TAMAR

Projeto devolve 40 milhões de tartarugas

A Petrobras e o Tamar anunciaram que na próxima temporada de desova o projeto Tamar alcançará a marca de 40 milhões de tartarugas marinhas protegidas e devolvidas ao oceano. O objetivo principal do projeto é a conservação de cinco espécies de tartarugas, todas ameaçadas de extinção. Atualmente, o Projeto Tamar está presente em 26 localidades, distribuídas em áreas prioritárias de desova, alimentação, migração e descanso. 
 
“Na próxima temporada de desova, o Tamar vai completar 40 anos e atingir a marca de 40 milhões de tartarugas marinhas protegidas. Podemos dizer que a tartaruga de número 40 milhões já existe e navega em uma viagem transcontinental rumo às praias brasileiras. Mas é importante lembrar que a cada mil tartarugas que nascem, apenas uma ou duas sobrevivem. Ainda há muito a fazer para livrar esses animais da ameaça de extinção”, diz o fundador do Projeto Tamar, Guy Marcovaldi. As tartarugas marinhas levam de 20 a 30 anos para se reproduzir. A cada temporada reprodutiva o número de filhotes que nasce nas praias monitoradas pelo projeto passa de 2 milhões, além de muitas tartarugas jovens e adultas que são protegidas e salvas da captura incidental na pesca. Acidentes com redes e anzóis, atropelamentos, trânsito de veículos nas praias e plástico são fatores de risco para as tartarugas. 
 
O Projeto Tamar, em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), contribuiu para o início da recuperação - comprovada cientificamente das populações de quatro espécies de tartarugas marinhas: tartaruga-oliva, tartaruga-de-pente, tartaruga-cabeçuda e tartaruga-de-couro, e pela estabilidade da tartaruga-verde em Fernando de Noronha (PE) e Trindade (ES). A ação do projeto Tamar se estende por 1.100 km de praias, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas, no litoral e ilhas oceânicas da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e de Santa Catarina. O Tamar é membro da Rede de Projetos de Biodiversidade Marinha (Rede Biomar), grupo composto também pelos Projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo e Golfinho Rotador, todos patrocinados por meio do Programa Petrobras Socioambiental. 

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