niquelândia (GO), uma das maiores áreas privadas de Cerrado conservado do país, de propriedade da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). As inscrições para o edital devem ser feitas até o dia 2 de julho por meio do site http://www.fapeg.go.gov.br/oppfapeg/#/chamadas , no qual consta o edital com os requisitos para submissão das propostas e o cronograma das etapas de seleção. O edital é aberto a pesquisadores com título obtido em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu recomendado pela Capes ou formalmente convalidado no Brasil, se obtido no exterior; residentes e domiciliados no Estado de Goiás; e com vínculo profissional com Instituições de Ensino Superior (IES) ou em Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIs) do Estado de Goiás. As propostas devem estar relacionadas a um dos três campos temáticos: levantamento da fauna e da flora local, elaboração de estudo da hidrografia e estudo do impacto ambiental das zonas de cultivo. Serão prioritários na seleção projetos que representem esforços de médio e longo prazo para atingir resultados duradouros na conservação dos habitats e espécies do Legado. O período de desenvolvimento das pesquisas deverá ser de 12 a 24 meses. As propostas aprovadas receberão apoio financeiro do Legado Verdes do Cerrado e da Fapeg. O resultado final será divulgado no dia 6 de setembro. “Investir em pesquisa científica e gerar conhecimento para a sociedade é o caminho para que a conservação do Cerrado e a produção responsável de alimentos prosperem de maneira harmoniosa”, afirma David Canassa, diretor da Reservas Votorantim.

25 de junho, 2018
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SUSTENTABILIDADE
Legado Verdes do Cerrado faz um ano

A contribuição com o reflorestamento de nascentes dos rios com mudas produzidas em viveiros e identificação das principais espécies florísticas do Cerrado foram alguns dos avanços conseguidos com o programa Legado Verdes do Cerrado, que está completando um ano, desenvolvido na única Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável da região Centro-Oeste, localizada em Niquelândia (GO), com 32 mil hectares, que é mantida e conservada pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e gerido pela Reservas Votorantim, empresa encarregada de administrar os ativos ambientais da Votorantim S.A. Em um ano de atividades da reserva, as parcerias firmadas tornaram possível aprimorar as ações de conservação ambiental, além de fomentar a geração de conhecimento científico público. Entre as instituições parceiras, segundo a CBA, estão a Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade de Brasília (UnB) e a unidade integrada Sesi-Senai de Niquelândia. “A troca de experiências e a soma de esforços possibilitam desenvolver ações que proporcionam vários benefícios. As parcerias firmadas geram conhecimento sobre a fauna e a flora locais, além de impulsionar a conscientização da sociedade, uma vez que as pesquisas realizadas se tornam públicas e podem ser consultadas para basear outras iniciativas em prol da proteção do meio ambiente”, disse David Canassa, diretor da Reservas Votorantim.

12 de abril, 2018
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BIOMAS
CBA cria ‘legado Verdes do Cerrado’

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) assinou protocolo de intenções para instituir o ‘Legado Verdes do Cerrado’ em parceria com o governo goiano. Localizado no município de Niquelândia, o ‘Legado Verdes do Cerrado tem área de 32 mil hectares, que é protegida pela Votorantim há mais de 40 anos. Serão desenvolvidas iniciativas voltadas à biodiversidade do cerrado, além da produção convencional de gado, plantio de soja e outras culturas, o que atualmente já acontece em 6 mil hectares da área total da reserva. O ‘Legado Verdes do Cerrado’ é uma Reserva Privada de Desenvolvimento Sustentável (RPDS), um modelo inovador de gestão. A área de cerrado é constituída por duas fazendas. A Fazenda Engenho possui áreas dedicadas à pecuária, produção de soja e silvicultura, e onde se encontram as nascentes de três rios: Peixe, São Bento e Traíras, dos quais é captada toda a água de abastecimento público de Niquelândia. Já a Fazenda Santo Antônio Serra Negra possui pequenas áreas para criação de gado extensivo e é localizada nas proximidades do reservatório da hidrelétrica Serra da Mesa. “O Legado Verdes do Cerrado será uma área para a prática de atividades relacionadas à economia verde, que promovam o desenvolvimento econômico para a região, além de fomentar a pesquisa da flora e fauna do cerrado, o segundo maior bioma da América do Sul, de grande importância hidrográfica e de biodiversidade”, explica Ricardo Carvalho, diretor-presidente da CBA. Entre as parcerias já firmadas para o projeto estão o Instituto Votorantim, Reservas Votorantim, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), EMBRAPA Cerrado, Conservação Internacional, Universidade de Brasília, Universidade Federal e Estadual de Goiás. Em 2017 serão investidos no estado de Goiás cerca de R$ 17 milhões, entre iniciativas de preservação ambiental, como o ‘Legado Verdes do Cerrado’; a manutenção de nascentes de cursos d’água; e o programa de promoção do desenvolvimento local de Niquelândia, voltado para o fomento de novas cadeias produtivas, empoderamento da comunidade e empreendedorismo, melhoria da qualidade da educação pública e apoio à gestão pública.

10 de fevereiro, 2017