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Programa conserva 1,1 milhão de quelônios na Amazônia

Programa conserva 1,1 milhão de quelônios na Amazônia

Iniciativa de conservação da biodiversidade coordenada pelo Ibama, alcançou a marca de 1,1 milhão de filhotes de tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) nascidos em apenas um período reprodutivo.

O Programa Quelônios da Amazônia (PQA), iniciativa de conservação da biodiversidade coordenada pelo Ibama, alcançou a marca de 1,1 milhão de filhotes de tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) nascidos em apenas um período reprodutivo. O novo recorde foi alcançado na área reprodutiva conhecida como Tabuleiro de Monte Cristo, no rio Tapajós (PA). No local foram realizadas ações de proteção e monitoramento da espécie, desde a migração dos cardumes até a eclosão dos ovos.

O número supera em mais de quatro mil filhotes o recorde anterior, alcançado no mesmo local na temporada 2017/2018. Normalmente, a reprodução ocorre de agosto a fevereiro. Parte dos filhotes passou pela soltura no início de fevereiro com a colaboração de alunos de escolas municipais das comunidades ribeirinhas de Barreiras, Moreira, Brasília Legal e Araú-ê-pa. “Além de divulgar os resultados obtidos, o objetivo da soltura é trazer comunidades e prefeituras locais para participarem do PQA nos processos de monitoramento e manejo de quelônios”, explica Elisete Jardim, servidora da Equipe de Educação Ambiental da Gerência Executiva do Ibama em Santarém (PA).

O coordenador do programa no Pará, Roberto Lacava, diz que a parceria só reforça a mão-de-obra disponível para o programa e possibilita à sociedade conhecer as ações de conservação do Ibama. Além da comunidade local, que interage diariamente com a área reprodutiva da espécie, o evento teve a participação de organizações públicas e empresas que atuam na conservação de quelônios. Participaram da soltura representantes dos municípios de Rurópolis, Aveiro e servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).


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Vinte anos de parceria ArcelorMittal-Projeto Tamar

A ArcelorMittal Tubarão e o Projeto Tamar comemoram em agosto 20 anos de parceria, período no qual 4.940 tartarugas-verdes - Chelonia mydas, espécie em extinção protegida pelo Projeto - foram capturadas, marcadas e devolvidas ao mar. Localizada em Serra (ES), a ArcelorMittal mantém um ponto de captura e estudo da espécie. A base de trabalhos do Projeto está instalada na área do efluente final da empresa, onde há grande aglomeração de tartarugas. Os animais são atraídos, principalmente, pela água calma e morna que favorece a formação de um refúgio seguro e farto de alimentação. "Temos certeza de que a parceria vem dando frutos não só pelo fato de as tartarugas estarem confortáveis no ambiente, pois sempre estão retornando, mas também pelo seu desenvolvimento", comenta o gerente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da ArcelorMittal Tubarão, Bernardo Enne Correa da Silva. É estimado que a cada mil tartarugas marinhas apenas uma chegue à fase adulta – vivem em torno de 30 anos. A sobrevivência da espécie depende, assim, da sua capacidade de conseguir gerar um alto número de novas crias todos os anos. Nestes 20 anos de parceria, um dos pontos principais foi a instalação, em 2012, do Projeto Tamar Vitória, na Enseada do Suá, na capital capixaba. A ArcelorMittal Tubarão ajudou a construir um grande tanque de observação da tartaruga-verde, aberto para o público. "O Centro de Visitantes representa um apoio fantástico. O tanque, que é o maior com visores do Espírito Santo, permite uma aproximação das pessoas, uma maior sensibilização na questão da educação ambiental. Ele permite que as crianças interajam. Tornou-se um atrativo de interação com as tartarugas", comentou Denise de Borba Rieth, bióloga gestora do Centro de Visitantes do Projeto Tamar. Mais que trabalhar a educação ambiental, o Projeto tem contribuído para disseminar informações e entregar ao público uma experiência diferenciada. "Quando a gente fala de preservação de espécie, estamos falando também da pesquisa que está sendo desenvolvida através do Tamar, gerando conhecimento. Um conhecimento que vai se difundir e atingir públicos diversos", finalizou Rafael Kuster Gonçalves, oceanógrafo e pesquisador do Projeto Tamar. Todas as tartarugas capturadas e marcadas passam por estudos de biometria, crescimento, padrões migratórios, perfil hematológico e condição de saúde, e apresentaram bom estado de saúde e nutrição, atestando a qualidade do efluente industrial da empresa.

