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RESÍDUOS PLÁSTICOS

Regiões adotam legislações distintas sobre reciclagem química

Regiões adotam legislações distintas sobre reciclagem química

Diferentes abordagens legislativas regionais para a reciclagem química, como a pirólise, moldam o desenvolvimento da infraestrutura e a demanda por conteúdo reciclado.

Um estudo recente do ICIS indica que o mercado global de pirólise está em um momento decisivo, com diferentes regiões adotando abordagens legislativas específicas para a reciclagem química, o que impacta o desenvolvimento da infraestrutura e a visão dos projetos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a estratégia adotada é descentralizada e baseada na legislação para a reciclagem — incluindo a pirólise —, com foco no aumento da demanda por conteúdo reciclado. A legislação é implementada estado a estado, conferindo a cada um autonomia sobre como abordar a reciclagem. As exigências de conteúdo reciclado pós-consumo (PCR) são um tipo de norma que obriga a inclusão de uma determinada porcentagem de material reciclado em embalagens plásticas colocadas no mercado. Atualmente, cinco estados possuem metas para conteúdo reciclado pós-consumo.

Para que um material seja considerado reciclado, ele deve passar por um processo de reciclagem. A pirólise e outros tipos de reciclagem química diferem do processo tradicional de reciclagem mecânica; portanto, é necessário esclarecer se a reciclagem química é considerada uma modalidade de reciclagem em cada estado. Cerca de metade dos estados norte-americanos reconhece a reciclagem química como uma forma de reciclagem. Não há sobreposição entre os estados que aceitaram a reciclagem química e aqueles que estabeleceram metas de PCR, o que gera incerteza sobre a possibilidade de a pirólise ser contabilizada para o cumprimento dessas metas. Sob essa abordagem descentralizada e baseada na legislação, existe o risco de estagnação da capacidade de pirólise nos EUA, a menos que ocorram esclarecimentos e a harmonização das leis estaduais.

Já a União Europeia adota uma abordagem centralizada e orientada pela legislação em relação à reciclagem, incluindo a pirólise, com foco no aumento da demanda por conteúdo reciclado. A abordagem da UE é do tipo top-down (de cima para baixo), com a legislação sendo implementada no nível dos Estados-Membros. Atualmente, a UE possui exigências de conteúdo reciclado pós-consumo (PCR) em legislações como a Diretiva de Plásticos de Uso Único (SUPD) e o Regulamento de Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR), sendo que este último entrará em vigor a partir de 2030. O principal entrave para as empresas de reciclagem via pirólise na Europa é a clareza regulatória. Embora haja fortes indícios por parte da UE de que a pirólise será reconhecida, ainda persiste uma incerteza regulatória.

O Conselho Europeu aprovou, em 29 de junho, regulamento sobre veículos em fim de vida (ELVR), o que significa que a medida se tornará lei assim que for publicada no Jornal Oficial da UE. O ELVR é uma legislação importante, concebida para melhorar a circularidade dos veículos e aumentar o uso de materiais reciclados em veículos novos; a reciclagem química é aceita para o cumprimento das metas, embora os detalhes sobre a abordagem de balanço de massa ainda precisem ser esclarecidos.

