Receita líquida cresce 11,4% no trimestre

A Aegea Saneamento obteve receita líquida de R$ 646 milhões no primeiro trimestre de 2021.
A Aegea Saneamento obteve receita líquida de R$ 646 milhões no primeiro trimestre de 2021, 11,4% a mais em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O EBITDA foi de R$ 352 milhões, um crescimento de 7,1% comparado ao mesmo período do ano anterior, excluindo os impactos não recorrentes. “Encerramos o primeiro trimestre de 2021 com excelentes perspectivas. Os resultados financeiros e operacionais neste período reforçam a constante evolução dos nossos negócios. A nossa trajetória de crescimento vem da capacidade de adaptação e transformação dos nossos talentos, que nos permitem seguir firmes mesmo diante de um cenário desafiador, como o imposto pela pandemia global”, diz André Pires, CFO da Aegea.
Entre janeiro e março de 2021, a Aegea alcançou 3,3 milhões de economias atendidas, um acréscimo de 13,8% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Com esse resultado, a Aegea passou a cobrir uma população de 11,2 milhões de pessoas. O número de domicílios atendidos com água cresceu 8,7%, atingindo 2 milhões. As concessionárias Águas de Teresina, Águas de Manaus, Águas Guariroba e Prolagos responderam por 76,1% deste aumento, enquanto a parcela remanescente está relacionada à expansão da rede de cobertura e ao crescimento vegetativo das demais concessões. O número de domicílios atendidos com coleta e tratamento de esgoto cresceu 22,1%, atingindo 1,3 milhão. O aumento da base de clientes está associado, principalmente, ao início das operações da concessionária Ambiental Metrosul, em dezembro de 2020, que adicionou 182 mil novas economias e foi responsável por 74,9% do incremento total, e à expansão da rede em Águas Guariroba, Águas de Manaus, Águas de Teresina e Prolagos, responsáveis por 16% do incremento.
O volume faturado total atingiu 118.526 mil m3, um incremento de 9,1% em relação ao mesmo trimestre de 2020. O volume faturado de água cresceu de 5,1%. Deste aumento, 78,6% são decorrentes do maior volume em Águas de Teresina, Águas de Manaus e Prolagos. Já o volume faturado de esgoto aumentou 17,8% e é explicado pelo início das operações da concessionária Ambiental Metrosul, que contribuiu com 83,4% do crescimento no volume total faturado de esgoto, e das expansões de rede nas concessões Ambiental Serra, Mirante e Águas de Teresina, responsáveis por 14,1% do aumento no volume faturado de esgoto no trimestre.
O índice de perdas consolidado da Aegea atingiu 52,8%, uma redução 1,8%., reflexo de esforços implementados pela Companhia na redução de perdas físicas e comerciais na distribuição de água nas concessões, especialmente em Águas de Teresina e Águas de Manaus.
Ingresso da Itaúsa
No primeiro trimestre de 2021 a Aegea celebrou contrato de investimento, prevendo o ingresso da Itaúsa como acionista da companhia, no valor de R$ 1,3 bilhão, atingindo uma participação total no capital de 8,5%, sendo 10,2% em ações ordinárias. “A operação contribuirá para o reforço da estrutura de capital da Aegea, com o objetivo de potencializar a execução do plano de crescimento da Companhia, identificando novas oportunidades que maximizem a criação de valor dos seus negócios”, destaca Pires. Em parceria com os acionistas Grupo Equipav, GIC e Itaúsa, o Consórcio venceu dois blocos no leilão da CEDAE, o que permitirá levar serviços de saneamento de qualidade para uma população de 9,8 milhões na cidade e no Estado do Rio de Janeiro.
A Aegea também realizou a 7ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no montante de R$ 400 milhões, além de obter capital adicional através da reorganização societária em Prolagos, concluída em fevereiro, com a subscrição e integralização de ações preferenciais no montante de R$ 500 milhões, perfazendo 43% do capital social. A Aegea permanece como controladora da Prolagos, sendo detentora de 100% das ações ordinárias com direito a voto.
Em relação à pandemia da COVID-19, a Aegea manteve instalado seu comitê de crise e segue com as medidas e procedimentos de segurança, estipuladas no início da pandemia. As medidas implementadas mostraram-se efetivas para a manutenção da prestação dos serviços, ainda mais essenciais à população, e a garantia da saúde e segurança de funcionários, prestadores de serviço e da população atendida pelas concessionárias.








