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RESÍDUOS

Senalimp 2019 e Fórum Waste Brasil

O Senalimp (Seminário Nacional de Limpeza Urbana) e o Fórum Waste Brasil e a feira Waste Expo Brasil acontecem entre os dias 12 e 14 de novembro, das 13h às 20h, no Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo – São Paulo (SP). A abertura oficial está marcada para 10h30 e terá a participação de representantes das principais entidades de classe do segmento e autoridades dos poderes executivo, legislativo e judiciário. Os eventos têm como objetivo debater o futuro da limpeza pública e gestão de resíduos no Brasil. Os dois principais encontros técnicos do setor serão realizados em conjunto com a feira Waste Expo Brasil, que reúne fabricantes de equipamentos, produtos e serviços para a coleta, transporte, tratamento e disposição final de resíduos sólidos urbanos (RSU’s). Entre os participantes estão confirmadas as presenças de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, Carlos Martins, ex-secretário de estado do Meio Ambiente de Portugal (cargo equivalente no Brasil ao de ministro), que falará sobre o processo de erradicação dos lixões naquele país, que foi conduzido em apenas cinco anos, entre 1997 e 2002. Martins dará detalhes sobre as estratégias adotadas, as implicações de Portugal ser um estado-membro da União Europeia e o cenário atual naquela região. Ex-ministros brasileiros do Meio Ambiente participarão, dia 12, de um painel para discutir o passado, o presente e o futuro da limpeza urbana e gestão de resíduos no Brasil. Estão confirmadas as presenças de Edson Duarte, Izabela Teixeira, José Goldenberg e José Sarney Filho. Durante os três dias serão realizadas mais de 20 apresentações técnicas sobre temas como logística reversa de eletroeletrônicos, coleta conteinerizada, tratamento de efluentes, produção de CDR (Combustível Derivado de Resíduo) e produção de energia por meio do biogás, entre outros. As inscrições podem ser feitas no site da ABLP – www.ablp.org.br – ou da Waste Expo - www.wasteexpo.com.br.&nbsp ;

O Senalimp (Seminário Nacional de Limpeza Urbana) e o Fórum Waste Brasil e a feira Waste Expo Brasil acontecem entre os dias 12 e 14 de novembro, das 13h às 20h, no Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo – São Paulo (SP). A abertura oficial está marcada para 10h30 e terá a participação de representantes das principais entidades de classe do segmento e autoridades dos poderes executivo, legislativo e judiciário. 
 
Os eventos têm como objetivo debater o futuro da limpeza pública e gestão de resíduos no Brasil. Os dois principais encontros técnicos do setor serão realizados em conjunto com a feira Waste Expo Brasil, que reúne fabricantes de equipamentos, produtos e serviços para a coleta, transporte, tratamento e disposição final de resíduos sólidos urbanos (RSU’s).
 
Entre os participantes estão confirmadas as presenças de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, Carlos Martins, ex-secretário de estado do Meio Ambiente de Portugal (cargo equivalente no Brasil ao de ministro), que falará sobre o processo de erradicação dos lixões naquele país, que foi conduzido em apenas cinco anos, entre 1997 e 2002. Martins dará detalhes sobre as estratégias adotadas, as implicações de Portugal ser um estado-membro da União Europeia e o cenário atual naquela região.
 
Ex-ministros brasileiros do Meio Ambiente participarão, dia 12, de um painel para discutir o passado, o presente e o futuro da limpeza urbana e gestão de resíduos no Brasil. Estão confirmadas as presenças de Edson Duarte, Izabela Teixeira, José Goldenberg e José Sarney Filho. Durante os três dias serão realizadas mais de 20 apresentações técnicas sobre temas como logística reversa de eletroeletrônicos, coleta conteinerizada, tratamento de efluentes, produção de CDR (Combustível Derivado de Resíduo) e produção de energia por meio do biogás, entre outros. As inscrições podem ser feitas no site da ABLP – www.ablp.org.br – ou da Waste Expo - www.wasteexpo.com.br. 

