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RESÍDUOS PLÁSTICOS

Startup desenvolve projeto para combustível limpo

Startup desenvolve projeto para combustível limpo

O sistema usa pirólise de óleo para converter resíduos de plástico em combustíveis limpos.

A startup britânica Clean Planet Energy desenvolve um projeto para recolher resíduos plásticos de cursos d’água para transformá-los em combustível para navios. O projeto tem apoio da ONG Riverrecycle, que atua no recolhimento de resíduos ribeirinhos para abastecer a cadeia de valor. A Riverrecycle tem escritórios em sete países, incluindo Indonésia e Filipinas, onde o projeto terá início.

O projeto recebeu financiamento da Fundação ICTSI para começar a remoção de lixo plástico do rio Pasig, em Manila, nas Filipinas, onde o trabalho já está em andamento. A Clean Planet Energy complementará seus esforços com a construção de uma usina de plástico para combustível na mesma cidade.

O sistema da Clean Planet usa pirólise patenteada e tecnologia de atualização de óleo para converter resíduos de plástico em combustíveis limpos. Os combustíveis produzidos podem ser usados como substituição direta em motores a combustível fóssil com uma estimada redução de emissões de CO2 em cerca de 75%.

O projeto pretende utilizar até 60 toneladas de plástico picado por dia. Os processos de pirólise de plástico para combustível de bunker já foram testados anteriormente. Em 2016, a Recycling Technologies, sediada no Reino Unido, fez parceria com a Innovate UK e uma seguradora marítima internacional para testar um combustível à base de plástico chamado Plaxx em um motor marítimo a diesel.

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ARTIGO
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15 de março, 2021
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BAÍA DE GUANABARA
Estação de reciclagem química

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com representantes de diferentes instituições, como OceanPact, Inea, L’Oreal, Baía Viva e Holos Brasil estão desenvolvendo o protótipo de uma estação de reciclagem química na costa da Ilha do Fundão aliada à implantação de ecobarreiras para impedir a entrada de novos poluentes plásticos na Baía de Guanabara. O local já sofre com a poluição, a alta sedimentação e degradação ambiental que colocam em risco a segurança hídrica e a resiliência da região. A estação de reciclagem utiliza o método de pirólise, onde há a decomposição térmica do lixo que vira insumo para a produção de novos materiais, além de gerar valor para diversas empresas da região a partir da economia circular. A proposta faz parte do laboratório de inovação Oásis Lab, iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Atualmente, 70% dos resíduos é lixo plástico, que é recolhido e enviado para aterros sanitários e nem sempre recebe a destinação adequada ao material. Cada tonelada de lixo transportada custa em média R$ 1 mil ao Estado. Outra alternativa é a reciclagem mecânica que prevê a limpeza dos materiais coletados e gera grandes custos aos cofres públicos, enquanto a reciclagem química tem custo médio estimado de R$ 400 por tonelada, apresentando-se como uma estratégia viável do ponto de vista econômico, de sustentabilidade e de conservação da biodiversidade. “Uma das ações revolucionárias da estação é requalificar um espaço a partir da despoluição. As beiradas da Ilha do Fundão são áreas públicas que nem sempre podem ser usadas pela população, justamente por questões ambientais. Outra ação revolucionária é fazer essa despoluição com as melhores tecnologias, integradas com a reciclagem”, ressalta Susana Vinzon, Doutora em Engenharia Oceânica e professora da UFRJ. Os idealizadores do projeto buscam agora atrair investimento para colocá-lo em prática. A estação de reciclagem química faz parte de um projeto que engloba outros projetos desenvolvidos durante 2019, como o laboratório de inovação Oásis Lab, que reúne cerca de 100 participantes de 50 instituições, empresas, indústrias, ONGs e órgãos públicos, com o objetivo de fortalecer a segurança hídrica e a resiliência costeiro-marinha na região hidrográfica da Baía de Guanabara. Os participantes foram mapeados, engajados, capacitados e cocriaram soluções e agendas integradas com o objetivo de viabilizarem projetos inovadores desenvolvidos em conjunto. “Mapeamos atores, iniciativas e instituições relevantes que atuam no território para identificarmos o que vem gerando resultados positivos para o meio ambiente e como potencializar isso por meio de uma aliança estratégica para a conservação e recuperação da região e de sua biodiversidade. Sabemos que muitas pessoas e empresas dependem diretamente da Baía de Guanabara para a provisão de água, regulação climática, cadeia da pesca, produção agrícola e turismo. Diante disso, reunimos atores públicos e privados com experiência e conhecimento em um laboratório de inovação para criar novas ferramentas para restaurá-la e torná-la uma região que aproveita o seu potencial econômico, social e de bem-estar”, afirma Renato Atanazio, coordenador de Soluções baseadas na Natureza da Fundação Grupo Boticário.

16 de dezembro, 2019