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EVENTOS

Encontro Lixo Zero São Paulo 2020 será remoto

O Encontro Lixo Zero São Paulo acontece de forma virtual entre os dias 25 e 29 de maio para debater como a COVID-19 está impactando a gestão do lixo na cidade de São Paulo. Em abril, segundo a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), houve queda de 49% no volume de resíduos recolhidos nas ruas, enquanto a coleta seletiva aumentou 23%. Participarão do encontro agentes públicos, ativistas e empreendedores sociais para propor caminhos inovadores em torno do tema: “Lixo, sintoma do quê?”. “Escolhemos essa provocação, sobre os ‘sintomas’ do lixo, porque saúde, gestão de resíduos e saneamento são questões totalmente interligadas. A urgência de soluções sobre a gestão do lixo ficou ainda mais evidente durante a pandemia”, explica Flávia Cunha, embaixadora do Instituto Lixo Zero Brasil e sócia da Casa Causa, organizações promotoras do evento. Com cinco painéis e nove rodas de conversa ao todo, a programação traz um olhar abrangente sobre gestão de resíduos, economia circular e as melhorias necessárias na cidade de São Paulo. O evento irá debater temas como reciclagem, embalagens sustentáveis, consumo consciente, legislação ambiental, planejamento urbano, novas tecnologias de reaproveitamento e reciclagem, o resíduo como moeda de troca nas periferias e impactos do lixo no litoral. Entre os desafios mais recentes estará a discussão sobre a fragilidade enfrentada pelos catadores e cooperativas de reciclagem durante a pandemia (o evento apoia iniciativas do Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis e do Pimp My Carroça para garantir a renda mínima dos catadores). Também sobre os catadores, será discutida a iniciativa sustentável do Carnaval de 2020, que uniu de forma inovadora blocos, catadores e a Ambev. O evento terá a presença de representantes dos setores público, empresarial e socioambiental, como: Guilherme Brammer (Boomera), Patricia Faga Iglesias (Cetesb), José Manuel Moller (Algramo, Chile), Barão di Sarno (Questtonó), Leandro Toledano (Homebiogás), Mundano (Pimp My Carroça), Victor Hugo Argentino (Morada da Floresta), Fred Gelli (Hub Incríveis), Fabricio Soler (Felsberg Advogados), Marcelo Dimenstein (Catraca Livre), Luis Octavio de Faria e Silva (Escola da Cidade), Claudia Leite (Nespresso), Lele Veloso (Index) e Lea Gejer (Ideia Circular), entre outros. O Encontro Lixo Zero é realizado anualmente em diversas cidades do país pelo Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB) com o objetivo de disseminar as melhores práticas sobre lixo zero e economia circular. Em 2019, o ELZ aconteceu de forma presencial em 30 cidades; este ano já são 100 cidades mobilizadas para promover os encontros digitais. Apenas em São Paulo, cerca de mil participantes se reuniram para um dia de discussões em 2019, a expectativa é que o público ultrapasse essa participação. “Neste momento, as pessoas estão focadas em saúde e higiene, portanto, mais dispostas a debater sobre a melhor gestão do lixo nas cidades. É uma grande oportunidade para encararmos de frente as causas por trás do sintoma do lixo”, comenta Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil. O evento é realizado pelo Instituto Lixo Zero Brasil e Casa Causa, com apoio da ABRAPS – Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável e patrocínio da Nespresso, YVY, Simple Organic e Poiato Recicla. A programação está disponível na página http://www.casacausa.com.br/encontro-lixo-zero-3 , onde estão os links para as inscrições gratuitas. A cada dia, painés de 1,5 horas serão seguidos de rodas de conversa ocorrerão em salas menores abertas na plataforma, com duração de 1 hora, onde será possível a maior interação entre os participantes sobre assuntos específicos.

O Encontro Lixo Zero São Paulo acontece de forma virtual entre os dias 25 e 29 de maio para debater como a COVID-19 está impactando a gestão do lixo na cidade de São Paulo. Em abril, segundo a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), houve queda de 49% no volume de resíduos recolhidos nas ruas, enquanto a coleta seletiva aumentou 23%. Participarão do encontro agentes públicos, ativistas e empreendedores sociais para propor caminhos inovadores em torno do tema: “Lixo, sintoma do quê?”. 