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EVENTOS
Encontro Lixo Zero São Paulo 2020 será remoto

O Encontro Lixo Zero São Paulo acontece de forma virtual entre os dias 25 e 29 de maio para debater como a COVID-19 está impactando a gestão do lixo na cidade de São Paulo. Em abril, segundo a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), houve queda de 49% no volume de resíduos recolhidos nas ruas, enquanto a coleta seletiva aumentou 23%. Participarão do encontro agentes públicos, ativistas e empreendedores sociais para propor caminhos inovadores em torno do tema: “Lixo, sintoma do quê?”. “Escolhemos essa provocação, sobre os ‘sintomas’ do lixo, porque saúde, gestão de resíduos e saneamento são questões totalmente interligadas. A urgência de soluções sobre a gestão do lixo ficou ainda mais evidente durante a pandemia”, explica Flávia Cunha, embaixadora do Instituto Lixo Zero Brasil e sócia da Casa Causa, organizações promotoras do evento. Com cinco painéis e nove rodas de conversa ao todo, a programação traz um olhar abrangente sobre gestão de resíduos, economia circular e as melhorias necessárias na cidade de São Paulo. O evento irá debater temas como reciclagem, embalagens sustentáveis, consumo consciente, legislação ambiental, planejamento urbano, novas tecnologias de reaproveitamento e reciclagem, o resíduo como moeda de troca nas periferias e impactos do lixo no litoral. Entre os desafios mais recentes estará a discussão sobre a fragilidade enfrentada pelos catadores e cooperativas de reciclagem durante a pandemia (o evento apoia iniciativas do Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis e do Pimp My Carroça para garantir a renda mínima dos catadores). Também sobre os catadores, será discutida a iniciativa sustentável do Carnaval de 2020, que uniu de forma inovadora blocos, catadores e a Ambev. O evento terá a presença de representantes dos setores público, empresarial e socioambiental, como: Guilherme Brammer (Boomera), Patricia Faga Iglesias (Cetesb), José Manuel Moller (Algramo, Chile), Barão di Sarno (Questtonó), Leandro Toledano (Homebiogás), Mundano (Pimp My Carroça), Victor Hugo Argentino (Morada da Floresta), Fred Gelli (Hub Incríveis), Fabricio Soler (Felsberg Advogados), Marcelo Dimenstein (Catraca Livre), Luis Octavio de Faria e Silva (Escola da Cidade), Claudia Leite (Nespresso), Lele Veloso (Index) e Lea Gejer (Ideia Circular), entre outros. O Encontro Lixo Zero é realizado anualmente em diversas cidades do país pelo Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB) com o objetivo de disseminar as melhores práticas sobre lixo zero e economia circular. Em 2019, o ELZ aconteceu de forma presencial em 30 cidades; este ano já são 100 cidades mobilizadas para promover os encontros digitais. Apenas em São Paulo, cerca de mil participantes se reuniram para um dia de discussões em 2019, a expectativa é que o público ultrapasse essa participação. “Neste momento, as pessoas estão focadas em saúde e higiene, portanto, mais dispostas a debater sobre a melhor gestão do lixo nas cidades. É uma grande oportunidade para encararmos de frente as causas por trás do sintoma do lixo”, comenta Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil. O evento é realizado pelo Instituto Lixo Zero Brasil e Casa Causa, com apoio da ABRAPS – Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável e patrocínio da Nespresso, YVY, Simple Organic e Poiato Recicla. A programação está disponível na página http://www.casacausa.com.br/encontro-lixo-zero-3 , onde estão os links para as inscrições gratuitas. A cada dia, painés de 1,5 horas serão seguidos de rodas de conversa ocorrerão em salas menores abertas na plataforma, com duração de 1 hora, onde será possível a maior interação entre os participantes sobre assuntos específicos.

25 de maio, 2020
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RESÍDUOS SÓLIDOS
Entidades e governo debatem fim de lixões

