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RESÍDUOS

Recife terá tecnologia para qualificar gestão

Recife terá tecnologia para qualificar gestão

A iniciativa é organizada pela Empresa Municipal de Informática (EMPREL) e pela Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia (SECTI), órgãos vinculados à prefeitura do Recife.

A Prefeitura do Recife e a Manacá Tecnologias Sociais, social tech brasileira especializada em dados e impacto socioambiental, firmaram Contrato Público de Solução Inovadora (CPSI) para desenvolver e testar solução tecnológica para qualificar a gestão de resíduos sólidos urbano. Por meio de um processo estruturado de inovação aberta, o projeto utiliza tecnologia, dados territoriais e participação local para apoiar o monitoramento e a tomada de decisão na política pública de resíduos do município, hoje sob responsabilidade da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (EMLURB). A iniciativa é organizada pela Empresa Municipal de Informática (EMPREL) e pela Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia (SECTI), órgãos vinculados à prefeitura do Recife.

Batizada de Saíra, a solução é uma plataforma digital voltada ao acompanhamento e à análise da gestão de resíduos sólidos, com foco em rastreabilidade de materiais, integração de dados operacionais e territoriais, apoio à economia circular e inclusão de atores locais no sistema de gestão. Atualmente, o projeto está em fase de desenvolvimento, testes e validação em contexto real, envolvendo 10 pontos mais críticos, com 10 câmeras instaladas, selecionados pela prefeitura para o piloto. Bairros mapeados: Imbiribeira; Brasília Teimosa; Santo Amaro; Prado; Porto da Madeira; Arruda; Torrões; Várzea; Jiquiá; Campo Grande. Para a fase seguinte, de aceleração, estão previstos cerca de 150 pontos cobertos.

O desenvolvimento ocorre por meio de um CPSI, instrumento previsto no Marco Legal das Startups (Lei Complementar nº 182/2021), que permite ao poder público contratar startups para desenvolver, testar e validar soluções inovadoras ainda inexistentes no mercado. No caso do Recife, o contrato possui vigência de 12 meses podendo ser prorrogado por igual período e prevê R$ 49.970,45 para a fase de MVP e R$ 1.161.780,00 para a fase de aceleração, podendo ter reajustes respeitando-se o teto de R$ 1.600.000,00, possibilitando a avaliação objetiva de resultados antes de uma eventual expansão da solução. Empresa responsável pela tecnologia, a Manacá Tecnologias Sociais cria um ambiente mais seguro para a inovação no setor público. De acordo com Matheus Martins, advogado da Manacá, o CPSI oferece previsibilidade jurídica para todo o ciclo de inovação, desde a seleção por chamada pública até os testes em ambiente real, reduzindo assimetrias comuns na contratação pública de tecnologia e estruturando critérios claros de validação, gestão de riscos e transparência. O projeto integra uma estratégia de inovação aberta conduzida pela Prefeitura do Recife, que incluiu a identificação de desafios prioritários da gestão de resíduos, a realização de chamada pública para soluções inovadoras, a seleção de startups com capacidade técnica e visão de impacto e o desenvolvimento colaborativo do protótipo. A fase atual envolve a estruturação do produto mínimo viável entre as equipes técnicas da administração municipal e da Manacá. Essa etapa envolve ciclos contínuos de desenvolvimento, testes, ajustes e avaliação da solução em operação e deve finalizar em junho de 2026.

Para Rayssa Mendes, CEO da Manacá Tecnologias Sociais, a iniciativa evidencia como tecnologia pode ser aplicada a problemas urbanos cotidianos. “Além dos ganhos operacionais, a iniciativa também se destaca pelo impacto socioambiental. A solução contribui para a melhoria da gestão de resíduos, a redução de impactos ambientais e o fortalecimento de políticas de economia circular”. Socialmente, o projeto busca apoiar ambientes urbanos mais limpos e saudáveis, além de qualificar a atuação do poder público na prevenção de riscos sanitários. Com a solução é possível monitorar indicadores como o potencial de risco sanitário (distinguindo resíduos orgânicos que atraem vetores de doenças de entulhos inertes), o tempo de exposição do lixo no ambiente urbano e a dinâmica comportamental dos pontos viciados. Esses dados permitem à prefeitura agir preventivamente em áreas de maior vulnerabilidade, inclusive social, e direcionar ações de prevenção, além de campanhas de educação ambiental baseadas em evidências locais.