Mesmo que a pirólise seja autorizada a contar para as metas de conteúdo reciclado além do ELVR, o modelo de balanço de massa escolhido é de igual importância. O balanço de massa determinará como a matéria-prima plástica será contabilizada nos produtos plásticos finais — um tópico de particular relevância para processos como a pirólise, que geram múltiplos produtos de saída. O ICIS Chemical Recycling Supply Tracker (rastreador de oferta de reciclagem química da ICIS) mostra que o volume imediato de projetos anunciados de instalações comerciais de pirólise — seja em fase de construção ou de comissionamento — é maior na UE do que nos EUA. Embora tanto os EUA quanto a UE estejam adotando uma abordagem que prioriza a legislação, a eficiência decorrente da centralização e as metas pendentes do PPWR na UE são fatores-chave para a diferença na capacidade anunciada para o curto prazo. Segundo as projeções da ICIS, serão necessárias 3,6 milhões de toneladas até 2030 e 7,6 milhões de toneladas até 2040 na UE para cumprir as metas do PPWR para polietileno (PE) e polipropileno (PP) reciclados; isso inclui 0,4 milhão de toneladas e 1,2 milhão de toneladas, respectivamente para os anos de 2030 e 2040, destinadas a aplicações sensíveis ao contato. A aceitação da pirólise e a implementação adequada do balanço de massa são fundamentais para viabilizar a capacidade total dos projetos previstos na UE. Isso é essencial para proporcionar clareza e confiança aos investidores que financiam esses projetos, bem como para incentivar os compradores a firmar contratos de aquisição que sustentem a expansão dessas capacidades no curto prazo.

Uma grande parte da capacidade de pirólise na Ásia — especificamente as instalações destinadas à produção de plásticos reciclados a partir de óleo de pirólise — avançou com a expectativa de demanda de exportação da Europa, impulsionada pelo PPWR. Como essa demanda ainda não se concretizou totalmente, grande parte do óleo de pirólise produzido na região é direcionada para mercados de refino. Empresas que têm a exportação como principal fonte de demanda são altamente suscetíveis à definição de reciclagem e ao esquema de balanço de massa que poderão ser adotados na UE. Há também o risco adicional de as importações não serem contabilizadas para o cumprimento das metas, dependendo da abordagem que os formuladores de políticas da UE decidam adotar.

A SUPD e a ELVR, duas legislações da UE que incentivam ativamente o uso de conteúdo reciclado, adotam abordagens mais protecionistas. A primeira impede que importações sejam contabilizadas nas metas de conteúdo reciclado pós-consumo (PCR) até novembro de 2027, enquanto a segunda proíbe a contabilização de importações nas metas durante os primeiros 48 meses após a entrada em vigor da legislação, estabelecendo requisitos rigorosos para o período posterior no Anexo XIII. Sem demanda de exportação ou um mercado interno para esse material, esses agentes na Ásia correm o risco de enfrentar atrasos, cancelamentos e fechamentos de unidades.

Já a China está adotando uma abordagem centralizada e orientada pela legislação para a pirólise, com foco no aumento da capacidade de reciclagem química. Ao contrário de outras regiões, a China declarou explicitamente seu apoio à indústria de reciclagem química em um texto legislativo central. O "Plano de Ação para a Aplicação e Promoção de Materiais Reciclados" é um decreto nacional chinês que visa, entre outras coisas, "implementar ativamente a industrialização da reciclagem química de resíduos plásticos". O plano também adota uma abordagem que prioriza a oferta, focada na expansão da "capacidade de produção de plásticos reciclados de alta qualidade", em contraste com a abordagem orientada pela demanda das metas de conteúdo PCR.

Esse apoio claro e a abordagem centrada na oferta proporcionaram às empresas de reciclagem via pirólise uma base sólida para implementar a capacidade anunciada. Desenvolvimentos notáveis, registrados pelo ICIS Chemical Recycling Supply Tracker, incluem uma das maiores instalações de pirólise em operação até o momento, com capacidade instalada de aproximadamente 200.000 toneladas/ano, bem como o início recente das obras de uma planta de 150.000 toneladas/ano em Xangai. A indústria de pirólise na China posicionou-se como um pilar fundamental para as metas ambientais mais amplas do país. Manter essa posição em meio à evolução das tensões geopolíticas e à mudança de prioridades será crucial para viabilizar a carteira de projetos anunciada.