“Escolhemos essa provocação, sobre os ‘sintomas’ do lixo, porque saúde, gestão de resíduos e saneamento são questões totalmente interligadas. A urgência de soluções sobre a gestão do lixo ficou ainda mais evidente durante a pandemia”, explica Flávia Cunha, embaixadora do Instituto Lixo Zero Brasil e sócia da Casa Causa, organizações promotoras do evento. Com cinco painéis e nove rodas de conversa ao todo, a programação traz um olhar abrangente sobre gestão de resíduos, economia circular e as melhorias necessárias na cidade de São Paulo. 

O evento irá debater temas como reciclagem, embalagens sustentáveis, consumo consciente, legislação ambiental, planejamento urbano, novas tecnologias de reaproveitamento e reciclagem, o resíduo como moeda de troca nas periferias e impactos do lixo no litoral. Entre os desafios mais recentes estará a discussão sobre a fragilidade enfrentada pelos catadores e cooperativas de reciclagem durante a pandemia (o evento apoia iniciativas do Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis e do Pimp My Carroça para garantir a renda mínima dos catadores). Também sobre os catadores, será discutida a iniciativa sustentável do Carnaval de 2020, que uniu de forma inovadora blocos, catadores e a Ambev.

O evento terá a presença de representantes dos setores público, empresarial e socioambiental, como: Guilherme Brammer (Boomera), Patricia Faga Iglesias (Cetesb), José Manuel Moller (Algramo, Chile), Barão di Sarno (Questtonó), Leandro Toledano (Homebiogás), Mundano (Pimp My Carroça), Victor Hugo Argentino (Morada da Floresta), Fred Gelli (Hub Incríveis), Fabricio Soler (Felsberg Advogados), Marcelo Dimenstein (Catraca Livre), Luis Octavio de Faria e Silva (Escola da Cidade), Claudia Leite (Nespresso), Lele Veloso (Index) e Lea Gejer (Ideia Circular), entre outros.

O Encontro Lixo Zero é realizado anualmente em diversas cidades do país pelo Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB) com o objetivo de disseminar as melhores práticas sobre lixo zero e economia circular. Em 2019, o ELZ aconteceu de forma presencial em 30 cidades; este ano já são 100 cidades mobilizadas para promover os encontros digitais. Apenas em São Paulo, cerca de mil participantes se reuniram para um dia de discussões em 2019, a expectativa é que o público ultrapasse essa participação. “Neste momento, as pessoas estão focadas em saúde e higiene, portanto, mais dispostas a debater sobre a melhor gestão do lixo nas cidades. É uma grande oportunidade para encararmos de frente as causas por trás do sintoma do lixo”, comenta Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil.

O evento é realizado pelo Instituto Lixo Zero Brasil e Casa Causa, com apoio da ABRAPS – Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável e patrocínio da Nespresso, YVY, Simple Organic e Poiato Recicla.

A programação está disponível na página http://www.casacausa.com.br/encontro-lixo-zero-3, onde estão os links para as inscrições gratuitas. A cada dia, painés de 1,5 horas serão seguidos de rodas de conversa ocorrerão em salas menores abertas na plataforma, com duração de 1 hora, onde será possível a maior interação entre os participantes sobre assuntos específicos.

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EVENTOS
Encontro Lixo Zero acontece dia 23 de abril

