Rede privada é criada para alavancar conservação em reservas privadas

Uma nova rede formada por 12 empresas brasileiras, incluindo Vale, Suzano, BASF e Votorantim, visa impulsionar a conservação de áreas naturais em diversos biomas do país.
A Vale, Suzano, BASF e Votorantim participam da recém-lançada Rede Brasileira de Reservas Privadas (RBRP), iniciativa que reúne 12 empresas brasileiras de diferentes setores, responsáveis pela conservação de áreas naturais no País. Com presença em diferentes biomas brasileiros, a Rede reúne reservas protegidas na Mata Atlântica, no Cerrado, no Pampa, no Pantanal e na Amazônia, como, por exemplo, o Legado das Águas (SP), com 31 mil hectares, a Reserva Natural Vale (ES), de 23 mil hectares, e o Parque das Neblinas (SP), com 7 mil hectares, que protegem biodiversidade e mananciais na Mata Atlântica; a Reserva Caruara (RJ), abrigo do maior fragmento de restinga em área privada do Brasil; e as áreas preservadas da Anglo American na Serra do Espinhaço (MG), com cerca de 27 mil hectares, incluindo campos rupestres. No Pampa, a CMPC Brasil mantém duas RPPNs que somam 2,6 mil hectares, contribuindo para a conservação desse bioma único no sul do país. No Pantanal, a Caiman, Pantanal (MS) integra turismo ecológico, conservação e geração de conhecimento e é referência mundial na proteção da onça pintada e da arara azul, enquanto, na Amazônia, a Fundação Cristalino (MT) atua no fortalecimento da proteção florestal, da pesquisa e da educação ambiental.
O regimento da Rede Brasileira de Reservas Privadas indica que reservas privadas de proteção da natureza são áreas sob posse ou domínio privado geridas de forma regular e efetiva para garantir a conservação da biodiversidade a longo prazo, bem como os serviços ecossistêmicos e valores culturais associados. Além da troca de experiências entre os membros e do fortalecimento das políticas ambientais, a RBRP tem o objetivo de desenvolver estudos científicos, promover capacitações e se tornar uma apoiadora de projetos de conservação, contribuindo para o cumprimento das metas globais de biodiversidade estabelecidas no Marco de Kunming-Montreal. Com governança colaborativa, a iniciativa contará com membros fundadores, membros efetivos e observadores, o que permite a participação tanto de instituições que já possuem reservas formalizadas quanto de organizações aspirantes ou apoiadoras. Após dois anos de organização e definição sobre o modelo de atuação, a RBRP foi oficializada com a assinatura do regimento em cerimônia realizada na Reserva Caruara, mantida pelo Porto do Açu, no segundo semestre de 2025.
O regimento da Rede Brasileira de Reservas Privadas foi assinado pela Vale, Anglo American Minério de Ferro Brasil S/A, Caiman Pantanal, Fundação Cristalino, Fundação Eco+/BASF, Instituto Ambiental Vale, Instituto Ecofuturo, Instituto Marcos Daniel, Reserva Ambiental Fazenda Caruara S/A, Reservas Votorantim Ltda e Suzano. Além delas, a CMPC Brasil integra a rede como membro efetivo. A Rede Brasileira de Reservas Privadas terá uma governança colaborativa, composta por uma Plenária, a Secretaria Executiva, Comitês Temáticos e um Conselho Consultivo, com o objetivo de garantir representatividade e participação ampla de todos os membros. O caráter colaborativo e apartidário reforça o compromisso da RBRP com a integridade, a transparência e a efetividade na gestão das áreas naturais protegidas, ampliando o protagonismo do setor privado na agenda ambiental brasileira.