A ICIS indica no estudo que a legislação desempenha um papel cada vez maior na definição do desenvolvimento da capacidade de pirólise, mas as trajetórias regionais estão divergindo. A UE emerge como o principal motor da demanda por meio de exigências centralizadas de conteúdo reciclado, enquanto os EUA continuam a enfrentar um cenário fragmentado em nível estadual, o que gera incertezas e pode limitar investimentos. A Ásia está posicionada, em grande parte, para abastecer futuros mercados de exportação, deixando muitos projetos expostos a mudanças nas políticas europeias. A China se destaca com uma abordagem mais voltada para a oferta, apoiada por um claro respaldo nacional à reciclagem química. Os desdobramentos regulatórios na Europa extrapolam as fronteiras da região, influenciando decisões de investimento e a viabilidade de projetos em mercados globais. A eficácia de cada abordagem dependerá não apenas da ambição das políticas, mas também de sua implementação. Maior clareza quanto às definições de reciclagem, à contabilização por balanço de massa e ao acesso ao mercado será fundamental para determinar se a capacidade de pirólise anunciada se traduzirá em crescimento comercial sustentado.

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Segundo dados do Banco Mundial, o Brasil é o 4° maior produtor de resíduos plásticos no mundo, com 11,3 milhões de tonelada, das quais apenas 145 mil toneladas foram efetivamente recicladas. Para mudar este cenário e trabalhar com foco em uma destinação correta para os resíduos plásticos, a startup Green Mining, em parceria com a Ambev, Unilever, Natura, Braskem, Akzo Nobel, Wise, Deink Brasil e Eco Panplas, iniciou uma jornada para aumentar a recuperação do material. Com soluções customizadas para cada parceira, priorizando a recuperação de embalagens pós-consumo de forma eficiente e trazendo-as de volta para o ciclo de produção, a ação da Green Mining, juntamente com as empresas, realiza a coleta dos resíduos, por meio de um sistema de rastreabilidade com tecnologia blockchain, e garante que todo o material coletado seja enviado para reciclagem. "O plástico não precisa ser nocivo ao meio ambiente. A ausência de uma resposta sistemática eficaz quanto ao descarte é o que tem deturpado a utilização do material. Queremos ajudar na mudança dessa cultura de descarte inadequado do plástico. Para se ter uma ideia da gravidade do assunto, aproximadamente 10 milhões de toneladas de plásticos chegam nos oceanos a cada ano. Reconhecemos essa urgência e com essas grandes parcerias inovamos e promovemos um modelo de economia circular, mantendo o nosso propósito ambiental, social e econômico", diz Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining, startup especializada em logística reversa inteligente que, desde 2018, já coletou e enviou para a reciclagem mais de 1,3 milhão de quilos de vidro. A Green Mining customiza seu processo de coleta de embalagens a depender da demanda e projeto de cada companhia. Inicialmente, a startup começou suas ações em condomínios, bares, lojas e restaurantes, além de criar um sistema que possibilita obter informações de cada etapa do processo, como data e local da coleta, quilos e destinação dos recicláveis. Com o sistema criado é possível fazer o rastreamento total, em tempo real, de origem, trajeto e destino com a segurança que a tecnologia blockchain fornece. Com uma grande quantidade de recicláveis, a Green Mining ajuda também à mão-de-obra empregada, capacitando e contratando mais de 28 funcionários, sendo grande parte pessoas que já trabalhavam com reciclagem de maneira informal. Atualmente, há operação de coleta de plástico nos seguintes bairros da capital paulista: Bela Vista, Brooklin, Centro, Itaim Bibi, Jardins, Moema, Mooca, Perdizes, Pinheiros, Vila Madalena, Vila Mariana e Vila Olímpia. Para saber sobre a viabilidade de coletas gratuitas em condomínios, bares, lojas, restaurantes ou outros estabelecimentos, é necessário entrar em contato pelo email [email protected] .