A edição 2021 do Encontro Lixo Zero São Paulo, polo de debate e discussão da gestão de lixo na cidade de São Paulo, acontece no próximo dia 23 de abril, das 9h às 21h, com o mote “Circular para Não Parar”. “Em 2020, discutimos muito sobre o confinamento na pandemia e seus impactos. Acreditávamos e torcíamos para que o encontro de 2021 ocorresse de forma presencial e que todos pudéssemos estar próximos e falar de uma nova realidade, com saúde, com respeito ao meio ambiente, com menos desigualdades. Estamos nos aproximando do meio do ano de 2021 sem termos ainda uma perspectiva de um futuro sem pandemia. Ainda não conseguimos ter claro a realidade que enfrentaremos”, afirma Flávia Cunha, coordenadora do Grupo de Trabalho Lixo Zero da Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável (ABRAPS) e Embaixadora do Instituto Lixo Zero Brasil em São Paulo. O foco do ELZ2021 é, de forma propositiva, trazer uma mensagem otimista. “Se no ano passado olhamos para os sintomas que causam o lixo, neste ano queremos ter falas que se transformem em ações”, completa Flávia. Ações de pessoas, de cidadãos comuns, de empresas, de gente que está fazendo a diferença na vida das pessoas. O encontro terá dois blocos temáticos que tratarão da perda e do desperdício de alimentos. Afinal, ‘se tem gente com fome, dá de comer”. O primeiro painel, das 9h00 às 10h30: Perda de alimentos no varejo - reduzir para ganhar, irá debater o papel dos supermercados na redução do desperdício de alimentos na cadeia de abastecimento e o efeito do desperdício no preço dos alimentos. As ações que o varejo alimentar pode adotar para reduzir o desperdício, como o planejamento de demanda para a redução de excesso, a interação com fornecedores, as políticas de doações, a revisão das práticas promocional e de vendas especiais, e as práticas de preparo que ajudam a consumir de forma consciente. Na sequência, o painel Conexão alimentar - a tecnologia para o não desperdiçar, das 11h às 12h30 vai discutir as novas tecnologias em busca do combate ao desperdício de alimentos: empreendedores atuantes em São Paulo discutem os caminhos mais inovadores rumo ao Lixo Zero em supermercados, restaurantes e cidades. Na parte da tarde acontece o Painel 3, das 15h30 às 17h00: Economia Circular - fazer MAIS com o mesmo, que propõe explorar oportunidades e desafios na Economia Circular no Brasil como um processo agregador, desde repensar a embalagem (do desenvolvimento ao pós-consumo), o reuso e reinserção de materiais na cadeia produtiva, a valorização da cooperativa e a reinvenção de negócios de forma colaborativa a serviço da geração de impacto social e relevância para o planeta. Por último, das 18h30 às 20h, O lixo tem remédio - a hora do descarte consciente abordará a Logística Reversa de Medicamentos: os direitos e deveres do consumidor em relação ao descarte dos remédios e suas embalagens. Os deveres das farmácias, drogarias e fabricantes. As formas de descarte e os pontos autorizados para recebê-los. O ELZ é promovido todos os anos em diversas cidades do país pelo Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB) com o objetivo de disseminar as melhores práticas sobre lixo zero e economia circular. Em 2020, o ELZ mobilizou 54 cidades na promoção dos encontros digitais. Em São Paulo foram mais de 2.900 pessoas acompanhando o evento em tempo real e mais de 6.000 de forma assíncrona. O evento é realizado pelo Instituto Lixo Zero Brasil e pela ABRAPS – Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável, com curadoria da Casa Causa e organizado pela MUDA Coletivo Criativo. Patrocinadora Nespresso e apoio da MUSA Waste Management Platform, MassFix Reciclagem de Vidros e Poiato Recicla. A programação e inscrições gratuitas estão disponíveis na página da ABRAPS www.abraps.org.br e no link http://bit.ly/3dJoqtG .

19 de abril, 2021
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RESÍDUOS SÓLIDOS
Evento sobre gestão sustentável

Especialistas da Fral Consultoria, empresa que atua no desenvolvimento de projetos nas áreas de Engenharia Civil e Meio Ambiente, participam, dia 26 de novembro, das 8h30 às 16hs, do Pré-GRAL 2020, evento sobre gestão sustentável de resíduos sólidos. Realizado virtualmente, o evento é uma prévia do VII Congresso Internacional de Gestão de Resíduos na América Latina (GRAL 2021), que reunirá, em Lima, no Peru, representantes da comunidade científica para um amplo debate a respeito das questões que envolvem a destinação correta desses materiais na América Latina, seus desafios e tendências. Rodrigo Oliveira, mestre em Ciências e Sustentabilidade e presidente da Fral, será palestrante do Pré-GRAL no painel online "Tendências Mundiais", abordando temas como Economia Circular, Uso de Matéria Orgânica e Desperdício Zero, ao lado de representantes da Colômbia e do Peru, e sob a mediação do engenheiro e mestre Francisco Oliveira, também da Fral Consultoria. O Pré-GRAL 2020 é realizado pela Rede de Gestão de Resíduos da América Latina (GRAL) e reunirá, além dos especialistas brasileiros, prestadores de serviço da cadeia de gestão de resíduos, autoridades nacionais e internacionais, pesquisadores, estudantes e outros profissionais interessados no tema. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pela internet no site https://forms.gle/EeGkfisXwMe4HH5Z8 . Maiores informações pelo e-mail [email protected] .