A Associação Brasileira de Empresas de Tratamentos Sólidos e Efluentes (Abetre), Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP) e a SELUR/SELURB -- Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana e a Coordenação de Resíduos Sólidos da ABDIB reuniram-se por videoconferência com o Secretário Nacional de Saneamento do Ministério de Desenvolvimento Regional, Pedro Maranhão. Na ocasião, foram tratados assuntos para a resolução dos problemas de saneamento brasileiro. "O encontro foi muito proveitoso e positivo", avalia Luiz Gonzaga, presidente da Abetre. "Acredito que conseguimos apresentar os pontos principais, que implicam na erradicação dos 3.257 lixões espalhados pelo Brasil, que causam enorme dano à saúde da população". Dentre os assuntos estava a inclusão do artigo 20 no texto final do Marco Legal do Saneamento, aprovado na Câmara dos Deputados, em dezembro de 2019 e que aguarda votação do Senado Federal. O trecho, incluído na última hora, limitava a atuação das empresas do segmento de resíduos sólidos e drenagem, prejudicando, assim, o atendimento à população. "Percebemos que houve uma compreensão dos impactos negativos desse artigo e temos uma sinalização positiva de que haverá uma atenção especial por parte do secretário e do MDR nesse tópico", ressaltou Gonzaga. “Saneamento é Água, Esgoto, Resíduos e Drenagem. Não faz sentido que Água e Esgoto tenham um tratamento e Resíduos e Drenagem outro”. Outros temas debatidos foram o Código Florestal, que após votação em 2018 do Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a implantação de Aterros Sanitários em Áreas de Preservação Permanentes (APP) assim como a remoção dos atuais aterros existentes nas mesmas áreas. As entidades entendem que o Ministério pode contribuir no processo, uma vez que os aterros são obras complexas de engenharia, que não causam danos ambientais e podem, sem interferência entre Poderes, clarear a terminologia adequada. A remoção do material dos atuais aterros existentes em APPs custaria R$ 79 bilhões. A cobrança de tarifas para a garantia da sustentabilidade econômica e financeira também foi debatida e é considerada fundamental para a implantação e manutenção das atividades de coleta, tratamento e destinação de resíduos sólidos. Entidades e governo acreditam que só assim será possível a implantação dos 500 aterros regionais espalhados pelo Brasil, que substituirão os 3.257 lixões existentes, resolvendo a questão que impacta na saúde do Brasileiro. "Com a crise financeira que vai surgir pós-coronavírus, achamos importante essa atenção às tarifas, pois somente assim vamos preservar essa parte essencial do serviço público que é a coleta e a correta destinação dos resíduos. Eles precisam ter continuidade", foi à afirmação unânime das entidades.

31 de março, 2020
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SANEAMENTO
Fenasan vai de 17 a 19 de setembro

O 30º Encontro Técnico AESabesp (Congresso Nacional de Saneamento) e a Fenasan (Feira Nacional de Meio Ambiente) serão realizados entre os dias 17 e 19 de setembro, no Pavilhão Branco do Expo Center Norte, em São Paulo. Os eventos são promovidos pela Associação dos Engenheiros da Sabesp – AESabesp. O Congresso acontece das 9h às 18h, enquanto a Feira, das 13h às 20h. O encontro tem início às 10h com uma palestra Magna sobre ”Perspectivas do Saneamento Ambiental no Estado de São Paulo”, ministrada pelo Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Marcos Penido. A programação do evento inclui temas que estão na pauta do País. As inscrições podem ser feitas pelo site https://www.fenasan.com.br/inscricao e o credenciamento gratuito através do https://www.fenasan.com.br/credenciamento . A programação com mesas redondas e painéis estão disponíveis no https://www.fenasan.com.br/fenasan2019-grade-17set.&nbsp ; No 1º dia acontece o painel “Saúde - reflexos do saneamento e poluentes ambientais (o que os dados epidemiológicos nos revelam?)”, das 17h às 18h. O encontro terá a presença de Telma Nery (Sabesp) e Fatima Marinho (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo – USP) e coordenação de Sonia Nogueira (Sabesp). Ela que é madrinha da mesa, explica que o Painel “discutirá à luz dos estudos epidemiológicos existentes, com representantes de instituições técnicas da saúde e do setor de saneamento, como utilizar a metodologia e como incorporar o fator saúde às avaliações de acesso a estruturas sanitárias no Brasil, por meio da estimativa da Carga Global de Doença atribuível a estruturas sanitárias insuficientes no país”. Mais cedo, ainda no 1º dia, acontece a mesa redonda “Segurança de barragem no setor de recursos hídricos e saneamento”, às 13h. O debate terá como moderador Ricardo Borsari (Sabesp) e os palestrantes José Augusto Mendes (Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo), Carlos Henrique de Medeiros (Comitê Brasileiro de Barragens) e Wongsui Tung (Sabesp). No dia 18 é realizada a Mesa Redonda “Água de beber: inovações nos critérios de potabilidade e políticas públicas de saneamento e saúde”, das 11h às 12h30, com a participação dos especialistas José Carlos Mierzwa (Universidade de São Paulo), Thais Araújo Cavendish (Ministério de Saúde) e Marcelo de Paula Neves Lelis (Ministério da Integração. A coordenação desta mesa será da Engenheira Roseane M. Garcia Lopes de Souza, coordenadora das Câmaras Técnicas de Saúde Pública e de Resíduos Sólidos da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental Seção São Paulo (ABES-SP). No dia 19, às 11h, é realizada a mesa redonda “Perspectivas do Marco Legal do Saneamento”, tema que tem movimentado discussões em todo o país nos últimos dois anos (o Projeto de Lei que revisa o Marco deve ser votado até outubro deste ano). Coordenado por Viviana Borges, Presidente da AESabesp, o painel contará com moderação de Roberval Tavares de Souza, Presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, e os palestrantes convidados Michelli Takahara, Secretária Nacional de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional, Percy Soares Neto, da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto - ABCON, e Marcus Vinícius Fernandes Neves, presidente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento – AESBE. Promovida há 30 anos consecutivos pela AESabesp, a Fenasan é realizada simultaneamente com o Encontro Técnico da AESabesp. Entre visitantes da Feira e congressistas do Encontro/Congresso, o evento recebe em média 22 mil pessoas em cada edição anual. Seu público é formado por executivos, técnicos, empresários, estudantes, gestores e pesquisadores de órgãos públicos e privados, acadêmicos e demais interessados no avanço da aplicação dos conhecimentos em saneamento ambiental, resultando numa das visitações mais qualificadas das realizações do setor.