31 de agosto, 2020
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QUELÔNIOS
Preservação de tartarugas na Amazônia

A captura para o consumo ilegal e o tráfico da carne e dos ovos da tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) provocaram um declínio populacional da espécie no último século, fatores que aumentam o grau de extinção do animal. Para diminuir as pressões humanas sobre as populações de tartaruga-da-amazônia, pesquisadores da Associação da Conservação da Vida Silvestre – ou Wildlife Conservation Society (WSC) no Brasil – estão executando um projeto na Reserva Biológica do Abufari, no Amazonas, voltado à conservação da tartaruga-da-amazônia. Com o uso de imagens aéreas, comunicação acústica e dados ambientais, os cientistas estão buscando informações que ajudem a prever o período de desova e nascimento em massa. O objetivo do trabalho é melhorar métodos de proteção e manejo durante o período reprodutivo e desenvolver estratégias de conservação para a espécie. O projeto conta com o patrocínio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e apoio do ICMBio. “Somos o primeiro projeto a trabalhar com drone e comunicação acústica em conjunto para a investigação dos padrões comportamentais de tartarugas. Durante a desova, conseguimos fazer as primeiras fotos aéreas da espécie, mostrando um pouco da dinâmica de ocupação do tabuleiro de desova pelo conjunto de fêmeas. Acompanhamos a etapa que antecede a saída dos filhotes dos ninhos, uma vez que a imensa maioria aguarda para nascer juntos. Assim, identificamos padrões e reunimos dados que contribuam com a conservação da espécie", destaca a doutora Camila Ferrara, ecóloga da WCS Brasil. As tartarugas-da-amazônia são a maior espécie de quelônio de água doce da América do Sul, podendo medir 1 metro de comprimento e pesar até 75 quilos. “Neste projeto estamos estudando uma espécie singular, que reúne características não encontradas em outras espécies da América do Sul e promove um verdadeiro espetáculo no coração da Amazônia, que é o nascimento em massa de milhares de filhotes. Por se tratar de uma espécie que sofre diversas ameaças, precisamos ressaltar a importância da sua preservação e lembrar do desequilíbrio ecossistêmico gerado a partir da extinção de espécie”, afirma Janaína Bumbeer, analista de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário. Durante o período de seca, as tartarugas-da-amazônia abandonam a floresta alagada à procura de praias para desova. Cada tartaruga desova apenas uma vez no período reprodutivo e deposita cerca de 100 ovos. A incubação dura cerca de dois meses e o sexo dos filhotes é determinado pela temperatura de incubação. Após o nascimento, filhotes e adultos migram para a floresta alagada em busca de refúgio e alimentação.

13 de abril, 2020
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TAMAR
Projeto devolve 40 milhões de tartarugas

A Petrobras e o Tamar anunciaram que na próxima temporada de desova o projeto Tamar alcançará a marca de 40 milhões de tartarugas marinhas protegidas e devolvidas ao oceano. O objetivo principal do projeto é a conservação de cinco espécies de tartarugas, todas ameaçadas de extinção. Atualmente, o Projeto Tamar está presente em 26 localidades, distribuídas em áreas prioritárias de desova, alimentação, migração e descanso. “Na próxima temporada de desova, o Tamar vai completar 40 anos e atingir a marca de 40 milhões de tartarugas marinhas protegidas. Podemos dizer que a tartaruga de número 40 milhões já existe e navega em uma viagem transcontinental rumo às praias brasileiras. Mas é importante lembrar que a cada mil tartarugas que nascem, apenas uma ou duas sobrevivem. Ainda há muito a fazer para livrar esses animais da ameaça de extinção”, diz o fundador do Projeto Tamar, Guy Marcovaldi. As tartarugas marinhas levam de 20 a 30 anos para se reproduzir. A cada temporada reprodutiva o número de filhotes que nasce nas praias monitoradas pelo projeto passa de 2 milhões, além de muitas tartarugas jovens e adultas que são protegidas e salvas da captura incidental na pesca. Acidentes com redes e anzóis, atropelamentos, trânsito de veículos nas praias e plástico são fatores de risco para as tartarugas. O Projeto Tamar, em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), contribuiu para o início da recuperação - comprovada cientificamente das populações de quatro espécies de tartarugas marinhas: tartaruga-oliva, tartaruga-de-pente, tartaruga-cabeçuda e tartaruga-de-couro, e pela estabilidade da tartaruga-verde em Fernando de Noronha (PE) e Trindade (ES). A ação do projeto Tamar se estende por 1.100 km de praias, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas, no litoral e ilhas oceânicas da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e de Santa Catarina. O Tamar é membro da Rede de Projetos de Biodiversidade Marinha (Rede Biomar), grupo composto também pelos Projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo e Golfinho Rotador, todos patrocinados por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