1 de dezembro, 2020
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RESÍDUOS PLÁSTICOS
Aliança contra descarte em oceanos

Cerca de 30 empresas mundiais dos setores de plástico e bens de consumo lançaram a AEPW - Alliance to End Plastic Waste (Aliança para o Fim dos Resíduos Plásticos) com o objetivo de desenvolver e implementar soluções avançadas para a eliminação do descarte de material plástico no meio ambiente, especialmente nos oceanos. Inicialmente formada por quase 30 companhias, a Aliança destinará mais de US$ 1 bilhão para eliminar o descarte de resíduos plásticos em oceanos, com plano de investir US$ 1,5 bilhão nos próximos cinco anos. A Aliança possui entre seus integrantes empresas localizadas nas Américas, Europa, Ásia, África e Oriente Médio. "Todos concordam que o lugar dos resíduos plásticos não é nos oceanos ou em qualquer lugar do meio ambiente. Este é um desafio global sério e complexo que exige ações rápidas e forte liderança. Esta nova aliança é o esforço mais abrangente já feito para dar fim ao descarte de plásticos no meio ambiente", afirma David Taylor, Presidente e CEO da Procter & Gamble, e presidente da AEPW. "Eu convoco todas as empresas, grandes ou pequenas e de todas as regiões e setores, a se juntarem a nós", complementou. A Aliança é uma organização sem fins lucrativos e inclui toda a cadeia de valor dos plásticos: empresas que produzem, utilizam, vendem, processam, coletam e reciclam plásticos, o que inclui fabricantes de químicos e plásticos, companhias de bens de consumo, revendedores e empresas que trabalham com gestão de resíduos. A Aliança tem como parceiro estratégico o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. Entre o conjunto inicial de projetos da AEPW estão parcerias com prefeituras, em especial com aquelas onde há rios que transportam vastas quantias de resíduos plásticos do continente para o oceano. O trabalho inclui o engajamento de governos e formadores de opinião locais em prol da geração de modelos economicamente sustentáveis que possam ser replicados em múltiplas cidades e regiões. A Aliança também irá colaborar com outros programas que trabalhem com prefeituras, como o Projeto STOP; Custear a rede de incubadoras da Circulate Capital para desenvolver e promover tecnologias, modelos de negócios e empreendedores que trabalham pela prevenção de plásticos no oceano e pela gestão de resíduos e reciclagem, visando criar um calendário de projetos a serem investidos; Desenvolver um banco de dados global, aberto e científico, para dar suporte a projetos de gestão de resíduos globalmente, com coleta de dados, métricas, padrões e metodologias confiáveis, ajudando governos, empresas e investidores a acelerarem ações que evitem a entrada de resíduos plásticos no meio ambiente; Colaborar com organizações intergovernamentais, como as Nações Unidas, em prol da capacitação de oficiais de governo e líderes comunitários, por meio workshops e treinamentos, auxiliando-os a identificar as soluções de maior eficácia local para áreas prioritárias; Dar suporte à iniciativa Renew Oceans. O programa tem o objetivo de capturar os resíduos plásticos antes que eles cheguem ao oceano nos 10 rios que transportam a maior parte destes resíduos. O trabalho inicial dará suporte ao projeto Renew Ganga, que também recebe auxílio da National Geographic Society. A AEPW também desenvolverá projetos de infraestrutura, inovação, educação e engajamento e limpeza nas áreas de concentração dos resíduos. "O sucesso irá exigir a colaboração e esforços coordenados de muitos setores – com diferentes potenciais de resultado, seja no curto ou longo prazo. Abordar o tema do plástico no meio ambiente e desenvolver uma economia circular para o plástico requer a participação de toda a cadeia de valor e comprometimento de longo prazo de empresas, governos e comunidades. Ninguém pode resolver isso sozinho", afirma Antoine Frérot, CEO da Veolia e vice-presidente da AEPW. As empresas membros fundadores da Aliança são a brasileira Braskem, BASF, Berry Global, Chevron Phillips Chemical Company LLC, Clariant, Covestro, CP Group, Dow, DSM, ExxonMobil, Formosa Plastics Corporation USA, Henkel, LyondellBasell, Mitsubishi Chemical Holdings, Mitsui Chemicals, Nova Chemicals, OxyChem, PolyOne, Procter & Gamble, Reliance Industries, SABIC, Sasol, Suez, Shell Chemical, SCG Chemicals, Sumitomo Chemical, Total, Veolia e Versalis (Eni).