23 de novembro, 2020
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VIRADA SUSTENTÁVEL
Painel sobre economia circular

A Ball Corporation, empresa global especializada em embalagens sustentáveis de alumínio, apoia a Virada Sustentável São Paulo 2020 e promoverá o painel “Repensando as embalagens sob a ótica da economia circular”, no dia 22 de setembro, às 15h. O encontro terá a participação de Estevão Braga, gerente de sustentabilidade da Ball Embalagens para Bebidas América do Sul; Barão di Sarno, sócio-fundador da Questtonó; e Julia Luchesi, gerente de operações e relacionamento com cooperativas da TriCiclos Brasil; com mediação de Emanuel Alencar, jornalista e assessor de Sustentabilidade do Museu do Amanhã (RJ). O evento acontecerá em um novo formato este ano e toda a programação terá cobertura online, ao vivo e gratuita. As inscrições podem ser feitas pelo site www.viradasustentavel.org.br/palestras . No painel será debatida a importância do design de embalagens e da inovação em materiais para a transição ao modelo de Economia Circular, com apresentação de cases, tendências e oportunidades relacionadas. Serão abordados ainda os desafios da criação de novas embalagens e a conversa apresentará o que já funciona e os fatores que devem ser levados em consideração para embalagens atrativas e recicláveis. A Virada Sustentável São Paulo 2020 está em sua 10° edição e os interessados poderão participar de casa de encontros para tratar dos temas mais relevantes para a sustentabilidade. Durante cinco semanas de programação do evento, o Fórum da Virada 2020 debaterá as questões do presente e trará inspirações para futuros possíveis. Com as temáticas Economia Circular, Diversidade e Empoderamento, Cidades Sustentáveis e Meio-Ambiente, a programação será 100% online, com grandes nomes como Elza Soares, Kate Raworth, Preta Gil e William McDonough. A programação pode ser acompanhada pelas redes sociais e pelo site www.viradasustentavel.org.br

22 de setembro, 2020
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ARTIGO
Precisamos (e podemos) reduzir nossa produção de lixo

Por Leo Cesar Melo * Diariamente produzimos no Brasil, aproximadamente, 215 mil toneladas de lixo, um pouco mais de 1,0 quilo por pessoa. Em um mês são quase 6,5 milhões de toneladas e, ao final do ano, 78,4 milhões de resíduos são colocados nas portas das casas. Esses são dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, feito em 2017, que também ressalta que 91% da produção é coletada, mas somente 56% desse total tem a destinação correta. Levando em consideração ainda os 9% que sequer são coletados, podemos concluir que, para cada tonelada gerada, 460 quilos são descartados de maneira irregular, o que demonstra um potencial de prejuízo ao meio ambiente. A primeira coisa a fazer parece um pouco óbvia, que é reduzir a produção de lixo. Será que tudo o que é colocado para destinação final realmente precisa estar ali? No entanto, tenho visto com preocupação o cenário deste mercado de resíduos sólidos no Brasil. Uma pesquisa que realizamos recentemente sobre gestão de resíduos, com empresas de diferentes setores (mineração, farmacêutico, automotivo, agronegócio, entre outros), revela que para 60% delas o "Aterro Zero", que tem por objetivo dar uma destinação mais nobre do que aterros e incineradores a pelo menos 90% dos resíduos gerados durante o seu processo produtivo, ainda não é uma meta. No entanto, os prejuízos vão para além do aspecto ambiental. A pesquisa também mostra que 56% das empresas reconhecem que o desperdício de matéria-prima, água e energia é a principal perda econômica nesse processo. Ou seja, cada vez que sai um caminhão de uma indústria carregado de resíduos, ele leva consigo muito dinheiro. Serve como um bom exemplo os efluentes industriais de uma indústria alimentícia. Este material, normalmente rico em matéria orgânica, pode passar por tratamento para se tornar água de reuso (impactando os custos com água) e também uma biomassa, que pode ser aproveitada como fertilizante ou ser queimada para gerar energia a partir de um biogás (contribuindo na redução de custos com energia, ou gerando um novo produto para venda). Mas há outras inúmeras alternativas. Portanto, que tal olhar de maneira diferente para o que se descarta diariamente? Os orgânicos podem ir para uma composteira e se tornar adubo. Plásticos, vidros, papéis e outros materiais recicláveis podem ser destinados a locais que dão o devido tratamento a eles. Com uma simples mudança de perspectiva, podemos levar cada vez mais aquela tonelada diária que geramos para perto do zero. * Leo Cesar Melo é CEO da Allonda, empresa de engenharia com foco em soluções sustentáveis