25 de setembro, 2019
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Projeto reintroduz peixe-boi na natureza

Uma equipe do Zoológico da Universidade da Amazônia (ZOOUNAMA), em parceria com Instituto Chico Mendes (ICMBio), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) do Pará, realizaram soltura de quatro peixes-boi que estavam localizados na base flutuante do “Projeto Peixe-boi”, na comunidade Igarapé do Costa, no Porto Marques Pinto, em Santarém (PA). Esta é a primeira vez que os animais serão monitorados por um rádio transmissor nas águas dos rios Tapajós e Amazonas. Os peixes-boi chegaram no projeto ainda filhotes, quando passaram pela 1° fase do processo de reabilitação nas piscinas do zoológico. Após esta etapa, os animais foram transferidos para a 2° fase, em uma base flutuante de 100m² no rio. Neste período, os animais puderam apreciar águas naturais e correntes. Agora, na 3° fase, serão soltos em seu habitat, sem limitações de espaço. Segundo Jairo Moura, médico veterinário do ZOOUNAMA, o processo agora terá acompanhamento técnico, pois quando os animais estão em cativeiro recebem diariamente uma dieta láctea sem lactose, acrescida de suplemento vitamínico, óleo de canola e óleo mineral, além de atendimento especializado quando a ocasião exige. “Paulatinamente, é feita a substituição da dieta láctea sem lactose pela com lactose, após constatação de que o animal tolera este dissacarídeo. Gradativamente, a inclusão de macrófitas aquáticas – plantas aquáticas - é efetuada nos itens alimentares até a retirada total da dieta láctea, possibilitando a ida do espécime para a base flutuante, situada em um lago de uma comunidade próxima a Santarém”, frisa Moura.

18 de março, 2019
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Gremar reabilita duas tartarugas

O Instituto Gremar - Pesquisa, Educação e Gestão de Fauna reabilitou duas tartarugas e acaba de devolvê-las aos oceanos. O trabalho é resultado do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos – PMP/BS, atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos pela Petrobras, conduzida pelo Ibama. Os animais foram devolvidos em alto-mar, na região do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. A tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) foi encontrada na faixa de areia da praia de Indaiá, em Bertioga, por um técnico de campo do Gremar. Abaixo do peso e com grande quantidade de cracas por todo o corpo, apresentava sinais de afogamento, ingestão de lixo e parasitose. O animal recebeu tratamento adequado durante seis meses para recuperar sua capacidade respiratória e estímulos para retomar sua alimentação, à base de peixes e, posteriormente, crustáceos. A restrição de movimento que apresentava em seu membro anterior esquerdo também aos poucos foi superada, inclusive com a possibilidade de lesão descartada por meio de Raio-X. Já a tartaruga-verde (Chelonia mydas) encalhou em março na Praia de Itaquitanduva, em São Vicente. Encontrada por turistas, a tartaruga apresentava um anzol ao redor de sua nadadeira. A equipe do Gremar efetuou o resgate e a encaminhou para sua Base, para tratamento dos fibropapilomas que se acumulavam em suas nadadeiras e olhos. Ao verificar sua evolução em testes periódicos de flutuabilidade, a equipe gradativamente aumentou o nível da água, para que ela estivesse apta à soltura tão logo recuperada da lesão. Com boa natação, controle de flutuação adequado e respiração normalizada, ela foi liberada para retornar ao seu habitat.