21 de janeiro, 2019
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Bloco sustentável para salas de aula

Com apoio de funcionários e clientes a Dow coletou 14 toneladas de resíduos plásticos que foram usados na confecção de blocos plásticos 100% sustentáveis. O material foi utilizado na construção de duas salas de aula em Cartagena, na Colômbia, beneficiando 200 crianças. Os funcionários da Dow também participaram da adequação, pintura e limpeza das salas de aulas. O projeto tem por objetivo desenvolver espaços educativos em regiões da Colômbia, carentes de infraestrutura para reunir os alunos, além de disseminar o correto aproveitamento de toneladas de resíduos plásticos que são desperdiçados e afetam o meio ambiente. Outro aspecto positivo do projeto é oferecer uma alternativa econômica e sustentável para o desenvolvimento de projetos de moradia com blocos plásticos. As salas de aula foram construídas em duas semanas e os blocos plásticos ajudam a manter a temperatura interna agradável e sem a necessidade do uso de ar condicionado, o que não acontece com a construção com tijolos tradicionais. Outra vantagem é que os blocos podem ser desmontados, transportados e montados em outro lugar. A iniciativa contou com a participação de diversas entidades como Dow e seus clientes, Fundación Mamonal, Conceptos Plásticos, o Colégio Rochester de Bogotá e o Conselho Colombiano de Construção Sustentável, que tem o aval do Ministério da Educação e a Secretaria de Educação Distrital de Cartagena.

30 de outubro, 2017
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RESÍDUOS PLÁSTICOS
Estudo da EdUFSCar ganha versão atualizada

Após dez anos da primeira edição de “ Resíduos plásticos e reciclagem: aspectos gerais e tecnologias ”, os engenheiros Maria Zanin e Sandro Donnini Mancini relançam, pela EdUFSCar, estudo com dados atualizados sobre a realidade brasileira dos resíduos sólidos urbanos. A segunda edição do estudo nos permite acompanhar a evolução do setor nos últimos vinte anos, e o potencial de reciclagem dos resíduos plásticos, com ênfase nos aspectos sociais, ambientais, políticos, econômicos, legais, técnicos e científicos que podem ajudar a entender porque a reciclagem deste tipo de material é possível, viável, necessária e urgente. Dividido em quatro capítulos, o livro conceitua o que é a ecologia industrial e esclarece o surgimento do termo Ecodesign, além de explicar a metodologia . da análise de ciclo de vida, definição de desenvolvimento sustentável e expõe a realidade brasileira e a necessidade da separação dos resíduos. A obra também oferece informações sobre a indústria de reciclagem de plásticos, legislação, normas, tipos de plásticos, perfil de produção e os tipos de reciclagem (mecânica, química, química do PET e energética). De acordo com os autores, a ação de reciclar apresenta um significado ainda maior quando pensada como parte de um conjunto de procedimentos que visam à redução dos impactos ambientais associados ao plástico, como o acúmulo de resíduos de difícil degradabilidade, e ao esgotamento de matéria-prima não renovável. Neste sentido, os especialistas não apenas indicam soluções técnicas mas também propõem uma revisão de valores, questionando o mundo onde o mercado e o consumo assumiram papéis impactantes, trazendo consigo a conhecida crise ambiental. Os autores enfatizam ainda a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos como um “salto mitigador para a gestão e o gerenciamento dos resíduos sólidos no Brasil e para as organizações de catadores e catadoras de resíduos”, explicam.

19 de outubro, 2015