17 de agosto, 2020
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COLETA SELETIVA
Amlurb registra aumento de 35%

A Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) divulgou que o mês de junho registrou aumento de 35% na coleta seletiva em relação ao mesmo mês de 2019. O volume de resíduos que foram para a reciclagem passou de 5,8 mil toneladas para 7,8 mil toneladas na comparação entre junho de 2019 e 2020. A Amlurb comenta que houve também queda de 22% nos dados de varrição, por causa das pessoas estarem mais tempo em suas casas. O aumento da coleta seletiva vai ao encontro do crescimento de quase 40 mil visitas. Isso se explica pelo maior interesse da população em consumir informações sobre reciclagem, além de terem no site um local para esclarecimento de dúvidas. Os conteúdos mais procurados foram: onde encontrar “pontos de coleta”, “reciclagem de latas: entenda sua importância e saiba como fazer” e “você sabe as diferenças entre lixo orgânico e reciclável”. O Recicla Sampa foi lançado em 2019 e já teve mais de 265 mil acessos. Comparando o primeiro semestre de 2019 com o mesmo período do ano corrente, foi verificado um crescimento de 295% no número de visitas, sendo que o público da plataforma é majoritariamente feminino (70%). Mesmo no período da pandemia, o destino de resíduos recicláveis continua sendo as Centrais Mecanizadas de Triagem, que possuem capacidade operacional de 500 toneladas diárias de resíduos, 250 t cada uma. Segundo órgãos municipais, o descarte correto deve ser feito em sacos de lixo reforçados. Os resíduos devem ser ensacados duas vezes em sacos resistentes, descartáveis e com enchimento de até dois terços da sua capacidade. Essa medida visa evitar o contato dos coletores com possíveis resíduos contaminados.

3 de agosto, 2020
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ARTIGO
Lixões e aterros irregulares ajudam a propagar COVID-19

Por Paulo Moura * Em meio à luta contra a pandemia do novo Coronavírus, é de grande importância que se discuta também a questão ambiental, com foco especial na destinação final dos resíduos. Quando tratamos de assuntos como a presença de lixões e de aterros controlados, estamos falando também da facilitação da propagação do vírus e da dificuldade em se ter condições adequadas de higiene. Todo o cenário ambiental se reflete também na saúde. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos 2018/2019 da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil destinou a lixões ou aterros controlados 29,5 milhões de toneladas de resíduos, 40,5% do total produzido, em mais de 3 mil municípios. Os perigos dessa prática são inúmeros, como a poluição do ar e da água, emissão de gases do efeito estufa, atração de vetores e risco de incêndios. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, previu que todos os lixões do país deveriam ser extintos até 2014. Infelizmente, por conta da falta de prioridade no enfrentamento do problema, da ausência de financiamentos, de busca por soluções conjuntas com outros municípios e de parcerias público-privadas, essa meta ainda está longe de ser realizada. No ano passado, a proposta de estender os prazos para a extinção dos lixões em todos os municípios do país entre 2021 e 2024 foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda está em tramitação pelo Senado Federal. A existência de lixões a céu aberto traz problemas ainda maiores em tempos de Coronavírus. Afinal, diversos catadores que tiram seu sustento destes locais podem se contaminar com o vírus, já que não há qualquer tipo de proteção. Populações que vivem em áreas próximas a lixões ou aterros irregulares são afetadas diretamente pelos lixões, especialmente por conta dos fortes odores e da atração de vetores que podem causar doenças diversas. Em um momento em que muitas pessoas têm sofrido dificuldades para serem atendidas no Sistema Único de Saúde, esse pode ser um problema adicional. Além disso, o chorume vindo do lixo pode contaminar o solo e a água, que é extremamente importante para a nossa higiene e proteção durante esse período. Soma-se a isso a falta de saneamento básico adequado e temos um cenário ainda mais complexo. Ao invés de destinarmos os resíduos aos lixões, após esgotadas as possibilidades de reciclagem e tratamento devemos direcioná-los aos aterros sanitários, locais regulamentados que possuem sistemas de drenagem do chorume e do gás metano (que pode ser reaproveitado) e que gera renda e empregos formais a trabalhadores. Nesse caso, os trabalhadores possuem todo o cuidado no tratamento dos resíduos, o que evitaria a propagação por parte do Coronavírus e outras doenças. Outro ponto de grande importância é a necessidade de ampliar a coleta seletiva em todos os municípios brasileiros e estimular a reciclagem e a logística reversa de materiais diversos. Com a realização desses processos, é possível reutilizar materiais como matéria-prima e evitar que sejam descartados incorretamente na natureza. Os lixões fazem parte de um problema histórico de difícil resolução no Brasil por conta da falta de investimentos, de interesse por parte do poder público e das condições precárias em que muitos brasileiros vivem. Discutir a gestão e a destinação de resíduos sólidos em locais adequados traz benefícios para a qualidade de vida da população não apenas em relação ao meio ambiente, mas também à saúde, condições de moradia, saneamento básico, empregos e oportunidades. * Paulo Moura é Analista da Coordenação de Sustentabilidade da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e membro do Comitê Técnico do Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR)