24 de agosto, 2017
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Peixes-boi são devolvidos à natureza

Uma ação de parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa) devolve, no próximo dia 5 de abril, cinco peixes-boi à natureza. Os mamíferos (dois machos e três fêmeas) estão em semi-cativeiro e são vítimas de caça ilegal. Os biólogos e veterinários recuperaram os animais num lago de 13 hectares em Manacapuru, a 68 km de Manaus (AM), onde outros 10 animais continuam sob cuidados. Um dos cinco peixes-bois que serão soltos é a fêmea Anori, que chegou ao Inpa em 2004 com cerca de dois meses de vida. Ela foi encontrada com baixo peso e ferimentos superficiais. Em 2012, ela foi selecionada para retornar à vida livre e, por isso, foi transferida para o semi-cativeiro, em Manacapuru. Hoje, está saudável e pronta para retornar à natureza. Segundo o biólogo Diogo Souza, o semi-cativeiro foi criado depois das primeiras tentativas de soltura em 2008 e 2009. Na ocasião, os animais tiveram dificuldade de readaptação à natureza. "Por se tratar de um projeto de longo prazo, as experiências e resultados acumulados até o momento são extremamente importantes para traçar as diretrizes de manejo e conservação dessa espécie vulnerável e endêmica da Amazônia", explica. "A fase de pré-soltura, que é o semi-cativeiro, revelou-se como requisito fundamental para auxiliar a readaptação gradual de peixes-bois da Amazônia criados em cativeiro às condições dos rios amazônicos." No ano passado quatro animais foram reintroduzidos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, em Beruri, a 173 km de Manaus. Um ano após a soltura, os animais encontram-se adaptados, explorando os principais ambientes usados por peixes-boi selvagens. O monitoramento é feito por meio de um transmissor instalado na cauda do animal. Segundo o biólogo, as atividades de reintrodução de espécies ameaçadas são complexas e necessitam de enorme esforço para que os animais obtenham o sucesso após o retorno para o ambiente natural. "É esperado que a sociedade garanta a preservação do peixe-boi da Amazônia para que as próximas gerações desfrutem de um meio ambiente saudável e equilibrado, respeitando todas as formas de vida", diz. "Estamos felizes por proporcionar à Anori e aos demais peixes-boi essa experiência. Ela lutou pela sobrevivência e merece voltar a viver livre nos rios da Amazônia."

4 de abril, 2017
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BIOMAS
Amazônia cria cinco novas UCs

O Governo Federal criou cinco novas Unidades de Conservação (UCs) no sul do Estado do Amazonas com mais de 2,83 milhões de hectares. São elas o Parque Nacional do Acari, as Florestas Nacionais do Aripuanã e de Urupadi e a Área de Proteção Ambiental e a Reserva Biológica Manicoré. A Floresta Nacional Amana também foi ampliada. As unidades de conservação foram estabelecidas a partir de estudos financiados pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Com a maior área entre as novas unidades criadas, o Parque Nacional do Acari garantirá a proteção integral de 896 mil hectares de Floresta Amazônica. O objetivo é preservar o ecossistema, contribuir para a estabilidade ambiental e desenvolver atividades de recreação e educação em contato com a natureza local. A área registra a presença de espécies ameaçadas de extinção e tem fauna silvestre abundante, com mais de 150 espécies de mamíferos e mais de 600 de aves. Estudos na Floresta de Aripuanã nos últimos dez anos descobriram, pelo menos, três espécies de primatas e duas de aves. Além do desenvolvimento de pesquisas, a criação da Floresta Nacional garantirá a permanência de povos tradicionais, a manutenção dos recursos hídricos e da biodiversidade e o manejo sustentável. Já a Floresta do Urupadi promoverá o uso sustentável dos recursos naturais. A criação da Floresta Nacional proporcionará maior segurança para a Estação Ecológica Alto Maués e contribuirá para a conservação de primatas que vivem na área. Esse conjunto de unidades de conservação das redondezas incrementará, ainda, a economia de base florestal na região. A Floresta Nacional Amana ganhou141 mil hectares que permitirão a manutenção e preservação dos recursos hídricos e da biodiversidade local, aliada ao manejo sustentável dos recursos madeireiros e não-madeireiros da região. Complementares, a Área de Proteção Ambiental (APA) Campos de Manicoré e a Reserva Biológica (Rebio) Manicoré protegerão a diversidade biológica da região. O ecossistema local é considerado frágil e não estava representado em qualquer unidade de conservação federal. Na APA, será disciplinado o processo de ocupação de acordo com a conservação ambiental. Já a Rebio possibilitará a proteção de parte dos rios Manicoré, Manicorezinho, Jatuarana e seus afluentes.

