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SANEAMENTO

Receita líquida da Sabesp cresce 2,9% e atinge R$ 5,6 bilhões no trimestre

Receita líquida da Sabesp cresce 2,9% e atinge R$ 5,6 bilhões no trimestre

O EBITDA ajustado alcançou R$ 3,617 bilhões no trimestre, 21,5% superior em relação ao mesmo período de 2024, com margem de 64,2%, beneficiado por menores despesas gerais e administrativas, diminuição de 11% no quadro de pessoal.

A Sabesp registrou receita líquida ajustada de R$ 5,635 bilhões no segundo trimestre de 2025, um crescimento de 2,9% impulsionado pelo efeito do ciclo tarifário de 2024, pela eliminação de descontos para grandes clientes e pela adição de novas ligações dentro do plano de universalização. No comparativo anual, a produção de água avançou 4,8% com as conexões ativas de água subindo 0,8% e as de esgoto em 1,1%. O número de unidades beneficiadas por tarifas subsidiadas saltou 79,7% desde o fim de 2024, alcançando 1,722 milhão, o que representa cerca de cinco milhões de pessoas.

O EBITDA ajustado alcançou R$ 3,617 bilhões no trimestre, 21,5% superior em relação ao mesmo período de 2024, com margem de 64,2%, beneficiado por menores despesas gerais e administrativas, diminuição de 11% no quadro de pessoal (fruto dos planos de demissão voluntária), redução de aproximadamente R$ 200 milhões em provisões judiciais e menor alocação ao fundo municipal, com impacto positivo de R$ 96 milhões, enquanto o lucro líquido saltou 76,6%, alcançando R$ 2,136 bilhões (R$ 3,12 por ação), favorecido também por menor despesa de amortização após a assinatura do novo contrato de concessão com a URAE-1 e por ganhos obtidos com a venda de precatórios. “A jornada de eficiência da companhia nos permite liberar recursos para serem investidos no crescimento sustentável, unindo resultados sólidos à ampliação do atendimento em áreas econômicas elegíveis a tarifas diferenciadas. Estamos investindo de maneira acelerada, modernizando a infraestrutura e ampliando o alcance dos serviços, sempre com o compromisso de levar água e esgoto a quem mais precisa. Sabemos que a população tem urgência e, por isso, nossas ações buscam atender essa demanda com a máxima rapidez possível”, afirmou o CFO Daniel Szlak. “Com resultados sólidos, conseguiremos ampliar nossa capacidade de investimento e aumentar a distribuição de dividendos ao Fundo de Apoio à Universalização no Estado de São Paulo, o FAUSP. Esse fundo, criado na desestatização, é abastecido com os recursos do processo feito há um ano e com os dividendos pagos ao Estado, servindo exclusivamente para amortizar o impacto tarifário de todo o investimento que estamos fazendo para beneficiar a população”, completa Szlak.

No trimestre, a Sabesp investiu R$ 3,6 bilhões, um incremento de 26% acima do trimestre inicial de 2025 e 178% acima na comparação a um ano atrás. Os recursos foram aportados em modernização da infraestrutura e expansão da rede, incluindo programas estruturantes como a primeira etapa do Integra Tietê, obras no litoral, intervenções na Região Metropolitana de São Paulo e o projeto “Nossa Guarapiranga”. No semestre, o CAPEX acumulou R$ 6,5 bilhões e R$ 10,6 bilhões nos últimos 12 meses. Para viabilizar tantos investimentos, a Sabesp acelerou o ritmo de captação junto ao mercado de capitais, bancos e organismos multilaterais, atingindo R$12,9 bilhões de caixa disponível em julho e garantindo liquidez para sustentar um plano de investimentos estimado em R$ 70 bilhões até 2029. “Conseguimos fazer uma captação bastante relevante, o que nos deixa mais confortáveis para dar conta do CAPEX deste ano, haja visto que estamos investindo mais do que geramos de lucro para atingir as metas do contrato de concessão”, reforçou Szlak.

As ligações ativas de água cresceram 0,8%, para 9,506 milhões de unidades, e as de esgoto avançaram 1,1%, atingindo 8,239 milhões. No atendimento da tarifa social houve redução de 18% nas reclamações por falta de água e de 23% no número de vazamentos reportados pela população, acompanhada de um corte de 42% no tempo médio de recomposição de pavimentos. “No primeiro ano após a desestatização, conseguimos levar água tratada a mais de 1,3 milhão de pessoas e tratamento de esgoto para mais de 1,4 milhão de clientes, que antes não contavam com os serviços básicos de saneamento. Esses avanços comprovam que estamos no caminho certo, aliando excelência operacional a impacto social positivo em larga escala”, celebra Carlos Piani, CEO da Sabesp.

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A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) registrou receita operacional líquida de R$ 17.797 milhões em 2020, uma queda de 1% em relação ao ano anterior. O Ebitda ajustado somou R$ 6.421 milhões no ano, um recuo de 14,5% na comparação com 2019, enquanto o lucro líquido despencou 71,1%, para R$ 973,3 milhões em 2020. A margem EBITDA ajustada atingiu 36,1% em 2020, ante 41,8% em 2019. A instabilidade econômica, agravada pela COVID-19, acarretou redução das receitas com clientes das categorias comercial, industrial e pública, resultando em diminuição da tarifa média efetiva; postergação da aplicação do reajuste tarifário de maio de 2020. A reposição do impacto ocasionado pela postergação foi autorizada pela ARSESP e efetivada em agosto de 2020. A Sabesp tem ainda um saldo estimado de R$ 37,6 milhões sobre a receita operacional, que será recuperado em 2021. Houve também a isenção de pagamento entre os meses de abril e agosto dos clientes das categorias de uso “Residencial Social” e “Residencial Favela”, no montante estimado de R$ 125,0 milhões; além da elevação do nível de inadimplência, com impacto de R$ 444,8 milhões nas despesas com perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa; e volatilidade cambial, gerando uma despesa com variação cambial de R$ 2.180,3 milhões. A Sabesp investiu R$ 4.379,5 milhões em 2020. Para o período de 2021 a 2025, a companhia planeja investir R$ 21,0 bilhões, sendo R$ 8,2 bilhões em água e R$ 12,8 bilhões em coleta e tratamento de esgoto.

29 de março, 2021