8 de junho, 2020
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WEBINAR
Encontro debate como resolver problema do lixo nos municípios

Com o objetivo de discutir o uso de instrumentos econômicos para a gestão de resíduos sólidos urbanos no Brasil, Rodrigo Oliveira, fundador da startup Green Mining e presidente da Fral Consultoria, realiza a webina r : ‘Instrumentos econômicos para a gestão de resíduos sólidos no Brasil: o sistema Pay-As-You-Throw (PAYT)’ no dia 27 de maio, das 16h às 17h30no YouTube FGVces - FGV EAES P. O sistema Pay-As-You-Throw (PAYT) é ferramenta que busca a sustentabilidade financeira para municípios, a equidade de cobrança do serviço e a redução do impacto ambiental. Por meio do conceito do 'poluidor-pagador', será discutido o pagamento individualizado ao serviço de limpeza, semelhante ao consumo de água e energia. O conteúdo é voltado para prefeitos e administradores públicos e será baseado no trabalho de pesquisa no âmbito do Mestrado Profissional em Sustentabilidade da EAESP FGV, no qual estudou como replicar o sucesso do sistema PAYT de municípios norte-americanos no país. Além de Rodrigo Oliveira, participam da webinar Fabricio Soler, professor, advogado especialista em Direito do Ambiente e Direito dos Resíduos, Organizador do Código dos Resíduos e consultor do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial e da Confederação Nacional das Indústrias para estudos em resíduos e meio ambiente e Annelise Vendramini, professora do tema de finanças sustentáveis no curso. Coordena o programa de Finanças Sustentáveis no FGVces.

25 de maio, 2020
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COLETA SELETIVA
PMSP investe em ajuda a catadores

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), anunciou investimentos de R$ 5,7 milhões para auxiliar os catadores de materiais recicláveis na cidade de São Paulo. A medida beneficiará 900 famílias associadas às 25 cooperativas habilitadas no Programa Socioambiental de coleta seletiva. Cada família irá receber da Prefeitura R$ 1,2 mil reais mensais, por até três meses. Além dos cooperados habilitados nas cooperativas, outros 1.400 catadores autônomos receberão o recurso de R$ 1,2 mil mensais pelo mesmo período. No caso dos catadores autônomos, o auxílio será dividido entre Prefeitura e Governo Federal, cada um pagando R$ 600 aos catadores autônomos. “A cidade de São Paulo e o Brasil passam por um momento de grande crise. Por isso, é preciso elencar prioridades. A minha prioridade, a da Prefeitura, e tenho certeza que a do Governo do Estado, é com os mais vulneráveis. E nosso objetivo é preservar vidas”, afirmou o prefeito Bruno Covas, durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, junto com o governador João Doria. As cooperativas que realizam coleta seletiva na capital paulista tiveram as atividades suspensas temporariamente em razão da pandemia de coronavírus. É uma medida necessária para preservar a saúde dos catadores. Os trabalhadores autônomos beneficiados participaram do Reciclar para Capacitar, um programa de formação básica em materiais recicláveis que ofereceu três cursos presenciais simultaneamente em 11 subprefeituras, kit-alimentação e auxílio-curso. O programa faz parte do convênio com a antiga Subsecretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES). A distribuição de recursos será feita por meio da Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIPS), exames admissionais e/ou ficha de adesão nas respectivas das cooperativas habilitadas na Prefeitura. O serviço de coleta seletiva porta a porta continua funcionando normalmente, assim como a destinação dos recicláveis para as Centrais Mecanizadas de Triagem da cidade. “Preservar a saúde dos cooperados é nossa prioridade na gestão dos resíduos recicláveis. Inicialmente os grupos de risco foram afastados das atividades, mas com o avanço do cenário foi necessário fechar temporariamente as cooperativas. Com essa iniciativa, nós entendemos que essas famílias precisam de uma assistência financeira para se manterem em casa e seguras”, comenta Edson Tomaz de Lima Filho, Presidente da Amlurb.

