ÁREAS DEGRADADAS

Shell financia projeto na Floresta Amazônica

Shell financia projeto na Floresta Amazônica

O principal objetivo da iniciativa é compreender os impactos da Arbolina na aceleração do crescimento de espécies nativas do bioma Amazônico.

A Shell Brasil formalizou parceria com o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) e Krilltech – startup oriunda da Embrapa e UnB – com o objetivo de desenvolver soluções para recuperação de áreas degradadas em nove estados da Floresta Amazônica. Intitulado de Aplicações da nanobiotecnologia para recuperar áreas degradadas na Amazônia: Uma experiência florestal de pesquisa, ensino e extensão”, o projeto foi lançado em Manaus (AM) e contou com a participação dos desenvolvedores do projeto e com toda a rede de instituições da Amazônia Legal Brasileira que receberão os experimentos.

O principal objetivo da iniciativa é compreender os impactos da Arbolina (nanomolécula desenvolvida pela Krilltech) na aceleração do crescimento de espécies nativas do bioma Amazônico, com potencial impacto nos custos dos projetos de reflorestamento. A pesquisa terá como foco os efeitos da produtividade, as características ecofisiológicas, acúmulo de carbono, e até mesmo a viabilidade econômica de diferentes sistemas de plantio sobre áreas degradadas. Uma ferramenta de MRV (Measurement, Reporting and Verification), desenvolvida por outra startup brasileira, a TREEVIA, será aplicada para medir em tempo real a circunferência das árvores e, através de equações, informará os estoques de carbono acima do solo em tempo real. “A Shell tem como objetivo chegar a 2050 com emissão líquida zero de carbono, com base na estratégia global ‘Impulsionando o Progresso’, que considera como seus pilares, além da redução de emissões absolutas e transição energética, o respeito à natureza, o impulsionamento de vidas e geração de valor. Nesse contexto, e considerando que a Amazônia é a região que abriga a maior parte da floresta tropical remanescente do mundo, com um quarto da biodiversidade terrestre e mais espécies de peixes do que qualquer outro sistema fluvial do planeta, preservar e contribuir para a recuperação desse bioma é de fundamental importância para o Brasil e para o planeta”, ressalta Carolina Rio, coordenadora de projetos de pesquisa e desenvolvimento da Shell Brasil.

O projeto em parceria com INPA e Krilltech visa criar soluções e tecnologias para recuperação de áreas degradadas, contribuindo para assimilação de carbono, recuperação de processos ecológicos e até produtivos, atendendo aos pilares estratégicos, com impacto tecnológico social e econômico. O projeto é financiado pela Shell por meio dos recursos oriundos da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O projeto tem duração prevista de três anos e faz parte da carteira de Pesquisa e Desenvolvimento em Soluções Baseadas na Natureza da Shell, sob gerência de Alexandre Breda, e que tem Carolina Rio na coordenação das atividades. O Professor Dr. José Francisco de Carvalho Gonçalves, do INPA, é o coordenador técnico, e conta com Adamir da Rocha Nina Junior (IFAM), Josiane Celerino de Carvalho (INPA) e Karen Cristina Pires da Costa (UNIFESSPA) no comitê científico.

A Shell anunciou, em julho, R$ 200 milhões na Carbonext, desenvolvedora de projetos de geração de créditos de carbono REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) do Brasil, tornando-se sócia minoritária da companhia. O recurso será utilizado para investimento em tecnologia embarcada nos projetos de preservação florestal e para o desenvolvimento de novas áreas de negócios, como bioeconomia e reflorestamento na Floresta Amazônica. O acordo marcou a entrada da Shell no negócio de Soluções Baseadas na Natureza no país.

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