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ECONOMIA CIRCULAR

Setor deve movimentar cerca de US$ 355 bilhões até 2032

Setor deve movimentar cerca de US$ 355 bilhões até 2032

A economia circular se consolida como uma força motriz global, projetada para movimentar US$ 355 bilhões até 2032, impulsionada por inovação, regulamentação e…

Segundo projeções da DataM Intelligence, publicado no relatório ‘Circular Economy Market’, a economia circular entrou definitivamente na agenda econômica global e deve movimentar cerca de US$ 355 bilhões até 2032, com crescimento impulsionado por inovação, regulação e pressão de investidores por práticas sustentáveis. O dado reflete uma mudança estrutural e demonstra um paradoxo: atualmente, apenas 6,9% dos mais de 100 bilhões de toneladas de materiais utilizados anualmente pela economia global são provenientes de fontes recicladas, segundo o Circularity Gap Report 2025.

O Brasil criou o Plano Nacional de Economia Circular (2025–2034) como uma tentativa concreta de estruturar essa transição para a descarbonização, conectando políticas industriais, ambientais e sociais. A proposta busca incentivar o redesenho de cadeias produtivas, ampliar a reciclagem, fomentar a inovação e criar novos modelos de negócio baseados em reaproveitamento e regeneração de recursos. Apesar dos avanços institucionais, a taxa de reciclagem nacional gira em torno de 4%, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, montante muito abaixo do potencial nacional e da média de mercados mais maduros.

Ao mesmo tempo, levantamentos da Confederação Nacional da Indústria indicam que cerca de 60% das indústrias brasileiras já adotam alguma prática de economia circular, ainda que de forma pontual, o que mostra que o movimento está em curso, mas ainda carece de escala, integração e investimentos mais robustos. “O Brasil certamente pode transformar a economia circular em vantagem competitiva, sobretudo pela abundância de recursos naturais, capacidade industrial e potencial de inovação. O debate precisa avançar para além da esfera ambiental e incorporar dimensões econômicas e sociais”, comenta Patrício Malvezzi, CEO e fundador do Instituto Tran$forma, iniciativa exclusiva e pioneira na reciclagem de dinheiro no mundo baseada nos princípios de economia circular. Todo papel descartado pela Casa da Moeda por erros de impressão, corte ou outros defeitos podem ter diversas destinações, como por exemplo em mobiliário, artigos de decoração, obras artísticas e outros tipos de itens e peças com diversas utilidades.

Para Augusto Freitas, presidente-executivo da Cristalcopo e fundador do projeto Recicla Junto, a economia circular não pode ser tratada apenas como uma agenda verde mas como uma agenda de desenvolvimento. “Quando olhamos para o cenário global e para eventos como a COP30, fica claro que o Brasil tem uma oportunidade única de liderar esse movimento. Hoje, eu vejo na prática como a circularidade pode gerar renda, reduzir desperdícios e transformar realidades locais. Mas isso exige escala e políticas consistentes”. O Projeto Recicla Junto é focado em economia circular e ressignificação de resíduos sólidos, especialmente em estádios de futebol e eventos. Criada em 2019, a iniciativa já viabilizou a reciclagem de mais de 486.394,97 toneladas de resíduos, transformando lixo em novos produtos, além de gerar renda para os catadores. Por fim, a economia circular está diretamente ligada à eficiência dos negócios. “Reduzir desperdícios, reaproveitar materiais e estruturar a logística reversa não são apenas ações sustentáveis, são decisões estratégicas. O crescimento desse mercado até 2032 mostra que essa não é uma tendência passageira, mas uma mudança definitiva no modelo econômico”, concluiu Patrício.

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