13 de abril, 2020
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RESÍDUOS SÓLIDOS
Entidades e governo debatem fim de lixões

A Associação Brasileira de Empresas de Tratamentos Sólidos e Efluentes (Abetre), Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP) e a SELUR/SELURB -- Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana e a Coordenação de Resíduos Sólidos da ABDIB reuniram-se por videoconferência com o Secretário Nacional de Saneamento do Ministério de Desenvolvimento Regional, Pedro Maranhão. Na ocasião, foram tratados assuntos para a resolução dos problemas de saneamento brasileiro. "O encontro foi muito proveitoso e positivo", avalia Luiz Gonzaga, presidente da Abetre. "Acredito que conseguimos apresentar os pontos principais, que implicam na erradicação dos 3.257 lixões espalhados pelo Brasil, que causam enorme dano à saúde da população". Dentre os assuntos estava a inclusão do artigo 20 no texto final do Marco Legal do Saneamento, aprovado na Câmara dos Deputados, em dezembro de 2019 e que aguarda votação do Senado Federal. O trecho, incluído na última hora, limitava a atuação das empresas do segmento de resíduos sólidos e drenagem, prejudicando, assim, o atendimento à população. "Percebemos que houve uma compreensão dos impactos negativos desse artigo e temos uma sinalização positiva de que haverá uma atenção especial por parte do secretário e do MDR nesse tópico", ressaltou Gonzaga. “Saneamento é Água, Esgoto, Resíduos e Drenagem. Não faz sentido que Água e Esgoto tenham um tratamento e Resíduos e Drenagem outro”. Outros temas debatidos foram o Código Florestal, que após votação em 2018 do Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a implantação de Aterros Sanitários em Áreas de Preservação Permanentes (APP) assim como a remoção dos atuais aterros existentes nas mesmas áreas. As entidades entendem que o Ministério pode contribuir no processo, uma vez que os aterros são obras complexas de engenharia, que não causam danos ambientais e podem, sem interferência entre Poderes, clarear a terminologia adequada. A remoção do material dos atuais aterros existentes em APPs custaria R$ 79 bilhões. A cobrança de tarifas para a garantia da sustentabilidade econômica e financeira também foi debatida e é considerada fundamental para a implantação e manutenção das atividades de coleta, tratamento e destinação de resíduos sólidos. Entidades e governo acreditam que só assim será possível a implantação dos 500 aterros regionais espalhados pelo Brasil, que substituirão os 3.257 lixões existentes, resolvendo a questão que impacta na saúde do Brasileiro. "Com a crise financeira que vai surgir pós-coronavírus, achamos importante essa atenção às tarifas, pois somente assim vamos preservar essa parte essencial do serviço público que é a coleta e a correta destinação dos resíduos. Eles precisam ter continuidade", foi à afirmação unânime das entidades.

