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ESG

Práticas sustentáveis dão desconto em seguros

Práticas sustentáveis dão desconto em seguros

Serão consideradas ações como reúso da água, reaproveitamento ou uso eficiente, reciclagem ou descarte sustentável, e utilização de placas solares.

Com o objetivo de disseminar a sustentabilidade em ações empresariais e a adoção de projetos que estimulem a disseminação da cultura sustentável em toda a cadeia, o Conglomerado Alfa lança duas iniciativas voltadas para os clientes da carteira de seguros da companhia.

A partir de agora, os clientes que contratarem um seguro residencial - para a casa ou apartamento - ou uma proteção para a empresa ou condomínio com programas contínuos de sustentabilidade receberão desconto na apólice. Serão consideradas ações como reúso da água, reaproveitamento ou uso eficiente; reciclagem ou descarte sustentável; ou utilização de placas solares. “Atualmente, as diretrizes ESG permeiam todas as ações desenvolvidas e implementadas em nossa companhia, mas a nossa intenção é que isso também se estenda aos nossos parceiros e segurados. Por isso, com o novo benefício, além de reconhecer e premiar os clientes que já adotam práticas mais sustentáveis em suas residências, condomínios e empresas, a ideia é disseminar e fomentar a adoção de ações com estes objetivos em um número cada vez maior de locais, explica Celso Paiva, diretor da Alfa Seguros.

Já a segunda novidade é realizada com uma empresa especializada em despojo de salvados, passando a disponibilizar aos segurados um serviço de descarte sustentável. Em caso de sinistro, os clientes conseguirão realizar a destinação correta do item sinistrado e, ainda, receberão um certificado atestado à destinação ecologicamente correta. Entre os itens que poderão ser destinados estão móveis e equipamentos eletrônicos contidos em uma residência, empresa ou condomínio, tais como: sofá, colchão, geladeira, mesa, cadeira, armário, fogão, televisão, computador, máquina de lavar roupa ou louça. “Através do serviço de descarte de salvados, buscamos oferecer consciência socioambiental nos nossos negócios aos clientes. Assim, buscaremos cada vez mais uma gestão responsável, cujas metas e resultados contribuam para o desenvolvimento sustentável”, afirma Paula Moreno, diretora de Asset e responsável pela área de ESG do Alfa.

A Alfa lançou recentemente também o programa ‘Alfa Impacta Mais’, que visa a garantir que o Banco contribua para o desenvolvimento socialmente inclusivo, com respeito aos direitos humanos e proteção dos recursos naturais, aliados à filosofia corporativa da integridade e da adoção das melhores práticas de governança no ambiente de negócios. A iniciativa integra as diversas ações que já são desenvolvidas pela Alfa em várias frentes ESG, como a gestão de riscos socioambientais, o desenvolvimento de produtos “verdes”, a aceleração de ONG’s, a iniciativa de hub de inovação com startups com impacto no tema ESG e a participação no ‘Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura’.

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Uma jornada em busca do ESG

Por Francisco Perez * Muito tem se falado sobre os crescentes desafios ambientais e sociais que a humanidade está enfrentando. São frequentes os alertas sobre as consequências desses desafios para a economia mundial, como mudança climática, escassez de recursos, perda da biodiversidade, desmatamento, pobreza, desigualdade e desrespeito aos direitos humanos. A importância desses temas é inegável. Ao redor do mundo, países, empresas e indivíduos participam de uma corrida saudável em busca de uma relação entre humanidade e planeta que seja sustentável a longo prazo. Em 2015, o relatório ‘O dever fiduciário no século XXI’, elaborado pela iniciativa PRI (Principles for Responsible Investments – Princípios para Investimentos Responsáveis), da ONU, corroborou entendimento de um parecer jurídico emitido em 2005, da própria entidade, e esclareceu que “é uma quebra do dever fiduciário não considerar geradores de valor de longo prazo, inclusive questões ambientais, sociais e de governança (ESG) na gestão de recursos”. Esse posicionamento tem impulsionado instituições financeiras e gestores de recursos a embarcarem na jornada por uma sociedade mais responsável e sustentável. No Brasil, já podemos observar diversas iniciativas implementadas por instituições financeiras tradicionais que vêm repensando suas políticas e produtos para estarem alinhadas às diretrizes ESG. Isso, sem dúvida, representa um ganho muito importante e já se reflete na cadeia financeira. A prova disso é que a maioria das fintechs criadas atualmente trazem, entre suas principais preocupações, dar respostas às questões ambientais, sociais e de governança. Um levantamento recente, realizado pela empresa de pesquisa sobre investimentos Morningstar, mostrou que foram criados 85 produtos considerados sustentáveis no ano passado, tendo um aumento significativo quando comparamos com 2019, quando foram originados apenas seis. O valor captado foi igualmente expressivo, totalizando R$ 2,5 bilhões. Apesar destes números serem animadores, não podemos negar que ainda existe um longo percurso a ser trilhado para que estas práticas sustentáveis estejam, de fato, difundidas no mercado. Além disso, é importante considerar que a maioria de nós não age de forma irresponsável ou insustentável voluntariamente, mas sim por falta de alternativa, conhecimento ou ambos. Por isso, precisamos praticar a inclusão, sobre a qual tanto se discute nos últimos anos, e abraçar países, empresas e indivíduos aos quais ainda não foram permitidos adquirir o conhecimento ou alcançar o estágio de maturação necessário para adotarem as melhores políticas e exercerem as práticas mais eficazes para que a existência da humanidade neste planeta possa ser chamada de sustentável. Que sejam bem-vindas todas as iniciativas nesse sentido e que sejamos tolerantes com os diferentes estágios de entendimento e as dificuldades daqueles que se propõem a iniciar a jornada, mas ainda não encontraram o caminho. Aprendamos com o exemplo das iniciativas de inovação aberta que proliferaram entre as organizações na última década e encontraram na colaboração a fórmula para inovar, se reinventar e sobreviver. Colaboremos também todos nós, governos, empresas e indivíduos, para que novas formas de organização da sociedade e condução dos negócios floresçam e permitam que encontremos mais justiça e menos desigualdade num planeta mais saudável. Governos, criem medidas que penalizem as práticas não sustentáveis e incentivem as mais responsáveis por parte de empresas e indivíduos. Empresas, exerçam relações mais humanas com a sociedade, representada por empregados, fornecedores, clientes, governos e comunidades. Indivíduos, assumam responsabilidades nos papéis de cidadãos, consumidores, investidores e educadores. * Francisco Perez é Diretor de Novos Negócios do Banco Alfa.

22 de julho, 2021
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23 de junho, 2015