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LIXO
Compesa e BRK recolhem duas mil t no esgoto do Recife

Por meio do programa Cidade Saneada, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), em parceria com a BRK Ambiental, recolheu quase duas mil toneladas de lixo em 2020 das tubulações de esgoto na Região Metropolitana do Recife (PE), além de limpar 370 mil metros de tubulações. Houve uma redução de 35% em relação a 2019, quando foram retiradas mais de três mil toneladas de lixo. O descarte incorreto de resíduos pode acarretar o entupimento e extravasamento das tubulações, e até mesmo o retorno do esgoto para dentro dos imóveis. O diretor de Negócios e Eficiência da Compesa, Flávio Coutinho, diz que é importante a contribuição da população para reduzir esse número e garantir a destinação correta dos resíduos. “É importante sensibilizar todos a respeito do tema e lembrar que as redes de esgoto são projetadas para receber apenas 1% de resíduos sólidos e 99% de líquidos. Quando um resíduo sólido é descartado nos ralos, pias ou vasos sanitários, isso pode resultar em entupimentos, vazamentos e até mesmo provocar o retorno do esgoto ao imóvel, trazendo transtornos para o próprio usuário ou para toda a população”, enfatiza Coutinho. A BRK Ambiental afirma que as equipes de Responsabilidade Socioambiental da companhia trabalham com afinco junto às comunidades atendidas, além da participação em escolas para debater a importância do descarte correto de resíduos. “Em 2020, a BRK realizou cinco mil ações sobre o uso correto das redes de esgoto”, disse a diretora da companhia em Pernambuco, Ana Carolina Farias. Outra atitude bastante nociva ao sistema de esgotamento sanitário é a interligação indevida e irregular das redes de drenagem nas tubulações do esgoto. Proibidas por lei, essas ligações irregulares podem causar o entupimento e o extravasamento do esgoto em vias públicas, além de causar impactos danosos ao meio ambiente. Todo o lixo retirado pelas equipes é enviado para um aterro sanitário, local adequado para o descarte que cumpre todas as legislações ambientais vigentes.

22 de março, 2021
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ALAGOAS
Sanama rumo ao Lixo Zero em 2021

A Saneamento Alta Maceió (Sanama) ao longo de 2020 fechou inúmeros ciclos de vida de resíduos gerados pela companhia com parcerias e desenvolvendo o projeto de ser uma empresa ‘Lixo Zero’. Alternativas como reutilização, reciclagem e compostagem em detrimento da disposição final em aterros sanitários foram prioridades, o que permitiu à Sanama reduzir em 52% a geração de lixo comum (resíduo misturado encaminhado ao aterro regional). A Sanama possui vínculo com as cooperativas regionais na coleta de resíduos recicláveis, na reutilização de madeira na Fábrica da Esperança da Secretaria Estadual de Ressocialização e Inclusão Social (SERIS), e na reciclagem em brita e areia do entulho produzido nas obras de rede na Usina de Reciclagem do Aterro Municipal de Maceió. Recentemente, a companhia firmou parceria com a comunidade agroecológica da região, Oasis (CSA Oasis) para a doação da poda de jardinagem da ETE Benedito Bentes, que já recebeu 18m³ de resíduo de poda, o equivalente para três meses de cobertura vegetal dos canteiros da CSA. “Tal qual as parcerias anteriores, a cooperação com a CSA Oasis é plenamente simbiótica, pois, enquanto a CSA diminui seu tempo de trabalho na extração e na poda de mata nativa e ganha proteção ao solo e retenção de umidade em seus canteiros, a Sanama diminui seu custo com disposição final e colabora com o tempo de vida útil dos aterros regionais proporcionando destinações mais sustentáveis e fomentando renda na região em que atua”, comenta Fellipe Eduardo Soares, responsável pelo Departamento de Meio Ambiente da Sanama e idealizador do projeto. Para 2021, a Sanama quer fortalecer parcerias e aumentar a taxa de lixo zero no mínimo em 15%. Já está incluso o plano de tratamento próprio do resíduo orgânico gerado através da instalação de composteiras domésticas e a respectiva utilização do adubo e do fertilizante gerados no Viveiro de Mudas da ETE Benedito Bentes. Além disso, a Sanama está investindo em ações sustentáveis, como a troca de copos plásticos por reutilizáveis, o veto aos descartáveis de uso único e a substituição de papéis toalha por secadores.

1 de fevereiro, 2021
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SABESP
Usina de reciclagem para produzir asfalto