31 de março, 2020
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RESÍDUOS
Senalimp 2019 e Fórum Waste Brasil

O Senalimp (Seminário Nacional de Limpeza Urbana) e o Fórum Waste Brasil e a feira Waste Expo Brasil acontecem entre os dias 12 e 14 de novembro, das 13h às 20h, no Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo – São Paulo (SP). A abertura oficial está marcada para 10h30 e terá a participação de representantes das principais entidades de classe do segmento e autoridades dos poderes executivo, legislativo e judiciário. Os eventos têm como objetivo debater o futuro da limpeza pública e gestão de resíduos no Brasil. Os dois principais encontros técnicos do setor serão realizados em conjunto com a feira Waste Expo Brasil, que reúne fabricantes de equipamentos, produtos e serviços para a coleta, transporte, tratamento e disposição final de resíduos sólidos urbanos (RSU’s). Entre os participantes estão confirmadas as presenças de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, Carlos Martins, ex-secretário de estado do Meio Ambiente de Portugal (cargo equivalente no Brasil ao de ministro), que falará sobre o processo de erradicação dos lixões naquele país, que foi conduzido em apenas cinco anos, entre 1997 e 2002. Martins dará detalhes sobre as estratégias adotadas, as implicações de Portugal ser um estado-membro da União Europeia e o cenário atual naquela região. Ex-ministros brasileiros do Meio Ambiente participarão, dia 12, de um painel para discutir o passado, o presente e o futuro da limpeza urbana e gestão de resíduos no Brasil. Estão confirmadas as presenças de Edson Duarte, Izabela Teixeira, José Goldenberg e José Sarney Filho. Durante os três dias serão realizadas mais de 20 apresentações técnicas sobre temas como logística reversa de eletroeletrônicos, coleta conteinerizada, tratamento de efluentes, produção de CDR (Combustível Derivado de Resíduo) e produção de energia por meio do biogás, entre outros. As inscrições podem ser feitas no site da ABLP – www.ablp.org.br – ou da Waste Expo - www.wasteexpo.com.br.&nbsp ;

8 de novembro, 2019
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LIXO
Lançado Movimento Recicla Sampa

O Movimento Recicla Sampa lançou, dia 7 de fevereiro, uma plataforma online de amplo conteúdo com vídeos, webdocs, tutoriais, jogos, materiais para impressão, reportagens, notícias da cidade, do Brasil, do mundo e entrevistas para orientar e informar os cidadãos sobre a importância de se aumentar a quantidade de materiais reaproveitáveis e diminuir o volume dos resíduos enviados aos aterros sanitários da capital paulista. O movimento é uma parceria entre a Loga e a EcoUrbis, concessionárias de limpeza urbana de São Paulo, e conta com o apoio institucional da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), responsável pela regulação dos contratos de limpeza. A plataforma pode ser acessada pelo endereço: http://www.reciclasampa.com.br O Movimento atende a meta 24, do Plano de Metas da Prefeitura de São Paulo para 2020, que determina a redução, em quatro anos, de 500 mil toneladas de resíduos enviados aos aterros municipais. A cidade de São Paulo produz 12 mil toneladas diárias de lixo domiciliar, o que significa dizer que, anualmente, a capital é responsável pela geração em média 3,6 milhões de toneladas de resíduos. Segundo a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana, através de dados colhidos pela gravimetria que analisa a composição do lixo domiciliar da cidade, cerca de 40% dos resíduos coletados poderiam ser reciclados e não o são. Somente algo como 7% do potencial de reciclagem presente nos resíduos domiciliares na cidade é reciclado. No site do Movimento, será possível acessar os horários em que ocorrem as coletas por bairros e regiões da cidade, baixar materiais gráficos e tutoriais de como separar corretamente os resíduos. A população poderá utilizar os conteúdos em casa, em seus locais de trabalho, nos condomínios e em locais públicos. “Enfrentamos o desafio de mobilizar os cidadãos a partir de um senso de urgência já colocado. A megaoperação que envolve o gerenciamento do lixo na capital depende fundamentalmente de um novo comportamento, que começa dentro da casa de cada paulistano”, ressalta Edson Tomaz Filho, presidente da Amlurb. Os usuários ainda terão acesso a informações sobre o processo de reciclagem, entrevistas com especialistas renomados da área de sustentabilidade e dicas de como reaproveitar materiais. Os paulistanos poderão ainda localizar os endereços dos pontos de coleta para descarte de itens como: óleo de cozinha, eletrônicos, eletrodomésticos, remédios, entre outros, a localização dos Pontos de Entrega Voluntária de Recicláveis, os Ecopontos espalhados pela cidade e muito mais. A plataforma, que tem como pilar os 5Rs da sustentabilidade – Repensar, Reduzir, Reutilizar, Recusar e Reciclar, será colaborativa e aberta a todos os cidadãos.

18 de fevereiro, 2019