23 de maio, 2016
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Projeto Tamar comemora 35 anos

Com patrocínio da Petrobras, o Projeto Tamar acaba de completar 35 anos de existência. Neste período, o projeto conseguiu uma nova geração de tartarugas fêmeas, estudou e protegeu populações das cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil - tartaruga-cabeçuda, tartaruga-de-pente, tartaruga-verde, tartaruga-oliva e tartaruga-de-couro – ainda sob risco de extinção. Além disso, educou milhões de pessoas para protegerem esses animais, transformando até mesmo caçadores de tartarugas em seus protetores. O Projeto Tamar atua em pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas. A iniciativa começou com um grupo de estudantes de Oceanografia que percorria as praias do Brasil para saber onde as tartarugas desovavam e pesquisar sobre elas. Atualmente, o Projeto Tamar está em 25 localidades de nove estados brasileiros (Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina), onde há bases de pesquisa e conservação e centros de visitantes e são monitorados 1.100 quilômetros de costa e ilhas oceânicas. Ao longo de 35 anos, a equipe do Projeto Tamar capturou cerca de 34.500 tartarugas marinhas para coleta de sangue e amostras de tecido que subsidiaram pesquisas genéticas e sobre crescimento e para marcação com anilhas de metal, de modo a aferir taxas de sobrevivência e novas aparições. Protegeu 307.300 ninhos de tartaruga marinha, transferindo mais de 70 mil de lugar por se encontrarem em local de risco. Soltou ao mar 20 milhões de filhotes de ninhos monitorados. Reabilitou e devolveu à natureza 2.900 tartarugas marinhas encontradas encalhadas vivas. Salvou outras 17.600 de redes de pesca. Ações como essas contribuíram para o nascimento de uma nova geração de tartarugas marinhas fêmeas. "A quantidade de ninhos de tartarugas-oliva aumentou 11.720%; a de tartarugas-de-pente, 3.728%; a de tartarugas cabeçudas, 1.165%; a de tartarugas de couro, 592%; e a de tartarugas verdes, encontradas em Fernando de Noronha, aumentou 451%", conta o oceanógrafo, fundador e coordenador do projeto, Guy Marcovaldi. Para conhecer rotas migratórias de tartarugas adultas e filhotes, o Tamar monitorou 180 exemplares via satélite (telemetria satelital), os quais receberam transmissores para possibilitar a coleta de dados. Os estudos, desenvolvidos em parceria com a Universidade da Flórida, mostraram que, em geral, tartaruguinhas que nascem no Brasil nadam na direção das correntes marinhas, ao contrário do que ocorre com as do Golfo do México. As brasileiras adultas, por sua vez, segundo Guy, já nadaram para as costas das Américas e da África, sendo vistas, por exemplo, no Gabão e na Guiné Equatorial. O Projeto Tamar contribuiu para geração de emprego e renda. "Mantemos 473 empregos diretos, 103 indiretos mediante o apoio a grupos de artesãos, mulheres em sua maioria, que fabricam itens para as lojas do Tamar, e geramos cerca de 1.500 oportunidades de trabalho e profissionalização, anualmente, em atividades vinculadas à proteção de tartarugas marinhas", diz Guy Marcovaldi. Essas atividades são desempenhadas nas bases de pesquisa e conservação, nos centros de visitantes e nas lojas do Tamar e em confecções de camisetas para a comercialização nas lojas. O projeto ainda conta com um amplo banco de dados informatizado, o Sitamar, que reúne todas as informações científicas produzidas pelo Tamar no Brasil.

19 de outubro, 2015