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) assinou contrato para a construção de uma usina de reciclagem para produção de base asfáltica a partir de resíduos de obras de saneamento. A expectativa é que a nova solução sustentável melhore a qualidade da reposição do pavimento nos serviços da Companhia em vias públicas, além de reduzir o descarte de resíduos sólidos em aterros. A iniciativa atende à estratégia da Sabesp de adotar o conceito inovador de economia circular, que foca na otimização e no reaproveitamento de materiais, reduzindo custos e beneficiando o meio ambiente. A usina de reciclagem foi contratada por meio de licitação, vencida pelo consórcio Reintegrar, formado pelas empresas Fremix e Soebe. Serão investidos no projeto R$ 29,6 milhões em 30 meses. “Hoje estamos colhendo muitos frutos plantados, transformando o que estava na prancheta em realidade, um trabalho sério e dedicado para implementar a boa utilização dos recursos”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido. Segundo o diretor-presidente da Sabesp, Benedito Braga, a nova usina se encaixa na busca constante da Companhia pela inovação. “A Sabesp procura o desenvolvimento, a inovação, a economia circular, o uso das boas práticas. Estamos sempre na fronteira tecnológica, com exemplos no tratamento de água ou na transformação de lodo em energia. E agora estamos fazendo uma usina de reciclagem de asfalto”, disse. O asfalto espumado é o que será produzido, material obtido a partir da técnica que utiliza injeção de ar e de água sob pressão no cimento asfáltico aquecido e que, além de mais sustentável, tem maior capacidade para suportar o tráfego de veículos. A recomposição da via com o asfalto espumado dá mais flexibilidade ao pavimento, reduz os riscos de surgimento de trincas e possibilita a liberação imediata para o tráfego. O asfalto espumado será produzido com as sobras (pedaços de asfalto, concreto, sarjeta, por exemplo) das obras da Sabesp, como as de implantação de redes de água e esgoto e as do Novo Rio Pinheiros, programa de saneamento na bacia para despoluir o rio até 2022 – o projeto também utilizará o novo asfalto. “Será reaproveitado um material nobre, mas que, se não tomarmos cuidado, vira lixo, um problema para a sociedade. Com isso ganhamos em várias frentes: não depositando um material que tem valor energético excelente, dando exemplo para a população de que os resíduos devem ser reciclados e, além de tudo, fazendo algo de maior tecnologia do que o existente, ou seja, gerando uma melhoria das condições. Isso vai gerar maior satisfação na população”, explicou, durante o evento, a diretora da Escola Politécnica da USP, Liedi Bernucci. A usina de reciclagem da Sabesp terá capacidade para produzir até 1 milhão de m² de reposição asfáltica por ano, o que equivale a 14 vezes a área das pistas da avenida Paulista. Com a reciclagem das sobras de obras, a Sabesp deixará de descartar ao ano 150 toneladas de material nos aterros sanitários (ou 8.000 caminhões cheios), o que atende às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A companhia vai reduzir também em até 80% a compra de brita, gerando menos impacto ambiental. Pelo contrato, o consórcio, além de implantar e operar a usina de reciclagem, desenvolverá estudos e soluções tecnológicas para os problemas enfrentados nas reposições asfálticas dos pavimentos, com a participação de profissionais da Sabesp e da Prefeitura de São Paulo e da Escola Politécnica. A usina de reciclagem da Sabesp será implantada em até três meses. A Companhia está investindo R$ 100 milhões no recapeamento de 400 mil m² de vias na capital e, para aprimorar os serviços, vem utilizado novas tecnologias de ponta, como caminhões térmicos para transporte de massa asfáltica e equipamentos para medir a compactação do solo e a qualidade do asfalto.

23 de novembro, 2020
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RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
IPT e Bertioga assinam projeto-piloto

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Prefeitura de Bertioga assinaram em dezembro um convênio para desenvolver projeto-piloto para auxiliar as prefeituras do estado de São Paulo a reduzirem os custos de investimentos e de operação no gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos. O projeto prevê ainda avanços tecnológicos no aproveitamento energético dos materiais e na minimização da massa e do volume destinados à disposição final. Denominado “RSU – Energia”, o projeto é resultante de uma demanda feita ao IPT pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, que visa estruturar uma plataforma de conhecimentos para apoiar os municípios na avaliação de rotas alternativas de tratamento de resíduos sólidos urbanos, levando-se em conta aspectos socioambientais e urbanos. Segundo a PNRS resíduos sólidos urbanos são aqueles originários de atividades domésticas – resíduos domiciliares - e da varrição, limpeza de vias públicas e outros serviços de limpeza urbana. O projeto-piloto em Bertioga é previsto para durar 24 meses. Os pesquisadores do IPT avaliarão o impacto dos processos de coleta seletiva, separação e pré-tratamento na eficiência das tecnologias (conteúdo energético dos resíduos), aplicar uma ou duas tecnologias em escala de demonstração em um bairro de Bertioga, estabelecer a infraestrutura (competências técnicas e laboratoriais) necessária para que o IPT possa apoiar os municípios nas decisões relativas aos resíduos e desenvolver ou adaptar novas tecnologias. “Os resíduos sólidos urbanos são uma matéria-prima complexa, pois incluem materiais heterogêneos, úmidos e variáveis em função do consumo e estações de ano. Na Baixada Santista, por exemplo, aproximadamente 54% do total coletado são materiais orgânicos”, explica Cláudia Echevenguá Teixeira, pesquisadora do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do IPT e coordenadora do projeto. O projeto será dividido em três etapas – Na primeira haverá a criação de um projeto de planta de avaliação/demonstração, com mapeamento das alternativas tecnológicas, definição da escala de instalação, elaboração de layout das unidades e definição de prazo e custo. A expectativa de duração é de três anos. A segunda etapa será de montagem e desenvolvimento da planta, com memorial descritivo em detalhes e contratação de fornecedores de máquinas e equipamentos que serão instalados. A segunda etapa tem previsão de 15 meses e inclui ainda a criação de um protocolo de coleta de amostras de resíduos, com mobilização e integração da população para o caso escolhido, o lançamento do programa de auxílio aos municípios, com um evento e divulgação dos mapeamentos, e a inauguração das unidades e realização de testes de monitoramento. Por último, será colocar o projeto em prática, com operação, monitoramento e avaliação da planta em Bertioga e a proposta de solução para o município. O prazo é de seis meses, totalizando dois anos de projeto.

27 de janeiro, 2016