10 de setembro, 2019
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RESÍDUOS SÓLIDOS
Poucos avanços, apesar da PNRS

Nos últimos anos, apesar da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, o País pouco avançou na problemática da coleta e tratamento dos resíduos sólidos, especialmente dos urbanos. O fim dos lixões, previsto para 2014 segundo a Lei nº 12.305/10, foi prorrogado para 2021 e para cumprir a meta de universalizar a infraestrutura até 2031 se faz necessário investimentos anuais de R$ 10 bilhões, sendo que o custo para a operação desse serviço exigiria a quantia de R$ 14 bilhões por ano, o que demonstra a importância de se estruturar uma receita perene. “Como todos podem ver, o desafio é enorme”, ressaltou Venilton Tadini, presidente da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), na abertura do Seminário “Resíduos Sólidos”, promovido pela entidade em São Paulo, no dia 29 de agosto, e que contou com a presença de autoridades, consultores e centenas de especialistas em gestão ambiental. O evento teve o apoio do Selur (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana), Abetre (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos), ABLP (Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública) e Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). No Governo Federal, dois Ministérios cuidam do tema: o do Meio Ambiente e o das Cidades, segundo explicou Alceu Segamarchi Jr, Secretário Nacional de Saneamento Ambiental. Ao citar os desafios do setor, o secretário listou o encerramento de 1.500 lixões e de 1.700 aterros controlados, a implantação de 400 aterros sanitários regionais, além de implantar e ampliar a coleta seletiva municipal e acolher os catadores em cooperativas específicas. O secretário adjunto da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, Antônio Velloso Carneiro, classificou como tema-chave a sustentabilidade econômico-financeira do setor. “Estudos da Cetesb mostram que o número de lixões irregulares e de aterros controlados cresceu muito nos dois últimos anos pela dificuldade de os municípios – que detêm o poder concedente – darem continuidade à prestação do serviço numa situação de queda abrupta da arrecadação”. Para ajudar a “fechar a conta”, o secretário estadual defendeu a participação da iniciativa privada no setor para ajudar a mapear a cadeia de valor da geração e destinação dos resíduos sólidos, de forma a oferecer uma solução que “caiba no bolso de todos”. Drausio Barreto, coordenador do Comitê de Resíduos Sólidos da Abdib, salientou que a sociedade brasileira cada vez mais exige qualidade na prestação dos serviços ligados ao meio ambiente e que ações decorrentes das más práticas ambientais dos resíduos sólidos implicam em consequências na contaminação dos solos, do lençol freático e que a disposição irregular dos mesmos ocasiona problemas de saúde. A situação se torna ainda mais preocupante com a constatação de que 70% dos municípios brasileiros encontram-se esgotados em sua capacidade de gastos. Convidado para abordar o tema “Formas de Execução de Modelos de Contratação”, o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Vieira da Silva, enfatizou que o atual modelo de contratação usado na maior parte das cidades há muito mostra sinais de esgotamento – “é um modelo de simples terceirização, regulado pela Lei nº 8.666 que traz limitações econômicas por não permitir investimento privado e a consequente modernização do setor”. Uma alternativa para evolução do setor seria a possibilidade de concessões especiais previstas na lei de parcerias público-privadas (as famosas PPPs). Levando em conta o aumento da geração dos resíduos sólidos na última década, a deficiência na destinação final adequada dos mesmos, a quase inexistência de aproveitamento dos resíduos sólidos descartados e a falta de plantas de aproveitamento dos recursos contidos nos resíduos sólidos, Silva defende como alternativa de evolução para o segmento a adoção de modelos de contratação de longo prazo por concessão via PPP, “alternativa que permite a execução dos investimentos demandados pela lei. O Brasil precisa investir até 2031 pouco mais de R$ 10 bilhões em infraestrutura e na atual conjuntura econômica dos municípios isso só se faz possível através da parceria com a iniciativa privada”. Entre os desafios para a implementação desse modelo, aparece em primeiro lugar a necessidade de aperfeiçoar o sistema de cobrança pelos serviços, de forma a garantir a arrecadação dos recursos para a remuneração do contrato ao longo dos anos. O segundo ponto apresentado por Silva diz respeito à garantia da segurança jurídica, já que são contratos de longo prazo e que passam por algumas gestões municipais. Por fim, é preciso assegurar recursos suficientes da operação pelo prazo vigente.

5 de setembro, 2016
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FEIRAS
Pollutec Brasil sela importantes parcerias

A primeira edição da Pollutec Brasil, uma derivação da consagrada feira ambiental Pollutec, realizada todos os anos na França, intercaladamente nas cidades de Paris e Lyon, já fechou importantes parcerias com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e com as principais entidades de saneamento e resíduos, o que significa que o público encontrará no mesmo espaço fornecedores e operadores públicos e privados que abrangem todas as modalidades de serviços ambientais — abastecimento de água e esgotamento sanitário, tratamento de efluentes e emissões industriais, remediação de solo, gerenciamento de resíduos, logística reversa, geração de energia por biomassa e monitoramento de impacto ambiental. A feira acontecerá de 12 a 15 de abril, em São Paulo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, simultâneamente à Feicon Batimat 2016. A organização do evento está por conta da Reed Exhibitions Alcantara Machado. Yves Besse, integrante do Conselho Consultivo da Pollutec Brasil, celebra o ineditismo das parcerias firmadas e ressalta que esta “é uma maneira de abrir o leque das experiências das empresas públicas e privadas. Lá estarão reunidas as melhores soluções para fazer a economia do país evoluir a patamares internacionais, principalmente no tocante a produtividade e gestão de recursos naturais”. O setor de resíduos, que vê sua receita crescer mais de 20% ao ano e a abrangência da reciclagem em municípios mais que dobrar desde o início da década, terá seu panorama intensamente debatido no fórum Cuidando do Futuro , que acontecerá durante todos os dias da Pollutec. A Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), a Abetre (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos) e a ABLP (Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública) farão palestras ao longo dos quatro dias de fórum, cujo programa é assinado pela Abes (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental). Já as operadoras privadas de água e esgoto estarão representadas pelas maiores associações nacionais — Abcon (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto) e Sindcon (Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto) — que farão o seu 4º Encontro Nacional das Águas em paralelo à feira. Pela primeira vez, a Aquafed (Associação Internacional dos Operadores Privados de Água e Esgoto) realizará sua reunião anual de conselho em São Paulo, durante a Pollutec Brasil. Os operadores municipais de saneamento, que perfazem 20% dos serviços, se farão presentes por meio da Assemae (Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento), enquanto o Instituto Trata Brasil trará ao fórum Cuidando do Futuro toda sua expertise na análise da trajetória do saneamento no Brasil.

11 de fevereiro, 2016